A RETA FINAL DAS ELEIÇÕES DOS ESTADOS UNIDOS

Docente aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, professor de Cenários Econômicos.

Porto Alegre, 21.10.2020, 12:10, 22 graus C, 77 % de umidade

Post 01.09.29

01.Internacional,09 Estados Unidos,29 número de ordem do post

 

Nos Estados Unidos as eleições estão no centro de todas as polêmicas vigentes em um país que prima pela polarização.   Ontem foi a vez de um impasse entre Donald Trump e Lesley Stahl, jornalista do canal CBS.   

A jornalista entrevistava o presidente para o programa 60 minutos da CBS que vai ao ar nos domingos.  Trump não gostou de algumas perguntas e ficou de pensar se divulga o conteúdo antes que a televisão o faça.   Segundo o presidente para evitar uma edição fake e parcial. 

Essa reta final para as eleições mostra uma pedra no meio do caminho.  Republicanos e Democratas podem retirar esse obstáculo na corrida à Casa Branca à medida que fechem um acordo para promover apoio fiscal aos agentes econômicos.   As precificações na bolsa de Nova York mostram que os investidores ainda acreditam que a negociação seja possível.

Amanhã há debate entre Donald Trump e Joe Biden.   Quatro temas – clima, coronavírus, família e racismo – deverão estar em destaque na pauta do evento.

O presidente viajou à Pensilvânia em busca de uma solução para a sua empreitada que não está nada fácil.  O candidato democrata permaneceu em casa na construção de uma estratégia para o seu desafio que não é em nada menor que a do seu opositor.  Trump mostra a cara?  Biden esconde a cara?

De todas as eleições à Casa Branca que eu acompanho nesses cinquenta anos eu acredito que dessa vez estão na corrida eleitoral os dois candidatos que menos entusiasmam aos eleitores.   Eu que penso assim,   

Aos 76 anos eu creio que Trump, 74 anos, e Biden, 77 anos, não me parecem ter as condições mais adequadas para presidir um país com a importância dos Estados Unidos.  George W Bush assumiu a presidência com 55 anos; Barack Obama, com 48 anos.   

Na Casa Branca, eu acredito que Trump não abre espaço para ninguém; Biden leva consigo Karama Harris, 56 anos, a provável candidata presidencial do Partido Democrata às eleições de 2024.

Trump está na contramão da política americana.   Biden parece que jamais pegou a mão da política norte-americana.   Trump fala demais; Biden, de menos.   Para o meu gosto.   

Trump colocou Robert Hunter Biden, o filho de Biden, como alvo prioritário de sua campanha.  Biden deve estar colocando a conta bancária de Trump na China, cuja existência o New York Times divulgou hoje, no foco do debate de amanhã.

Na preferência do eleitor, Biden está 8,6 % a frente de Trump.  Não é suficiente para afirmar que o páreo está corrido.  Pouco vale a preferência popular.  Importa a escolha dentro do colégio eleitoral.  Hillary obteve uma luz de vantagem sobre Trump no voto popular, mas perdeu onde não poderia acontecer.  

A RealClearPolitics reduz a margem de diferença a favor de Biden para 3,9 % nos Estados decisivos do colégio eleitoral.  É isso aí.  Nas noites de eleições nos EUA eu passo gravando as imagens da televisão.   Tudo se decide em alguns colégios eleitorais porque muitos outros já estão tradicionalmente definidos.  

É isso aí.  Os dias passam rapidamente até o 03 de novembro.  Trump sabe que ainda não está derrotado.  Vai bater de frente contra o coronavírus e contra tudo que levar a polarização ao extremo.   É a única chance dele não chegar derrotado no pleito do mês que vem.  

Boa tarde, leitor do blog!

A SEGUNDA ONDA DA PANDEMIA NA UNIÃO EUROPEIA

Docente aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, professor de Cenários Econômicos.

Porto Alegre, 20.10.2020, 18:10, 26 graus C, 28 % de umidade

Post 01.03.18

01.Internacional,03 União Europeia,18 número de ordem do post

 

Na Europa o coronavírus roubou a cena.  Para onde quer que eu me desloque, virtualmente, o assunto principal é a segunda onda da pandemia.   A dificuldade maior é que passaram quase 10 meses que a crise sanitária eclodiu em Wuhan, na China, e até hoje há dúvidas como se transmite o vírus. 

As autoridades de Bruxelas já vinham solicitando aos governos dos países membros do bloco que dessem atenção à retomada do crescimento econômico e não só às despesas correntes tendo em vista a necessidade de estabelecer metas para o déficit público.

...

Ora, quando tudo parecia iniciar um lento processo de volta à normalidade, eis que tudo parece levar ao passado recente quando o vírus surgiu sem qualquer aviso prévio.  A economia global que estava em desaceleração e alguns já falavam em recessão a crise surgiu por onde ninguém esperava.  

Hoje eu soube das informações relacionadas a Andorra e fiquei um tanto  surpreso.  Eu estive no pequeno principado em 1969.  Ele ocupa uma área de 12 quilômetros quadrados.   Eu visitei a capital, a cidade de Andorra la Vieja, um centro de comércio.  Uma pérola incrustrada nos Pirineus, entre a Espanha e a França.

Até hoje eu escuto as estações de rádio locais via o aplicativo Radio Net.  Há rádios em espanhol, em francês e algumas em catalão.   Eu sou da fronteira e estou acostumado com o espanhol por ter estudado no Uruguai, mas eu consigo perfeitamente entender o conteúdo da rádio falada em catalão.   

Experimente ouvir a rádio RAC 1  89,0FM (catalão) no endereço eletrônico  

https://www.radios.com.br/aovivo/radio-rac1-890-fm/27296

Pois eu estava contando que obtive informações do coronavírus em Andorra.   Em termos proporcionais o principado é o lugar de maior número de casos do mundo por milhão de habitantes.   Também, Andorra la Vieja é pequena em tamanho, mas há sempre uma multidão de turistas visitando a localidade.

Na Espanha, o quinto país em infectados com 990 mil casos, a pandemia voltou com toda a força.  A polêmica em torno de manter a economia aberta ou partir par o confinamento é o tema preferido na mídia.  As divergências crescentes criou um ambiente de polarização que é intransponível. 

Hoje, a decisão do presidente do governo Fernando Sanchez (PSOE) está restrita a definir se impõe o toque de recolher no país.  A situação complicou a meu ver à medida que há variações de cepas que não estão presentes em outras regiões da Europa.

A Itália também está convergindo para a possível decisão espanhola de impor um toque de recolher.  No governo de Roma a ideia é partir para uma decisão de toque noturno nas regiões mais afetadas do país.  O país tem 440 mil casos de infectados e ocupa a 15a posição no ranking mundial.   Mesmo assim, a Itália está sexto lugar em óbitos, com 36 mil casos, seguido da Espanha com 34 mil óbitos.   

Em outros países como a Bélgica, a Eslovênia, a França e a República Checa já criaram protocolos para fazer frente à segunda onda da pandemia.   Eu creio que já há uma certa aceitação popular que é impossível enfrentar o vírus sem protocolos mínimos.  O passado recente semeou o medo junto à população.

Esse retorno ao confinamento acontece quando os países enfrentam a pior recessão da crise atual.  A queda do PIB em 2020, segundo o Panorama Econômico Global do FMI, alcançará patamares de -12,8% na Espanha, -10.6% na Itália e -9,8% na França.    Na verdade é uma recessão cruel que toma conta do Velho Continente no corrente ano.

E tudo isso acontece em meio à discussão de alcançar a neutralidade climática até 2050.   Os europeus estão trabalhando em cima de uma estratégia de ação que abrange uma lei climática, um plano que promova a produção limpa de aço, um programa de renovação habitacional com redução de energia nas residências e, finalmente, uma produção rural sem pesticidas e fertilizantes.  

Está difícil a situação no Velho Continente.  As lideranças locais fixaram um objetivo ambicioso para 2050 sem saber como conseguirão chegar ao fim de 2021.  Ironias do destino!

Boa noite, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.01.16, 19.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, Porto Alegre, 18:10, 21 graus C, 26 % de umidade 

Professor aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional, 01 Economia Global, 16 número de ordem do post: como será 2021 para a economia global?   

No dia 14,10 eu escrevi um post sobre o desempenho da economia mundial em 2020.   O leitor do blog pode acessar esse texto no endereço abaixo. 

Micro cursos, Internacional, post 01.01.15, 14.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Hoje, eu escrevo um post sobre o desempenho esperado da economia mundial em 2021.   Ambos os posts têm como base as informações divulgadas no World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Global do FMI.   

O Produto Mundial deve voltar a crescer em 2021.   Os números do desempenho global apresentados no texto do FMI de outubro corrente mostram que o PIB apresentando as seguintes variações: 2,8% (2019), -4,4% (2020) e 5,2% (2021).

É importante considerar que em abril, ainda no início da pandemia, a previsão constante do Panorama Econômico Global era que as variações do Produto seriam  da ordem de 2.9% (2019), -3,0% (2020) e 5,8% (2021).   

Logo a seguir, em junho de 2020, o FMI apresentou uma atualização do Panorama Econômico Global.   A publicação levou o título Uma crise sem precedentes; uma retomada incerta.   Nessa versão do WEO, as variações do produto seriam da ordem de 2,9% (2019), -4,9% (2020) e 5,4 (2021). 

Então o que era uma queda de – 3,0% no PIB global de 2021 em publicação de abril, transformou-se em um recuo de -4,9% na edição de junho e, finalmente, foi projetada em uma caída definitiva de -4,4% na versão de outubro do WEO.

 

Em 2021, as economias avançadas crescerão 3,9% enquanto as economias de mercado emergentes e em desenvolvimento avançarão em 8,3%.    Na versão anterior do WEO, publicada em abril do corrente ano, as economias avançadas avançariam 4,5% e as economias emergentes e em desenvolvimento registrarão incremento de 8,5%.

Nesse ínterim, houve a abertura das economias nos meses de maio e junho, resultando na melhora das projeções das economias avançadas e emergentes para 2021.  O FMI percebeu que os números do segundo trimestre foram, surpreendentemente, melhores do que eram esperados.

Embora a pandemia prosseguisse avançando, o comércio internacional melhorou a partir de junho porque os confinamentos começaram a flexibilizar.   Agosto chegou, ressurgiram as infecções decorrentes do coronavírus e a abertura dos países estancou.   Houve impacto no mercado do trabalho e no nível dos preços.

Os técnicos do FMI constataram que nessa recessão, ao contrário das anteriores, o setor de serviços evidenciou uma queda muito superior àquela da indústria de transformação.  Outra constatação da equipe que elaborou o WEO afirma que houve uma forte retomada da economia no terceiro trimestre, mas que no começo do quarto trimestre, a atividade desacelerou.

Dentre as economias avançadas, a economia do Reino Unido (5,9%) apresentará o maior incremento do PIB em 2021.  Na sequência estarão os avanços, para o próximo exercício, da Zona do Euro (5,2%), do Canadá (5,2%), dos Estados Unidos (3,1%) e do Japão (2,3%).

Para realizar as projeções para 2021 o FMI recorreu a seis pressupostos, quais sejam,  a incerteza total com relação à pandemia, os níveis do PIB em patamares maiores às previsões realizadas no segundo trimestre, o distanciamento social persistente, os prejuízos duradouros, a politica de apoio em condições financeiras adequadas, os preços das matérias primas.

Quanto às economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, a previsão da equipe do FMI é de um incremento do PIB da ordem de 6,0% para 2021.

Em níveis de países, a liderança em termos de crescimento do PIB ficará com a Índia (8,8%), seguida da China (8,2%), o México (3,5%), a África do Sul (3,5%), o Brasil (2,8%), e a Rússia (2,8%).

O FMI apresentou projeções para as taxas de  inflação e de desemprego.    Nesse sentido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) por países, para 2021, alcançará os níveis de Estados Unidos (2,8%), Zona do Euro (0.9%), Japão (0.3%),  Reino Unido (1,2%) e Canadá (1,3%).

A inflação entre as economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, conviverá com IPC por países nos patamares de Índia (3,7%), China (2,7%), África do Sul (3,9%), México (3,3%), Brasil (2,9%) e Rússia (3,2%).

Finalmente, a Instituição projeta as taxas de desemprego, por países, para 2021.  Elas atingirão os níveis de Estados Unidos (7,3%), Zona do Euro (9,1%), Japão (2,8%), Reino Unido (7,4%) e Canadá (7,9%).   

No que diz respeito às economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, as taxas de desemprego alcançarão, por países, China (3,6%), África do Sul (36,5%), México (5,8%), Brasil (14,1%) e Rússia (5,2%).

Concluindo, eu li a publicação do FMI e trouxe para o blog o comportamento dos principais indicadores constantes do Panorama Econômico Mundial divulgado na semana passada.

Boa noite, leitor do blog!

JORNAIS o tema da minha taxação post 16, 18.10.2020, Mobilidade urbana

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18:10, 20 graus C, 23 % de umidade 

Nessa terça-feira, 13 de outubro, ao abrir a edição em papel do jornal da Folha de São Paulo eu encontrei um caderno especial intitulado Mobilidade urbana.   A manchete de capa é Para onde vamos?

O tema não poderia ser mais oportuno nesses tempos de pandemia.   O deslocamento de bens e pessoas na cidade em pleno coronavirus.  Desde o inicio da crise sanitária eu imaginava o que aconteceria quando os casos de infecções começassem a subir os morros.  

Eu sempre pensei que o grande problema dessa crise, o grande impacto sobre a população se daria em países em que houvesse maior desigualdade de renda.    Entre os casos dos territórios caracterizados com desigualdade, certamente que o Brasil ocuparia um lugar de destaque.

O subtítulo da manchete de capa faz referência aos principais desafios da mobilidade urbana.  E, mais, como o coronavírus impactou os deslocamentos da população e colocou à vista os problemas nacionais.

O caderno trata da preferência para andar a pé e o medo do contágio nos ônibus.  Aborda as denúncias de assédio, a blindagem do automóvel e a volta dos congestionamentos.  O jornal versa sobre os prejuízos das ferrovias e a evasão dos passageiros.

Há matérias sobre as medidas que estão sendo implementadas em cidades brasileiras e no Exterior visando dar  dinamicidade e sustentabilidade aos centros urbanos.  

Há temas específicos, como é o caso do motoboy.  Eu lembro de ter assistido um documentário sobre a importância do motoboy em Wuhan, na China, à época da eclosão da crise sanitária.   Há, também, sobre o sofrimento das crianças como consequência do afastamento das escolas e das ruas. 

O caderno especial termina com a advertência que é preciso uma preparação para o futuro.  Vem aí os carros voadores? E o que dizer do delivery aéreo?  Há muito, muito mais, na publicação da Folha.   Procure o trabalho do jornal que você vai gostar!

Boa tarde, leitor do blog!

MICRO CURSOS Internacional, post 01.14.07, 17.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18:10, 21 graus C, 26 % de umidade 

Professor aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional, 14 Argentina, 07 número de ordem do post:  à espera de um programa econômico   

“Porque hoje é sábado” eu comecei cedinho.  Eu li uma frase na mídia sobre a Argentina que me deixou curioso sobre ambos, o discurso e o autor.   “Porque hoje é sábado” e na terça-feira, dia 17, é o dia da Lealdade.  Eu pensei em verificar como está a Argentina nesse dia que comemora o nascimento do Peronismo. 

Javier Milei, 49 anos, é um economista argentino, crítico dos governos de Cristina, de Macri e, agora, de Fernández.  Eu li que Milei é simpatizante da Escola Austríaca de Economia.  Ele disse, ontem, que a Argentina está em cima de um vulcão na iminência de uma erupção.   Daí, ele ter dito, “vamos explodir, todos”.

A situação do país é crítica.  Eu tenho escrito sistematicamente sobre a crise econômica local.   Eu lembro de ter muita curiosidade com relação à proposta de governo que Alberto Fernández poderia apresentar à época da sua posse em um ambiente de tamanha polarização como é o caso argentino.   

A pandemia mudou o curso da agenda do governo recém empossado.   Houve confinamento entre meados de março e de maio.   A crise sanitária não cedeu e foi necessário promover novo isolamento.  Hoje há 965  mil casos de infectados no país, representando o quinto lugar no ranking global.  O coronavírus já causou 25,7 mil óbitos no país. 

Na verdade, eu venho monitorando a Argentina há 50 anos.  Quando Raúl Alfonsin chegou ao poder eu acreditei que a transição política poderia mudar o futuro nacional.  Carlos Meném, o seu sucessor, não  conseguiu levar adiante a transição econômica e a crise se consolidou no que haveria de vir. 

… 

A recessão já tem três anos.  A taxa de desemprego superou o patamar dos 10,0%. A inflação fechou em 53,8% no fim do ano passado.   E nesse início de 2020 a divida argentina era de US$ 322 bilhões.    As reservas caíram de US$ 65 bilhões no início de agosto de 2019 para US$ 42 bilhões no início de setembro de 2020.   

Francisco, o Papa, promoveu um seminário sobre a Argentina no Vaticano.   O FMI mudou o discurso.  Kristalina Georgieva passou a defensora dos interesses de Buenos Aires.    Viva Francisco?

Os fundos abutres diminuíram o apetite?   A divida pública estrangeira, quem diria, foi reestruturada em 31 de agosto.  De um total de US$ 66 bilhões, 99% foi renegociado.   Um quinquênio de afrouxamento no caixa com juros pela metade.  Sem risco de moratória.  O próximo passo é a negociação da dívida de US$ 44 bilhões com o FMI. 

Pois, hoje, também, Javier Milel apareceu na mídia argentina.   Ele afirmou que o governo não tem plano para enfrentar a crise.  Ele pede mais medidas para Alberto Fernández. 

Eu acompanhei a entrevista de Milel na televisão.   Ele disse que se surpreende porque Fernández fala de assuntos que ninguém lhe perguntou.  Ele criticou o Presidente porque ele prometeu que jamais reteria os depósitos.  Isso já aconteceu em 2001, quando o Congresso votou pela inviolabilidade dos depósitos e em novembro havia o corralito. 

Além da crítica a intervenção governamental nos depósitos, Milel afirmou que ao utilizar os recursos bloqueados do setor privado, as autoridades ficam com um colchão imenso de liquidez e se mantem com um estoque líquido negativo de reservas. 

Na sequencia de iniciativas de Martín Guzmán, 38 anos, o jovem ministro da Economia de Alberto Fernández, o governo adotou medidas para conter a redução das reservas.   Hoje, Martin Redrado, 59 anos, que foi presidente do Banco Central Argentino entre 2004 e 2010, afirmou que as iniciativas do governo mais atrapalham do que ajudam. 

O ministro Guzmán, um heterodoxo na titularidade da pasta da Economia, ao elevar as medidas do bloqueio dos depósitos – a liquidez representa oitenta por cent0 dos depósitos –  praticamente forçou as empresas à reestruturação das suas dívidas em dólares. 

Depois de feriados consecutivos por uma semana, criou-se uma situação de total incapacidade de devolver os depósitos em dólares.  E assim, conclui Redrado, que dadas as normas atuais é preciso monitorar, diariamente, a intervenção líquida das autoridades monetárias para conferir se houve liberação de algum depósito e conferir se há brecha cambial à margem. 

.,.

Assim, à medida que a negociação com o FMI entrou na pauta é preciso viabilizar a possibilidade do exportador liquide a  sua posição em dólares em total liberdade.  Ele é que deve decidir a liquidação quando desejar.  É fundamentar elevar a oferta de dólares e aumentar a demanda de pesos que só acontecerão se houver um programa de retomada da economia.

Os agentes econômicos locais precisam um horizonte maior para o cenário econômico, o bloqueio dos depósitos deve ter o caráter de transitoriedade e nada mais.  Já houve precedentes na gestão da política cambial no passado recente.  É só lembrar o bloqueio de 2011-15.    O que era para ser provisório permaneceu por quase um quinquênio e esvaíram-se US$ 30 bilhões das reservas que são tão caras para preservar a estabilidade econômica.

Sobre o tema da conjuntura econômica local, manifestou-se na mídia durante o dia de ontem o economista Jorge Roberto Hernán Lacunza, 51 anos, foi ministro da Economia (2015-19) de Maria Eugênia Vidal, governadora da Província de Buenos Aires, e posteriormente, em agosto do ano passado, foi ministro da Economia do governo Maurício Macri em substituição a Nicolás Dujovne.

No contexto atual, afirmou Lacunza, é preciso não deixar dúvidas sobre os depósitos do setor privado e muito menos sobre a solidez dos intermediários financeiros.   Quanto à taxa de câmbio, sempre haverá convicção que as medidas postas em prática não resolverão o problema vigente.  O que ficar pendente de decisão, o câmbio corrige.

Então, ao fim e ao cabo, eu acredito que a gestão da economia argentina mudou de patamar.   A barreira tradicional de negociar com o FMI está bem encaminhada.  O impasse costumeiro de esbarrar nos fundos abutres foi superado.  O problema é o que fazer depois?   

Até agora há medidas heterodoxos de caráter extremamente limitado.  Não permitem que a economia retome o seu crescimento porque não horizonte à vista.  Os agentes econômicos esbarram aqui e acolá e a economia não consegue tomar um curso.  Todas as medidas do governo são pontuais à medida que os problemas acontecem.

Por tudo isso e “porque hoje é sábado”, há necessidade do governo formular um plano de retomada da economia.  A recessão se aprofunda e a inflação não dá folga.   Ontem houve novo aumento dos preços dos combustíveis. 

O litro da super passou a ser cobrado a $ 61,84, a INFINIA em $ 71,34, o DIESEL 500 a $ 51,75 e a INFINIA DIESEL a $ 67,56 e o GNC $ 21,31.  Hoje, esses preços serão internalizados no orçamento do consumidor e a inflação tomará novo fôlego.

Enfim, “porque hoje é sábado” cabe reafirmar que a situação permanece crítica.  A barreira do FMI está sendo removida, mas o quê o governo irá propor em termos de estabilidade econômica e de retomada do crescimento? 

Tudo acontece em um cenário de restrições adicionais geradas pela pandemia, que não perde forças.   O que esperar do governo de Alberto Fernández?   Uma boa resposta para o dia 17 de outubro, El dia de la lealtad.  dia 

Boa tarde, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.03.17, 16.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 16 de outubro de 2020 Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06:10, 17 graus C, 77 % de umidade 

Professor aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional, 03 UNIÃO EUROPEIA, 17 número de ordem do post: A Itália à luz da segunda onda da pandemia   

Chegou a sexta-feira.    Durante muitos anos eu esperava, ansiosamente, pelo fim de semana.   Agora, com a pandemia, os dias da semana não fazem a menor diferença.  Confesso que eu não imaginava que o isolamento duraria tanto tempo. 

A presença de uma segunda onda do coronavírus está deixando a população do Velho Continente extremamente preocupada sobre a possibilidade de uma repetição de tudo o que aconteceu no primeiro semestre do corrente ano. 

Em posts anteriores, uns mais recentes, outros, nem tanto, eu reproduzi as opiniões de Anthony Fauci, o epidemiologista famoso que assessora Donad Trump na Casa Branca.  Ele previu, em abril, que a crise sanitária seria muito séria no fim do ano e que a economia só se recuperaria para meados do próximo ano.

Eu começo esse post pela Itália, mais precisamente, pela Lombardia.   O meu avô veio dessa região, de Como, no século XIX, pois meu pai só veio a nascer em 1905.  Acessei o jornal MF, o Milano Finanza, porque o meu foco está relacionado ao impacto da pandemia sobre a economia local.

O que eu leio?  Eu leio que Milão está no foco da Europa.   Há o temor do que possa acontecer para o setor industrial.  As ações da Pirelli que recuaram 4,92% já evidenciam que o setor secundário começa a pagar a conta pelas restrições sanitárias que estão voltando.

Há quedas em outros segmentos industriais locais em um cenário externo adverso.    A Tenaris, que produz tubos de petróleo para a indústria do ouro negro, recuou -4,99% no roldão do recuo do preço do barril. 

Ao mesmo tempo em que houve incremento de 130 pontos nos spreads, o Intesa Sanpaolo de Turim, um dos maiores intermediários financeiros da Itália, registrou queda de -4.93%.   

Em todos os jornais italianos que eu passei os olhos nesse início de sexta-feira há referências aos pronunciamentos de dois líderes europeus, Angela Merkel e Emmanuel Macron, à população dos seus países.     Os mercados europeus iniciaram o dia em queda.

Os números dessa manhã mostra que os casos de infectados alcançam 921 mil (Espanha), 850 mil (França), 676 mil (Reino Unido), Itália (381 mil ) e Alemanha (352 mil).    Em número de óbitos, o bloco é liderado pelo Reino Unido (43 mil), Itália (36 mil), Espanha (33 mil), França (33 mil) e 9,7 mil (Alemanha).

Na Itália, foco do meu post dessa sexta-feira, as autoridades comunicaram a existência de 8,8 mil novos casos de infectados e de 83 novos óbitos nas últimas 24 horas.   Em compensação foram realizados 162 mil testes do cotonete.

Na França do presidente Emmanuel Macron, foram anunciados avanços de restrições em oito cidades, com toque de recolher entre 21:00 da noite e 06:00 da manhã.   A propósito, Paris está incluída entre as cidades que estão subordinadas às novas limitações impostas pelas autoridades federais.

Nesse contexto, a moeda norte-americana ganhou valorização sobre a moeda única europeia.   O euro perdeu -0,38% frente ao dólar e a cotação ficou em 1 euro = US$ 1,1701.

Bem, é isso.   Vou prosseguir monitorando a crise sanitária na Itália e volto ao assunto no blog.     Bom dia, leitor do blog! 

MICRO CURSOS, Internacional, post 01.09.28, 10.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 15 de outubro de 2020, 06:10, 15 graus C, 75% de umidade

 

Professor aposentado (1997) da UFRGS, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01 Internacional, 09 EUA, 25 número de ordem do post: um dia da bolsa de NY em ambiente de crise sanitária 

Os dias prosseguem difíceis para Donald Trump.  Ele precisa normalidade no período pré-eleitoral, mas o que eu percebo é instabilidade total na conjuntura norte-americana.   A pandemia não dá folga.  Mesmo tendo sido internado no Centro Médico Walter Reed, em Washington D.C., o Presidente promove o Negacionismo sempre que está em público.

É parte de sua estratégia na reta final para o pleito de 03 de novembro.  A pandemia parece aplicar-lhe uma peça à medida que o número de infectados chegou a 60 mil casos, o número mais elevado nos últimos sessenta dias.   É manchete na mídia local nessa quarta-feira.

O que explica o resultado da bolsa nessa quarta-feira?  Afora todos os percalços de uma reeleição, Bem, Steven Mnuchen falou no Milken Institute, um think tank, um local de reflexão, situado em Santa Barbara, na Califórnia.   Ele participou de uma Conferência em que o moderador foi Gerard Baker, editor geral do Wall Street Journal.

No evento Mnuchen voltou à polêmica entre Donald Trump e Jerome Powell (FED).   Powell propôs a edição de medidas de estímulo à economia nessa fase da pandemia.  Trump rebateu o chairman do Sistema de Reserva Federal, dizendo que um pacote é assunto para a fase posterior às eleições.

Steven Mnuchen afirmou que estava de acordo com Powell na semana passada.   Nessa quarta feira ele se viu obrigado a mudar de posição e disse que não haveria tempo para lançar e aprovar um pacote de estímulo agora.   O mercado reagiu imediatamente. 

Um dia adverso para os mercados.   Dos três principais índices da Bolsa de Nova York, o Nasdaq encerrou a quarta-feira em 11.768,73 pontos, uma queda de  −95,17 pontos, correspondendo a uma desvalorização de – 

O índice S&P 500 fechou em 3.488,67 pontos, uma queda de -23,26 pontos, o equivalente a um recuo de –28.514,00 pontos, uma queda de −165,81 pontos, ou seja uma desvalorização de –

Além da pandemia e da polêmica envolvendo o Secretário do Tesouro do governo Trump, as expectativas com relação aos resultados dos intermediários financeiros em meio a crise estão mudando.

Na Europa eu tenho lido que há instituições elevando provisões para os riscos no período.   A queda de rentabilidade em plena crise sanitária está repercutindo nos resultados dos bancos. 

Nos Estados Unidos, os resultados trimestrais de 2020 estão aquém daqueles obtidos em 2019.   Há uma melhora trimestral dentro de 2020, mas uma piora quando a comparação é realizada com 2019.  Os resultados aquém do esperado pelo Bank of America e Wells Fargo repercutiram ontem na bolsa. 

O FMI na versão do Panorama Econômico Mundial havia alertado sobre os riscos da crise.   A Instituição fez referência aos resultados dos intermediários financeiros espanhóis, mas também manifestou uma preocupação com os níveis desiguais da retomada global. 

O Fundo expressou a sua preocupação em trabalhar com informações do setor de saúde.   Paralelamente, deixou manifesta a possibilidade de os números projetados até aqui podem piorar se o coronavírus partir para uma segunda onda. 

O quadro global pode piorar numa segunda onda porque pode levar à suspensão de novos empréstimos a ao refinanciamento de dívidas em economias em dificuldades.    Além disso, há o possível impacto sobre a demanda externa que produziria um choque ainda maior em algumas economias que dependem da corrente de comércio.

É isso aí.  Eu acredito que teremos muitas outras quartas-feiras como a de ontem.  São mais de 40 vacinas em elaboração, mas as notícias relacionadas ao desenvolvimento dos trabalhos tem sido mais difundidos quando há uma interrupção de algum processo em curso.

Torço pelo sucesso dos profissionais qualificados nos trabalhos em curso nos laboratórios, mas eu penso que Anthony Fauci está certo ao prever que a economia só normaliza em meados de 2021.  

Bom dia, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.01.15, 14.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 14 de outubro de 2020, 06:10, 13 graus C, 75 % de umidade

Professor aposentado (1997) da UFRGS, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional,01 ECONOMIA GLOBAL,15 número de ordem do post:  o desempenho da economia global em 2020 

Conforme eu escrevi em post do fim de semana, estava prevista para hoje a publicação de mais um capítulo do World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Global do FMI.    Eu a aguardava, com muita expectativa, porque os números sobre a crise não constaram dos capítulos divulgados até aqui.

divulgação foi finalmente confirmada.   Eu acessei o endereço do site nessa manhã e pude tomar conhecimento do Informe Econômico do Fundo.    Segundo eu li no texto, a Instituição identifica a crise de o Grande Confinamento de Abril.   

Ao mesmo tempo, o FMI informa que o a crise do coronavírus prossegue avançando.  Muitos países desaceleraram a volta à normalidade e outros estão introduzindo o confinamento parcial. 

A China recuperou-se de forma surpreendentemente rápida, mas a retomada do crescimento internacional enfrentará muitas restrições até chegar ao nível do período anterior à pandemia.    Essa é a percepção do WEO.

….. O DESEMPENHO GLOBAL …..

Vou diretamente aos números da publicação.  O Produto Interno Bruto (PIB) mundial cresceu 2,8% em 2019 e a previsão do Fundo é de um recuo de -4.4% em 2020.   Essa é a dimensão da recessão corrente.  Na versão imediatamente anterior da publicação, lançada em junho passado, os números eram ainda piores.

O que aconteceu desde então?  No segundo trimestre, que era o vilão na história toda, houve uma antecipação da melhora das economias avançadas à medida que os confinamentos se tornaram menos rígidos.   No terceiro trimestre a recuperação foi ainda mais forte.

Quais, então, são os resultados esperados para o ano em curso?    Ou seja, qual é o tamanho da recessão mundial em 2020?   Onde aconteceram essas mudanças, essas quedas?    Divido-as entre os resultados alcançados pelas economia avançadas e as economias emergentes e em desenvolvimento.

Bem, as economias avançadas que registraram crescimento de 1,7% em 2019, devem recuar -5,8 em 2020.  O PIB das economias emergentes e em desenvolvimento evidenciaram incremento de 3,7% no ano passado e deve cair -3,3% no corrente exercício. 

….. AS ECONOMIAS AVANÇADAS …..

Dentre as economias avançadas, os Estados Unidos que se encontrava com pleno emprego antes da pandemia e que a economia crescia a taxa de 2,2% ao ano, o PIB registrará uma queda de -4,3% em 2020.

Tendo em vista que os EUA são a maior economia do planeta, eu dou prioridade no monitoramento da mesma.  Agora, ao escrever esse texto, eu estou com a CNN Internacional ligada à minha frente.   A noticia é dura. 

Leio na manchete que há 36 estados americanos com números crescentes de Covid 19.    No subtítulo diz que não há casos de recuos de infectados em estados locais.   E, aí, os analistas partem para a polarização, o impacto da crise sanitária nas eleições de 03 de novembro.

Antes de prosseguir na análise do WEO, eu migro para outro canal de televisão.  Ao lado da CNN na minha televisão eu tenho a TV5 France.   No Le Point eu vejo a imagem de Anthonhy Fauci, o famoso imunolotista norte-americano que contribuiu para a pesquisa da S índrome da imunodeficiência adquirida na condição de Diretor Chefe do Instituto Nacional de Energias Infecciosas. 

Eu monitoro Fauci como o faço perante economistas importantes.  Sempre está dando entrevistas e, seguidamente, dá entrevistas mais longas quando está em casa.  Ele assessora do Donald Trump , mas vive às turras com o presidente.   As polêmicas não explodem na mídia porque eles discutem em público, mas Trump sempre se desculpa no dia seguinte.

Fauci me pareceu extremamente preocupado com as estatísticas do Covid 19 no país.  Quem me acompanha no blog deve lembrar que no começo da pandemia ele alertou para uma segunda onda entre outubro e novembro.  Depois ele disse que a economia só se recuperaria para 2021.   Dentro de uma perspectiva otimista…

Eu acompanho a TV5 porque nos anos 50 eu tinha quatro anos de francês no Curso Ginasial.  Por isso, eu me candidatei, uma vez,  para uma bolsa na França.  Preparei-me para realizar o mestrado em Economia em Paris com dois anos de francês na Aliança Francesa.  Eu estava me comunicando relativamente bem quando a bolsa foi aprovada.

Fiquei feliz.  Quando chegou a documentação a bolsa era para o Reino Unido.   Reclamei.  Responderam-me que se eu fosse para Paris eu jamais desejaria voltar para o Brasil.   Propus a troca do destino Grã-Bretanha para os Estados Unidos e assim fui estudar na América.

Bem, de volta ao post, a Zona do Euro que crescia pouco, 2,3% em 2019, está enfrentando uma recessão muito maior que a dos EUA.  O PIB da região deve recuar -8,3% em 2020.   O Japão que crescia apenas 0,7% em 2019, deve ter uma queda do PIB da ordem de em -5,3% em 2020. 

… 

Por fim ,no âmbito das economias avançadas, o Reino Unido (1,5% ao ano) e o Canadá (1,7% ao ano) já vinha com desempenho semelhantes em 2019.   Já para 2020, o Reino Unido deverá registrar queda do PIB da ordem de -9,8% enquanto o Canadá vivenciará uma recessão de -7,1%. 

….. AS ECONOMIAS EMERGENTES E EM DESENVOLVIMENTO …..

As economias emergentes cresciam a 3,7% ao ano em 2019, antes da pandemia.   Agora, em plena crise sanitária, há recessão e o PIB deve recuar 3,3% em 2020.

A China que estava em desaceleração antes da crise, mas, mesmo assim, crescia 6,1% ao ano em 2019, deve registrar um incremento do PIB da ordem de 1,9% ao ano em 2020.    Ontem eu vi na mídia chinesa que o país vai testar milhões de pessoas.   

A segunda onda na Europa está avassaladora e eu creio que o governo de Beijing deve estar muito preocupado com o futuro do coronavírus.  Eu penso que o setor de saúde está vivendo uma repetição do que aconteceu no primeiro semestre.  Eu percebo que os países estão bloqueando tudo o que for possível em atividades e eventos e partindo para um novo estado de alarma.  

A Índia que também crescia a taxas elevadas com o mundo em desaceleração,  4,2% em 2019, registrará uma queda histórica de -10,2% no PIB de 2020.   Depois dos EUA, a Índia é o país com o maior número de infectados.  Eu creio que assumirá o primeiro lugar em poucos dias. 

Quanto aos óbitos, a Índia ocupa a terceira posição no ranking mundial.  Estados Unidos (216 mi), Brasil (151 mil) e Índia (111 mil) lideram a classificação global.   Creio que em dois meses, lamentavelmente, a Índia será o país crítico em coronavírus.  É lamentável que assim seja.

A Rússia que crescia a 1,3% em 2019 deve recuar 4,1% em 2021.  O PIB brasileiro com incremento de 1,1% (2019) deve cair 5,8% (2021).   Segundo o FMI, o PIB do México mostra quedas de -0,3% (2019) e de -9,0% (2020).  Finalmente, a África do Sul que registrou avanço de 0,2% (2019) evidenciará forte queda do PIB da ordem de -8,0% (2020).

Bem o post que eu estou encerrando mostra uma fotografia do que é o ano de 2020 na economia global.  Mais precisamente, ele dá um flash sobre a recessão mundial.  Fecho esse post e já começo a redigir um novo sobre a projeção que o FMI apresentou para o exercício de 2021.

Bom dia, leitor do blog!

MICRO CURSOS, Brasil, post 02.01.20, 13.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 13 de outubro de 2020, 12:10, 23 graus C, 63% de umidade 

Professor aposentado (1997) da UFRGS, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

02 BRASIL, 01 Conjuntura recente, 20 número de ordem do post: um flash sobre o mês de outubro

Estamos chegando a meados de outubro.   Já contabilizamos 150 mil óbitos na pandemia.  Somos o segundo colocado no ranking mundial do coronavírus.   À nossa frente, estão, apenas, os Estados Unidos de Donald Trump.  

Seis anos consecutivos de crise.  Atividade econômica de ré.   Nada das reformas.   Desacertos entre ministros.  Guedes e Marinho não se entendem.  Desemprego nas nuvens.   A Lava Jato foi.   O Brasil está em compasso de espera.

A fase de cinco meses do Auxilio Emergencial de R$ 600,00 é coisa passada.  A versão do Auxilio Emergencial Residual, de mais quatro meses de R$ 300,00, termina em dezembro.   A iniciativa do governo Bolsonaro contribui para que a população atravesse 2020.    E depois, o quê?  O Renda Brasil?  Financiar, como?

Nesse quadro é preciso uma proposta de ação.  Eu tenho pregado, de forma recorrente, que o governo precisa agir.  O Boletim Focus divulgado agora, pela manhã, prevê um recuo do PIB da ordem de – 5,03% no corrente ano.   Na semana passada a expectativa era de uma queda de -5,02%.    É a recessão em curso.

Na interação com o Exterior, os analistas preveem um saldo da balança comercial da ordem de US$ 57,5 bilhões e de entrada de investimentos na casa de US$ 50,0 bilhões.  

Até a inflação que foi vilã no passado e estava fora do ar por um bom tempo, parece estar de volta às preocupações do consumidor brasileiro.  A gasolina e o preço dos alimentos fazer girar a roda.  Os preços no atacado decolaram. 

O real, a nossa moeda, foi muito desvalorizado nos nove primeiros meses do ano.   Ele botou lenha na fogueira.  Os preços passaram a reagir, em cadeia.  Os aumentos de janeiro a setembro foram expressivos para o arroz (110,6%), o trigo (40,7%) e a soja ( 66,6%).   A previsão é do fechamento do ano com dólar em R$ 5,30.

O consumidor vê a “sua” inflação em 1,35% (IPCA 15) nos nove meses, mas, ao mesmo tempo, no mesmo período ele vê o “seu” aluguel pressionado em decorrência da inflação de 14,4% (IGP-M).  O mercado prevê inflação de 2,47% em 2020. 

Os juros praticados no país caíram dentro do conjuntura vigente.   Todavia, as taxas para empréstimo pessoal junto aos bancos ( 44,92% ao ano) as taxas médias para pessoas físicas (91,42% ao ano) contrastam, com as taxas do cheque especial (125,47% ao ano ) e dos cartões de crédito (250,98 % ao ano). 

No que diz respeito à pessoa jurídica, as taxas de juros praticadas vem recuando há um semestre.  A taxa  média geral praticada em setembro foi de 40,76% ao ano.  Um novo piso para a série histórica. 

A economia começa a se mover?   Aqui, no Rio Grande do Sul, o foco está no confinamento.   Tudo leva a cor do mapa que é publicada nos jornais locais.  As autoridades divergem quanto ao presente do confinamento.  O que dizer, então, do futuro? 

As eleições chegaram.    Ainda não percebi maior empolgação.   De qualquer forma as polêmicas prosseguem.   Eu percebo gente mais jovem chegando ao ambiente político.   Na televisão elas parecem manter a pauta congelada.  Será uma disputa renhida.   

Os vencedores vão conviver com uma esfera pública com cofres vazios e dívida crescente.  Mais uma vez o eleitor ouvirá promessas esdrúxulas.   Estará de volta o hiato entre o discurso e a ação.    É a hora da criatividade do brasileiro?    2021 promete ser um ano difícil.

Boa tarde, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.01.14, 12.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 12 de outubro de 2020, 06:10, 14graus C, 53 % de umidade

Professor aposentado (1997) da UFRGS, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional,01 ECONOMIA GLOBAL,14 número de ordem do post :  o prêmio Nobel de Economia de 2020  

A Academia Sueca divulgou os nomes dos economistas Paul Milgrom e Robert Wilson como os vencedores do Premio Nobel de Economia de 2020.  Paul Migron, 72 anos, professor da Universidade de Stanford, especialista em Teoria dos Jogos e Robert Wilson, 83 anos, também professor da Universidade de Stanford.

Os dois são economistas especializados em leilões, interações que levam à determinação do preço.  Dizem respeito ao processo de descoberta de preços resultante da interação entre os que se propõe a comprar e os que se propõe a vender. 

A descoberta do preço tem a ver com o processo relacionado a formação do preço de um ativo, de um título, de uma mercadoria e de uma moeda.   No caso dos economistas em questão a inovação das suas atividades esteve associada à frequência das telecomunicações.

Quem estiver interessado na matéria eu recomendo que acessem o site da Universidade de Stanford no endereço 

https://news.stanford.edu/webcast/

Às 14:00 no horário de Brasília, os economistas estarão participando de uma Stanford Nobel Prize Press Conference.

Agende na sua pauta porque o evento é imperdível.

Bom dia, leitor do blog!

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