RETOMADA GLOBAL, PAUTA DA SUSTENTABILIDADE, CICLO DE COMMODITIES, CONFERÊNCIA DO CLIMA, FUNDO AMAZÔNIA

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 15.04.2021, 18:10, 25 graus C, 33 % de umidade

Post 01.02.11

01 INTERNACIONAL, 02 Petróleo/Commodities, 11 Número de ordem do post

Nessa retoma da economia global cabe ficar atento ao que acontece com as commodities, e em particular, com o petróleo que é objeto desse post.  Em princípio a recuperação da economia mundial pós pandemia levará, creio eu, as lideranças políticas internacionais a priorizar a pauta da sustentabilidade por tudo o que vem acontecendo desde 1995 através das Conferencias do Clima.

A última Conferência do Clima da ONU aconteceu em Madri em 2019.  O Brasil, que teve Ricardo Salles à frente da delegação que participou da COP25, buscava dinheiro para combater os incêndios ao passo que, na estrada de mão dupla das negociações, os dirigentes globais exigiam deliberações efetivas em termos de desmatamento e de tratamento de indígenas. Foi um episódio lamentável!

De concreto, o Fundo Amazônia, criado em 2008 através do Decreto número 6527, teve os seus recursos bloqueados pelos governos da Alemanha (R$ 155 milhões) e da Noruega (R$ 133 milhões) em 2019 porque o Brasil não cumpriu o acordo da gestão do fundo. 

Face ao procedimentos dos doadores o ministro Ricardo Salles suspendeu o Fundo em abril de 2019.   Posteriormente, o vice presidente Hamilton Mourão reativou o Fundo Amazônia, em 28 de maio passado, mas os embaixadores de ambos os países afirmaram que prosseguia o impedimento para colaboração.

Bem, o curso da retomada da economia internacional traz consigo um novo cenário para as commodities, algo sem paralelo desde o ciclo anterior de 2003-11.   A pergunta que cabe nesta oportunidade é se o petróleo surfará nessa mesma onda das demais commodities?  Ou o ouro negro está condenado a perder a alcunha de ouro e de seguir o mesmo destino reservado ao carvão?

Na verdade, observando atentamente os gráficos dos preços das commodities através do Índice das 19 Principais Commodities conhecido pela sigla CRB, que significa Core Commoditynas duas últimas décadas dá para se chegar às conclusões que as commodities registraram um super ciclo no período 1999-2020. 

O super ciclo teve o formato de um V invertido com início em 1999, pico na crise financeira de 2008 e fim no dia 20 de abril de 2020 quando o petróleo WTI fechou em cotação negativa de US$ -13,10.  

Sob esse super ciclo 1999-2020 e utilizando a mesma fonte, o CRB, observa-se a presença de três subciclos, o primeiro, de 1999 a 2008, o segundo de 2009 a 2016, e o terceiro de 2017 a 2020. 

Então, a retomada mundial e a sua consolidação já impactou sobre as commodities, mas sobra a expectativa de como será a configuração de um novo ciclo que pode vir? 

E, a todas essas, conforme eu redigi quatro parágrafos acima, permanece a dúvida se o petróleo acompanhará as demais commodities em um possível super ciclo ou se os modelos de sustentabilidade poderão barrá-lo e jogá-lo a um papel de menor importância relativa comparado a tudo o que aconteceu até aqui?

O assunto promete.  Estou começando a abordá-lo no blog.  Em breve volta a detalhar, um pouco mais, sobre como estou vendo os desdobramentos da retomada global esperada.

Boa noite, leitor do blog!  

FOTO ABAIXO: A TORRE DE BELÉM, 1968

Construída em estilo manuelino, a Torre de Belém é uma obra do período 1514-20, construída durante o reinado de Dom Manuel I  que visava defender a barra de entrada do Rio Tejo. 

A torre veio para ocupar o lugar de um navio que ficava ancorado para proteger as frotas que partiam de Portugal para o Exterior.   À medida que o tempo passou e a Espanha e Portugal ficaram submetidos a um mesmo rei,  a dinastia de Habsburgo, a torre foi abandonando o seu papel de defesa e os paióis perderam a sua função, transformando-se em masmorras.

Quando eu estudei em Portugal eu fui diversas vezes à Torre.  É um ponto de visita como tantos outros, mas ele produz um impacto no visitante.   O conhecimento prévio de tudo que aconteceu no local combinado com as informações disponíveis in loco, leva o turista a uma profunda reflexão do papel da Torre de Belém na história de Portugal

RUMO AOS DESAFIOS DOS ÚLTIMOS 20 MESES DO GOVERNO BOLSONARO

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 14.04.2021, 18:10, 26 graus C, 39 % de umidade

Post 02.01.42

02 Brasil, 01 Conjuntura econômica. 42 Número de ordem do post

Até aqui eu trabalhei a gestão do governo Bolsonora no que eu esperava que fosse uma fase em construção.  Aguardei por uma estratégia de crescimento que o governo demonstrou que não tem, aguardei pela reforma tributária que o governo não apresentou e aguardei por uma coordenação central do enfrentamento à pandemia que o governo negou.

O tempo passou e se perdeu.  Agora só me resta monitorar os últimos vinte meses do governo Bolsonaro.  O tempo vai passar mas a economia não pode se deteriorar ainda mais porque a conjuntura enfrentará imensas transformações até que haja um novo governo no Planalto.

Nesses vinte meses que faltam para a conclusão do governo Bolsonaro, o país deverá promover o leilão da 5G.   É um fato importante porque viabilizará a utilização da Internet das coisas em diversas áreas da economia.

Os passos anteriores pressupõe a aprovação do edital por parte da Anatel, fato que aconteceu no final de fevereiro, e agora o documento está em poder do TCU, o Tribunal de Contas da União, que deverá analisá-lo e permitirá que as autoridades fixem a data da licitação.    Somente aí, será estabelecido o valor mínimo do leilão.

Eu acredito também que nos próximos 22 meses de governo o país deverá se deparar com uma conjuntura inusitada.  Eu não creio que a economia possa voltar à sua forma original.  A pandemia produziu deformações de tal ordem  que não há como imaginar que a economia brasileira possa ser resiliente.  

Se fosse um governo estável, poderia se criar um grupo de altíssimo nível para preparar uma agenda mínima para  o país conviver com a transição. 

Não sendo assim, eu temo que a polarização vigente impeça que as empresas possam dispor de condições adequadas aos tempos difíceis que devem advir à frente. 

Ao mesmo tempo, com a piora na distribuição de renda  e as finanças públicas totalmente desequilibradas o grupo seleto poderia apresentar uma meia dúzia de metas que permitam construir uma ponte até às próximas eleições.   

Não sendo assim, eu temo, mais uma vez, que a polarização vigente impeça que se possa atender com um mínimo de condições a prestação dos serviços de educação, saúde e segurança à população brasileira. 

Por último, e não menos importante, com a volta da inflação e a demora em recuperar a economia, o grupo seleto monitorasse de cima o dia a dia da atividade econômica e da geração do emprego.

Não sendo assim, eu temo que as autoridades levem a política monetária a se movimentar no sentido contrário do que a retomada exige, crédito suficientes e juros estáveis.

Concluindo, quando o novo governo tomar posse, no início de 2023, poderá se constatar que nesse mês de abril de 2021 o Brasil poderia ter convivido com um grande ponto de inflexão no comportamento da sua economia.

Era uma oportunidade ímpar para que objetivos importantes fossem fixados – dentre eles um pacto político – nesse marco zero concebido à luz de um processo transparente numa mesa de negociação factível.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: COIMBRA, 1969

Desde que os meus pais me incentivavam para que eu participasse dos programas de calouros na estação de rádio da minha cidade natal, eu passei a conviver com melodias de diversas canções, dentre elas, a música Coimbra.

Eu a considerava, e a considero ainda, uma canção belíssima.  Aqueles mais voltados à música devem lembrar da letra que diz ” Coimbra é uma lição / de sonho e tradição / o lente é uma canção / e a lua a faculdade / o livro é uma mulher / só passa quem souber / e aprende-se a dizer saudade … “

Embora eu tenha passado uns dois ou três anos concorrendo, todas as tardes de sábados, a prêmios de cortes de camisa e de outros produtos que eram entregues aos vencedores, eu jamais cantei Coimbra em programa de calouros.   Nem sei bem o porquê, mas eu lembro da felicidade dos meus pais quando eu voltava para casa  trazendo o brinde de ter vencido o concurso.

É importante lembrar aos mais jovens que naquela época as roupas não estavam prontas à disposição do cliente.  Era preciso que alguém fizesse o corte para produzir uma camisa.  No meu caso a situação ficava um pouco facilitada porque a minha mãe tinha um quadro imenso da Academias Teniente Corte y Confeccion de Buenos Aires à frente da sua mesa de costura, sempre rodeada por clientes, todas senhoras da minha cidade.

Por tudo isso eu sempre carreguei comigo a canção Coimbra, seja quando eu ensaiava em casa, seja quando eu cresci e participei de um grupo de jogral na minha terra.   

Ora, quando eu fui estudar em Portugal eu procurava utilizar os fins de semana para viagens a alguns pontos do país.  Uma das primeiras cidades que eu visitei foi Coimbra, uma cidade medieval que foi capital do país   

Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, que teria nascido dentro das muralhas da cidade, foi quem mudou a capital do Condado de Guimarães para Coimbra.   E assim, ela foi a capital de Portugal até 1255. 

Veja, o leitor, quão antiga é a história da cidade!  Ela carrega consigo a tradicional Universidade de Coimbra e a sua famosa Biblioteca Joanina.  E, também a Sé Velha, a igreja do século XII 

Assim que eu acessei a cidade eu desci do carro e bati a foto abaixo.  As construções, entre aquelas a que aparece na imagem, eu já conhecia porque eu havia tomado conhecimento das mesmas na antiga Revista O Cruzeiro.   A minha mãe comprava sempre um exemplar da revista assim que elas chegavam na banca do seu Madureira, que ficava localizada junto à antiga parada dos ônibus da cidade. 

Na segunda foto, o leitor pode perceber a presença de prédios históricos, árvores copadas e muito antigas, trilhos para a passagem dos bondes e os carros disputando qualquer espaço disponível para a tranquilidade dos motoristas. 

O fusca alemão. atrás do grupo, foi o carro em que eu viajei 9200 quilômetros por muitos países do Velho Continente quando encerrou a minha bolsa de estudos junto à Fundação Calouste Gulbenkian em Portugal.   

Eu considerei uma experiência formidável embora eu tenha enfrentado dois desafios importantes. 

O primeiro, foi atravessar os Alpes suíços em meio à construção de imensas e modernas rodovias.  O segundo, a viagem de carro permite que o motorista fique, mais ou menos tempo, em lugares aprazíveis, mas é preciso sincronizar os movimentos da viagem com a disponibilidade de hospedagem.

Eu creio que a única dificuldade que eu enfrentei, e não superei, aconteceu em Frankfurt onde, efetivamente, eu não consegui hotel e fui dormir em Heidelberg que ficava a 80 quilômetros do meu ponto de destino original.   Mesmo assim, eu me senti compensado porque lá estava localizada a universidade mais renomadas do país.

A PANDEMIA, A VACINAÇÃO E A POLÊMICAS EM ÂMBITO GLOBAL

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 13.04.2021, 18:10, 24 graus C, 44 % de umidade

Post 01.01.38

01 INTERNACIONAL, 01 Conjuntura global. 38 Número de ordem do post

Hoje, pela manhã, eu pensei em elaborar um post sobre o momento da pandemia em âmbito mundial.   Quem avança mais, a pandemia ou a vacinação?  Bem, o meu ponto de partida consistiu em buscar os números atuais de contágios e óbitos na fonte.   

E, assim, acessei ao site da Johns Hopkins University.  O dia amanheceu com 137,5 milhões de pessoas contagiadas com Covid19 e contabilizando 2,9 milhões de óbitos.  

Os países top 5 em contágios são os Estados Unidos (31,3 milhões), a Índia (13,8 milhões), Brasil (13,5 milhões), França (5,1 milhões) e Rússia (4,6 milhões).   Quanto aos óbitos, o ranking é formado por Estados Unidos (563,4 mil), Brasil (358,4 mil), México (210,2 mil), Índia (172,0 mil) e Reino Unido (127,3 mil).    

No citado site há, ainda, o número de pessoas vacinadas por países e o percentual de pessoas vacinadas sobre a população por países.

Os países top 5 em pessoas vacinadas são os Estados Unidos (68,1 milhões), Índia (13,8 milhões), Reino Unido (7,8 milhões), Turquia (7,6 milhões) e Brasil (7,1 milhões). 

Quanto ao percentual de pessoas vacinadas sobre a população total por país, o ranking é formado por Gibraltar (88,5 %), Israel (55,7%), Seychelles (44.7%), Ilhas Cayman (41,3%) e Bermudas (31,2%).   Nesse grupo os Estados Unidos ocupam a décima segunda posição e tem 20,8% da população total vacinada e o Brasil ocupa a quinquagésima segunda posição e tem 3,4% da população total vacinada. 

A análise dos números acima evidenciam que o Brasil ocupa a quinta posição no número de pessoas vacinadas no cenário global.  Ao mesmo tempo, com uma população de 211,8 milhões de habitantes em 2020, o país vacinou apenas 3,4% da sua população total.   

Tendo em vista a combinação das duas informações eu percebo que o país tem estrutura para vacinar, mas não dispõe do produto para acelerar a imunização dos brasileiros.  Até aqui, a ausência de uma coordenação nacional para executar a tarefa contribuiu para que o país mostrasse o atual desempenho.

Tudo isso acontece em meio a polêmicas em torno das diversas vacinas disponíveis.   No Velho Continente, há informações que os contratos com a AstraZeneca e a Johnson & Johnson não serão renovados no próximo ano, de acordo com o que divulgou o jornal La Stampa, da Itália.

O fato da divulgação acontecer em La Stampa é um sinal que a União Europeia possa estar migrando de produção de vacinas via vetor viral para produtos com tecnologia mRNA, que implicam utilização de nanopartículas lipídicas encapsuladas com RNA. 

A União Europeia não confirma nada disso.  Se o texto de jornal se confirmar seria como se houvesse uma migração da AstraZeneca e da Johnson & Johnson para a Pfizer ou para a Moderna.

Outra polêmica em curso aconteceu entre a Eslováquia e a Rússia.  A Eslováquia critica o imunizante que recebeu no produto que importou e a Rússia pediu de volta as 200 mil doses da vacina Sputnik V exportadas para aquele país.

É isso por hoje.  Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: CRIANÇAS JAPONESAS EM ATIVIDADE CULTURAL NO SANTUÁRIO MEIJI JINGU, 1974 

Um dos fatos que mais me impressionaram no Japão foram as atividades escolares das crianças pequenas.  Em diversas oportunidades eu me deparei com pequeninos, uma verdadeira multidão, se deslocando em ambientes diversos, sempre uniformizadas, em fila indiana e sem qualquer movimentação estranha ao que eu imagino que estivesse programada.

Isso aconteceu no centro de Tóquio, em metrôs em movimento e em próprios lugares visitados pelo grupo de pequenos   Na hora que se deslocavam pareciam que obedecessem uma ordem unida.

Pareciam-me crianças de cinco a seis anos, acompanhadas por professores que seguiam uma bandeira com um número que servia para identificar a escola e o grupo, penso eu.

Em diversas ocasiões eu acompanhei filas de crianças em cruzamentos sem que fosse abandonada a ordem pré-existente.  Eu imaginei quanto haveria de planejamento para a realização daquelas atividades. 

Eu refleti um tanto sobre a tranquilidade, ou não, dos pais, no trabalho dos professores e no estado de espírito que as crianças demonstravam ao longo de toda a tarefa.

A PERCEPÇÃO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA SOBRE AS DIFICULDADES PARA CHEGAR À RETOMADA DA ECONOMIA

UEM Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 12.04.2021, 18:10, 24 graus C, 44 % de umidade

Post 02.01.41

02 Brasil, 01 Conjuntura econômica. 41 Número de ordem do post

Hoje eu acessei o site da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e busquei a edição de março, correspondente ao número 56, ano 6, da Revista da Indústria.  Na capa da publicação há um leão (Imposto de Renda) com o título “Quem vai domá-lo?”

Há um subtítulo que diz que ” Impostos altos e complexos fazem da reforma tributária uma das prioridades da Agenda Legislativa da Indústria 2021.”

Ao abrir a revista, o leitor se depara com um artigo intitulado de “O roteiro para a retomada da Economia”, de autoria de Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria.  Eu achei a escolha do tema muito oportuna.

O que diz o autor?   Ele afirma que são necessárias medidas que estimulem a economia e recuperem o emprego.  Dada a extensão da crise é preciso aprovar as reformas estruturais para diminuir o custo Brasil e aumentar a competitividade do setor produtivo.  É fundamental continuar na via das reformas e da redução da burocracia.  

O presidente enalteceu a mobilização setorial para a configuração da Agenda 2021 – documento que a Indústria utiliza para promover o dialogo com o Congresso Nacional – devido à presença de 110 entidades industriais, que permitiram formular 140 proposições legislativas de grande importância para o Brasil.  A partir de então, o presidente se refere especificamente à elaboração da 26 a edição da Agenda Legislativa da Indústria.

Essa mensagem do presidente cita a escolha de 12 temas que constituirão a pauta mínima do citado diálogo que inclui, dentre outros, as reformas tributária e administrativa, o equilíbrio das contas públicas, recuperação empresarial, o licenciamento ambiental, um novo marco regulatório para o setor elétrico e o financiamento à infraestrutura e à inovação. 

A Revista da Indústria é um produto de alta qualidade.   Após a abertura por parte do presidente, a publicação passa a analisar a Reportagem de capa que trata exatamente da Agenda Legislativa da Indústria para o corrente ano.   

A seguir há uma infografia que mostra o Mapa das Reformas, uma seção intitulada “Frear a inovação é um erro” e uma entrevista com Artur Lira que responde a seis perguntas formuladas sobre eleições, reformas, apoio à inovação, desindustrialização e que gostaria de ver a sua gestão marcada por ser um agente de transformação  

Eu recomendo aos professores e alunos dos cursos de Economia e de áreas afins a leitura da publicação que pode ser acessada no endereço eletrônico  

https://jornalismo.portaldaindustria.com.br/cni/revista_industria/revista-industria-brasileira-03-2021/index.html

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: A VISITA AOS PARENTES DE COMO, LOMBARDIA

Eu sempre me interessei por tudo que dissesse respeito à Itália.  Quando pequeno eu tomei conhecimento do que significava ser oriundi, um descendente de italiano.   Logo, logo, eu assimilei a ideia que eu era um oriundi.  Nunca mais esqueci desse fato.

Chamava-me a atenção que eu não encontrava ninguém com o meu sobrenome no país, mesmo tendo participado em atividades profissionais em diversos estados do Brasil.   Ao mesmo tempo eu percebia que havia muitas pessoas com o meu sobrenome na Argentina e no Uruguai.

Com o passar do tempo eu tomei conhecimento de quem tinha sido o meu avô, onde ele havia nascido, qual a sua data do nascimento e qual a sua profissão.  Posteriormente, com a chegada da Internet e, posteriormente, com a criação do www eu passei a interagir com pessoas na Itália.

Eu recordo, em particular, no dia em que eu enviei um e-mail para à Dioecesis Comensis e recebi resposta.  À certa altura uma informação com origem em Como que me foi repassada dava conta da existência de Antonio Fraquelli.

Mais tarde eu passei pesquisar nos navios de migrantes italianos que vieram para o Brasil.  Eram muitos e muitos e muitos navios.   Foi uma tarefa cansativa.  Em meio à pesquisa surgiu a informação que o meu avô teria vindo por Buenos Aires.  Mudei o foco para a Argentina e confirmei que tinha vindo muita gente com o meu sobrenome desde à Itália.

Aí surgiu um documento que o meu pai deixou para mim.  Esse documento me seria entregue quando o meu pai viesse a faltar.   Bem, ele faleceu com 104 anos.  O quadro começou a fechar. 

Finalmente, algum tempo depois, foi localizado o registro de óbito do meu avô em um cartório do interior de Sant’Ana do Livramento.   Aí eu fiquei sabendo que o meu avô havia falecido em 1907, um ano depois do nascimento do meu pai, ocorrido em 14 de julho de 1905. 

Então, descrito os fatos sobre eu ser oriundi, eu gostaria de compartilhar com o leitor da informação que eu estive em Como que fica a 50 quilômetros de Milão.

Eu entrei na Itália vindo da Suiça, através do túnel de São Bernardino que foi construído no período 1961-67.  Era o ano de 1969, e eu pretendia seguir da Suiça para a Áustria, via Innsbruck , capital do Tirol, mas a neve me impediu de seguir por esse roteiro e eu optei por acessar à cidade de Milão.  Foi uma decisão acertada por tudo o que conheci naquela oportunidade. 

Tomei informações sobre o Lago di Como, o lago mais profundo da Europa, com 410 metros de profundidade.  Tem formato de um Y e tem montanhas de dois mil metros de altura à sua volta.  É um lugar belíssimo.  Já assisti alguns programas especiais sobre o Lago na RAI, porque o local é um centro de atração turística. 

Hospedado em hotel em Como, eu procurei programar o meu dia seguinte.  Consegui um guia telefônico da cidade e busquei pelo meu sobrenome.  Qual a minha surpresa ao localizar três paginas, frente e verso, com o sobrenome Fraquelli?

Havia, em letras muitos pequenas das Páginas Amarelas, mais de mil linhas exclusivamente com Fraquelli. Escolhi um ao acaso, telefonei para combinar a visita, apanhei o endereço e no dia seguinte lá estava eu junto aos “parentes” da Lombardia.

Passei a tarde junto à família, serviram-me uma mesa de chá com muitas tortas e a conversa foi excelente.  Eu bati muitos slides que guardo em meus arquivos.  Na hora da visita eu encontrei o casal de idosos, mais uma filha com o marido e a neta.  Foram muito gentis comigo.   Queriam saber tudo sobre a vida no Brasil.

Na saída o dono da casa me deu uma foto em preto e branco, dele e da sua esposa.  Guardeia-a por cinquenta anos e mostro-a aos leitores nesse post.  Naquela oportunidade o dono da casa me informou que um parente seu, mais precisamente um tio, com nome de Antonio havia migrado para a América Latina.  E foi tudo o que soube de novo.  

Desde que surgiu o Facebook, eu mantenho várias amizades com o meu sobrenome, na Argentina e na Itália.   Já repassei a alguns amigos italianos, com o meu sobrenome, para ver se conheciam familiares das pessoas que visitei na Itália.   Para tanto, enviei-lhe a foto acima dos “parentes” de Como que eu visitei numa tarde de 1969.

Até hoje, eu não obtive êxito em obter um retorno positivo quanto à identificação do casal e seus familiares que eu conheci em Como naquela ocasião.  Vou prosseguir monitorando os fatos. 

Eu acredito que a tarefa é difícil, mas não deve ser mais complicada do que aquela em que eu consegui saber quem foi o meu avô falecido em 1907.

DO ORÇAMENTO QUE NÃO FOI APROVADO, DOS ÓBITOS QUE AVANÇAM EM RITMO ACELERADO E DO DESEMPREGO QUE BATE NOVOS RECORDE

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 11.04.2021, 18:10, 28 graus C, 23 % de umidade

Post 02.01.40

02 Brasil, 01 Conjuntura econômica. 40 Número de ordem do post

Enquanto o Governo e o Congresso não se acertam com o que fazer com o Orçamento 2021, que deveria ter sido aprovado em 2020, as agressões acontecem de parte à parte.   

No Brasil tudo tem sido motivo de polêmica, de controvérsia, de desentendimentos.   Imagine, o leitor, que em meio de tamanha crise sanitária o orçamento público para o corrente ano ainda não foi aprovado e nele há os recursos alocados para a Saúde.  

Eu confesso que nunca vi nada igual por aqui.  A gente acorda com a mídia batendo tambor.  Os problemas se dão em todos os poderes e entre todos os poderes.  Ninguém parece se entender.  É lamentável que assim seja.  Contudo é tão evidente que os meses se perdem levados pela ausência de qualquer exemplo vindo de Brasília. 

O contágio se dá pais afora.  Tem de tudo nessa Torre de Babel.   Tem até o bloco dos sem máscaras.  O pior é que nessa esgrima permanente entre as partes, os contágios e os óbitos avançam sobre os mais jovens.

O país mais parece uma balança com dois pratos.   Num prato há os doentes, sem ar e sem UTIs nas quantidades necessárias ; no outro, os desempregados, totalmente sem saber a quem dirigir as suas preces.

Hoje, eu acessei o Coronavirus Resource Center da Johns Hopkins University e constatei que no Brasil há 13,4 milhões de infectados e 353,1 mil óbitos.   Estima-se que na guerra do Paraguai morreram 300 mil paraguaios, 100 mil brasileiros, 30 mil argentinos e 10 mil uruguaios.  A comparação permite ter uma ideia da escala dos óbitos à essa altura do ano.

Não havendo coordenação na crise da pandemia, nem vacinas em números necessários, a culpa pela baixa imunização é sempre “do outro” e, no ritmo que está, o país pode chegar aos 500 mil óbitos na virada de página do semestre.  Quem é o responsável por tudo isso?   

No outro lado da balança há o desemprego.  Os últimos da PNAD Contínua, correspondente ao mês de janeiro, registrou números impressionantes.

Então, o país contabiliza um número recorde de 14,272 milhões de desempregados, 5,902 milhões de desalentados que são aqueles que desistiram de procurar emprego, e 32,380 milhões de subutilizados, que são aqueles desempregados, que trabalham menos do que desejam e que não procuraram trabalho mas estão disponível para tanto.

Que sina começa a se configurar para o país?    Eu li que Brasília poderá repensar o futuro do Ministério da Economia.  E que há possibilidade de se voltar a contar com um Ministério do Planejamento. 

Daqui do meu beco eu estou torcendo que isso aconteça.  De Guedes eu não espero mais nada.  O imbróglio com o orçamento está a exigir que o governo disponha de uma pasta para a coordenação e o planejamento.   Assim como está, não dá para continuar!

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  O CENOTÁFIO DE HIROSHIMA, 1974

A foto abaixo foi batida na visita realizada ao Parque Memorial da Paz de Hiroshima em 1974.  O cidadão à esquerda era meu colega iraniano no curso de Planejamento no Japão, da mesma forma como a pessoa ao centro da imagem era o meu colega da Arábia Saudita. 

Nós estamos à frente do Cenotáfio para as vítimas da bomba atômica.   Cenotáfio é o memorial erguido para prestar uma última homenagem àqueles que foram vítimas da bomba atômica e cujos restos não se encontram nesse local.

Há muito o que ver no Parque Memorial.  Desde imagens de como era o dia a dia na cidade até o que sobrou no dia 06 de agosto de 1945.   Eu creio que eu fiquei comovido com as imagens e os objetos presentes no Museu que existe no local. 

Assim como eu pensei em Pearl Harbor, o fato se repetiu no Japão:  como os governantes podem produzir cenas de horror e de bestialidade e que são repassadas adiante como fatos marcantes na história da Humanidade? 

 

 

A CRISE SANITÁRIA NA UNIÃO EUROPEIA

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 10.04.2021, 18:10, 31 graus C, 28 % de umidade

Post 01.03.35

01 União Europeia, 03 Conjuntura regional. 35 Número de ordem do post

O fim de semana está marcado na União Europeia pelo prosseguimento dos contágios e dos óbitos do Covid19.  A pandemia não dá folga ao Velho Continente.  Eu acesso ao site da Coronavirus Resource Center da Johns Hopkins University em busca de números atualizados do que está acontecendo nos principais países do bloco.

Os números de contágios são alarmantes, França (5,0 milhões), Itália (3,7 milhões), Espanha (3,3 milhões), Alemanha (3,0 milhões), Polônia (2,5 milhões) e Ucrânia (1,9 milhão).   Em termos de óbitos os números são assustadores, Itália (113,9 mil), França (98,2 mil), Alemanha (78,4 mil), Espanha (76,3 mil), Polônia (58,4 mil) e Ucrânia (38,7 mil).

Considerando que depois de Wuhan, na China, tudo começou na Lombardia, na Itália, eu imaginava que os desdobramentos poderiam ser diferentes do que está acontecendo em âmbito global, seja pela medidas adotadas, seja pelos recursos disponibilizados pela União Europeia para que os efeitos da pandemia fossem contidos.

As dificuldades começam com a simples rotina de sair de casa.   A experiência da semana passada com o feriado de páscoa foi frustrantes para alguns, foi de extrema responsabilidade para outros, tudo porque era, praticamente, proibido sair.  As gares estavam vazias.  Nos aeroportos a situação era a mesma.

Então, não podia viajar?   Podia, mas a compra do bilhete implicava quarentena e teste no retorno.  Com essas exigências a população optou por ficar em casa.   Os que estavam com malas prontas se revoltaram e foram às ruas se manifestarem contra a gestão da crise.

…  

A frustração se tornou maior na Europa porque a população aderiu, dentro do possível, aos diferentes ritmos do confinamento durante a pandemia, mas todos aguardavam, ansiosamente, a chegada da vacinação. 

E o que o público tem assistido?   Pedidos de desculpa porque os testes e as vacinas não tem acontecido como estavam previstos.   E pior, o risco de novos confinamentos ronda a mesa de tomadores de decisões, em todos os níveis de governo.   

O receituário não muda, é preciso fechar a atividade econômica que não for essencial.  O que parece dificultar ainda mais à volta a normalidade é que até as pré-escolas podem parar. 

Em suma, os dias passam, as semanas passam, os meses passam, mas parece que 2020 ainda não terminou.  É lamentável que assim seja porque o primeiro trimestre de 2021, esse sim, já passou.

Eu fiz um apanhado do comportamento das curvas de contágios dos seis países e fiquei muito preocupado.    Com exceção da Espanha, os demais países mostram que os contágios avançam a passos rápidos. 

A par de tudo que já foi feito até aqui e da polêmica vigente em torno da eficiência das vacinas, há números que me parecem irão comprometer as próximas semanas de qualquer perspectiva otimista de melhora na crise sanitário no bloco.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: SANTUÁRIO DE FÁTIMA E A COVA DA IRIA, PORTUGAL

As duas fotos abaixo foram batidas em 1968.  Na primeira imagem tem uma visão geral de como era o complexo de Fátima no fim dos anos sessenta.

Ao fundo está a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, erguida a partir das aparições da Virgem, ocorrida em 1917, aos pastores Lúcia, Francisco e Jacinta.

Eu conhecia a história porque tive quase que toda a minha formação em colégios maristas.  Comecei pelo curso de Admissão (1955) e pelo curso Ginasial (1956-59) em Sant’Ana do Livramento, e prossegui na Faculdade de Economia (1963-66) e Faculdade de Direito (1966-73), ambas Instituições vinculadas à UFSM.

Tudo o que disser respeito à figura de Marcelino Champagnat eu estudei, repetidas vezes, nas instituições mantidas pela Ordem dos Maristas.  Daí para as diferentes figuras da Virgem às imagens dos veneráveis, dos beatos e dos santos, tudo foi aprendido no devido tempo. 

Observe, o leitor, que há uma pequena construção em primeiro plano, com muita gente em torno da mesma.   Essa é a Cova da Iria.  Quem vem de instituição Marista sabe que havia uma canção que dizia ” Há treze de maio / na Cova da Iria / no céu aparece / a Virgem Maria / … ”  E a música prosseguia…

Nessa segunda foto eu me aproximei da Cova da Iria e procurei enquadrar a imagem.  O leitor percebe que era um dia de chuva, havia muitos fieis no local e os pagadores de promessas se deslocavam de joelhos em torno da cova. Naquele momento, havia um culto religioso no local e dá para perceber a atitude de respeito que todos se mantinham durante a atividade em homenagem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Antes de publicar esse post eu procurei acessar o site da Basílica e percebi que houve uma ampliação e uma modernização da Cova da Iria, mas a importância da construção não afeta o significado da obra.

INFLAÇÃO EXTRAPOLOU LIMITE SUPERIOR DA META, LEILÕES FORAM BEM SUCEDIDOS EM INFRAESTRUTURA, CONTUDO PROSSEGUE O IMPASSE PARA APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 09.04.2021, 18:10, 30 graus C, 28 % de umidade

Post 02.01.40

02 Brasil, 01 Conjuntura econômica, 40 Número de ordem do post

O dia amanheceu com a mídia repercutindo que a inflação superou a casa dos 6,0% em doze meses.  Ao mesmo tempo, as manchetes davam conta que os combustíveis estavam com elevação dos preços do diesel nas refinarias em 2,2%.  Na bolsa, o tema em destaque era o esperado leilão dos terminais portuários.  Em meio a tudo isso, a pandemia avança ao mesmo tempo em que as autoridades flexibilizam medidas de confinamento, aqui e acolá. 

O número divulgado para a inflação deve estar provocando dor de cabeça em Paulo Guedes e em sua equipe de governo.   O IPCA, o indicador oficial da inflação brasileira, acelerou de 0,83%, em fevereiro, para 0,93%, no mês de março.   Tudo porque houve avanço nos preços dos combustíveis e do gás.

No dia 21 de fevereiro passado eu escrevi um post intitulado BEM-VINDO AO PASSADO DA CONVIVÊNCIA COM A INFLAÇÃO!    Naquela oportunidade eu procurei mostrar a minha preocupação com a estabilidade econômica do país porque o IPCA havia registrado incrementos de 0,89% em novembro e de 1,35% em dezembro. 

Da forma como os preços vem se comportando, o IPCA fechou o exercício de 2019 em 4,31% e o exercício de 2020 encerrou em 4,52%.   A partir de então interessa ao analista monitorar o comportamento da inflação acumulada em doze meses.  O IPCA acumulado em 12 meses atingiu os patamares de 4,56% (janeiro), 5,20% (fevereiro)e agora deu um salto para 6,10% em março. 

Ela deixou a meta da inflação para trás que é de 3,75% para o corrente ano. Mesmo se somar o intervalo de tolerância de 1,5%,  a inflação no limite superior chega a 5,25%.    O IPCA acumulado em 12 meses já extrapola tudo o que aconteceu no corrente ano. 

Bem, esse cenário bate de frente com os preços dos combustíveis que registraram altas significativas, acumulando, em 12 meses, o diesel (17,1%), o etanol (25,19%) e a gasolina (23,48%).

Revoltado com os reajustes nos preços dos combustíveis, Bolsonaro passou duas mensagens conflitantes.  De um lado ele diz que não vai interferir; de outro, que a política de preços pode mudar.

O que há de concreto é que a intervenção de Bolsonaro está se consolidando.  De partida para presidir a Petrobrás, o general Joaquim Silva e Luna deixou a Itaipu binacional, sendo substituído no cargo pelo general João Francisco Ferreira.   

Ante-ontem o governo garantiu a arrecadação de um volume expressivo de recursos à medida que obteve bom resultado financeiro ao leiloar 22 aeroportos agrupados em três blocos.   Foram arrecadados R$ 3,3 bilhões que implicarão investimentos da ordem de R$ 6,1 bilhões nas próximas três décadas. 

Ontem, voltou a contabilizar outro volume importante de recursos com a captação de R$ 32,7 milhões decorrente do leilão de 537 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol 1) em seu trecho no interior do Estado da Bahia, com prazo de concessão de 35 anos, que implicará investimentos da ordem de R$ 3,3 bilhões.

Para encerrar, o orçamento de 2021, que deveria ser aprovado no ano passado, ainda se mantém sob impasse.  O Congresso e Paulo Guedes não se acertam porque é preciso vetar emendas de parlamentares no valor extra de R$ 16,5 bilhões.   

Assim como está há possibilidade de a responsabilidade cair no colo do Presidente, embora do lado do Poder Legislativo há consenso que o orçamento deve seguir adiante, sem qualquer mudança.

As reuniões entre as partes são programadas, realizadas, mas não sai acordo e o impasse prossegue.   O Legislativo afirma que as emendas foram acordadas com o Executivo. 

Lira quer que emendas negociadas, no valor integral de R$ 26 bilhões, por Márcio Bittar, que é o senador e relator do Orçamento, sejam sancionadas.  

Paulo Guedes afirma que assim como está não há como aprovar o orçamento.   Ele propõe deixar sem efeito o que foi acordado.  Ele quer repor o valor de R$ 16,5 bilhões em emendas.   

Lira não abre mão do que foi acordado porque as emendas são impositivas, não deixando margem para o governo ter liberdade de escolher o que pagar.

E assim, a semana chegou ao fim.   Leilões com êxito, estabilidade a perigo e orçamento em standby.  …

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: O DIA A DIA COM A NEVE

A neve no Hemisfério Norte é uma “mão de obra”  para quem vem do Brasil continental.  Explico melhor  Aqui, nos Pampas, eu permaneço vários dias na serra gaúcha durante o Inverno.   

E eu lembro que uma noite, em trinta anos, eu convivi com temperatura de -7 graus C.  E como não havia precipitação pluviométrica não havia neve.

Na foto abaixo, batida no inverno de 1970, em Syracuse, Nova York, há um cenário que se mantém, no mínimo, por três meses do ano.   E pode, ainda, ir além desse período.  A temperatura, em alguns dias do ano, ia a -20 graus C.   

Fazia muito frio por lá.   Eu tenho o hábito de escutar as emissoras dos lugares onde vivi no aplicativo Radio Net.   Há poucos dias eu ouvi um programa sobre o fim do Inverno.

Nessas condições a vida é duríssima.   As roupas são um desafio.  Na rua é preciso vestir muito abrigo, mas em qualquer lugar onde se chega há calefação e o problema desaparece.   

Os deslocamentos urbanos são complicados.   Em compensação, os horários dos transportes urbanos são precisos.  Pontualidade britânica.

O abastecimento é outro problema.  É preciso ter tudo em casa.  Dois ou três dias consecutivos de nevascas exigem que se disponha de todos os artigos necessários para o consumo da família.

As calçadas estão sempre ocupadas pela neve.  Nas ruas o caminhão do sal passa em seguida que a neve cai para derreter o gelo e permitir a normalidade no fluxo de veículos.  É uma rotina intensa das autoridades municipais.

Em suma, com o tempo eu me acostumei a essa vida com tantas adversidades, mas que demorou, certamente que demorou!

Ao fundo da imagem aparece um edifício da Syracuse University.   São muitos prédios porque a Instituição é privada e foi criada em 1870.  Ela tem muita tradição nos Estados Unidos. 

Veja algumas imagens do vídeo Syracuse University from above, no endereço eletrônico 

https://www.hotcourses.com.br/study/us-usa/school-college-university/syracuse-university/72106/international.html

BOLSONARO SE REÚNE COM EMPRESÁRIOS EM SÃO PAULO

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 08.04.2021, 18:10, 28 graus C, 32 % de umidade

Post 02.01.39

02 Brasil, 01 Conjuntura Global, 39 Número de ordem do post

Ontem, o presidente da República esteve em São Paulo para uma reunião com empresários brasileiros.  Foi assim que eu vi a informação da mídia durante todo o dia.  O discurso oficial era que o presidente pretendia reforçar a aliança que mantinha com os empreendedores locais.

Além de Paulo Guedes, estavam presentes os ministros das Comunicações, da Infraestrutura e da Saúde.   Eu acreditava que era uma oportunidade ímpar para o Presidente ou para o Ministro da Economia, ou para ambos, anunciarem algumas medidas voltadas à retomada da Economia.

Pelas informações que eu obtive, hoje, na imprensa, o evento foi uma tentativa de se criar um plenário para Bolsonaro disparar críticas aos seus adversários políticos.  Eu penso que o evento pode ter sido uma linha de corte no empresariado. 

O leitor lembra da carta dos 500 que foi encaminhada ao presidente pedindo determinação para fazer frente à pandemia no Brasil?  O Planalto reagiu com uma palavra e uma iniciativa: o discurso era de convidar os empresários que moviam o Produto brasileiro, mas a ação foi direcionada a um subgrupo seleto que apoiava o presidente.

Procurei alguma informação sobre a presença de Paulo Guedes no evento de São Paulo. Fiquei muito frustrado porque ao acessar as entrevistas eu ouvi Paulo Guedes dizer que era preciso (sic) vacinar a população. 

Ufa!  No Brasil, a pandemia começou no dia 26 de fevereiro de 2020 e o titular da pasta da economia, cujo governo não exerceu a coordenação nacional de enfrentamento à pandemia até aqui, reconheceu em um jantar que é preciso vacinar os brasileiros.  Ao fim e ao cabo, o que eu li na mídia é que o presidente prometeu reformas e vacinas. 

Após 27 meses de governo eu  já não tenho muita expectativa que Guedes encaminhe algum projeto de reforma tributária ao Congresso.  E mais, após 13 meses de pandemia, e contabilizando 345 mil óbitos no país, eu também não tenho expectativa que Queiroga possa entregar vacinas de acordo com as necessidades da população brasileira.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  PALESTRA NA FEEVALE EM 2010

Eu creio que o meu primeiro contato com a Feevale aconteceu numa das três oportunidades (1975, 1993 e 2006)  em que eu ocupava a presidência da FEE.  Eu creio que foi no primeiro governo Guazelli (1975) em que eu recebi um telefonema do Professor João Carlos Schmitz, diretor presidente da Instituição (1969-94), para eu desenvolver uma tarefa junto àquela Instituição. 

O contato foi realizado via telefone.  Ele precisava que eu ministrasse algumas aulas para um seleto grupo de alunos, todos professores da Feevale.  Ele pretendia dar formação qualificada a docentes da Casa.  Os encontros eram realizados aos sábados, pela manhã, de 08:00 às 12:00.

Na data aprazada, eu fui cedo para a aula, mas quando eu entrei na cidade o pneu do meu carro estava furado.  A minha sorte é que havia uma concessionária de automóveis exatamente onde eu parei junto à calçada.  Realizado o conserto, saí em busca do endereço da escola.

Naquela época funcionava num prédio que ficava a uma distância de cerca de uns 200 metros do cemitério da cidade.  Eu li que em 28 de julho de 1969 foi criada a Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo, a ASPEUR, mantenedora da Feevale. 

No prédio da primeira sede da Instituição funcionava a Escola São Jacó, pertencente à ordem dos Irmãos Maristas.  Eu acredito que foi aí que eu dei aquelas aulas citadas anteriormente. 

Eu deixei o carro estacionado no pátio da escola e me dirigi à sala de aula.  Quando eu acessei ao local, a aula estava lotada, e na primeira fila estava sentado o diretor da Instituição, que também era aluno do curso.  A experiência foi muito produtiva, a turma era extremamente interessada e fiz um grupo de amizade que durou por alguns anos.

O tempo passou e um dia, muitos anos depois, eu fui convidado para realizar uma palestra em um evento na Feevale.   A foto abaixo foi batida nessa oportunidade, no dia 09 de junho de 2010. 

Havia muito gente no auditório da Instituição.  Eu fui muito bem recebido nessa nova vinda à Feevale.  Depois da palestra eu respondi a muitas perguntas formuladas pelo público do auditório.  Eu falei sobre cenários econômicos internacionais.  O mundo havia vivenciado a Grande Recessão de 2009, ou seja, o tema era muito atual.

Na saída, eu caminhei lentamente entre aquelas instalações modernas que era a sede atual da Instituição.  Fiquei muito impressionado com tudo o que vi.  Ao chegar ao carro eu pensei que um dia eu devia procurar o professor João Carlos que tinha se mudado para São Paulo em algum momento do passado.    

Um dia, mais precisamente, em 14 de julho de 2016, eu liguei o carro do automóvel e ouvi o locutor informar que o professor João Carlos tinha falecido naquela manhã, às 06:30, em São Paulo. 

Senti a mesma emoção quando anos antes eu estava viajando no carro e o locutor anunciou o falecimento do Dr José Mariano da Rocha Filho, o ex-reitor da UFSM. 

João Carlos e José Mariano foram dois grandes exemplos dos educadores gaúchos do século passado que eu tive a honra de conhecer e que deixaram duas grande obras para as atuais e para as futuras gerações. 

A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA MUNDIAL, OS NOVOS NÚMEROS

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 07.04.2021, 18:10, 26 graus C, 37 % de umidade

Post 01.01.37

01 INTERNACIONAL 01 Conjuntura Global, 37 Número de ordem do post

É abril, é mês do Fundo Monetário Internacional publicar uma nova versão do World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Global.    É tradição do Fundo divulgar novas edições do WEO em abril e em outubro e atualizar os documentos nos meses de janeiro.

Pois a versão desse ano leva o título Managing Divergent Recoveries que é acompanhada por um subtítulo que explica que Global economy on firmer ground, but with divergent recoveries amid high uncertainty.  Algo como Administrar recuperações divergentes.   Ou seja, A Economia global está se firmando, mas com recuperações divergentes em meio a incertezas agudas.

Eu tenho tratado da recuperação global em outros posts e procurando mostrar os números mais atualizados que  estão disponíveis para o momento.  Hoje a publicação traz uma uma nova versão de estatísticas em âmbito mundial.

O PIB global caiu -3,3% em 2020 de acordo com o Panorama Econômico Mundial e deverá retomar o crescimento com avanços de 6,0% (2021) e de 4,4% (2022).   

Leitor, guarde esses números porque eles sãos os mais atualizados para o desempenho global de acordo com o FMI.  Eu vou acompanhar a divulgação de outras fontes e procurar divulgar os novos resultados no meu blog quando eles estiverem disponíveis.

Segundo o WEO, as novas taxas para o comportamento do PIB das economias avançadas são -4,7% (2020), 5,1% (2021) e 3,6% (2022) enquanto as taxas correspondentes às economias emergentes são -2,2% (2020), 6,7% (2021) e 5,0% (2021).  

No documento divulgado, cabe-me registrar que as taxas para  o PIB dos Estados Unidos são -3,5% (2020), 6,4% (2021) e 3,5% (2022)  e as taxas para o Produto da China são 2,3% (2020), 8,4% (2021) e 5,6% (2022). 

A propósito, a China foi o único país das tabelas que eu consultei na publicação que não evidenciou recessão no exercício passado.   Nos próximos dias eu irei escrever novos posts sobre o WEO divulgado hoje.  

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  A GRUTA DE MASSABIELLE, EM 1969

Em 1969 eu viajei de automóvel de San Sebastián, no País Basco, para Lourdes, na França.  Eu passei um dia naquela cidade espanhola, cercada por uma baía, porque foi um lugar que me surpreendeu.   

Nos diversos acessos à cidade, eu lembro que eu passava de carro em baixo de arcos junto a muros com emblemas, verdadeiros escudos coloridos incrustados nas pedras.   Isso porque a cidade foi fundada em 1148.

Eu saí cedinho porque eu precisava percorrer os 196 quilômetros, em rodovias de excelente qualidade, porém queria aproveitar o dia em Lurdes.   A viagem de carro permitia que eu escolhesse os lugares onde eu desejasse permanecer mais tempo, em função dos pontos turísticos existentes.   

Eu confesso que eu pouco conhecia do meu ponto de destino.  Aluno de instituições maristas, de formação em curso ginasial às faculdades de Economia e de Direito, eu sabia dos milagres de Lourdes e nada mais.

Eu cheguei à cidade localizada no Médios Pirineus, tomei informações sobre a localidade e fui diretamente para o Santuário, para o lugar onde teria acontecido a aparição de Nossa Senhora.

Qual a minha surpresa quanto à dimensão da estrutura existente no local?   Era um dia de sol, a temperatura era relativamente agradável e havia um grande fluxo de peregrinos em visita ao complexo religioso: um templo, uma igreja imensa em primeiro plano e uma igreja menor, quase uma capela, acima.

Após a entrada ao complexo, e antes de chegar ao local onde estava a citada igreja, eu me deparei com a gruta de Lourdes, que foi a razão de minha ida à cidade que foi objeto da fotografia abaixo.  Ela fica junto as rochas, na parte baixa de uma montanha.  Ou, algo assim. 

O local que é conhecido como a gruta de Massabielle é o lugar onde, no dia 11 de fevereiro de 1858, houve a primeira aparição de Nossa Senhora de Lourdes à companesa Bernardette Soubirouss, 14 anos, à sua irmã Toinette, 11 anos e a menina Jeanne Abadie, 12 anos que foram ao local para recolher lenha.

Enquanto a mais velha retirava as meias para atravessar a água que está antes da gruta na fotografia, ela ouviu um som e viu uma menina de branco, com uma fita azul na cintura e um rosário ente as mãos, no local onde está a estátua na imagem abaixo.

Havia muitas pessoas passeando, caminhando, observando e orando junto à Gruta de Massabielle na manhã em que eu lá estive.   Eu percebi, também, que havia muitas, muitas muletas, e cadeiras de rodas presas na parte superior da gruta e que representavam o registro de enfermos que se curaram por intervenção divina.

Depois, ao visitar a igreja, eu vi muitas fotos e ilustrações das três pastoras e das aparições e dos muitos milagres atribuídos à Nossa Senhora de Lourdes desde que tudo aconteceu em 1858, cento e dez anos antes da minha visita àquele local. 

EUROPA, A PRIORIZAÇÃO DAS FERROVIAS

Antonio Carlos Coitinho Fraquelli, professor, 76 anos (31.08.1944), aposentado da UFRGS (1967-97) e da FEE (1974-2012)

Porto Alegre, 06.04.2021, 18:10, 26 graus C, 37 % de umidade

Post 01.03.34

01 INTERNACIONAL 03 União Europeia  China, 34 Número de ordem do post

Parece-me que a Europa aprendeu com a pandemia, mas já começa em projetar os conhecimentos obtidos durante a crise sanitária para a década à frente.  Há muitos anos eu gravo um programa de televisão intitulado EUROPA, que vai ao todos os sábados na TV Espanhola.   A palavra EUROPA é acompanhada do ano em curso, no caso, EUROPA 2021.

Nesse fim de semana, na última edição do programa, a produção apresentou uma matéria sobre os transportes ferroviários no continente.  O jornalista partiu da ideia que o europeu quer se transportar com segurança.  E mais, ao considerar a necessidade de priorizar o meio ambiente é fundamental recorrer à utilização dos trens.

Ele disse que os transportes representam hoje 25% do efeito estufa.    E acrescentou, que é preciso que os europeus utilizem um transporte seguro, sustentável e com muitas alternativas.   E que hoje o transporte ferroviário eletrificado é responsável por apenas 0,4% do total do efeito estufa de toda a União Europeia.

Embora todas as limitações vigentes, o trem transportou 80 milhões de passageiros na Espanha apenas no último trimestre de 2020.     Na Europa, como um todo, o transporte ferroviário representa apenas 7% do transporte de passageiros e 11% do total de transporte de mercadorias.   

Eu confesso que eu imaginava que a participação era muito maior do que aquela informada no programa da televisão EUROPA 2021 desse fim de semana.

Se a representatividade fosse maior, o momento da pandemia poderia ser uma oportunidade única para que o abastecimento de alimentos e medicamentos utilizasse as ferrovias.  Isso sem considerar o transporte de combustíveis.  

É incrível que depois de mais de meio século de integração econômica os países da Europa transportem três quartas partes da carga constante do fluxo continental em estradas rodoviárias. 

O fato novo é que o corrente exercício foi denominado como o ano do transporte ferroviário.   As autoridades de Bruxelas estão cientes que é preciso descongestionar as estradas do Continente.  Por isso planos estão sendo concebidos e parece que há consenso que é preciso apostar na empreitada. 

Vou monitorar os desdobramentos dos novos planos europeus para os transportes.  Qualquer novidade e volta a redigir um post e atualizar o reitor no assunto.

O leitor do blog pode acessar a versão do último fim de semana do programa EUROPA 2021 no endereço eletrônico

https://www.rtve.es/alacarta/videos/europa-en-24-horas/02-04-21/5833244/

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: CPD DA AGÊNCIA DO PLANEJAMENTO DO JAPÃO EM 1974

A possibilidade de estudar no Japão foi uma oportunidade única que eu realizei na minha formação profissional.  Eu era economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), instituição vinculada a Secretaria de Coordenação e Planejamento (SCP) do governo do Estado do Rio Grande do Sul, quando eu concorri a uma bolsa de estudos oferecida pela Overseas Technical Cooperation Agency (OTCA) do governo do Japão.

As aulas eram centralizadas em Tóquio.  À medida que havia temas especiais em sala de aula, o grupo de alunos viajava para conhecer experiências específicas no interior do país.  

Na foto abaixo, estão presentes Mr Kato, que era o coordenador do curso e que acompanhava os alunos nas viagens pelos país, e o economista e professor Darlan Conte, técnico do BRDE em Porto Alegre, que também foi bolsista da OTCA no curso no Japão.

Naquela época não havia www e nem computador pessoal.   Tudo era na base nas pesadas máquinas que estavam bem protegidas em instalações próprias, os Centros de Processamentos de Dados (CPD).    A foto foi batida nesse local.