CASA BRANCA, as últimas dos EUA, post 18, 14.11.2019, Jerome Powell em Capitol Hill

Porto Alegre, 14 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 21 graus

Ontem, desde cedinho, eu tomei conhecimento que haveria um pronunciamento de Jerome Powell, o chairman do FED, em Capitol Hill.   Busquei a fonte, identifiquei o canal e fiquei à espera do início do evento.  Até preparei uma nota informando ao leitor do blog que ele poderia acompanhar, ao vivo, a entrevista do presidente da Instituição.

Jerome Powell é realmente uma pessoa extremamente qualificada.    Ele foi preciso na sua exposição, não deixou  pergunta sem resposta e sempre que a indagação fosse um tanto complicada ele expressou com detalhes a sua posição.  E sem hesitação, que foi o que me pareceu mais importante.

Nesses 50 anos acompanhando as manifestações de os presidentes do FED eu sempre considerei que essas oportunidades eram momentos em que eu aprendia muito.   

Os seus testemunhos em Capitol Hill e as suas entrevistas coletivas nos EUA ou no Exterior, permitiam que eu assimilasse a versão oficial das autoridades quanto ao desempenho da economia e da gestão da política monetária por parte do board do banco central daquele país.   

Eu lembro do primeiro dia em que tomei conhecimento que Jerome Powell (2018-…) substituiria ninguém mais, ninguém menos, que Janet Yellen.   Eu acompanhei toda a trajetória de Paul Valcker (1979-87), Alan Greenspan (1987-2006), de Ben Bernanke (2006-2013) e, finalmente de Janet Yellen (2014-2018). 

Afinal, Powell era um advogado formado pela Universidade de Georgetown (1979), mas ao analisar o seu currículo surpreendeu-me a riqueza do mesmo.   Com o tempo eu aprendi que ninguém chega a um cargo dessa natureza se não tiver o verbete Economia do Google na sua cabeça, na sua memória.   E à medida que vão permanecendo como chairman tornam-se verdadeiras enciclopédias.

Eu lembro do tempo de Janet Yellen chegando ao Joint Economic Committee of Congress para apresentar o seu testemunho.  Ela estudou em Yale em 1971, na mesma época em que eu estava em Syracuse.   

Ela chegava ao evento carregando uma pasta de executivo igual as que os meus professores utilizavam em sala de aula.  E, aí, ela obedecia um ritual até iniciar a sua exposição.  Cabelos brancos, professora no Brooking Institution em Washington D.C., com vasta experiência docente e como executiva, Janet tinha toda uma didática ao desenvolver as suas idéias frente ao Committee. 

Ao contrário de Janet Yellen, Jerome Powell tem o perfil de um executivo.  Ontem ele chegou ao evento, abriu logo as suas anotações e ao mesmo tempo que organizava os papeis já ia apresentando o seu testemunho.  Uma verdadeira aula.  Depois, ficou à disposição dos membros da Câmara dos Representantes, mais precisamente, à disposição dos 16 membros do comitê.

Powell tratou das ameaças ao comportamento da economia norte-americana.   Ele parece estar de acordo com o diagnóstico do FMI que há uma desaceleração sincronizada da economia global.  Mais uma vez, Powell falou da vigência da inflação baixa e da extensão da guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta.

…  

Segundo Powell, a estabilidade econômica está assegurada à medida que a meta de 2,0% de inflação prossegue no horizonte.  Paralelamente, o desempenho da economia mantém um crescimento moderado (ritmo de 1,9% ao ano no período julho a setembro).   Quanto ao mercado de trabalho, a persistência do pleno emprego faz parte do cenário atual.

No âmbito da política monetária, as taxas de juros vinham em queda ao longo do ano e se encontram, atualmente, na faixa de 1,50% a 1,75%.  Tendo em vista o patamar atual da inflação, novas quedas a partir de agora estarão associadas às taxas de juros negativas.

Donald Trump tem utilizado de todos os meios para expressar o seu desejo de que o FED reduza, ainda mais, a faixa das taxas de juros, torna-os negativos.   Jerome Powell não comunga dessa ideia e, inclusive, deixou claro que com o crescimento do PIB no ritmo atual, não haverá necessidade de reduzir juros.

… 

Esse, em suma, é o impasse atual.  De um lado, a Economia; de outro, as Finanças.  Muitos analistas estão com os olhos voltados para a recessão.  O mercado está procurando assegurar ganhos adicionais no S&P.  Quem levará a melhor?

Eu acredito que o ciclo atual de dez anos de crescimento ainda tem um pouco de fôlego.  Tudo porque a inflação está abaixo do objetivo, o crescimento é moderado e há pleno emprego. 

Ao mesmo tempo, eu reconheço que a Trade War é uma realidade.  Além disso há outros fatores que podem criar instabilidade, dentre eles, problemas geopolíticos em evolução, corrente de comércio global sob ameaça e o início do processo contra Donald Trump na Câmara dos Representantes.

Para que lado vai pender a balança?  Donald Trump está irredutível.  Jerome Powell não quer nem reconsiderar a necessidade de novas reduções nas taxas de juros.  Entre ambos, a conjuntura econômica mostrando um comportamento sem precedentes. 

Fazer o quê?  Powell especificou e detalhou como está vendo o cenário à sua frente.  Respondeu dúvidas de todos que o arguiram no Comitê em Capitol Hill.   Agora, só resta esperar o fim do ano chegar.  Voltarei ao assunto em breve.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Restaurante na Praça da Alfândega em plena Feira do Livro de Porto Alegre, novembro de 2019.

       

ENTREVISTAS na televisão, post 26, 13.11.2019, encerramento do Fórum Empresarial do BRICS

Porto Alegre, 13 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h20, 28 graus

Acompanhe, agora e ao vivo no Canal Brasil, canal 23 da Sky, o encerramento do Fórum Empresarial do BRICS com pronunciamentos do presidente russo Vladimir Putin, que sediará o grupo em 2020, e do presidente Jair Bolsonaro.

Recomendo o evento aos professores e alunos de Economia e de áreas afins.

Imperdível!

FOTO ABAIXO: Na imagem eu estou em Ginza, principal área comercial de Tóquio, em 1974, à época que eu participava de um Curso de Planejamento Econômico, promovido pela Overseas Technical Cooperation Agency do Governo do Japão,

ENTREVISTAS na televisão, post 25, 13.11.2019, Kent e Taylor estão sendo ouvidos em Capitol Hill

Porto Alegre, 13 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 14h50, 30 graus, chove à tarde

Acompanhe, agora e ao vivo direto de Capitol Hill, via CNN, a primeira audiência da investigação relacionada ao julgamento político de Donald Trump. 

George Kent. vice-secretário de Estado e supervisor da política dos EUA junto à Ucrânia e Bill Taylor, embaixador dos EUA na Ucrânia, ambos diplomatas, estão sendo questionados no Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Um momento importante do contexto político norte-americano que está em jogo no presente momento.  Eu recomendo essa programação da CNN aos professores e estudantes de Economia e de áreas afins.

Imperdível!

Boa tarde, leitor do blog!loja virtual

FOTO ABAIXO:  A Câmara de Indústria e Comercio de Hiroshima, único prédio que não foi destruído pela bomba atômica, em fotografia que eu bati em 1974.

 

ENTREVISTAS na televisão, post 24, 13.11.2019, Jerome Powell (FED) em Capitol Hill

Porto Alegre, 13 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 13h15, 30 graus, chove à tardemeu ip

Acompanhe, agora e ao vivo direto de Capitol Hill, o testemunho de Jerome Powell (FED) no canal Bloomberg.  É o depoimento da maior autoridade em economia dos Estados Unidos falando sobre estabilidade e crescimento econômico. 

É uma verdadeira aula de Economia. Depois do testemunho ele responde às perguntas dos membros da Casa.  Tradicionalmente são perguntas objetivas e respostas curtas.  Facilmente compreensível para profissionais que iniciam o estudo da conjuntura internacional.  

Sugiro que professores e alunos de Economia e de áreas afins acompanhem o evento.   Imperdível!

Vou preparar um post sobre o que eu ouvi nessa oportunidade.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Eu bati essa fotografia da gruta de Lourdes, na França, em 1969. 

JORNAIS, o tema da minha taxação, post 09, 12.11.2019, desafios da República

Porto Alegre, 12 de setembro de 2019

Horário Oficial do beco da Rua General João Manoel 18h10, 20 graus

Na edição de hoje do jornal O Estado de São Paulo, há uma manchete na primeira página cujo título é OS NOVOS DESAFIOS DA REPÚBLICA.  Há um subtitulo que diz que “Líderes citam promoção da democracia e combate à desigualdade como prioridades para o aprofundamento dos valores republicanos no País”. 

Às páginas A 12 e A 13, o leitor encontrará quatro matérias alusivas aos 130 anos da República.     Textos de Marcelo Godoy e Paula Reverbel, Celso Lafer e Edson Pujol.  O jornal ouviu líderes sobre os desafios da República. Leitura obrigatória para professores e estudantes de Economia e de áreas afins. 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Galeria do Rosário, Rua Marechal Floriano, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019

UNIÃO EUROPEIA, PARLAMENTO, post 38,11.11.2019, resultados das eleições de 10-N

Porto Alegre, 11 de setembro de 2019

Horário Oficial do beco da Rua General João Manoel 18h10, 20 graus

Conforme informei ao leitor em posts anteriores, eu reúno os conteúdos referentes aos países do Velho Continente dentro de um titulo geral UNIÃO EUROPEIA, e o subdivido em Parlamento e Comissão se o assunto disser referência à Politica ou a Economia.

Ontem ouve eleições na Espanha.  O quarto pleito em quatro anos.  Tudo porque os resultados das urnas identificam os vitoriosos , mas os números alcançados não facilitam a tarefa de viabilizar a formação de um governo.  Ontem, em princípio, o fato se repetiu. 

Explico melhor.  Um total de 24.365,255 eleitores participaram do pleito   Pedro Sanchez, presidente do governo e representando o Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE) obteve 6,752,804 votos, correspondendo a 120 cadeiras. 

O segundo partido mais votado foram os Populares (PP)  de Pablo Casado, com 5.019.759 votos, correspondendo a 88 cadeiras. 

Os analistas tem destacado a representatividade do partido VOX de Santiago Abascal, da extrema direita, que alcançou 3.639.968 sufrágios, ou seja, 52 escaninhos. 

Em quarto lugar o PODEMOS de Pablo Iglesias,  partido de esquerda com 3.097.070 votos, com 35 cadeiras e em quinto lugar, apareceu o CIUDADANOS de Albert RIvera com 1.637454 votos e, apenas, 10 escaninhos.   

O complemento dos votos ficaram distribuídos entre 11 partidos menores.

A decisão de Pedro Sánchez de levar o país às quartas eleições em quatro anos, representou uma perda de 3 cadeiras entre os pleitos de 28 de agosto e o de agora, de 10 de setembro. 

Os Populares (PP) avançaram de 66 para 88 cadeiras entre os dois pleitos. 

O VOX reduziu a sua representação de 57 para 52 escaninhos, o PODEMOS manteve as mesmas 35 cadeiras enquanto o CIUDADANOS, caiu de 24 para apenas 10 assentos.  

A derrota significativa do CIUDADANOS nas eleições fez com que Albert Rivera se exonerasse da presidência do Partido.

A partir de hoje, os partidos vão partir para a negociação de um pacto político que viabilize um governo para a Espanha.  A preocupação de curtíssimo prazo tem a ver com governabilidade do país. 

É imprescindível não cair no mesmo ambiente anterior em que não houve possibilidade de concretizar uma aliança factível para governar a Espanha.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Sala de autógrafos, Feira do Livro de Porto Alegre, 08.11.2019.

BRASÍLIA, distante de todos, post 23, 10.11.2019, o Plano Mais Brasil

Porto Alegre, 10 de novembro de 2019

Horário Oficial do beco da Rua General João Manoel 18h10, 25 graus

O Brasil chegou ao último bimestre do ano.  Até aqui, qualquer incremento de 0,1% a 0,2% no desempenho da economia é comemorado por quem está alinhado ao governo.   Para quem diverge do mesmo, a pauta já é outra e o foco migra para os milhões de desempregados

O Brasil chegou ao último bimestre do ano totalmente dividido.   A polarização que vinha de antes prossegue para para o depois.  Todos fincaram posições e ninguém muda de lugar.  Já estava difícil retomar o crescimento.

Agora está mais difícil levar o país adiante.  Bolsonaro e Lula implicam total ausência de convergência.  O ônus vai sobrecarregar o peso de quem já está com os ombros caídos e sem perspectiva de se sobre-erguer.   Tudo porque com o que está aí o país não melhora o desempenho da economia.

Até ontem o governo simplesmente não tinha um conjunto de medidas para retomar o crescimento econômico do país.   O governo falava em reformas, programas que viriam, a reforma tributária que estava sempre na iminência de chegar, na reforma administrativa que revolucionaria a estrutura que está aí e mais outros tantos argumentos que ficavam por aí.   E, assim, foi até aqui  

Na semana que passou o governo apresentou um conjunto de medidas que ele acredita que irá viabilizar a retomada do crescimento do país. 

Eu percebo que os analistas que estão otimistas com a “sequência de medidas geniais”que está aí, estão sempre jogando a recuperação para o futuro.  Foi assim quando o governo começou, e o fato se repetiu no segundo, no terceiro e, agora, no quarto trimestre.  Hoje, eles já estão afirmando que 2020 será o momento em que a economia retomará a força.

Ao mesmo tempo os analistas pessimistas, de outro lado, ainda falam em terceiro turno das eleições, não reconhecem a necessidade da reforma previdenciária aprovada, debatem uma pauta que vai da Vaza Jato às decisões do STF,   

E, então, onde está o Brasil e para onde vai o Brasil?   Como o governo pretende reverter o ambiente econômico de um “quinquênio perdido”?  Eu já falo em um quinquênio perdido porque o desempenho depois do fim da recessão é de dar dó. 

Bem, o que há de concreto é o Plano Mais Brasil, a Transformação do Estado.   De acordo com o discurso oficial, a esfera governamental deve focar mais no Brasil e menos em Brasília.   De concreto são três Propostas de Emendas à Constituição (PEC) para desatar o nó que está aí.   

As três PECs tratam do (i) Pacto Federativo, (ii) Emergencial e (iii) Fundos Públicos.  Todas as três estão voltadas para o setor público.   Assim como a reforma previdenciária produzirá economia em dez anos, as medidas para retomar o crescimento ficarão para algum momento no futuro.   

São muitas as limitações presentes no Plano Mais Brasil.  A seguir vou identificar algumas restrições que saltam aos olhos do analista e que precisam ser identificadas para que o leitor possa monitorar as citadas observações.  Enumerei dez itens nesse primeiro momento para facilitar o acompanhamento do avanço das PECs nos próximos meses.

(i) Eu confesso que jamais imaginei que alguém propusesse emendas à Constituição para resolver as limitações de uma economia que precisa retomar o seu ritmo de crescimento.  Parece-me que o paciente está enfermo e precisa, apenas, de um leito hospitalar, mas o governo resolveu construir um hospital para internar o doente. 

(ii) O governo não tem maioria no Congresso, e nem no seu Partido, e mesmo assim encaminhou PECs que pressupõe 308 votos na Câmara e 41 no Senado, tudo em dois turnos. 

(iii) Na Nova Previdência, Maia desidratou a proposta do Governo.  Guedes criticou inicialmente os trabalhos de Marcelo Ramos (PL/AM) e Samuel Moreira (PSDB/SP), mas, depois, pegou carona no trabalho da Câmara.  Agora, o trabalho de desidratação no Congresso será muito maior porque são três PECs que deverão seguir o rito de forma simultânea.   

(iv) Maia tem condições de abrir mão da sua agenda na Câmara para assumir com as PECs  o mesmo protagonismo que obteve quando da reforma da previdência? 

(v) Tudo o que o governo está propondo dessa vez, pressupõe que o dinheiro do petróleo irá irrigar a esfera pública. 

(vi)  Tendo em vista que há 26% de possibilidades que a recessão venha a se concretizar no cenário internacional é difícil sinalizar a presença de investimentos expressivos no setor do petróleo do Brasil.

(vii)  O governo vem prometendo um pacto federativo para quando der, mas os governadores não dispõe de tempo a perder porque o apagão das administrações estaduais já é uma realidade. 

(viii) As autoridades miraram na corrupção mas ao combatê-la acertaram também nas empresas de infraestrutura.   Há uma total falta de sincronia entre o futuro do combate à corrupção e a recuperação das empresas do setor.   Como superar essa limitação com as finanças públicas quebradas?

(ix) O pressuposto de jogar metas para um futuro distante joga metas para além do período de gestão de Paulo Guedes na Pasta da Fazenda.  Por que a União estará proibida de socorrer Estados e Municípios a partir de 2026 se o país precisa evitar um apagão generalizado já, agora, em 2020?

(x) A extinção de municípios, a redução da jornada e de vencimentos, o destino do BNDES e a utilização do dinheiro dos fundos para reduzir a dívida e criar dois grandes fundos são medidas relativamente simplistas da forma como foram explicitadas, mas difíceis de levar adiante porque todas tem uma legislação ampla e essas atividades tem um passado consolidado e interesses que vão eclodir à medida que o Poder Legislativo pautar as PECs no Congresso.

À essa altura, lamentavelmente a retomada do crescimento e a redução do desemprego ficará para mais tarde.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Antigo abrigo dos Bondes, Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019

     

UNIÃO EUROPEIA, Parlamento, post 37, 09.11.2019, a queda do muro de Berlim

Porto Alegre, 09 de novembro de 2019

Horário Oficial do beco da Rua General João Manoel 18h10, 29 graus, vem muita chuva    

O Velho Continente comemora o trigésimo aniversário da queda do muro de Berlim.  Uma data importante por tudo o que aconteceu na História. Ao mesmo tempo eu reconheço que a vitória foi obtida com muitas restrições que permanecem até hoje ao desafiar os dirigentes do bloco europeu.

Eu acompanhei como economista, professor e gestor de informações e de imagens, tudo o que aconteceu até os últimos dias da velha Ordem Econômica Internacional.  Os movimentos finais foram dramáticos.   Na universidade eu conseguia atualizar os alunos nas aulas de cenários econômicos.  Era impossível deixar de acompanhar o dia a dia do que acontecia em Berlim, em Moscou e em Washington.

Gorbatchov fazia a suas reformas ( Perestroika e Glasnost).  Golpistas prenderam Gorbatchov e o levaram para a Criméia.  Eles perceberam que a URSS terminaria em 4 dias.   Em Washington, Ford registrou e acusou o golpe.   Iéltsin lotou as imediações da Câmara Branca impedindo o acesso ao local.  Os golpistas, argumentando que estariam evitando a perdas de muitas vidas,  liberaram Gorbatchov que imaginou que iria retomar o poder. 

Ledo engano.  Iéltsin já estava no comando do processo.  A URSS terminou e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) foi criada.   Tudo aconteceu em ritmo alucinante.  A cada dia havia fatos novos em diversas frentes e, dentre eles, a queda do muro de Berlim (09.11.1989) e a unificação alemã.  Helmut Kohl, democrata cristão (CDU), era o primeiro ministro da época.   

Nesse fim de semana, o acontecimento está na pauta da mídia europeia.  São trinta anos desde o dia 09 de novembro de 1989, dia da queda do muro, em que foram reunidos dois países cujas diferenças eram imensas.   

Internamente o Parlamento reúne todo o tipo de representantes contra e a favor da preservação da União Europeia. Há, dentre outros, conservadores, liberais, sociais democratas, eurocéticos, nacionalistas e populistas.

Hoje o presidente do Parlamento Europeu David Sassoli prega que o processo de unificação levará a Europa a lugar muito distante do atual e que é preciso que os parlamentares escrevam juntos o destino do Continente.

Há, também, o partido Alternativa para Alemanha que é contrário ao bloco da União Europeia (UE) e ao euro e que busca unificar as duas Alemanhas com uma moeda única.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua Marechal Floriano, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019

PROFESSOR OCTÁVIO CONCEIÇÃO LANÇOU OBRA DE ECONOMIA NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Porto Alegre, 08 de novembro de 2019

Horário Oficial do beco da Rua General João Manoel 18h10, 29 graus, vem muita chuva

O economista e professor Octávio Conceição, doutor em Economia pela FCE da UFRGS e meu colega na Fundação de Economia e Estatística do Governo do Estado do Rio Grande do Sul durante mais de três décadas, lançou na última quarta-feira, dia 06 de novembro, na Feira do Livro de Porto Alegre a obra ECONOMIA INSTITUCIONAL E DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO. 

O livro, publicado pela Editora da UFSM, foi escrito em conjunto com os professores Adriano José Pereira e Herton Castiglioni Lopes, ambos docentes da Universidade que tem o seu nome associado ao grande professor José Mariano da Rocha Filho.

A obra está disponível em livrarias presentes à Feira do Livro da Capital Gaúcha que tem encerramento previsto para o dia 17 de novembro.  Eu recomendo o livro do professor Octávio Conceição a professores e alunos de Economia e de áreas afins. 

FOTO ABAIXO: Feira do Livro de Porto Alegre, novembro de 2019.