O MOMENTO DA ECONOMIA DA ÍNDIA NESSE 21 DE JULHO DE 2021

Porto Alegre, 21.07.2021, 18:10, o frio persiste no meu beco

Post 01.12.05

01 INTERNACIONAL,  12 Economia da Índia, 05 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Estou um pouco dividido entre a recuperação em curso da economia e o futuro da crise sanitária.   Ora, se a Delta já produziu toda essa incerteza eu me pergunto se surgirem novas variantes o que vai acontecer? 

Eu procurei os jornais de 1917-18 para conferir como tinha avançado a gripe espanhola no país.  Eu lembro que a pauta da imprensa nacional era muito semelhante a atual.  Para minha surpresa, um dia o vírus sumiu e os cariocas criaram muitas marchinhas no Carnaval do ano seguinte. 

Em 2021, os tempos são outros.  Parece-me que muitos acreditam que a pandemia está no fim.  Nessas andanças virtuais diárias na mídia global eu tomei conhecimento que a União Europeia transferiu 200 mil de doses para países mais necessitados.

E, aí, eu paro no meio do caminho a pensar se surgirem novas cepas as vacinas atuais manterão a eficácia?  Uma dúvida atroz!

… 

CONJUNTURA DA ÍNDIA:  Eu tenho andado atento ao que está acontecendo na Índia.  Eu lembro ao leitor que o World Economic Outlook do FMI informou, inicialmente, que a recessão no país seria da ordem de -3,3% (2020) e que a recuperação sinalizava incrementos do PIB da ordem de 6,0% (2021) e 4,4% (2022).

Se essas são as estimativas para o desempenho, com relação à estabilidade da economia o Fundo mostrou que o Índice dos Preços ao Consumidor (IPC) alcançou o patamar de 6,2% (2020) e projetou taxas de 4,9% (2021) e 4,1% (2022). 

Finalmente, em relação ao saldo em conta corrente, as projeções em % do PIB, são de 1,0% (2020), -1,2% (2021) e -1,6% (2022).

Posteriormente, o Panorama Econômico Mundial atualizou as informações da economia do país.  As novas projeções do FMI previram uma queda -8,0% do PIB no ano da pandemia e as projeções para os anos seguintes sinalizaram incrementos de 12,5% (2021) e de 6,5% (2022).

Dadas esses indicadores, eu procurei informações recentes de dentro do país, na imprensa indiana.  Na edição de hoje do Times of India (ToI) eu constatei que ao contrário do FMI, que previu um incremento do PIB de 12,5% (2021), o  Banco de Desenvolvimento da Ásia (BDA) tinha previsto, em janeiro do corrente ano, um incremento de 11,0%.

Agora, o BDA analisou o impacto da variante Delta sobre a economia e reduziu a sua projeção de 11,0% para 10% no corrente ano.   

Essa mudança no desempenho se deveu ao fato que a queda do PIB no ano fiscal encerrado em março, que estava prevista em 8,0%, ficou em 7,3%, de acordo com o Panorama de Desenvolvimento da Ásia divulgado pela Agência de Financiamento Multilateral da Ásia.

A estatísticas  dos contágios por Covid19 registrou uma queda de 400 mil casos em maio para, apenas, 40 mil casos no início de julho.  Qual a repercussão dessa queda na pandemia no desempenho da economia da Índia?   

A estabilidade da economia também mudou desde a divulgação do World Economic Outlook.  A taxa de inflação para os países da Ásia e do Pacífico foi estimada em 2,4% para 2021 e 2,7% para 2022.   

A taxa de inflação no caso específico da Índia, que o Fundo previa na casa dos 4,0% para o corrente ano, avançou para 6,3% ao ano devido ao aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. 

… 

Para encerrar, a Índia, berço da variante Delta, vem mostrando taxas menores no crescimento do PIB e taxas maiores no comportamento do IPC.

Boa noite, leitor do blog!  

FOTO ABAIXO: O METRO, ESTAÇÃO DA ROTUNDA, LISBOA, PORTUGAL, 1968

Em Portugal eu ouvia dizer metro, não metrô.  Era o meio de locomoção que eu utilizava diariamente do meu ponto de origem até o prédio da Fundação Calouste Gulbekian, meu lugar de destino.   

Naquela época, eu achava formidável poder utilizar diariamente um veículo de transporte ferroviário.    Ora eu havia deixado Sant’Ana, onde eu me criei com a Maria Fumaça para ir até Porto Alegre.   De repente, eu andava, confortavelmente, no metro de Lisboa. 

A Estação da Rotunda, que está na fotografia, era a única estação de interface das onze estações da rede do Metro inaugurado em fins de 1959.   Nove anos depois quando eu fui morar em Lisboa, as instalações físicas e os trens eram extremamente bem conservados. 

Eu li na Wikipédia que em 1999 a Estação Ferroviária da Rotunda passou a ser chamada Estação do Marquês de Pombal.   Li, também, que atualmente ela é uma estação dupla onde estão ligadas as Linhas Azul e Amarela.

O MERCADO DO PETRÓLEO NESSE 20 DE JULHO DE 2021

Porto Alegre, 20.07.2021, 18:10, os dias mais frios do ano

Post 01.02.14

01 INTERNACIONAL,  02 Commodities/Petróleo, 14 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:  Eu acesso a edição eletrônica do Times of India e verifico que hoje houve 49 novos casos de Covid19 e apenas um óbito em Nova Delhi. 

 

O MERCADO DO PETRÓLEO:  Nessa segunda feira, o avanço da variante Delta levou a um recuo dos preços do barril do petróleo.  Eu tenho escrito com alguma frequência sobre o meu receio da propagação da Covid19 a partir do surgimento da cepa na Índia. 

Na verdade, a recuperação da economia global convive com a incerteza do futuro da pandemia.  As quedas de 16 para 19 de julho corrente foram expressivas.   

A cotação do barril do petróleo Brent recuou de US$ 73,59 para US$ 68,62 na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, resultando numa variação de -6,75%.

A cotação do barril do petróleo WTI caiu de US$ 71,81 para US$ 62,42 na Bolsa de Mercadorias de Nova York, representando uma variação  de -7,51%. 

A correção abrupta ocorreu à medida que houve o embate entre as posições da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos levando a uma atenção redobrada global à pauta da OPEP+ voltada à flexibilização da produção.   

Qualquer volatilidade põe em dúvida essa transição da pandemia para a retomada da economia.  Veja, o leitor, que depois dessa queda abrupta, os preços de Brent e WTI voltaram a subir em meio à incerteza vigente.

A pergunta que se impõe nesse momento tem a ver com o número de economias que suportarão uma retomada econômica com os preços nos patamares vigentes?     Afinal, é preciso pensar em recuperação do setor de energia e fica difícil pensar que as economias emergentes possam superar esse desafio.

Outra preocupação dos analistas econômicos nesses tempos de recuperação global é o impacto dos aumentos dos preços do Brent e do WTI sobre a inflação.   

Isso se torna ainda mais crucial à medida que as projeções sinalizam que a demanda está acima da oferta desde abril do corrente ano e deve se manter assim até o fim do próximo ano.  Nesse pano de fundo do mercado do petróleo há pressão inflacionária nos Estados Unidos e na Europa.     

Boa noite, leitor do blog!   

… 

FOTO ABAIXO:  O RELÓGIO DO SOL, Belém, Lisboa, Portugal, 1968

Eu bati a fotografia da imagem abaixo em 1968, há 53 anos.   O local é a Praça Imperial localizada em frente ao Mosteiro dos Jerônimos, no bairro de Belém, em Lisboa.   

Na praça há um relógio do sol.   Nele, a luz do sol bate na âncora e projeta uma sombra onde o visitante pode tomar conhecimento da hora em cada um dos locais identificados no solo.

 

GRANDES NÚMEROS DA ESTRATÉGIA POSTA EM PRÁTICA PARA PRESERVAR A ECONOMIA GLOBAL

Porto Alegre, 19.07.2021, 18:10, o dia mais frio do ano

Post 01.01.58

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura global, 58 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA.  Nos últimos dias eu tenho percebido que surgiram muitas informações relacionadas ao avanço da pandemia na França.   Eu decidi recorrer aos Le Monde e confirmar o que está acontecendo de concreto com relação à pandemia.

Ao acessar ao site do jornal eu me deparei com a seguinte manchete Covid-19 : le gouvernement envisage de nouvelles restrictions locales pour faire face à la «quatrième vague», ou, Covid-19: governo planeja novas restrições locais para lidar com a “quarta onda”.

Da matéria que eu li, eu fiquei com a impressão que se trata de uma volta ao passado recente.  O jornal trata de toque de recolher, de fechamento de restaurantes e da utilização de máscaras ao livre.  Por quê? 

Porque há uma explosão de novos casos de infectados no país.  De acordo com a mesma fonte, essa é a pauta da reunião do  Conselho de Defesa da Saúde do dia 21 de julho. 

CONJUNTURA GLOBAL:  O blog do FMI acabou de publicar uma matéria relacionada ao dimensionamento das oportunidade para um mundo pró crescimento e pós pandemia, de autoria de Geoffrey Okamoto.

Desde o início da pandemia, o apoio fiscal dos governos alcançou US$ 16 trilhões, correspondendo os maiores déficits desde a IIa Guerra Mundial

No mesmo período, o apoio monetário dos bancos centrais, US$ 7,5 trilhões, fizeram com que a liquidez injetada em 2020, correspondesse a um valor superior àquele introduzido no acumulado dos últimos dez anos imediatamente anteriores.

Se as autoridades não tivessem procedido dessa forma, estima-se que a recessão da pandemia teria uma dimensão três vezes superior ao que efetivamente aconteceu.

Finalmente, na percepção do estudo do FMI o que há à frente?  Em 2022 haverá mais vacinas e mais imunização resultando em reabertura das economias.  Nesse contexto cabe aos legisladores conceberem reformas para assegurar crescimento econômico.

O documento publicado no blog do Fundo Monetário Internacional tem um conteúdo maior, mas eu me preocupei em transmitir ao leitor os grandes números da ação global para recuperar a economia internacional e orientá-la para um futuro promissor.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: A TORRE DE BELÉM, 1968

A torre de Belém foi um dos primeiros lugares que eu visitei quando fui estudar em Lisboa no período 1968-69. 

Construída no período 1514-20, é contemporânea à época da descoberta do Brasil.  Ela combina a figura da imagem de uma torre medieval com uma versão moderna de defesa onde havia peças de artilharia. 

A Torre que serviu de defesa da entrada do Rio Tejo tornou-se, com o passar do tempo em uma obra que reunia um terraço, as salas do Governador e dos Reis, uma sala de audiências, uma capela e o que era um paiol para guarda de munições se transformou em uma masmorra.  

O AVANÇO DA TEMIDA VARIANTE DELTA GERA INCERTEZA GENERALIZADA

Porto Alegre, 18.07.2021, 18:10, muito frio por aqui

Post 01.01.57

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura global, 57 Número de ordem do post

O mundo está totalmente focado na variante B.1.617.2, popularmente conhecida por variante Delta.  O que se sabe de concreto é que ela é mais transmissível que as demais.   Eu ouvi na CNN que ela é  até 1.260 vezes mais contagiosa que as variantes anteriores. 

O que se teme, por enquanto, é que ela contagie os não vacinados e os trabalhadores, fatos que poderiam levar o globo a uma nova onda da pandemia.   Eu penso que é isso que se teme por enquanto, porque são necessários maiores estudos para conhecer melhor a variante Delta.

Quanto à pandemia propriamente dita, eu me preocupo quanto à afirmação que o mundo está deixando a pandemia para trás.  Há 190 milhões de contagiados e 4 milhões de óbitos nesse domingo.   Há 34 milhões de contagiados nos EUA e 31 milhões na Índia;  há 609 mil óbitos nos EUA e 414 milhões na Índia.   

Olhando, atentamente, o gráfico dos contágios em âmbito mundial, presente no site do Coronavirus Resource Center da Johns Hopkins University, eu percebo que há uma nova onda tomando forma nesse mês de julho.   É incipiente, mas eu a vejo lá.

Para complementar o conteúdo do post, eu fui ao Times of India (ToI) para verificar o que há de novo sobre a Covid19?    A manchete principal do jornal informa que até agora  foram aplicadas 410 milhões de vacinas no país.

De acordo com o jornal o país apresentou 38 mil novos casos de Covid19 e 560 óbitos nas últimas 24 horas.   O pico dos casos de infecções aconteceu em 07 de maio do corrente ano quando o número de casos atingiu o número de 414 mil pessoas. 

Outra manchete do ToI dá conta que Mizoram, estado da Índia com 888 mil habitantes, impôs bloqueio total na área da Corporação Municipal de Aizwal (AMC).  Depois do afrouxamento das restrições no dia 30 de junho, o governo impôs novas limitações de 18 a 24 de julho corrente, em decorrência do aumento dos casos de Covid19.

Assim como em tantos outros lugares do mundo, os governos regionais da Índia também reivindicam um número maior de vacinas para atender os habitantes locais.  Um exemplo foi o caso do estado indiano da Begala Ocidental, uma região localizada entre o Himalaia e o golfo de Bengala e cuja capital é Calcutá, uma cidade de 14,85 milhões de habitantes.

Pois, Marmata Bunerjee, o ministro chefe da Bengala Ocidental, criticou o Primeiro Ministro Narendra Modi por atender as demandas regionais por vacinas de forma desigual.   Modi teria atendido plenamente o pedido de vacinas do Estado de Uttar Pradesh que teria recuperado menos corpos que flutuavam no Ganges em comparação aos recolhidos pelo governo de Bengala Ocidental.

Em suma, regiões governadas pelo Bharatiya Janata Party (BJP), o Partido do Povo Indiano, recebem as vacinas, os demais, não.    Também os povos tribais vem se movimentando para obtenção de vacinas.   Está em gestação a criação de uma campanha para vacinar 50 mil aldeias. A campanha procura conscientizar a população que a vacina é também para mulheres e crianças. 

O que eu percebo em muitos países é que as restrições vão sendo reduzidas, mas o incremento de contágios da variante Delata é um fato.  Isso está acontecendo no Reino Unido.  Na Espanha, com o avanço da vacinação e o incremento da variante Delta, a dúvida é contra o quê a vacina é eficaz? 

Na Europa, a França, a Rússia e a Turquia, lideram o número de contágios.  Na América, os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina estão no top dos casos de Covid19.  Na África, a África do Sul esta liderando a crise sanitária no continente. 

Para encerrar, eu percebo o empenho em se divulgar a necessidade de liberar as restrições governamentais após tanto tempo em isolamento.   

Ao mesmo tempo, é preciso atenção redobrada para os caos de reinfecção e de novas mutações da variável Delta.   É impossível imaginar que o processo da crise sanitária retroceda a algum ponto intermediário sem que a população esteja devidamente conscientizada da gravidade da situação. 

Boa noite, leitor do blog!

… 

FOTO ABAIXO:  O TÚMULO AO SOLDADO DESCONHECIDO, PORTUGAL, 1968.

Quando eu estive em Leiria, Portugal, numa das minhas primeiras viagens para fora de Lisboa, eu fui ao Mosteiro da Batalha.

O templo foi construído para comemorar a vitoria portuguesa na batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, uma promessa do Rei Dom João I de Portugal.

A batalha aconteceu entre portugueses, apoiados pelos ingleses, contra os castelhanos.   E embate ocorreu no Campo de São Jorge, junto à Vila de Aljubarrota.     

Na foto abaixo eu estou junto a militares que fazem a guarda de honra ao Túmulo do Soldado Desconhecido de Portugal, localizado na Sala do Capitulo no Mosteiro da Batalha, nas proximidades da cidade de Leiria.

AGORA SÃO INVESTIDORES FALANDO EM BOLHA ESPECULATIVA…

Porto Alegre, 17.07.2021, 18:10, 16 graus C, 51% de umidade

Post 01.01.56

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura global, 56 Número de ordem do post

Sem querer ser repetitivo, quando o assunto é bolha a pauta do blog está definida.   Foi assim no passado, é assim no presente.   Eu lembro de ter ouvido a palavra bolha pela primeira vez, à época de um colapso, mais especificamente na bolha da Internet ou das empresas ponto com.

O período em que tudo aconteceu foi entre 1994 e 2000.  Em cada uma dessas extremidades eu tratava dois pontos interessantes em sala de aula.   Explico melhor.

Em 1994, eu levava fitas de vídeo de debates em curso nos Estados Unidos em que o foco da discussão era se as atividades de informática eram parte da Economia, ou não.   Depois surgiu a divisão: a economia do automóvel, a Velha Economia, e a economia do computador, a Nova Economia.

Posteriormente surgiu um estudo, publicado na revista Finance and Development, em que a a Nova Economia, era apresentada como Economia da Informação e das Comunicação.    O hardware tinha um peso de 60%, o software, 30%, e a comunicação, 10%.

Em 2000, eu estava às voltas com os vídeos que analisavam o comportamento das ações das empresas de tecnologia da informação e comunicação, conhecidas como empresas ponto com.  O Nasdaq foi às nuvens e depois despencou.  Muitas dessas empresas foram comercializadas ou sumiram.

A partir daí a palavra bolha passou a ser utilizada de forma recorrente.   Aqui, no blog, não poderia ser diferente.  Eu fiz um apanhado nas últimas vezes que eu escrevi sobre a bolha.   Foram elas: 24.01.21, A bolha; 28.02.2021, A bolha das bolhas; 26.04.2021, Ainda a bolha e, em 22.06.2021, De volta ao tema da bolha no cenário internacional.

Hoje, a edição do jornal El Economistas, em sua versão eletrônica, trouxe uma manchete que me chamou a atenção.  Dizia ela, Siete gurus de la bolsa alertan:  llega la mayor burbuja de la história. 

Eu abri o site do jornal e lá eu eu encontrei que La mayor burbuja de la historia, en camino: así lo afirman siete afamados inversores.  Os nomes são citados pelos jornal, um a um, ou sejam, Gary Shilling, Jeffrey Gundlach, Jeremy Grantham, Leon Cooperman, Michael Burry, Robert Kiyosaki e Stanley Druckenmiller. 

O jornal destaca que eles vem alertando sobre a especulação desenfreada, a sobrevalorização do mercado e antecipação de um crash.  

O jornal especifica a opinião de cada um dos sete investidores e dá destaque a uma opinião de Nouriel Roubini que disse que está em formação uma mãe da crise das dívidas.    A propósito eu escrevi um post sobre a opinião desse economista.

Muitas críticas são direcionadas ao FED que teria inflado o mercado e estimulado a especulação.  Também sobre essas críticas eu escrevi um post recentemente no meu blog.

Feito o registro do fato, eu continuo monitorando os mercados e voltarei a tratar do assunto assim que surgir uma nova informação pertinente ao assunto desse post.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: UFA, ONTEM O GRÊMIO FINALMENTE VENCEU NO BRASILEIRÃO 2021

A foto abaixo é de alguns anos quando o Grêmio acumulava vitórias e ganhava títulos.  Renato Portaluppi era o treinador e a equipe jogava por música.

O tempo passou, Portaluppi assumiu o Flamengo e Felipão retornou ao Grêmio.   Tudo mudou nesse ínterim.  O tricolor virou lanterna do Brasileirão da Série A e disputou diversas partidas sem conquistar uma vitória na Série A de 2021.

Na  noite passada tudo mudou e o Grêmio voltou a vencer.  Uma grande vitória perante o Fluminense de Roger Machado em pleno Maracanã.   

Agora só me resta esperar que um novo cenário surja à frente.  Há tempo para recuperar das jornadas anteriores, mas, é verdade, as rodadas vão passando e a retomada das vitórias deve ser agora, sem demora, porque a Série B está na volta da esquina e eu não imagino que eu possa retornar para lá mais uma vez.  

EM ENTREVISTA À DEUTSCHE WELLE GEORGE W BUSH DESCREVE O TRABALHO DE ANGELA MERKEL

Porto Alegre, 16.07.2021, 18:10, 16 graus C, 51% de umidade

Post 01.01.55

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura global, 55 Número de ordem do post

Angela Merkel está de partida para o anonimato.   Eu fiz essa frase porque eu acompanhei, dia a dia, a presença de George Walker Bush, 75 anos, na Casa Branca, na condição de quadragésimo terceiro  presidente dos Estados Unidos entre 2001 e 2009, e jamais imaginei que um dia, no anonimato, ele se distanciaria da figura do político tradicional.

Nas minhas 65 mil horas de gravações de vídeo, que ocupou um tempo considerável da minha vida, eu lembro, ainda hoje, da primeira vez que vi George W Bush, ao vivo, na televisão.  Eu sabia que ele era filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush, quadragésimo primeiro presidente dos Estados Unidos, entre 1989 e 1993, e falecido em Houston, em 2018.

Ele tinha um rancho no Texas e eu vi um anúncio na televisão que a jornalista Barbara Walters, iria entrevistá-lo.  Bush se deu muito mal na entrevista.  Eu o achei pessimamente articulado. 

Meses depois ele venceu as eleições, foi empossado e eu assisti uma nova entrevista do novo presidente dos EUA.  Não era a mesma pessoa. Foi incrível.   Parecia uma enciclopédia tratando de qualquer assunto.

Depois, na presidência durante dois mandatos, ele conseguiu manter as parcerias históricas internacionais embora toda a controvérsia em torno da invasão do Iraque, na Segunda Guerra do Golfo, em março de 2003. 

No relacionamento com a oposição, George W Bush manteve a polarização de sempre.  Encerrada a sua permanência na Casa Branca mostrou sempre um relacionamento equilibrado com os ex-presidentes democratas.   Desde então sumiu da mídia e reapareceu agora para ser entrevistado pela Deutsche Welle com a imagem de um pintor.  Como assim?

Isso, Bush publicou um livro sobre reproduções de suas pinturas realizadas entre 2001 e 2009.  Bush publicou livro de memórias, outro sobre o seu pai e um sobre pinturas de soldados feridos.  Na América dizem que ele é melhor pintor do que foi presidente.  Brincadeira à parte, é só acessar via Internet que o leitor pode conferir a quantidade de quadros que ele pintou de personalidades internacionais.

De volta ao eixo do post, o ex-presidente isolou-se desde que saiu do governo e só aceitou ser entrevistado porque o assunto era sobre a sua amiga Angela Merkel.

Bush, que mora a duas horas ao norte de Boston, disse à DW que Angela é uma pessoa querida e de grande coração.  Ele apareceu perante a jornalista que o entrevistou com charuto na boca e totalmente informal.  Falou bastante da sua atividade de pintor que dá as coordenadas ao seu modo de viver.

Na verdade, a DW está preparando um documentário sobre a chanceler alemã e daí a entrevista com Bush.   Ele acredita que Angela levou dignidade ao cargo, sempre se manteve coerente com os seus princípios e não teme a tarefa de liderar.

Angela Merkel é um sonho americano personificado, disse o ex-presidente.  Essa frase consta do site da DW.  Ela chegou aonde está tendo crescido na repressão comunista.  E ela não veio de qualquer lugar, ela veio da Alemanha, do nazismo que os americanos combateram e do Leste Europeu que os americanos enfrentaram.

… 

Um ponto que Bush destacou, e eu repercuto, é que Merkel foi a única pessoa que foi considerada líder do mundo livre, um título somente direcionado aos presidentes dos Estados Unidos.   Na América, Angela foi considerada como tal durante a gestão de Donald Trump.

Angela é uma âncora na tempestade.  Bush não fez essa frase, mas me levou a fazê-la para interpretar o que ele disse na entrevista.   E, aí, ele disse algo curioso.  Enquanto os americanos estavam fartos dele nos seus oito anos de mandato, os alemães mostram apreço pela chanceler.  Algo, mais ou menos, assim.

Bush e Merkel convergiram desde o primeiro momento.  Eu lembro de apresentar em sala de aula, no pós de Administração da UFRGS, os meus vídeo sobre Gerhard Schroder, o líder do SPD, o Partido Social-Democrata da Alemanha, que antecedeu Angela Merkel da União Democrata Cristã (CDU), e que era um crítico de Bush por causa da guerra no Iraque.

Na prática, Bush e Merkel tornaram-se amigos de primeira hora.   Agora, há um hiato entre os dois.  Bush se opõe, assim com Joe Biden, à construção do gasoduto Nord Stream 2, entre a Rússia e a Alemanha. 

Segundo os americanos o gasoduto mexe com a dependência da Alemanha na Rússia e, pior, recoloca a Ucrânia na instabilidade da agenda.  Para não deixar mal a sua amiga, Bush reconhece que Merkel deve definir o caminho que julgar mais conveniente para os interesses da Alemanha.

Bush abordou, ainda, temas importantes como as migrações,  a relação transatlântica, o interface com a India e com a China, a tarefa que espera a quem suceder Angela e até o exemplo que Merkel representa para as duas meninas do ex-presidente.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: A COVA DA IRIA NA BASÍLICA DE FÁTIMA, 1968

Quando criança e adolescente eu estudei no Colégio das Madres Teresianas e no Ginásio Santanense dos Irmãos Maristas, ambos educandários localizados em minha cidade natal, Sant’Ana, no Rio Grande do Sul, onde eu aprendi um pouco sobre a Igreja Católica e a sua tradição apostólica. 

Em suma, de igrejas, de santos e de cantos, eu aprendi um tanto.   Nesse contexto eu recordo de tudo que se falava em Nossa Senhora de Fátima, nos três pastores – Lúcia, 10 anos, e seus primos Francisco, 9 anos e Jacinta, 7 anos – e nas seis aparições ocorridas, em 1917. junto a uma localidade chamada Cova da Iria, nas proximidades da cidade de Fátima, em Portugal.  

Foi um processo interessante porque Francisco só podia ver, Jacinta podia ver e ouvir enquanto Lúcia podia ver, ouvir e falar com Nossa Senhora.   Lúcia via nuvens desde 1915 e, em 1916, viu um anjo em três ocasiões.

Bem, na foto abaixo, de 1968, eu apareço em primeiro plano.  A casinha pequena que aparece atrás de mim é a Cova da Iria, e a árvore ao lado é a azinheira onde Nossa Senhora aparecia para os três pastores.  Ao fundo, está a Basílica de Fátima.

AS DIFICULDADES EM RECONSTITUIR AS LIGAÇÕES ENTRE EUROPA E ESTADOS UNIDOS APÓS A GESTÃO DESASTRADA DO GOVERNO TRUMP

Porto Alegre, 15.07.2021, 18:10

Post 01.01.54

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura global, 54 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   A França alcançou, incrivelmente, dez mil novos casos novos de Covid19. Em Portugal um grupo de vinte e dois especialistas divulgou uma carta aberta à população alertando que se houver flexibilização nos controles a quarta onda que afeta o país chegará a novos extremos.  Em Lisboa, os jovens são as vítimas da pandemia no mercado de trabalho.

… 

CONJUNTURA GLOBAL: Angela Merkel viajou aos Estados Unidos para reunir com o presidente Joe Biden.  Eu tenho constatado que à medida que as semanas passam, o período de Donald Trump na Casa Branca criou um profundo hiato no relacionamento dos Estados Unidos com os seus aliados e parceiros históricos.

Empossado no cargo, Joe Biden procurou articular-se com os seus antigos pares, mas se deparou com uma realidade distinta.  Nesse ínterim,  Trump deu às costas aos europeus e, por exemplo, os chineses e os russos acessaram ao ambiente vazio e passaram a ocupar novos papeis no contexto internacional.

Um exemplo da conexão entre os governos de Berlim e de Moscou se materializou na construção do gasoduto Nord Stream 2.    A obra que teve o apoio total de Vladimir Putin está em fase de conclusão.

Agora Joe Biden procurou reconstruir as pontes com os seus velhos conhecidos.  Nessa nova realidade, com imagem distorcida daquela vigente ao final do Governo Obama, da qual Biden era o vice presidente, a ponte mantém uma via de mão dupla.  Angela Merkel quer levar adiante uma pauta que defende interesses alemães perante o parceiro norte-americano.  

Merkel foi a primeira autoridade europeia a visitar Joe Biden.  Na ocasião, pleiteou que os Estados Unidos abrissem as fronteiras que foram fechadas há mais de um ano.   

A ponte foi aberta, unilateralmente, pela União Europeia aos norte americanos devidamente vacinados, no mês de junho e, agora, a chanceler alemã, busca a reciprocidade por parte dos norte-americanos.   Paralelamente, Biden quer impedir, na undécima hora,  a conclusão do Gasoduto Nord Stream 2. 

A demanda norte-americana não se restringe, apenas, ao gasoduto.   Biden precisa de apoio de Merkel no impasse da Ucrânia com a Rússia e também, na contenção dos atos de pirataria no âmbito do fornecimento de proteínas vegetais e combustíveis, que tem origem na Rússia. 

Por fim, a Casa Branca também precisa um alinhamento dos governos de Berlim e de Washington para frente à  concorrência com o governo de Beijin na pauta da 5G.

Ao encerrar o post eu lembro a imagem transmitida pela televisão internacional da visita que Angela Merkel fez a Donald Trump na Casa Branca.   Merkel estendeu a mão par a cumprimentar Trump e esse negou-se a retribuir a gentileza.   A deselegância foi registrada pela mídia e a chanceler alemã fez uma cara de espanto frente as câmeras.

Na ocasião ela não podia acreditar no que estava acontecendo.  Hoje, Biden acusa o golpe e tenta resgatar a confiança perdida argumentando que a agenda da 5G é uma ameaça à segurança norte-americana.

Um enredo difícil de resolver.   Não há como voltar no tempo.  A história tomou seu curso e Biden chegou atrasado ao palco dos acontecimentos.  Merkel está de saída e o presidente norte-americano sabe que a partir de 21 de setembro terá outro interlocutor para negociar na economia internacional.

Enfim, não há uma saída viável para o impasse.    Cabe-me monitorar os próximos desdobramentos da agenda para manter o leitor atualizado do que acontecer no curto prazo.

Boa noite, leitor do blog! 

Hoje eu publico uma terceira fotografia do Inverno em Syracuse, New York, durante o período que eu estudei na cidade.  Era a minha primeira convivência com o frio local.   

Na imagem abaixo eu procurava mostrar como uma família ficava isolado em casa, após uma intensa nevasca.  Naquela época, eu ouvia dizer que o exercício, ou melhor, o esforço de retirar a neve da frente da casa exigia um desgaste excessivo para pessoas idosas. 

A FRANÇA E A CONQUISTA DO FUTURO NA ÉDITION SPÉCIALE 14 JULLIET 2021

Porto Alegre, 14.07.2021, 18:10

Post 01.03.54

01 INTERNACIONAL,  03 Conjuntura europeia, 54 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Eu acesso ao National Herald, jornal da Índia e verifico que a manchete principal da edição virtual informa que Políticas e ações concretas e direcionadas necessárias para enfrentar o impacto da pandemia sobre os trabalhadores informais, mulheres.

Hoje houve a abertura da Sétima Reunião Ministerial do BRICS, com a pauta focada no Trabalho e Emprego.  De concreto há o consenso que os países do BRICS, incluindo a Índia, precisam migrar da abordagem centrada no ser humano para o desenvolvimento.  E, aí, percebe-se que até aqui não ocorreram ações exitosas.

Especificamente com relação à Índia, o governo pretende implementar algumas reformas econômicas independentemente da posição dos sindicatos dos trabalhadores que se opõe às iniciativas.

CONJUNTURA EUROPEIA:  Eu acordei de madrugada e, como de hábito, dei uma passada de olhos na televisão.  Há uma diferença expressiva de fuso horário entre o meu beco e o que está acontecendo na Ásia e na Europa.

Na verdade eu não tinha percebido que hoje era 14 de julho.  E assim, de repente, um tanto indeciso entre voltar a dormir ou prestar atenção à televisão, eu me deparei com o título Édition spéciale 14 julliet 2021

Ao perceber que se tratava do evento magno do 232′ aniversário da queda da Bastilha e que levava a denominação A Conquista do Futuro, eu decidi acompanhar a programação prevista para duas horas de duração conforme informação disponível na grade de programação da televisão a cabo.  Em suma, uma homenagem à resiliência francesa frente à crise sanitária. 

Na tela, Emmanuel Macron e o general François Lecoindre se dirigiam em veículo militar através da avenida Champs Elysées em direção ao local onde estavam acomodadas as autoridades convidadas para o evento. 

As imagens começaram a ser projetadas com a presença da Guarda Republicana que percorriam a avenida Champs-Elysées, na direção da Praça da Concórdia em direção ao Arco do Triunfo.   Depois, dois pequenos grupos de militares portando tambores fizeram evoluções perante as autoridades  

Ali chegando, Macron deslocou-se à frente de cada um dos presentes, saudou-os com um movimento de respeito e foi para o local que estava reservado à sua acomodação.  Dali acompanhou todo o desfile militar previsto para a oportunidade. 

O ambiente voltou à normalidade depois da suspensão do desfile no ano anterior por causa da pandemia.   Havia tropas das mais diversas origens, com veículos os mais diversos, tudo em movimento e em obediência a rigorosos protocolos.

Ao fim e ao cabo, foi um desfile como há muito não se via.  Aviões e helicópteros, automóveis e mais de quatro mil soldados marchando encheram os olhos dos 25 mil pessoas, devidamente vacinadas, autorizadas a participar do evento e daquele púbico que acompanhava desde casa as imagens transmitidas pela televisão francesa.

O desfile intitulado A conquista do futuro tinha a ver com a necessidade de recuperar a economia francesa, de normalizar as atividades nacionais após um ano e meio de pandemia que provocou grandes perdas de vidas e de empregos na França de 2021.

Como piloto brevetado em 1963, eu fiquei à espera do sobrevoo da patrulha de aviões Dassault-Breguet Mirage 2000 e Dassault Rafales, programados para se apresentar na ocasião.   No momento aprazado, as aeronaves sobrevoaram a avenida dos Campos Elísios lançando fumaças em azul, branca e vermelha. 

Houve destaque especial para uma homenagem a Antoine de Saint-Exupéry, por ocasião dos 75 anos da divulgação do Pequeno Príncipe.

Para concluir, um coral de uma centena de jovens de escolas de grau médio sensibilizou a todos com uma apresentação de encerramento ao evento. 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: SYRACUSE, NOVA YORK, 1970

Ontem eu publiquei uma fotografia da rua da cidade onde eu estudei e que ficava localizada em frente à bookstore da Syracuse University.   

Ao comparar ambas as imagens o leitor pode avaliar o que é viver no Hemisfério Norte durante o Inverno.   É verdade que havia calefação em todas as residências mesmo porque é impossível para uma pessoa permanecer muito tempo exposto a um ambiente semelhante ao que aprece na foto abaixo. 

Muita neve, caminhões jogando sal às ruas, o “lamaçal” que se formava nas ruas e as dificuldades dos carros transitarem nas vias públicas.  

JEROME POWELL REALIZA PRONUNCIAMENTO PERANTE O COMITÊ DE SERVIÇOS FINANCEIROS DA CÂMARA DOS REPRESENTANTES DOS EUA

Porto Alegre, 13.07.2021, 18:10

Post 01.09.76

01 INTERNACIONAL,  09 Estados Unidos, 76 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Incrivelmente, há uma aparente corrida entre infecções e vacinações nos Estados Unidos.   Os casos de infecções estão aumentando e a taxa de vacinações está caindo.  As vacinas estão disponíveis, na verdade estão até sobrando há muitos meses, mas o número de norte-americanos imunizados ainda não alcança o patamar de 50% da população alvo. 

Isso acontece enquanto o número de infectados avançou em 10%, da semana passada sobre a semana anterior, e sem esquecer que a variante Delta se propaga mundo afora.

CONJUNTURA GLOBAL:  Eu venho escrevendo há algumas semanas sobre a polêmica em torno da inflação americana.  Nesse momento da pandemia simultaneamente à retomada da economia, que tipo de inflação se apresenta aos norte-americanos?

O assunto é recorrente porque há pressão sobre as autoridades monetárias para que as taxas básicas de juros sejam elevadas e elas, simplesmente, não aceitam qualquer argumento para a mudança na orientação dada, até aqui, pelo Federal Open Market Committee (FOMC).

A discussão mais recente em torno do tema tem a ver com a ideia de fatores que impactam transitoriamente sobre a inflação.    Tudo começou na reunião do FED do mês passado quando as expectativas de crescimento do PIB aumentaram para 7,0% em 2021 e as expectativas de inflação aumentaram de 3,0% para 3,4% no corrente ano. 

Essa expectativa de IPC para 3,4% merece uma explicação.  Numa das manifestações do FED surgiam o termo inflação transitória e, desde então, os analistas tem discutido se a inflação atual é aquela conhecida até então ou se há choques que não se propagam, que produzem efeitos uma única vez, sobre o IPC.

Pois Jerome Powell esteve no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para cumprir o compromisso semestral de expor a política monetária do FED em Capitol Hill.

…   

O titular do FED voltou a argumentar em torno de uma inflação transitória.   Ele concorda que a inflação aumentou e vai prosseguir aumentando no curtíssimo prazo.   Ele descreve o cenário como uma decorrência das restrições de oferta que a economia vem enfrentando.

Jerome Powell vai além com o seu discurso sobre o comportamento da taxa de inflação.  À frente, esses choques se esvairão e o índice de preços ao consumidor voltará ao seu curso normal.  Os analistas discordam dessa percepção e reivindicam elevação dos juros já!

… 

Com relação ao comportamento do IPC, quando os estímulos chegarem ao fim em 2022 a inflação retornará à casa de 2,0%, ou algo muito próximo desse patamar.   Se, eventualmente, a taxa de inflação e/ou a expectativa da inflação, tomarem um rumo fora do previsto, as autoridades irão agir imediatamente.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  SYRACUSE, NOVA YORK, 1970.

Syracuse é a quinta cidade em população dentro do Estado de Nova York.   A  cidade está localizada bem no centro do estado, no cruzamento das estradas de números 81 e 90.   Eu fui diversas vezes a cidade de Nova York que ficava a uma distância de 396 quilômetros de Syracuse. 

Na época em que eu estudava na Syracuse University, uma Instituição criada em 1870, a população da cidade era de 210 mil habitantes, o Condado de Onondaga tinha 490 mil habitantes, a área metropolitana contava com 651 mil habitantes e, finalmente, a soma dos cinco condados tinha uma população estimada de 900 mil habitantes.

Nos meses de dezembro a fevereiro, a temperatura média era de -5 graus Celsius negativos.  Nos anos que residi no Estado, em diversas ocasiões eu convivi com -20 graus Celsius negativos.  No inverno de 1965-66, houve precipitação de 120 polegadas de neve.

A foto abaixo mostra a rua da bookstore do inverno de 1970.  A torre ao fundo está localizada no campus da Syracuse University.   O trânsito era um dos maiores problemas que eu enfrentei perante tanta precipitação na cidade.     

CHRISTINE LAGARDE (BANCO CENTRAL EUROPEU) E A CONJUNTURA ECONÔMICA EUROPEIA

Porto Alegre, 12.07.2021, 18:10

Post 01.03.53

01 INTERNACIONAL,  03 Economia europeia, 53 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Os jornais de Portugal sinalizam que os números da Covid19 voltaram a subir no país.   As estatísticas atuais estão acima daqueles números vigentes em fevereiro próximo passado.  Os percentuais de utilização de leitos em UTIs encontra-se no patamar de 86%, segundo a mesma fonte, havendo, inclusive, transferência de enfermos entre regiões do país. 

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Paralelamente à pressão sobre o setor de saúde, as imagens da televisão mostraram as aglomerações de jovens nas praias do Algarve.   Nesse sentido, a mídia local, focada na variante Delta, popularizou o termo “variante Festa” que sinaliza a propagação da pandemia devido à reuniões dos jovens à beira mar.

CONJUNTURA EUROPEIA:  Da mesma forma como eu escrevi, há poucas semanas, sobre a inflação norte-americana e a política econômica posta em prática pelo Sistema de Reserva Federal, hoje eu repito o mesmo conteúdo, dessa vez voltado para a inflação europeia. 

…   

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), veio à imprensa e comunicou a meta a perseguir com relação à inflação da Zona do Euro.   Nos Estados Unidos Jerome Powell fixou a meta do Índice dos Preços ao Consumidor em 2,0% e, a partir daí houve algumas flexibilizações que eu descrevi em post recentes.

Agora, no caso do Velho Continente, Christine Lagarde afirmou que os 2,0% não é o teto da meta da inflação de acordo com a nova decisão adotada pelo Banco Central Europeu.  A meta que, até aqui, era de 2,0%, no teto,agora, segundo as autoridades monetárias a meta de 2,0%, é no piso.  Ou seja, ela poderá subir um pouco acima de 2,0%

…   

Christine Lagarde afirmou, um pouco na linha dos seus colegas do Sistema de Reserva Federal, o FED, que não há pressa em elevar as taxas básicas de juros se a inflação superar os 2,0% e, também,que  é preciso manter mais um tempo os estímulos fiscais.

Nesse momento a inflação está na casa de 1,9% na Zona do Euro e a economia prossegue afetada pela incerteza em torno da trajetória futura da pandemia.

Christine Lagarde também comentou o ambiente em torno da crise climática e que ela será levando em conta por ocasião da compra de ativos, ficando excluídas as empresas com elevadas emissões de carbono, uma  nova estratégia que voltará a ser realizada em 2025.

Finalmente, na reunião com a mídia europeia, as autoridades apresentaram novas previsões para o crescimento do PIB dos 27 e dos países da Euro zona, e para ambos foram projetados incrementos de 4,8% no corrente ano e de 4,5% em 2022.

É isso aí por hoje.  Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: HIROSHIMA, 1974

Hoje eu encerro o quarto dia consecutivo de divulgação de fotos que eu bati em Hiroshima, em 1974.     A foto abaixo foi mais uma das imagens que eu obtive tão logo eu desci do trem e deixei a estação ferroviária da cidade.  

Tudo me parecia muito bem organizado em termos de transportes e de mobilidade urbana.  Foi a primeira impressão e ela permaneceu em minha mente durante todo o tempo em que eu viajei pelo país. 

Uma população imensa, numa área limitada, mas tudo muito bem planejado.    Foi o que ficou registrado na minha memória quando eu retornei ao Brasil.