CASA BRANCA, as últimas dos EUA, post 35, 31.03.2020, Trump migra para o discurso do isolamento horizontal e a pesquisa da Universidade de Monmouth

Porto Alegre, 31 de março de 2020

Horário Oficial do beco da rua General João Manoel, 12h10,  28,9 graus C, 72% de umidade, sem chuva

A crise persiste, sem dar tréguas.  Até ontem eu ouvia falar em primeira onda, que se refere à saúde, e a segunda, que viria logo a seguir, e que se refere ao emprego, à retomada da economia.

Donald Trump pregava atacar, imediatamente, à segunda onda, para evitar o pior.   Nova York passou a ser o principal foco da primeira onda.  Os seus assessores imediatos pressionaram Trump para que prosseguisse no isolamento horizontal. 

De Nova York, que não supera o coronavírus, a possibilidade do epicentro da primeira onda se reproduzir em Chicago, Detroit e Nova Orleans, levaram os especialistas a apresentar novas evidências ao presidente que defendia à retomada da atividade econômica em semanas.  

Donald Trump cedeu e manteve o isolamento total até o fim de abril.  Caiu a maior barreira política para fazer frente às decisões da Organização Mundial da Saúde. 

A terça feira amanheceu com 803.313 pessoas infectadas no mundos.  Em nível de país, os Estados Unidos lideram o ranking global com 164.719 infectados.  A diferença para a Itália não para de crescer.    Agora, a Itália tem 101. 739 pessoas infectadas.

À medida que a crise se intensifica e os capitais se retiram das economias emergentes, mais uma vez o mercado americano representa um último destino – a onça do ouro está cotada em US$ 1.610, 20 com valorização de 24,74% nos últimos doze meses – e Donald Trump, com a mudança de discurso e priorizando a equipe de saúde, passou a ocupar um lugar importante na mídia.

Trump tem no prefeito de Nova York, Andrew  Cuomo, democrata, 62 anos, um empecilho sistemático em ocupar o tempo na mídia.  O adversário do pleito de 03 de novembro deverá ser Joe Biden, o ex-vice presidente de Barack Obama, porém quando eu ligo a televisão, diariamente, aparece Trump ou Cuomo na tela.

… 

Trump, de olhos voltados para as eleições de 03 de novembro, começou a prestigiar Cuomo à medida que os dois passaram a defender o isolamento horizontal.  Ontem, para minha surpresa, Cuomo alterou o seu discurso e reconheceu o grande apoio recebido do presidente. 

Cuomo identificou as três últimas contribuições recebidas de Trump e, na televisão, afirmou que sempre que o presidente apoiar a população do Estado de Nova York ele será o primeiro a reconhecer.  Pronto!  Abriu mais espaço para o presidente. 

Para encerrar, eu lembro de uma pesquisa recente, promovida pelo Monmouth University Polling Institute da Universidade Monmouth, em que 57% dos entrevistados apontaram o coronavírus como o maior problema atual e o complemento de 43% dos entrevistados ficou divididos entre mais de dez itens disponíveis para a escolha. 

Na pesquisa, a rejeição ao caminho seguido pelas autoridades norte-americanas ainda é maioria, representando 54% dos entrevistados, mas o que eu percebi na pesquisa da semana que passou é que a rejeição a Donald Trump vem caindo lentamente.

Quanto ao trabalho de Trump no governo a aprovação era de 40% (abril 2019), 41% (setembro 2019), 43% (novembro 2019),  44% (fevereiro 2019) e 46% (março de 2019).  Irá continuar crescendo até às eleições?

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Esquina Democrática, Porto Alegre, Imagens dos meus arquivos, setembro de 2014

ECONOMIA DO PETRÓLEO, post 67 , 30.03.2020, brent, light sweet crude, wyoming asphalt sour, commoditie russa dos Urais, shale gas sour,

Porto Alegre, 30 de março de 2020

Horário Oficial do beco da rua General João Manoel, 12h10,  29,9 graus C, 62% de umidade, sem chuva

O mundo navega na crise do coronavírus.  Ou será o coronavírus que surfa na crise econômica global?  Eu acesso o CSSE da Universidade de Johns Hopkins e verifico que, nesse preciso momento, há 737.929 infectados  e 35.019 óbitos em âmbito mundial. 

O Brasil está na 19a posição no ranking dos infectados com 4.316 casos.  Ele está num bloco que compreende a Noruega (4.393), Israel (4.347), a Austrália (4.203) e a Suécia (4.028).   Há dias eu monitoro os números do blog, mas eles vem se mantendo no grupo.  

Em casa, estou iniciando o dia 12 de 15 do isolamento total.  Estamos, os moradores da casa, levando o processo em curso da forma possível.  Eu tenho o blog como atividade, mas tudo que eu havia planejado fazer ficou no meio do caminho. 

Quando eu acordo eu procuro saber como estão os números da primeira onda no quadro internacional.  Eu percebo que os noticiários também começam por aí.  Depois, o que vem depois. 

Eu percebi que a Espanha, vivenciando uma posição no top 3, tem manchetes evidenciando a preocupação de empresários e trabalhadores sobre o que vem depois do depois.  Não há consenso em nada.  Os trabalhadores do Hospital de IFEMA estavam protestando contra a falta de proteção. 

Imagine, o leitor, se lá não há meios para vestir a mão de obra na linha de frente do combate ao vírus, o que pode acontecer no mundo, como um todo, quando a dispersão atingir o apogeu. 

… 

Bem, a essa altura, eu sigo em minha pauta de posts.  Desde ontem, eu pensei que estaria no momento de voltar a analisar o mercado do petróleo.  Um óbice, para ninguém imaginar que a solução é simples quando não se tem mais onde armazenar o  ouro negro.

Acesso a New York Mercantile Exchange no site https://quotes.ino.com/exchanges/exchange.html?e=NYMEX

e percebo que as cotações do barril do petróleo do tipo Brente nesse instante, 10h25 no horário oficial do meu beco, estão nos patamares de US$ 22,92 para entrega em maio, US$ 26,33 para entrega em junho e US$ 30,14 para entrega em julho.

Migro para o site do New York Times, agora são 12h02, no horário do beco, e busco a cotação do barril de petróleo do tipo Light Sweet Crude e percebo que ela está em US$ 20,27 com uma queda de US$ 1,24, correspondendo a uma variação negativa de 5,76%.

O mercado convive com uma situação com alguma aparência de ineditismo.  O preço do Brent tocou no patamar de 2002.  Não há onde estocar a commoditie.  O Brent e o Light Sweet Crude (LSC) são aqueles que eu mais cito em meus posts porque são os mais utilizados e se tornado referência no mercado por que além de light são doces (sweet), ou seja tem menos de 0,5 de enxofre.  

Estou tomando conhecimento agora que outros tipos de petróleo, que não o Brent e o Light Sweet Crude utilizados para à produção da gasolina, estão sendo comercializados, como é o caso do Wyoming Asphalt Sour.  E o que chama a atenção é que as suas cotações são inferiores aos dos dois – Brent e ao LSC – implicando cotações negativas. 

Outro tipo de petróleo, o russo dos Urais, está sendo vendido a US$ 15 o barril.   Nesse caso, a Europa, que não aceita a commoditie contaminada com cloreto orgânico, deixa de ser o destino da matéria prima que segue para a Ásia onde sera o seu destino final. 

Eu lembro de a algum tempo ter escrito sobre o gás do xisto, extraído nos Estados Unidos com a identificação de shale gas.  As reservas expressivas do país antes do coronavírus era motivo de regojizo para uns, havia reservas para 100 anos, e de lamentação para outros, impacto no meio ambiente. 

Depois com a desaceleração global o cenário passou a ser de preocupação porque o preço desceu e o shale gas deixou a rentabilidade à margem, e se criou um grande impasse. 

Agora, com a recessão global, os preços caíram ainda mais, e o grande impasse se transformou em uma ameaça de inadimplência generalizada no segmento do shale gas.      

Paro por aqui.  Outros assuntos estão pedindo passagem e está difícil manter o semáforo mental que me leva a decidir sobre o que deve ser assunto do próximo post.  Na verdade, quase não sobra tempo para reler o que foi escrito acima.  Em suma, é isso e eu sigo adiante.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Subindo a rua general João Manoel, Porto Alegre, imagens dos meus arquivos, setembro 2014

 

ECONOMIA DO JAPÃO, post 39, 29.03.2020, fim de semana entre a ameaça do vírus e a queda de neve

Porto Alegre, 29 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 27,2 graus C, 68% de umidadeclique aqui

Eu tenho ouvido algumas referências ao coronavírus no Japão, mas a leitura dos jornais locais não confirmam essas informações que estavam chegando aos meus ouvidos. 

Esse post era para ser sobre a economia do Japão e a segunda onda, porém, a manchete do Japan Times me fez mudar, um pouco, de rumo e seguir para a primeira onda.

Tóquio move-se para o isolamento à medida que aumentam os casos de coronavírus e a emergência nacional é retomada.     Não era o que se imaginava que poderia estar acontecendo nesse final de março.

Tudo recomeço com uma manifestação de Yuriko Koike, 67 anos, a governadora de Tóquio.   Depois de 23 anos na Câmara de Representantes e tendo permanecido por dois meses como ministra da Defesa de Shinzo Abe, Koike foi eleita para governadora em primeiro de agosto de 2016.

Ela alertou às pessoas que permanecessem em casa e que trabalhassem remotamente.  A medida visava evitar a aglomeração de pessoas nesse fim de semana e o surgimento de novos casos de pessoas infectadas por coronavírus. 

O que levou Koike a retornar à pauta da primeira onda é que o governo detectou 47 novos casos de infecção na semana, número alcançado após recordes diários das infecções na cidade. 

… 

A governadora propôs às prefeituras de Chiba, Kanagawa, Saitama e Yamanashi que solicitassem aos residentes locais que não se deslocassem para Tóquio no fim de semana.

 

De concreto o que eu li é que a queda de neve no fim de semana aliada às lojas fechadas, obrigaram as pessoas a se manter em casa.

Eu continuo por aqui, preparando o próximo post.  Na verdade, a pauta de posts pendentes já supera os vinte novos textos.   Nesse momento, estou fechando o décimo primeiro dia consecutivo de isolamento.  Faltam mais quatro dias, e depois, sabe lá o que vai acontecer.  Como dizia o meu falecido pai é preciso stare-attenti.

…  

Boa noite, leitor do blog.

FOTO ABAIXO: Avenida Borges, esquina do antigo cinema Vitória, Porto Alegre, imagens dos meus arquivos, setembro de 2014.

 

CHINA, hoje, post 25, 29.03.2020, Wuham na província de Hubei, retoma as atividades

Porto Alegre, 29 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 25,4 graus C, 74 % de umidadecomo montar loja

No dia 23 do corrente mês eu escrevi o último post sobre a China no blog, e ele tratava da possibilidade do coronavírus ter sido contido em Wuhan.  Em post de ontem eu contei do especial Quarentena, um vídeo sobre Wuhan apresentado na TV Brasil, canal 23 da SKY. 

A propósito, uma cidade com população superior a 11 milhões de habitantes, é a capital da província de Hubei.  Eu fiquei muito impressionado com as imagens do vídeo.  Um centro urbano moderníssimo. 

Pois nesse domingo eu pensei em escrever sobre a China, e, mais precisamente sobre Wuhan.  Eu imaginei obter informações de como se encontra a situação da cidade no presente momento.    

As estatísticas do  Centro de Ciências e Engenharia de Sistemas (CCES) da Universidade de Johns Hopkins mostra os dados da China subdivididos por províncias, ao contrário dos demais que aparecem representados por números acumulados por países. 

No momento em que escrevo esse post, a província de Hubei possui 3.177 óbitos, números inferiores apenas aos da Itália e da Espanha.

Nesse momento eu estou em CNHubei e tomo conhecimento, em especial, que a Autoridade de Hubei liberou epidemia de pneumonia por nova infecção por coronavírus.  E, a seguir é apresentado um relatório da situação na província.

Xiantao Tianmen Qianjiang acelera a retomada do trabalho e retoma a produção de lagostins, abrindo 21 linhas de suprimento nacionais.

É preciso aplicar a resolução de dificuldades para garantir que as empresas retomem o trabalho e a produção. Há informações detalhadas do que está acontecendo.  Por exemplo, na manhã de 27 de março, em uma oficina de empresas químicas, em Anlu, os trabalhadores empacotaram uma sacola de fertilizantes químicos, em um caminhão e a enviaram para revendedores em vários lugares.

Diz a fonte que nas 16 cidades, prefeituras e áreas florestais da província, exceto Wuhan, não houve novos casos de coronavírus confirmados por 23 dias consecutivos.

No dia 27 de março, o Escritório Geral do Governo da Província de Hubei informou várias medidas para responder ao impacto da nova epidemia de pneumonia coronariana e poder fazer um bom trabalho de estabilização do emprego, atento à promoção do retorno seguro e ordenado ao trabalho, apoiando empresas a reduzir a carga de trabalho e promovendo múltiplos canais.

Há nove medidas em nove aspectos específicos, incluindo emprego, promoção do emprego de graduados, promoção do empreendedorismo, implementação da redução da pobreza, proteção para os necessitados, treinamento vocacional prático e serviços de emprego e fortalecimento da segurança organizacional.

Em 28 de março, as principais entidades comerciais do Círculo Wuhan Zhongshang e vários shoppings foram aprovados para a retomada da produção.

As fotos da mídia mostram os habitantes da cidade de Wuhan, ainda de máscaras, com bilhetes do metrô dizendo: Bota no primeiro trem que eu estou de volta para trabalhar! 

Há muitas matérias com detalhes da autorização das autoridades para a retomada do trabalho e das atividades que estão reiniciando.   Eu escolhi alguma delas, apenas.

Para minha surpresa, Porto Alegre recém está amanhecendo. Foi o que observei ao abrir a janela da sacada.  Há luz em dois ou três apartamentos do centro. Observo as ruas com maior atenção e vejo que elas estão molhadas.  Deve ter garoado nas últimas horas.  O céu está totalmente encoberto por aqui.   É hora de começar o chimarrão!

Agora, vou migrar, virtualmente, para a Itália para ver como andam as coisas por lá.  A rádio de Milão está sempre bombando no meu celular.  Acho que já estou criando o hábito de acompanhar aquela emissora.

Bom dia, leitor do blog. 

….

FOTO ABAIXO: Avenida Borges de Medeiros, Porto Alegre, imagens dos meus arquivos, setembro de 2014 

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 49, 28.03.2020, a primeira onda nesse sábado

Porto Alegre, 28 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 27,5 graus, 64% de umidade, sem chuvaclique aqui

Hoje é sábado.  Porque hoje é sábado me faz lembrar os versos da música de o Dia da Criação de Vinícius de Moraes.   Escreveu o poeta “Hoje é sábado, amanhã é domingo,   A vida vem em ondas, como o mar…

Pois é, eram outros tempos, um outro mundo, um outro Brasil.  Nesse sábado, os números da primeira onda, a do coronavírus ao longo do mundo mostra que a pandemia prossegue em seu avanço por outros territórios. 

Eu acesso ao Coronavírus Resource Center da Johns Hopkins Unierstity para obter as últimas estatísticas globais sobre as vítimas do vírus.   São 657.691 infectados, 30.438 óbitos e 139.263 recuperados.   Impressionam-me os números do avanço do vírus nos Estados Unidos e, particularmente, em Nova York.   

São mais de 500 mortes nos Estados Unidos em um único dia.    Nesse momento, na cidade de Nova York há  29.726 infectados.  Em Syracuse,  onde eu estudei nos anos 70, há 146 infectados.  É possível que o contágio de NY para o Interior do Estado esteja em pleno curso nesse final de março.   

Nas notícias que eu tomei conhecimento hoje, Chicago, Detroit e New Orleans estão as cidades norte-americanas que devem ter aumento de pessoas infectadas a seguir.

O Brasil, onde o processo está em seu início, tem 3.904 pessoas infectadas no momento, ocupando a 18a posição no ranking mundial e 111 óbitos, correspondendo a 14a posição na classificação internacional. 

Assisti essa tarde um documentário interessante sobre Wuhan, na China.  A TV Brasil transmitiu um vídeo de uma hora, denominado Quarentena, em que o conteúdo está voltado para o funcionamento dos hospitais e a entrega de mercadorias para as famílias que estão isoladas.   Impressionante as imagens transmitidas.  Tomara que não tenhamos que enfrentar, à frente, a experiência chinesa. 

… 

Acompanhei, também, a entrevista do ministro Henrique Mandetta, oportunidade em que ele retomou o discurso do isolamento total, horizontal.  Eu penso que a mídia pode ter se sentido ofendida porque ele a chamou de tóxica. 

Eu estou no décimo de quinze dias de isolamento e estou sempre ligado nas matérias sobre o coronavírus na televisão.  Acho que é impossível uma pessoa não se atualizar sobre o que está acontecendo no Brasil.   

Independentemente de qualquer polêmica, eu acredito, pela experiência dos outros países  que o pais antecipou o isolamento, implicando menor número de óbitos entre os brasileiro. 

As imagens que eu vi nos noticiários da Itália mostram filas, às dezenas, de esquifes para encaminhamento ao cemitério.  Tudo acontece de forma muito rápida.  Sem aglomerações, a atividade parece estar se tornando de rotina.  Nem parece haver tempo para chorar os mortos porque há muitos infectados, e em maior número, com a expectativa de ocupar um lugar nas estatísticas dos recuperados.  

Se eu entendi bem o documentário sobre Wuhan, a cidade mais populosa de Hubei na China, quando o infectado chegava extremamente debilitado à UTI. a sua possibilidade de migrar para a estatística de recuperação era de, apenas, 30%

Concluído o registro da primeira onda, eu passo, agora, para o próximo post que, provavelmente, vou escrever sobre a segunda onda.

… 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:

 

BRASÍLIA, longe de todos, post 30, 28.03.2020, a segunda onda e a necessidade de apresentar um programa consolidado para enfrentamento da crise econômica que assola o país

Porto Alegre, 28 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 22,3 graus, 62% de umidade, sem chuvacomo montar uma loja virtual

No post anterior eu escrevi sobre a primeira onda, que registra, agora, 3.417 pessoas infectadas e 92 óbitos no Brasil.  Segundo a entrevista da equipe do Ministério da Saúde realizada à tarde eu ouvi o Secretário João Gabbardo dos Reis dizer que a orientação da pasta é a mesma, o isolamento, e que não iria discutir a posição do Presidente da República.

Quanto à segunda onda, eu informo ao leitor do blog que eu assisti depois do meio dia a entrevista dos presidentes do BACEN, BNDES e CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF), com a presença de Jair Bolsonaro, e que versou sobre medidas das autoridades monetárias para fazer frente à crise.

Quanto à forma, surpreendeu-me

(i) o fato do presidente dizer meia duzia de frases e se retirar,

(ii) a ausência de alguém do ministério da Economia para coordenar o evento já que o ministro Paulo Guedes está isolado no Rio de Janeiro,

(iii) o fato de o presidente da CEF dizer que o chefe dos três bancos era o ministro da Economia quando se sabe que o Banco Central é uma Instituição independente,

(iv) na primeira pergunta de um jornalista não havia quem respondesse porque nenhum dos três presidentes de bancos tinha responsabilidades pela coordenação das medidas que estavam sendo apresentadas aos telespectadores brasileiros;

(v) a participação equilibrada do presidente do BACEN, sem fugir de nenhuma resposta dos presentes,

(vi) a presença intensa, e em demasia, do presidente da CEF durante todo evento e que repetia, a todo momento, sobre  as vantagens da sua gestão sobre as administrações anteriores;

(vii) a presença limitada do presidente do BNDES e que se restringiu ao fato de, quase ao final da entrevista, apresentar as razões da sua presença no evento,

(viii) como analista econômico eu senti que no pacote apresentado cabia de tudo, algo que incluía decisões tomadas recentemente por qualquer das três instituições financeiras presentes; 

(ix) a ausência de um power-point, de um recurso digital para projetar em telão o conjunto de medidas, facilitando aos telespectadores uma compreensão do conjunto de ações que estava sendo apresentado pelas autoridades.

Quanto ao conteúdo, eu penso que

(i) o governo se ressentia, até agora, de medidas no âmbito dos intermediários financeiros e que estivessem alinhadas com iniciativas semelhantes postas em prática, recentemente, por outros países;

(ii) um governo frente a uma crise dessa natureza precisa dispor, no mínimo, de um arsenal de medidas que inclua benefícios às famílias, às empresas e aos excluídos socialmente;  

(iii) muitas das medidas propostas não são autoaplicáveis. 

(iv) Serão, ou poderão ser, desidratadas no Congresso.  Se no Legislativo o processo decisório anterior já era lento, imagine, o leitor, a dificuldade de fechar um acordo com os deputados e senadores trabalhando por vídeo conferência.   

(v)  a medida que identifica R$ 40 bilhões para pagamento de salários é um dos pontos fortes da reunião de ontem. 

(vi) Eu fico em dúvida, todavia, se o dinheiro cair diretamente na conta do trabalhador não haverá mais uma pressão sobre o empresário.  Em seu fluxo de caixa há muitos outros compromissos além da folha  Se ele optar por recorrer à medida ele será obrigado a decidir, quase que imediatamente, muitas outras questões pendentes na pauta da sua gestão e que passarão a representar compromissos financeiros inadiáveis.

(vii) A decisão sobre juros no cheque especial da Caixa nem cabia ser apresentada no evento.  A redução dos juros da CEF já foram amplamente divulgadas via imprensa.   Ainda mais, quando a decisão é meramente marginal.  Os demais bancos, certamente não “estão marchando no mesmo passo” da CEF. 

(viii) Se a minha percepção está correta, eu me ressenti da ausência de representante do Banco do Brasil falando na oportunidade.   

(ix) A atividade bancária no Brasil é extremamente concentrada.  Até onde as instituições privadas estão engajadas na pauta de ontem?

(x) A medida que identifica a suspensão no pagamento do crédito imobiliário é oportuna para o orçamento das famílias.   Ao mesmo tempo pode ser complicada se os representantes das 800 mil famílias tiverem que ir ao balcão da Caixa para assinar algum documento.  A minha experiência com a Caixa é de muita demora no atendimento.   

(xi) Os empréstimos aos hospitais já eram demandas de muito tempo.  O auxílio aos informais que era de R$ 200 reais mensais, que foi elevado a R$ 600 na negociação política, ainda não é uma questão fechada.

(xii) O crédito de R$ 5 bilhões para micro e pequenas empresas é uma iniciativa importante, mas necessária “para ontem”.   Como indagaria o Garrincha, a medida foi “combinada com os bancos privados”?  A medida ainda está no âmbito das intenções.   Como será operacionalizada?  Quando o recurso estará disponível na ponta do tomador do empréstimo?

(xiii) A decisão direcionada às antecipações do décimo terceiro salário e do abono salarial, que irão beneficiar as famílias, já havia sido divulgada anteriormente. 

(xiv) A transferência dos recursos do PIS e PASEP que não foram sacados para o FGTS também já havia sido divulgada anteriormente.

(xv) O recurso de R$ 3,1 bilhões para o Bolsa Família implica um destino nobre nesse momento à medida que permitirá incluir um milhão de assistidos.  Também precisa chegar na ponta do beneficiado o mais rápido possível. 

(xvi)  No inicio da Gestão o ministro Paulo Guedes fez duras críticas a participação dos Sistema S na alocação dos recursos públicos.  A medida de reduzir em 50% a contribuição das empresas durante três meses evidencia que houve uma mudança de percepção daquela autoridade sobre a efetiva contribuição do Sistema à economia.

À guisa de conclusão eu penso que nas movimentações visando a segunda onda

(i) os três bancos reuniram o que estavam fazendo e o que poderiam realizar e anunciaram um conjunto de medidas no dia de ontem, sem o tempo adequado para planejar melhor o que fazer. 

(ii) eu continuo acreditando que o Ministério da Fazenda precisa reunir a decisão do pacote do dia 16.03.2020, no valor de R$ 147,3 bilhões, com o evento de ontem e anunciar um PROGRAMA CONSOLIDADO para enfrentar a crise, que já era de seis anos e, agora, sabe lá até quando poderá durar. 

(iii) o governo precisa informar, em definitivo, o que pretende fazer para superar a crise, independentemente de limitações que ele não tenha como superar no curto prazo. 

(iv) Estabilidade e desempenho implicam medidas articuladas que não podem tardar.  É preciso priorizá-las.  Está complicado entender a extensão do que o governo pretende trabalhando, apenas, com medidas pontuais. 

(v) Não cabe mais o surrado discurso que a equipe do ministério está estudando o que fazer e que, sempre, na próxima semana, irá divulgar um pacote de medidas adequadas. 

(vi) O balão de ensaio contendo a suspensão dos contratos de trabalho me deixou a sensação que a equipe pode não ter encontrado a bala na agulha para reverter o quadro atual. 

Em tempo:  Depois de 13 anos escrevendo, diariamente, no blog e mantendo leitores em muitos países dos diversos continentes, eu cheguei a um ponto em que acumulo 380.715 observações encaminhadas por leitores e que não encontro tempo para responder. 

Aos 75 anos eu me sinto igual ao Carlitos, no filme Tempos Modernos, para realizar todas as atividades diárias pautadas na minha agenda.   É muita atividade para as horas que o economista dispõe para escrever. Assim, registro, aqui, o meu pedido de desculpas.

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Esquina Democrática, Porto Alegre, imagens dos meus arquivos, setembro de 2014

BREAKING NEWS, últimas notícias, post 36, 27.03.2020, números do coronavírus na primeira onda

Porto Alegre, 27 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 22,3 graus, 62% de umidade, sem chuva

À essa altura, na conjuntura econômica internacional há duas ondas, a primeira que representa pessoas infectadas e óbitos e, uma segunda onda que virá logo a seguir e que representa a retomada da economia e do emprego

Na primeira onda que é o tema desse post, no presente momento há 553.244 pessoas infectadas no mundo de acordo com com o Center for Systems Science and Engineering (CSSE) at Johns Hopkins University.

Os Estados Unidos assumiram a liderança no ranking global das pessoas infectadas, com 86.012 casos, seguidos da China (81.897), Itália (80.589), Espanha (64.059) e Alemanha (49.344).    O Brasil ocupa a vigésima primeira posição com 3.027 casos.

… 

Quanto aos óbitos, já são 25.251 casos em âmbito mundial.  A Itália lidera os óbitos com 8.215 casos, seguidos da Espanha (4.858), Hubei na China (3.474), Irã (2.378) e França (1.696).  O Brasil ocupa a décima-sétima posição com 77 casos.

As imagens, que eu acompanho na televisão são estarrecedoras.  Nos países onde a infecção atingiu números surpreendentes, não há sistema de saúde que dê conta.  É fundamental que nesses locais o pico da doença seja alcançado para que se crie condições para visualizar uma normalidade mínima no setor de saúde. 

As imagens que eu gravo de Itália e Espanha mostram profissionais de saúde sem as mínimas condições de prosseguirem em suas tarefas por estarem extenuados.  As suas mensagens mostram que não há mais onde colocar doentes.

Surpreendentemente ele utilizam do contato com a mídia para alertar os países que estão indo no mesmo rumo que se preparem para conviver com restrições jamais imaginadas. 

Nesses momentos é preciso fé.  Boa tarde, leitor do blog!

 

FOTO ABAIXO:  Avenida Borges de Medeiros, junto à Esquina Democrática, Porto Alegre, setembro de 2014

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 48, 27.03.2020, estatísticas do dia e reunião do G20

Porto Alegre, 27 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 22,3 graus, 62% de umidade, sem chuvameuip

Ontem era o oitavo de quinze dias de isolamento programado para os que residem comigo no beco.   Os dias tem sido relativamente calmos, para minha surpresa.  As imagens vindas da Itália, ao contrário, tem sido uma referência para todos nós.  Há muita dor lá fora e a gente percebe, nessas horas, o quanto é importante viver um tanto distante das economias avançadas.   

Oriundi, eu estou atento ao que dizem os especialistas em saúde, presentes na televisão.  Eles afirmam, que nós seguiremos um percurso semelhante àquele vivenciado pelos meus parentes da cidade de Como, na Lombardia, onde eu estive em 1969.   Isso é extremamente preocupante. 

Os especialistas em pandemia dizem que a Itália de hoje será o Brasil daqui a um par de semanas.   À essa altura eu me pergunto se o formato de coração, associado à noção de ser a pátria do Evangelho, implicará algum contágio especial ao nosso país, uma reserva tradicional de fé, nesse momento de tanto sofrimento internacional?  

Ao mesmo tempo eu estou acompanhando na televisão a informação que democratas e republicanos aprovaram o pacote de US$ 2 trilhões para enfrentar a recessão.   Esse é um ponto extremamente positivo.  Os movimentos da maior economia do planeta e, principalmente, a sua funcionalidade devem contribuir para efeitos colaterais nos demais países.

Agora, são 74.386 infectados na Itália, 69.197 nos Estados Unidos e 2.563 no Brasil, que ocupa a 16a posição no ranking dos países com pessoas infectadas..

Ontem eu escrevi um post sobre a reunião do G 20 que estaria programada para amanhã.  Hoje houve a divulgação sobre uma vídeo-conferência realizada pelo grupo, que resultou em um manisfesto onde eu li que os países membros estão comprometidos em lutar juntos contra a ameaça comum.

O grupo está sensibilizado pela perdas de vida e o sofrimento das pessoas em todo o mundo.  Ele deu destaque e apoio a todos trabalhadores do setor de saúde que se encontram na linha de frente do combate à pandemia.   

No documento eu li que o G 20 está trabalhando em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, as Nações Unidas e outras instituições internacionais, visando proteger vidas, salvaguardar emprego e renda, restaurar confiança, preservar estabilidade financeira, retomar o crescimento econômico, minimizar perturbações no comércio e nas cadeias globais de oferta, prover todos os países que precisem de assistência e coordenar medidas financeiras para a saúde pública. 

Estabelecidas as diretrizes globais para o momento, o G20 direcionou o manifesto para a luta contra o coronavírus.   Há o compromisso de contribuir com medidas na área da saúde, financiamento, proteção das pessoas, especialmente os mais vulneráveis.  

Há o compromisso em compartilhar informações da pandemia e das atividades clinicas, materiais necessários para pesquisa e desenvolvimento e fortalecer sistemas de saúde em âmbito global. 

Parece-me que as diretrizes do G20 priorizam a primeira onda, a da vida, e encaminham decisões que possam estar devidamente capilarizadas para a segunda onda, a do emprego, quando ela estiver em curso. 

Acho que as lideranças mundiais, em que pesem as suas diferenças, foram além das minhas expectativas.  Por duas razões, detalharam objetivos e metas em um nível de muita propriedade e responsabilidade e disponibilizaram um total de US$ 5 trilhões de dólares para injetar na economia.

Em suma, valeu o bom senso.  Confesso que fiquei um pouco mais tranquilo à essa altura da onda devastadora de vidas que o coronavírus está pondo em prática no mundo, como um todo.

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Esquina Democrática, Porto Alegre, imagens dos meus arquivos, setembro, 2014

 

 

 

CARTUM, economista pensa demais, post 19, 26.03.2020, o aniversário do Zezinho

Porto Alegre, 26 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12h10, 24,3 graus, 75% de umidade, sem chuva

Hoje é o oitavo de quinze dias de isolamento programado para os que residem comigo no beco.  É um dia especial para mim porque é o dia do aniversário de um dos meus irmãos, do José Luiz Coitinho Fraquelli, 74 anos, engenheiro agrônomo, conhecido como Zezinho, entre nós, os seus familiares.

FOTO ABAIXO: Zezinho junto à casa no Touropi, imagem dos meus arquivos. 

 

FOTO ABAIXO: Zezinho junto às mangueiras, no Touropi, imagem dos meus arquivos.

Somos 6, ou melhor, éramos seis, Aleixo e Stella, pai e mãe, ambos falecidos com 104 e 87 anos, respectivamente, e quatro filhos, Ítalo Danilo casado com Maria Hermínia, eu com Eunice, Zezinho com Elayne e Stella Maris com Altair.

FOTO ABAIXO: Aleixo Fraquelli e Stella Cotinho Fraquelli, meus pais, em fotografia dos meus arquivos  

Meu irmão mais velho, Danilo, foi para a Escola Militar quando eu tinha uns dez anos e a minha irmã mais moça, Stella Maris, nasceu quando eu tinha doze anos.   Então, eu o Zezinho, fomos criados praticamente como dois irmão da mesma idade.   É incrível que hoje também somos seis, Eunice, Henrique, Ângela, Lívia, Vanessa e eu. 

FOTO ABAIXO: Meu irmão mais velho, Ítalo Danilo, em imagem dos meus arquivos 

FOTO ABAIXO: Eunice, Stella Maris, Elayne e Maria Hermínia, imagem dos meus arquivos

Zezinho nasceu com o felicitá-vírus.  Sempre foi uma pessoa incrível.  Eu, até os 17 anos, tinha um gênio difícil.  Quando saí de casa e fui estudar fora eu aprendi o que deixei para trás.  E mudei de humor da noite para o dia. 

O meu irmão nasceu com o vírus da felicidade e eu não lembro de tê-lo visto mal humorado alguma vez.   Estava sempre com um ar de alegria, rindo e com um olhar de quem está compreendendo tudo o que está acontecendo.

Quando criança, o meu pai, criado no interior do Uruguai, trabalhava em Rivera, e minha mãe, que era uruguaia, atendia um armazém que estava localizado na esquina das ruas Rivadávia Correa e Uruguai, no centro da cidade de Livramento.   Éramos três filhos homens com uma mãe que atendia a casa e os clientes no que era uma espécie de mercearia. 

Naquela época tudo era vendido a granel, era preciso pesar e empacotar cada produto vendido.  O açúcar, o arroz, a farinha, como exemplos, eram guardados em caixas de madeira, que era o local de onde nós retirávamos os produtos para atender os pedidos de cada cliente. 

Imagine, o leitor, o que nós, os três irmãos, aprontávamos para a nossa mãe a cada comprador que chegava ao pequeno estabelecimento comercial.  Zezinho, em todas as ocasiões, era sempre o mais obediente.

Naquela época não havia frigidaire.   As carroças transportavam grandes barras de gelo em um espaço reservado da carroceria, que permitia levar produtos com temperatura zero.  O geleiro chegava, perguntava se íamos ficar com uma barra, meia barra ou alguma subdivisão da barra de gelo. 

Se lembro bem, adquiríamos, todas as tardinhas, duas barras de gelo, que ia diretamente para o interior de uma geladeira muito grande que havia no armazém.  Era a forma de guardar produtos e líquidos que exigiam a manutenção em baixa temperatura.  Zezinho, em todas as ocasiões, estava sempre disponível para atender as solicitações da minha mãe, a atendente da loja.

Zezinho estudou no Colégio das Freiras, no Grupo Escolar Professor Chaves, no Ginásio Marista Santanense. Aos 15 anos foi estudar no Colégio Agrotécnico de Santa Maria da UFSM, onde foi colega do ex-governador Tarso Genro.  Estudou Agronomia, casou com a Elayne Beatriz de Souza Peres, com teve quatro filhos, José Luiz, Cristiano, Natália e Rafael. 

Zezinho trabalhou na CARESC em Santa Catarina, no CONDEPE, na Granja, na Emater até se tornar um produtor rural, atividade que desenvolve até agora.    Sempre mostrou muita qualificação, criatividade, flexibilidade e disponibilidade para atender as suas atividades profissionais.  Voltado aos esportes desde criança, apreciava a prática do futebol, do basquete e do futebol de salão.

FOTO ABAIXO:  Elayne, quando menina no Touropi, em fotografia dos meus arquivos 

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Eu imagino que hoje a casa do Zezinho e Elayne está em festa.  Ele tem cinco netos, Ana Paula, Felipe, Luisa Helena Pedro Luiz e Helinho.  Quando criança, em dia de aniversário, minha mãe fazia um bolo xadrez, cobertura branca, com as devidas velas, uma pizza de sardinha e alguns complementos.  Havia, sempre, uma caixa de guaraná e outra de malta, ambos refrigerantes, que eram encomendados da Cervejaria Gazzapina. 

Entre os convidados estavam, sempre, alguns dos amigos, dentre eles, o Vito Mario Mandarino Gallo e as suas irmãs, o José Luiz Savi, conhecido como Cecito, o Ephraim, que sofria de problemas respiratórios e que foi a primeira criança que eu vi falecer, o Antoninho Guerra Soares, o Luiz Antonio Cavalheiro Dias, o Tiquinho, o Juarez Boscacci Hernandes, o Lúcio Guimarães que era filho do Sr Ciro e dona Adriana Guimarães, ele contador do Banco do Comércio, o Paulinho Bonatto, que era filho do gerente do banco do Comércio e o Hugo do Paiva.

Zezinho trabalha com pecuária de corte e elabora projetos para o setor rural.   Qualquer dúvida que eu tenha e que diga respeito às minhas plantas eu formula a pergunto para a Elayne, professora e orientadora pedagógica aposentada, que sabe tudo de agricultura.   

Ela foi criada pelos pais, Sebastião Peres Filho e dona Leatrice, que sempre tiveram vida campeira em propriedades rurais no interior de Sant’Ana do Livramento.  Ela e o meu irmão Zezinho iniciaram o namoro quando ele tinha 13 anos.

… 

FOTO ABAIXO: Imagens do Touropi, interior de Sant’Ana do Livramento, RS

 

 

Pois é, amigo leitor, fiz um exercício de memória para homenagear o meu querido irmão nesse 26 de março.  Devo ter esquecido muita coisa que poderia ser contada nessa ocasião.  Estou preparando um post para publicar, oportunamente, sobre o dia do meu nascimento, o dia 31 de agosto de 1944.  Tenho muita matéria prima para elaborar o produto. 

Então, para encerrar, fica aqui o meu abraço fraterno ao meu irmão, almejando que ele continue conosco, junto a todos os seus familiares, por muitos e muitos anos.   

Por fim, cabe o registro final que a única diferença entre nós é que ele era Vasco e eu, Flamengo, e agora, ele é colorado e eu gremista.

Boa tarde, amigo leitor!

FOTO ABAIXO:  Eu, o Zezinho e o seu filho, José Luiz, na noite do jogo Inter x Shakhtar no Beira Rio, 2015 

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 47, 25.03.2020, desaceleração global, recessão iminente e a reunião do G20

Porto Alegre, 25 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 26,2 graus, 68% de umidade, sem chuva

A economia mundial estava em desaceleração antes da crise do coronavírus e já havia toda uma discussão em torno de como proceder frente àquela conjuntura vigente. 

O mundo discutia a configuração de um modelo de desenvolvimento sustentável.  Turbulências sociais ocorriam em Hong Kong, no Irã, no Chile, na França, na Espanha e na Rússia.   Os governos recorriam a estímulos para frear a trajetória do desempenho insuficiente recente. 

Os norte-americanos estavam focados na possibilidade de iniciar o processo de impeachment de Trump.   A China presenciava um avanço dos preços ao consumidor e um recuo nas projeções de crescimento econômico. 

A Trade War, de forte impacto no cenário econômico do exercício passado, em meados de janeiro perdeu o ímpeto com a assinatura do acordo em que os americanos reduziram à metade as tarifas de produtos importados da China, ao mesmo tempo em que os chineses se comprometeram em importar produtos agrícolas (US$ 40 bilhões), produtos industrializados (US$ 77 bilhões), energia (US$ 52 bilhões) e serviços (US$ 37 bilhões).    

Paralelamente, o Fórum de Davos reunia a comunidade internacional para debater uma reforma global visando a configuração de um novo capitalismo.   Tudo porque o sistema atual é extremamente concentrador.  Nessa migração de um para outro sistema ficou evidente a necessidade de convergir ações para a preservação ambiental.

O mercado do petróleo já vinha convivendo com um horizontes de economia mundial em desaceleração.  Eu acesso aos dados da cotação do barril do petróleo do tipo Light Sweet Crude e percebo que no momento em que estou redigindo esse post  a cotação do barril está em US$ 24,31 na New York Mercantile Exchange, com uma variação de US$ 58,86% nos últimos 12 meses.   

O ano chegou ao fim e houve a comunicação das autoridades chinesas, isso em 31 de dezembro de 2019, sobre a eclosão do episódio em Wuhan e esse fato precipitou a mudança de cenário de forma abrupta. 

Não mais uma desaceleração global, mas a iminência de uma recessão acompanhada de uma estratégia de isolamento da população.

Com o passar das semanas, o epicentro da crise migrou da China para a Itália, daí para a Espanha e, finalmente, chegou a Nova York, de onde pode seguir para o sul e para demais estados da maior economia do planeta.  Essa migração do epicentro da crise foi acompanhada de a necessidade de preparar-se para uma possível crise de crédito. 

Sem perda de tempo, no dia 22.03, segunda-feira, as autoridades monetárias internacionais passaram a convergir esforços para produzir ações que minimizem os desequilíbrios e potencializem as medidas de política econômica.   

Essa iniciativa, que ocorreu no início dessa semana, foi uma medida extremamente importante porque ela deve estar focada em suprir a economia de liquidez.    Eu fiz um post sobre essa ação ao longo dos últimos dias. 

O que me parece evidente é que, embora necessária, a política monetária é insuficiente para o enfrentamento do coronavírus. 

…  

Eu creio que é fundamental, também,  identificar medidas de política fiscal para potencializar as medidas concebidas pelos governos nesse momento de tantas adversidades em todos os continentes.   

…  

E assim, eu acredito que o  próximo passo dentro dessa, que eu identifico como uma estratégia global de enfrentamento da crise, é a reunião do Grupo das Vintes Maiores Economias (G 20) agendada para a próxima sexta-feira, dia 27.03.

Na oportunidade, será preciso estabelecer diretrizes de procedimento que incluirão uma estratégia para enfrentamento de uma dívida global que é recorde e que já representa 322% do Produto Global.

O quadro é complexo.  O dólar e a bolsa mostram, diariamente, o tamanho das perdas. A moeda verde avança e os países emergentes se tornam ainda mais debilitados.  A bolsa cai e os investidores convivem com o pânico.   

Em suma, está difícil para todos.  A antecipação da conjuntura para o dia depois da crise do coronavírus exigirá a presença de profissionais qualificados e técnicas sofisticadas.  Por enquanto, surfa-se na incerteza. 

…     

Agora, depois de todo o dia ouvindo a polêmica em torno da proposta do isolamento vertical do Planalto, eu me desloco, virtualmente, para a Ásia, onde o dia vai começar nas próximas horas.

Paro por aqui. Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Mercado Público de Porto Alegre atingindo por um incêndio em 2013, imagens do meus arquivos, 2014.