CASA BRANCA, as últimas dos EUA, post 26, 21.01.2020, Trump em Davos, impeachment em casa

Porto Alegre, 21 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 12h10, 29 graus, chove ao anoitecer

Donald trump viajou para Davos de mãos com a Economia e deu as costas à Política e a ao imbróglio do impeachment em curso em Washington D.C.

Em Davos Donald Trump fez tremular a bandeira da Economia.  Foram trinta minutos de espaço reservado para detalhar o comportamento de um economia que permanece em pleno emprego. 

Trump levou adiante a prática de destacar os custos para os Estados Unidos de políticas comerciais anteriores e as vantagens que ele obteve a partir do início da guerra comercial com a China.

O presidente comentou também o embate que mantém com o FED em torno das taxas de juros praticadas no mercado norte-americano.  Tudo porque Jerome Powell discorda de Donald Trump quanto à necessidade de baixar o intervalo das taxas de juros. 

Powell acredita que a inflação está sob controle.  O IPC fechou 2019 em 2,285% ao ano.  A economia está suficientemente robusta prescindindo de qualquer estímulo nesse início de 2020. 

Trump lamenta a posição do FED.  Ele não quer que a economia corra qualquer risco nesse ano de reeleição.  As polêmicas internas em território norte-americano que tratam de uma possível recessão e da necessidade de recorrer às taxas de juros negativas deixam o presidente de mau humor.

Se no Exterior Trump está plenamente ativo, dentro dos Estados Unidos o presidente está sujeito a todo tipo de crítica.    O impeachment tomou conta da pauta da mídia.

Hoje a CNN divulgou uma pesquisa telefônica de opinião dos norte-americanos sobre o impeachment.  E o resultado não foi outro que uma posição levemente favorável à condenação do presidente. 

Cinquenta e um por cento dos entrevistados foram a favor do afastamento do presidente contra quarenta e cinco por cento que se opõem à condenação. 

Quando o tema da pesquisa é o abuso do poder (58%) e a obstrução da investigação (57%), a grande maioria dos entrevistados acredita que Trump procedeu inadequadamente em ambas as ocasiões.   

O julgamento no Senado começou hoje na capital dos Estados Unidos.  Nessa fase inicial está sendo tratado o rito a ser obedecido até a decisão final.

Os republicanos almejam um julgamento breve; os democratas querem prolongar o que for possível para deixar o presidente exposto à crítica antes do pleito.

Mitch McConell (REP) e Chuck Schumer (DEM) representam, respectivamente, as lideranças da maioria e da minoria no Senado.  Na ocasião, McConnell defendeu uma solução rápida para a tramitação do processo na Casa.

Nesse encaminhamento expresso, McConnell é de parecer que o processo inicie com o posicionamento da defesa de Donald Trump para depois ouvir as testemunhas advindas da Câmara dos Representantes.   

…  

Ainda quanto ao andamento do processo Schumer defende a necessidade de citar novas testemunhas que não aquelas que se fizeram presentes na Câmara dos Representantes.

 

O líder da minoria democrata no Senado parece ter um rol de temas polêmicos a introduzir progressivamente à medida que o processo avance no rito utilizado nas próximas semanas.

Paro por aqui.  Volto amanhã ou antes se surgir algum fato superveniente.  Por enquanto, boa tarde, leitor do blog!

…          

FOTO ABAIXO: Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, 20.01.2020, 16h00

 

CENÁRIO ECONÔMICO o que vem por aí, post 35, 20.01.2020, atualização das perspectivas do FMI

Porto Alegre, 20 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 29 graus, chuve amanhã à tarde

Conforme eu escrevi em post publicado no blog na semana passada, hoje seria o dia de divulgação do World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Mundial do FMI.  E o fato efetivamente aconteceu nessa segunda-feira em evento realizado em Washington D.C, nos Estados Unidos.

Até aqui, mais precisamente, até outubro de 2019. o cenário internacional sinalizava um processo de desaceleração do PIB global.  As taxas de crescimento do Produto evidenciavam um ritmo de crescimento de 3,8% (2017), 3,6% (2018) e 3,0% (2019).

Hoje foram divulgados novos números o desempenho da economia internacional. De acordo com o WEO divulgado hoje, o PIB vinha crescendo a taxas decrescentes de 3,6% (2018)e 2,9% (2019), mas deve avançar 3,3% (2020) e 3,4% (2021)  

Ora, a desaceleração configurada até então, deverá alterar de trajetória no corrente exercício.   O que evidenciam os números divulgados hoje é que a economia global retomará o fôlego a partir  de agora.  Na versão do FMI, é lógico.  Toda a discussão em torno de uma possível desaceleração global, um fim de ciclo nos Estados Unidos, tudo se mantém em pé. 

Para chegar aos grandes números do desempenho global, o Fundo estima que as Economias Avançadas manterão uma taxa de crescimento constante de 1,6% e 1,6% (2021) enquanto as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento permanecerão crescendo as taxas de 4,4% (2020) e 4,6% (2021)

Dentre as economias Avançadas, a desaceleração continuara nos Estados Unidos, com taxas de crescimento de 2,0% (2020) e 1,7% (2021) e no Japão onde o PIB crescerá 0,7% (2020) e 0,5% (2021).   Já a Zona do Euro registrará incrementos de 1,3% (2020) e 1,4% (2021).

No que diz respeito às Economias Emergentes e em Desenvolvimento, a China deve crescer 6,0% (2020) e 5,8% (2021) enquanto que a Índia deverá avançar 5,8% (2020) e 6,5% (2021) e a Rússia registrará incrementos de 1,9% (2020) e 2,0% (2021). 

Quanto ao Brasil, o FMI parece apostar na melhora lenta da economia ao prever incrementos do PIB da ordem de 2,2% (2020) e 2,3% (2021).

Bem, com a atualização do WEO, o FMI atualizou as perspectivas para o desempenho da economia internacional. Paro por aqui.  Nos próximos dias eu vou detalhar o diagnóstico elaborado pelo FMI para justificar os números apresentados acima.  Vou tentar voltar rapidamente ao assunto, mas a ida de Donald Trump a Davos promete uma pauta densa nas próximas horas.

Boa noite, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO: Galeria Chaves, Rua da Praia, Porto Alegre, agora à tarde, 20.01.2020, 16h00

 

CARTUM, economista pensa demais, post 16, 19.01.2020, calor, sempre o calor

Porto Alegre, 19 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 30 graus, sem chuva

O calor está demais.  Eu passei a vida toda na esperança que a noite chegasse e eu pudesse conviver com uma temperatura mais amena.

Foi assim quando menino em Sant’Ana, a minha cidade natal.   Quando criança e na condição de adolescente.  O meu consolo era o meu irmão menor que passava calor até no inverno.  A minha mãe sempre repetia que o Zezinho estava sempre suando. 

No meu caso, eu lembro de uma vez em que eu fui numa pescaria, fiquei muito exposto ao sol, voltei com bolhas enormes nas costas e havia uma audição de piano em que eu tinha que usar gravata e casaco.  Saí de casa com camadas de pomada nas costas e fui participar do evento.  Toquei, sorrindo, fui até virtuoso, mas as costas queimavam de dar dó. 

… 

Uma vez, eu era estudante em Santa Maria, e era impossível enfrentar uma noite com o calor e os mosquitos.   No desespero de ver a noite passar, eu coloquei o ventilador na minha cabeceira e consegui superar aquela noite interminável.  Pela manhã, havia dezenas de mosquitos presos às hélices dos ventilador.  Desde então, eu consegui superar a restrição dos pernilongos.   

Uma vez, eram duas horas da madrugada em Santa Maria.  Era impossível dormir.  O calor era sufocante. Abri a janela e avistei toda a  vizinhança sentada nos pátios ou na calçada.   Na manhã seguinte fiz o primeiro “investimento” em um aparelho de ar condicionado.  Foi a última vez que eu suportei o calor sem o condicionador. 

Passei muito calor quando ministrei um curso em João Pessoa.  Sol a valer às 05h30, quarto ensolarado, um calor de rachar, não havia ar condicionado na época e com esse pano de fundo era preciso dar oito horas de aula.  Uma verdadeira gincana!

Em Cuiabá enfrentei um calor inesquecível.  Às 06h00 a temperatura estava em 39 graus.  Era impossível estar distante do aparelho do ar condicionado.  O pior era que também estava impossível de permanecer no quarto com ar condicionado.  Não havia diferença entre o quarto do hotel e o local do evento. 

… 

Em Houston eu passei um verão “a la Cuiabá”.  Eram os meses de agosto e setembro de 1970 e era impossível permanecer fora de casa.  Ou fora das instalações da universidade (UH).  A ligação entre os dois pontos, umas dez quadras a pé, entre Cullen Boulevard e o acesso à universidade, era o desafio diário a enfrentar.  Ida e volta.  Saída, cedinho, retorno, à noitinha, para amenizar a gincana.       

Bem, seu eu colocar a memória a funcionar eu não vou parar de relatar outras, e mais outras, experiências com o excesso de calor.   Praticamente, durante toda a minha vida eu convivi muito bem com o frio. 

Agora, no ano dos meus ’76 eu confesso que o frio começou a ser um novo obstáculo.   Nunca precisei recorrer a tanto abrigo.  Coisas da idade, creio eu.

Hoje eu acessei ao jornal click 2 de Houston. E li uma matéria interessante sobre o aumento de calor no globo.   E fiquei sabendo que o exercício de 2019 foi o segundo ano mais quente da história.

A fonte do jornal é a NASA.  E a informação dá conhecimento que a década foi a mais quente da história.  Há uma ilustração que mostra o globo com os locais onde o calor é maior ou menor. 

Chamou-me a atenção que há um espaço que vem da região do Centro Oeste até o Rio Grande do Sul que está entre os lugares de temperatura mais elevada do globo.

Valha-me Deus!  

O leitor pode acessar a matéria citada no endereço eletrônico 

https://www.click2houston.com/news/national/2020/01/19/last-year-was-the-second-hottest-in-recorded-history-nasa-says/

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Eu bati as três fotografias a seguir quando estive em Hiroshima em agosto de 1974.  Um local inesquecível.  A bomba havia explodido trinta anos antes da minha visita à cidade.   O prédio abaixo foi o que ficou em pé.  Um verdadeiro memorial de Hiroshima.  

A bomba lançada em Hiroshima, em 06.01.1945, chamada de Little Boy pelos norte-americanos, era uma bomba de fissão de urânio. 

A que foi lançada três dias mais tarde, 09.01.1945, em Nagasaki, chamada de Fat Man, era uma bomba de fissão de plutônio. 

Houve 200 mil vítimas entre os dois eventos.  O museu de Hiroshima foi o lugar mais marcante que eu conheci.  Eu havia ficado sensibilizado com o Louvre, em Paris, por tudo o que conheci no local.  Contudo, a crueldade norte-americana em Hiroshima é algo para carregar para toda a vida…

Os estudantes utilizam os origamis, dobra de papel para representar um ser, junto ao monumento da bomba.  Eu bati a foto quando os jovens haviam encerrado a tarefa daquele dia.  

UNIÃO EUROPEIA, Comissão, post 41,18.01.2020, rumo à promoção do social

 
Porto Alegre, 18 de janeiro de 2020
Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 29 graus, à frente um domingo sem chuvaloja virtual gratis
 
Em post anterior eu escrevi que o governo de Bruxelas vivencia uma nova direção.  Em primeiro de dezembro próximo passado, Ursula von der Leyen, alemã, 61 anos, economista com doutoramento em medicina, assumiu a presidência da Comissão Europeia ao mesmo tempo em que David Sassoli, italiano, 63 anos, jornalista, passou a exercer o cargo de presidente do Parlamento Europeu.
Pois, a Zona do Euro vem convivendo com um processo de desaceleração recente.  Da mesma forma como a economia global evidencia taxas de crescimento em desaceleração, o PIB da Área do Euro vem mostrando taxas de 2,5% (2017), 1,9% (2018) e 1,2% (2019). 
Alem da economia vir perdendo o fôlego, as autoridades do Banco Central Europeu (BCE) tem recorrido à política de Quantitative Easing (QE), ou seja, à flexibilização quantitativa, para estimular a atividade econômica regional.
As autoridades lotadas em Frankfurt vem recorrendo a esse instrumento de afrouxamento monetário, para introduzir dinheiro novo na conjuntura local.  A persistência em recorrer à política de QE vem desde à época da Grande Recessão de 2008-09, 
Uma outra medida importante posta em prática pelo Banco Central Europeu no Velho Continente foi a utilização de taxas de juros negativas. 
A decisão repercutiu amplamente nos Estados Unidos porque os discursos de uma possível recessão, da possibilidade de um fim de ciclo na economia norte-americana e  da eventualidade de vir a acontecer o fim do pleno emprego, tudo, em conjunto, levou a pauta a migrar da Europa também para a América.  
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A percepção das autoridades de Frankfurt partiu da presença de uma economia fragilizada, na qual era preciso,  que o gasto acontecesse, e, então, a autoridade monetária levou os juros às taxas negativas, inclusive, para que o agente econômico priorizasse o consumo e, não, a aplicação financeira. 
Ora, o contexto enfrentado por Bruxelas me levava a acreditar que Ursula von der Leyen e David Sassoli priorizassem uma estratégia para fazer frente à desaceleração econômica regional.
Hoje eu li sobre os dois objetivos principais dos novos dirigentes europeus.  São eles, a sustentabilidade e a distribuição.   Explico melhor,   As novas lideranças fixaram os dois objetivos na perspectiva de construir um bloco regional mais verde e mais social. 
Daí, a busca de um caminho que leve à criação de um salário mínimo europeu.  Torna a medida em realidade nacional e depois converge as partes para um todo europeu.
Paralelamente, a adoção dessa estratégia, as novas autoridades europeias pretendem criar uma Conferência para o futuro da Europa.   Do início ao fim da configuração de um novo futuro, há um prazo de 24 meses para transformar a proposta em fato concreto.
Pois é, eu acredito que nesse post eu descrevi a minha percepção do que acontece fora dos EUA e da China e que tem importância vital no desenho do novo cenário econômico internacional.  Pois é, eu imaginava que Bruxelas iria dar ênfase ao mau momento da sua economia, mas eu confesso que a noção vigente é de outra natureza, mais ampla e quem sabe mais ousada.  Contudo, ela é oportuna?   
Boa tarde, leitor do blog!  O calor desse verão continua forte, mas os dias estão passando rápido demais.  Para quem está iniciando a quarta idade eu até gostaria de conviver com alguma calmaria.  Trump, Bolsonaro e Fernández parece que não contribuem para tanto.  É muito assunto novo em curto espaço de tempo.  Fazer o quê?  

FOTO ABAIXO: Avenida Borges de Medeiros, Centro Histórico de Porto Alegre, 16.01.2020

CENÁRIOS ECONÔMICOS, o que vem por aí, post 34, 17.01.2020, divulgações: hoje, o desempenho da China hoje, dia 20, o Panorama Econômico Mundial

Porto Alegre, 17 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 12h10, 18 graus, temperatura agradável e sem chuvaloja virtual   

Certamente que a maior preocupação atual dos analistas econômicos está voltada para o ritmo da desaceleração global em curso.  Tenho escrito, com alguma frequência, sobre essa matéria.

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Pois hoje, foi divulgada uma nova informação sobre o desempenho da economia chinesa.  O comportamento das economias dos Estados Unidos e da China, por dizer respeito às duas maiores economias do globo, tem uma importância fundamental nesse início de 2020.

A economia da China cresceu, em média 10,5% ao ano, no período 2001-10, segundo o World Economic Outlook, o Panorama Econômico Mundial do FMI. 

Na mudança de década a desaceleração da economia se acentuou.  O PIB cresceu 9,5% (2011), 7,9% (2012), 7,8% (2013), 7,3% (2014) e assim deixou a casa dos sete pontos percentuais ao ano.

A seguir, o PIB cresceu 6,9% (2015), 6,7% (2016), 6,8% (2017) e 6,6% (2018).  Hoje, os jornais internacionais divulgaram que o Produto da China cresceu, na versão oficial, 6,1% em 2019. 

Esse número coincide com a previsão do FMI divulgada em outubro do ano passado.  O que se tem de novo à essa altura é que as taxas de crescimento trimestrais do último exercício atingiram 6,4% (1T2019), 6,2% (2T2019), 6,0% (3T2019) e 6,0% (4T2019).

Então, o desempenho da economia chinesa (6,1% ao ano) em 2019 é a menor desde o período 2001-10, detalhado no início desse post, mas continua dentro das estimativas das autoridades chinesas. 

Bem, na próxima segunda feira, dia 20 do corrente mês, no horário de 08h00 de Washington D.C., 10h00 no horário do meu beco, o FMI estará divulgando uma nova versão, atualizada, da publicação World Economic Outlook.     

Há uma atenção generalizada de governos, investidores e analistas sobre os números que serão divulgados.  A partir daí, todos saberão em que fase da desaceleração a economia global se encontrava ao final de 2019.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Vista interna da nova ala do Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre, 15.01.2020

CHINA hoje, post 18, 17.01.2020, importações de frango do Brasil

Porto Alegre, 17 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 00h10, 20 graus, não chove nessa sexta-feira

Recentemente, eu passei a realizar duas recorridas semanais em jornais da China visando selecionar um tema para redigir um post para o blog.  A minha tendência natural tem consistido em me fixar em informações relacionadas à infraestrutura, à corrente de comércio e às autoridades monetárias locais.

Pois nessa quinta-feira eu encontrei na XinhuaNet uma manchete que informava que o Estado de São Paulo, no Brasil, havia enviado a primeira remessa de carne de frango para a China.

A informação tinha origem no estado brasileiro e representava um novo impulso para expandir o mercado na Ásia.  De um total de um contrato de 500 toneladas do produto, 27 toneladas estavam sendo embarcadas em Boituva, município da região metropolitana de Sorocaba. 

A matéria cita autoridades paulistas, suas manifestações na oportunidade e o fato de que a iniciativa resultou da ida de autoridades brasileiras à China, bem como da criação de um Escritório Comercial em Xangai no ano passado.

O assunto é importante porque as compras chinesas de carne de frango cresceram 34% de 2018 para 2019.   Está feito o registro.

Boa noite leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Ontem eu bati a foto do painel disposto na parede da nova ala do Aeroporto Internacional Salgado Filho de Porto Alegre

 

CASA BRANCA, as últimas dos EUA, post 25, 16.01.2020, o debate dos candidatos democratas em Des Moines, Iowa

Porto Alegre, 16 de janeiro de 2020  

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 06h10, 20 graus, chove e há vento muito forte

Foram seis lideranças democratas, lado a lado, buscando um lugar na cédula eleitoral da próxima eleição presidencial.   Foco o post em três deles, Joe Biden, 77 anos, Elizabeth Warren, 70 anos e Bernie Sanders,78 anos,  que me parecem os nomes mais fortes do debate em curso. 

A transmissão se deu via CNN.  Eu havia deixado ao leitor, em post anterior, o endereço eletrônico do canal de Des Moines, cidade do estado de Iowa. 

A pauta teve forte concentração no ataque dos drones norte-americanos ao aeroporto de Bagdá, no Iraque, e que resultou na morte do general Qasem Soleimani.   Também, houve atenção especial em especificar a forma como atacar e vencer o presidente Donald Trump no pleito. 

Joe Biden, ex-vice presidente dos EUA na gestão Obama, tem a preferência do eleitor democrata até aqui.  Ele está no centro do escândalo que ligou Donald Trump com o presidente da Ucrânia, o comediante Volodymir Zelenski.  O presidente norte-americano queria uma informação privilegiada e oferecia segurança, defesa, em troca.  A informação vazou e veio o início do processo de impeachment.

…  

Joe Biden aproveitou o papel de vítima e afirmou no debate que recebeu todos os ataques de Donald Trump.  Ele foi o mais visado pelo morador da Casa Branca, mas, a par dos acontecimentos, continuou subindo na preferência do eleitor americano.   Biden aproveitou o momento e enalteceu a predileção do eleitor afrodescendente pelo seu nome.   

Elizabeth Warren, senadora por Massachusetts, destacou que se criara uma ocasião para unir forças.  Colher do ensejo para agregar empenhos de democratas, independentes e, até, republicanos, que se encontrem exaustos de viver em um país que beneficia políticos, grupos de pressão e executivos de grandes empresas e que esqueçam de todos os demais. 

Elizabeth Warren, colocou-se na posição do profissional que concebeu um movimento de organização para fazer com que todos se beneficiem do país que ela pretende governar.

Ninguém entendeu, inclusive eu, porque Warren se negou a apertar a mão de Sanders.  Assim como Trump não aceitou apertar a mão de Angela Merkel na primeira visita que a chanceler fez ao novo presidente, Elizabeth Warren simplesmente encolheu a mão e afastou o braço deixando Bernie Sanders boquiaberto e com a mão estendida. 

Eu não creio que o mal entendido em torno da afirmação de Bernie, negada peremptoriamente pelo candidato, que mulher não poderia ser a presidente do país seria razão para tanto. 

… 

Bernie Sanders, senador por Vermont, apresentou-se como o candidato social-democrata que acredita que a saúde é um direito humano.  Não focou demais em Donad Trump como os demais candidatos.  Eu creio que o eleitor já o conhece bem o suficiente para não esperar nada de novo em seu embate com o atual morador da Casa Branca.

Bernie Sanders não falou apenas em teses.  Ele foi direto às metas.  Comprometeu-se a elevar o salário mínimo a US$ 15 a hora.  E não parou aí.  Prometeu educação gratuita, na escola e na universidade.   E, também, assegurou pauta ambientalista ao afirmar que destinará US$ 20 bilhões à conta de um novo acordo verde. 

Paro por aqui.  O temporal chegou ao beco e mudou o clima na capital.  Os estragos foram enormes na noite passada segundo eu estou acompanhando nos noticiários locais.

Bom dia leitor do blog! 

FOTO ABAIXO: Casa de Cultura Mario Quintana, Centro Histórico de Porto Alegre, janeiro de 2020 

 

ARGENTINA, instabilidade sempre, post 18, 15.01.2020, a Casa Rosada e o FMI

Porto Alegre, 15 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 06h10, 31 graus, vai chover à tarde

A Argentina convive com uma recessão desde o terceiro trimestre de 2018.  A taxa de inflação acumulada em doze meses é superior a 50 % ao ano desde fevereiro de 2019.  

As reservas internacionais da Argentina vivenciam a sua via crúcis.  Encontravam-se no patamar de US$ 61,2 bilhões (julho 19), recuaram para US$ 47,8 bilhões (agosto 19), US$ 42,4 bilhões (setembro 19) e alcançaram o seu menor nível de US$ 36,9 bilhões (outubro) no mês da realização das eleições presidenciais (27.10.2019).

Em novembro, as reservas argentinas se mantiveram na casa dos US$ 37,9 bilhões, um nível baixo para um pais que está com um programa de apoio do FMI na ordem de US$ 57 bilhões, acordado entre o governo do ex-presidente Maurício Macri e o Fundo e cujos compromissos estavam difíceis de serem honrados.

Alberto Fernández assumiu prometendo manter o programa de apoio fechado em Washington, mas para tanto seria preciso que a economia voltasse a crescer.  Para tanto adiou, unilateralmente, o pagamento de um total de US$ 9 bilhões em títulos do tesouro para o final de agosto.   É uma porta de entrada para o calote, para o default. 

Essa negociação com o Fundo é crucial para o novo governo instalado na Casa Rosada porque ela permitirá que as finanças públicas migrem de um déficit de 0,7% do PIB (2019) para um superávit de 0,6% do PIB (2020).

Eu venho observando que o FMI vem elogiando as iniciativas do governo Fernández, mas, ao mesmo tempo, vem afirmando à comunidade econômica internacional que o governo argentino ainda não procurou a Instituição para iniciar qualquer negociação em torno do empréstimo de standby.  Nesse ínterim o default, na classificação restringido, já está a atormentar as autoridades da Casa Rosada. 

Eu pensei que com toda a experiência argentina em torno de default, Fernández fosse evitar o pior.   Como não pegou a mala e levou o ministro da Economia para negociar em Washigton, o Presidente parece ter preferido focar no plano interno e priorizar a polarização.   A estratégia parece estar em pleno curso.  É lamentável que o erro se repita. 

É isso aí.  A chuva está chegando, as férias de Boas Festas ficaram para trás, o futebol voltou à telinha, a dupla GRENAL estão encaminhando muito bem as suas formações para 2020 e eu vou iniciando a minha caminhada para os ’76 sem que o Brasil volte a crescer.   Está difícil.  É só uma questão de mudar de diagnóstico. 

Torço para que alguém coordene melhor a articulação do atual ministério e substitua discursos imprecisos, nesse sexto ano consecutivo de crise, por ações concretas que levem à retomada da economia, caso contrário vou ter que me resignar a mais um exercício com o apagão de gestão!

Boa tarde, leitor do blog!       

FOTO ABAIXO: Interior da Igreja de Nossa Senhora das Dores, a mais antiga de Porto Alegre, inaugurada em 1807

CASA BRANCA, as últimas dos EUA, Post 24, 14.01.2020, uma noite de debate democrata

Porto Alegre, 14 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 12h10, 32 graus, terça-feira sem chuva

Hoje, à noite, a partir de 20h00 no horário de IOWA, será possível acompanhar o debate dos candidatos democratas para a escolha daquele que deverá enfrentar Donald Trump nas eleições do mês de novembro próximo vindouro.

O debate deve acontecer em Des Moines, a sede do Caucus e a capital do Estado de Iowa.   Ele reunirá seis pré-candidatos, Amy Klobuchar, senador pelo Estado de Minnesota, Bernie Sanders, senador pelo Estado de Vermont Elizabeth Warren, senadora pelo Estado de Massachusetts,  Joe Biden, ex-vice presidente de Barack Obama, Pete Buttigieg, ex-prefeito de South Bend, Estado de Indiana, e Tom Steyer, um ambientalista e político bilionário nascido em Nova York.

O leitor poderá acompanhar o evento acessando ao endereço 

http://features.desmoinesregister.com/news/politics/iowa-caucuses/?utm_source=cbm&utm_medium=onsite&utm_campaign=politics&utm_term=demdebate&gps-source=ADCONDEMBDB

Há uma diferença de três horas entre Porto Alegre e a cidade de Des Moines, em Iowa.  Então, o debate começará às 23h00 no horário do meu beco. 

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Interior da Igreja de Nossa Senhora das Dores, a mais antiga de Porto Alegre, inaugurada em 1807

BRASÍLIA, distante de tudo, post 25, 14.01.2020, no sexto ano da crise há um apagão de gestão?

Porto Alegre, 14 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 06h10, 20 graus, terça-feira sem chuva

Passaram as festas do fim do ano.  É hora de cair na realidade.  A economia segue rumo ao sexto ano pedindo passagem.  E nada de crescimento.  O sexto ano, nessa sequência, eu já chamo o fato de apagão de gestão.  

Nesse contexto o IPCA fechou 2019 em 3,75%.  O leitor lembra das exportações de carne para a China e os preços elevadíssimos nas prateleiras dos supermercados do Brasil?

Promessas e mais promessas de retomada da economia no inicio do ano, nunca confirmadas no fim do exercício.  Ameaças, muitas; consolidação, nem pensar.  Aparentemente, as previsões “insistem” em dar erradas.   É  lamentável que assim seja.  

Acesso ao boletim Focus e leio que os executivos dos intermediários financeiros estão, outra vez, a prever taxas de crescimento de 2,3% para o PIB de 2020.  Avançou de 2,25%, no mês passado, para 2,30% na última sexta-feira.  Tudo de novo?.

Não.  Provavelmente, não.  A palavra da vez é que  “dessa vez” poderão avançar os investimentos e do consumo das família.    E se as reformas ficarem em standby e não houver fatos novos a registrar?   Tudo como dantes?

Eu lembro do quanto mudou o ambiente quando os deputados Samuel Moreira e Rodrigo Maia colocaram o projeto da reforma previdenciária em baixo do braço e a deixaram em condições de ir para o Senado.  E, lá chegando, Tasso Jereissati procedeu da mesma forma e a Nova Previdência foi, finalmente, aprovada.

Daria para repetir o sript daquela ocasião?   Provavelmente, não, porque o roteiro anterior parece ter sido interrompido. 

Guedes deve ter esquecido que o capital político de Bolsonaro está se esvaindo.   No Datafolha, a avaliação de ruim ou péssima do Presidente (36%) já evidencia que ela está, ali ali, com a dos ministros do STF (39%).  O presidente vai, recém, para o mês 13 do seu governo.    O próprio Guedes se desgasta ao tratar de temas que não lhe competem, como lembrar do AI 5, a beleza da esposa do presidente francês, ou ainda, a pauta surreal do tigrão versus tchutchuca.  

Guedes não conseguiu desindexar o salário mínimo, a reforma tributária ainda é uma incógnita, o ministro não conseguiu desindexar os benefícios da Nova Previdência, a infraestrutura está a passos de cágado, o Investimento não poderá crescer sem saber como será a tributação, o desemprego não evidencia sinais de queda, o ministro voltou a falar em imposto sobre pagamentos depois da saída de Marcos Cintra, a Argentina abandonou a intensidade da parceria anterior, os investidores externos que haviam retirado recursos da bolsa em 2018, por causa da crise dos caminhoneiros, voltaram a repetir a dose e retiraram  mais de R$ 44 bilhões em 2019, as projeções da desaceleração global são motivo de muita polêmica, e, ainda, o ministro disse que não há dificuldade de conviver com câmbio valorizado.

Ora, há problemas que não acabam mais.   E as reformas – quais e para quando – vão mudar a cara do país?  Ou muda o diagnóstico, ou muda o diagnóstico…  É possível apostar todo o final de mês que a economia está mudando lentamente?

E tudo acontece com Investimentos Externos Diretos (IED) da ordem de US$ 60 bilhões.  Todo esse dinheiro é um excelente sinal e as autoridades deveriam encaixá-lo em uma programação que sinalizasse a retomada. 

E tudo acontece com queda da Taxa Selic.  Ao invés de divulgar que a participação da dívida no PIB pode estabilizar, o que se vê nos jornais é a divulgação de novos aumentos nas taxas de juros na ponta do consumidor.

É bem verdade que houve a fixação da taxa de juros do cheque especial da Caixa Econômica Federal no patamar de 8,0% ao mês.  Quem se sensibilizará no Exterior porque o Brasil reduziu a taxa mensal do cheque especial nos intermediários financeiros de 12,0% para 8,0% AO MÊS.   É isso mesmo, AO MÊS.

Na percepção dos executivos, consultados pelo Boletim FOCUS, o IPCA fechará o ano de 2020 em 3,25% e a taxa de câmbio em R$ 4,09, tudo em uma conjuntura econômica com uma meta inflacionária de 4,5% ao ano.     

Repito o que eu escrevi no início do post.  Passaram as festas do fim do ano.  É hora de cair na realidade.  A economia segue rumo ao sexto ano pedindo passagem.  E nada de crescimento.  O sexto ano, nessa sequência, eu já chamo o fato de apagão de gestão.  É fundamental que alguém acenda a luz da administração para encerrar, de vez, o tal apagão de gestão.

Faço uma pausa para o chimarrão.  Afinal, gaúcho que se preza não abre mão do mate.  Até amanhã volto a pauta desse inicio de terça-feira.  Não há nuvens sobre o Centro Histórico.  Tomara que o calor de uma folga por aqui. 

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO:como fazer uma loja virtual Igreja Nossa Senhora das Dores, inaugurada em 02.02.1807, a mais antiga de Porto Alegre