ARGENTINA, instabilidade sempre, post 14, 07.12.2019, uma estratégia para Alberto Fernández

 

Porto Alegre, 07 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 00h10, 23 graus, não chove 

Alberto Fernández, presidente eleito da Argentina, deverá tomar posse na próxima terça-feira, dia 10 de dezembro, em substituição a Maurício Macri. 

É um evento muito esperado porque o país convive com uma crise econômica e é preciso apresentar medidas urgentes para reverter a conjuntura vigente.

A propósito do presidente que deixa a Casa Rosada na próxima semana, ele pode enfrentar o que Hugo Alconada Mon, jornalista, advogado e escritor, chamou de ” dinâmica judicial perversa” em artigo publicado na edição do dia 04.12 do jornal New York Times.  

Há 25 anos, Carlos Menem, “criou uma maioria automática na Corte Suprema para blindar os governantes de futuras investigações sobre corrupção”. 

Quando o presidente deixou o poder, a dinâmica se inverteu e passou a se harmonizar com o presidente que chega e a investigar o que sai.  Foi assim com Cristina Kirchner e pode ser assim com Maurício Macri.  

A mídia, em geral, tem antecipado um dos nomes cotados para o Ministério da Economia.   Trata-se Martin Guzman, economista com formação na Argentina e pós nos Estados Unidos. 

Ele é professor de macroeconomia nas Universidades de Buenos Aires e La Plata, na Argentina, e diretor da Iniciativa para o Diálogo sobre Políticas além de pesquisador na Universidade de Columbia.   Segundo a publicação ele é critico da gestão Macri e alinhado à visão de economia de Joseph Stiglitz.

Quando Fernández assumir ele vai encontrar a estabilidade fora de controle, o desempenho fora do padrão e a confiança externa fora de perspectiva. 

Quando Fernández assumir ele vai se deparar com um cenário desconfortável porque as expectativas são de uma Inflação elevada de 41% para 2020, de um desempenho de ré com o PIB recuando 1,5% em 2020 e de um câmbio aos saltos, com o dólar beirando os $ 90 pesos em fins de 2020. 

Quando Fernández assumir  ele entregará a pasta das Finanças a um especialista em divida soberana, o que pode facilitar a vida do presidente, mas o viés heterodoxo do titular da pasta pode dificultar o relacionamento com investidores e credores internacionais. 

Quando Férnandez assumir ele vai ficar no labirinto do acordo de standby com o FMI e que exigirá muita criatividade política do presidente e econômica do ministro porque o governo Macri já estava claudicando perante a negociação que ele mesmo propôs em Washington.

Quando Férnandez assumir ele não encontrará um ambiente propício a uma opção populista porque a conjuntura é adversa no plano interno e no cenário externo.

Enfim, Férnandez vai chegar à Casa Rosada com a partida no segundo tempo, o seu time tomando uma goleada e não não nenhum Mister Jesus que possa ajudá-lo.

O que poderá fazer Fernández na próxima terça-feira?

Surpreender a todos e inclusive a este economista.  Não poderá prometer o céu porque não há teto para a economia argentina decolar e não poderá adotar a polarização porque a experiência brasileira não recomenda. 

Eu acredito que Fernández deve fazer valer a sua raiz peronista e o seu relacionamento com os sindicatos,

deve ajustar a sua sincronia com o discurso da vice-presidente Cristina Kirchner sem volta ao passado,

deve fazer valer o seu perfil moderado para procurar algum lugar no caminho do meio,

deve buscar aproximação com Miguel Acevedo, o presidente da União Industrial Argentina, para definir um marco zero para a retomada da Indústria,

deve recorrer a um economista muito experiente em Argentina para levar adiante a diferenciação de impostos que pretende impor e que se materializará em uma reforma que reduza os desequilíbrios entre o Sul e o Norte do país, 

deve dar continuidade ao relacionamento com Rodrigo Maia iniciado na semana passada porque o Brasil precisará manter o mercado argentino na sua pauta de exportações,  

deve retomar as negociações do acordo com o Mercosul para assumir o pepel que Macri liderava junto às autoridades europeias, 

deve sinalizar, de imediato, uma pauta ambientalista e uma viagem ao Velho Continente para interagir com Ursula Van der Leyen que é a nova dirigente da União Europeia desde o dia primeiro do corrente mês, 

por fim, deve tomar a iniciativa com relação ao acordo de US$ 57 bilhões com o FMI que se encontra em standby, apressando uma alternativa que implique alguma carência para convergir os pagamentos da dívida à retomada da economia.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Catedral Metropolitana tendo o Palácio Piratini ao fundo, novembro de 2019

CASA BRANCA, as últimas dos Estados Unidos, post 19, 06.12.2019, o pleno emprego

Porto Alegre, 06 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12h10, 23 graus, não chovecomo fazer uma loja virtual

E o blog não para.  Localizado no meio do fluxo de tantas informações, a tarefa mais difícil que eu enfrento, diariamente, é definir o tema do próximo post.  Sempre há uma fila de umas cinco a dez matérias à minha frente. 

Na hora que eu me defino por uma é assumi-la e esquecer o resto porque se eu não criar um rito de procedimentos daqui há uma hora eu terei uma nova lista de assuntos na pauta, totalmente diferente da anterior.

Nesse momento eu optei por falar no pleno emprego porque a televisão norte-americana está divulgando há uma hora a ultima informação sobre a absorção de mão de obra nos Estados Unidos.

Ora, o mundo discute a possibilidade da recessão global e o comportamento da economia norte-americana é fundamental para aceitar ou rejeitar a hipótese da crise.

… 

Decidido o tema eu ligo o rádio em uma estação do país de origem do post.  Eu procuro sintonizar uma rádio de uma cidade onde eu estive.  Agora estou conectado à rádio KFAR AM 360 de Fairbanks.   Essa estação pode ser sintonizada pelo leitor do blog no endereço

https://onlineradiobox.com/us/kfar/?cs=us.977todayshits

Muitas vezes os assuntos que eu selecionei na televisão ou na Internet para elaborar o post coincide com a programação da rádio, tornando a minha tarefa mais fácil.  É o caso dessa tarde.   

Hoje foram divulgados os número do mercado de trabalho referentes ao mês de novembro.  Foram 266 mil novos empregos com a queda da taxa de desemprego para 3,5%.

Em sala de aula à época em que eu era professor de Cenários Econômicos no curso de pós-graduação em Administração da UFRGS, eu sempre utilizava a taxa de desemprego dos EUA no patamar de 4,0% como uma régua para facilitar a compreensão dos alunos. 

Era uma informação fácil de gravar porque associava a taxa de desemprego de 4,0% ao pleno emprego e à possibilidade de um presidente dos EUA se candidatar à reeleição.  Todavia, quando a taxa de desemprego avançava para 6,0% ao ano a possibilidade de um presidente ir para uma reeleição eram mínimas. 

Outra informação que eu repassava aos alunos era que a crise de 2009 levou a taxa de desemprego dos Estados Unidos a um patamar em torno de 10,0 %.   E mais, que a queda do desemprego depois da Grande Recessão de 2009 aconteceu em um ritmo extremamente lento. 

….

Então em novembro a taxa de desemprego nos Estados Unidos é a menor nos últimos cinquenta anos, ou seja, desde 1969.   O mercado previa uma geração de 180 mil empregos no mês passado contra os 266 mil empregos efetivamente criados.

… 

Uma última informação divulgada hoje está relacionada aos salários médios por hora que aumentaram US$ 0,07 em novembro.

Agora é preciso verificar como o mercado vai precificar o que está aí, porque é preciso avaliar os recordes na valorização da bolsa frente à ameaça, ou não, de uma recessão global à frente.  

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Galeria do Rosário, rua Marechal Floriano, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019

 

CENÁRIO ECONÔMICO o que vem por aí, post 28, 06.12.2019, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019

Porto Alegre, 06 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 15 graus, não chove

A Conferência do Clima da ONU começou nessa semana em Madri.  Redigi um post anterior sobre essa matéria porque a COP 25 deveria acontecer no Brasil, foi transferida para Chile, mas com o agravamento da crise social em Santiago, o destino final do evento recaiu sobre a capital espanhola.

A TV Espanhola deu ampla cobertura da COP 25, com imagens sendo transmitidas em diversas oportunidades ao longo da semana.  Observando à distância o que está acontecendo no local, eu percebo a presença de cientistas e políticos conscientes e totalmente voltados para a necessidade de conter as mudanças climáticas em curso na ordem econômica vigente.

…  

A COP significa a Conferência da Partes.  É o órgão máximo da ONU para as mudanças climáticas.  A COP 1 aconteceu em Berlim em 1995 e a COP 24 foi realizada em Katowice, na Polônia, em 2018. 

A COP 25 é presidida pelo Chile, mas realizada em Madri pela razão exposta anteriormente.   Nessa oportunidade, as lideranças mundiais presentes ao evento pretendem concluir a operacionalização do Acordo de Paris. 

Presente à COP 25, o engenheiro português António Guterres, 70 anos, é o secretário geral da ONU.  No seu currículo, ele mostra que foi Secretário Geral do Partido Socialista Espanhol nos anos 90 e Primeiro Ministro de Portugal no período 1995-2002.

… 

Em Madri, Guterres afirmou que em contraste com as economias anteriores, a economia verde é mais rentável.  Como há uma transição ecológica em curso, é preciso que o desenvolvimento sustentável seja justo. Daí, a necessidade dos governos promoverem políticas sociais adequadas à população afetada pela transição.   

Na sua percepção é preciso defender um desenvolvimento inclusivo em que se priorizem as famílias afetadas em detrimento dos subsídios aos combustíveis fósseis.   

Por tudo o que vi, o desafio do evento está ligado ao artigo sexto da negociação levada a efeito na COP 24, na Polônia.    Ele trata do desempenho dos mercados globais do clima.    Em Katowice houve a negociação, mas ela não foi conclusiva.  Em Madri será necessário normatizar a matéria.   

À medida que eu fui acompanhando a COP 25 eu acessei as página da ONU NEWS e do PNUMA, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e tomei conhecimento que a partir do ano que vem, as nações devem elaborar planos de ação climática e mantê-los atualizados.

O PNUMA identificou que 78% das emissões do CO 2 tem origem no G 20, o grupo formado por 19 ministros da Fazenda e presidentes dos Bancos Centrais, mais os representantes da União Europeia. 

Em particular, a ONU acompanha de perto o grupo formado por Argentina, Brasil, Estados Unidos, Índia, Japão e União Europeia  porque ele foi responsáveis por 56% das emissões globais no exercício de 2017.

Há uma agenda em curso para esse grupo.  Ela vem de um longo caminho e os Estados Unidos e o Brasil decidiram ficar à margem do processo.  Há uma meta de uma redução de 7,6% ao ano nas emissões globais de gases de efeito estufa, no período 2020-30.   O não cumprimento dessa meta implicará frustração em limitar o aumento de temperatura global a 1,5%.

Em suma é isso aí que está em jogo em Madri até o dia 13 do corrente mês e que deve continuar no ano que vem na reunião pautada para Glasgow.  Aqueles que firmaram o Acordo de Paz sobre Mudança Climática devem avaliar os resultados do que foi acordado até então.

Para se manter atualizado sobre a matéria acesse o endereço eletrônico   https://unfccc.int  ou        https://unfccc.int/es  se desejar ler o conteúdo em espanhol 

Eu paro por aqui, mas voltarei ao assunto ao final da COP 25.  É um evento longo com muitas participações e, também, muitas informações.  É preciso criar um bom filtro para elaborar uma análise adequada do que vi, ouvi e li nesses últimos dias.

… 

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Meio de transporte utilizado por populares no transporte de material reciclável.  Avenida Borges de Medeiros junto à Esquina Democrática, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019. 

BREAKING NEWS, últimas notícias, post 21, 05.12.2019, Macron e Trump divergem em Londres

Porto Alegre, 05 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 00h10, 25 graus, chove à noite

Ontem eu gravei uma entrevista coletiva de Donald Trump e Emmanuel Macron em Londres.  Era um evento alusivo aos 70 anos da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar criada no pós-guerra, em 1949.  

Na pauta a crise no norte da Síria, o papel da Turquia e o estado atual do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que corresponde à sigla ISIS, em inglês. 

Ambos mostravam-se com disposição pouco amistosa porque sabiam que polemizavam em um ambiente de polarização total entre autoridades norte-americanas e europeias.

Eu tenho publicado posts, com alguma frequência, sobre o cenário regional.  Em suma, o pano de fundo implicava uma aliança entre curdos e norte-americanos na guerra contra o Estado Islâmico.  Paralelamente, havia um conflito permanente entre os curdos e os turcos. 

Ou seja, os curdos estavam espremidos entre os turcos, de um lado, e o Estado Islâmico, do outro.   Para se manter em posição de guerra nas duas frentes contavam com o apoio dos Estados Unidos.

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Afirmando que o Estado Islâmico havia sido derrotado, Donald Trump, de forma inesperada, retirou as forças norte-americanas da região e deixou os curdos, que se sentiram traídos pelos EUA, ao alcance da forças turcas.

Trump disse que havia conversado com Recep Erdogan, presidente da Turquia,  para que ele não atacasse os curdos, mas esse último não esperou um dia e atacou a “região do Curdistão” colocando a população em retirada e de forma totalmente desorganizada.

O receio de Erdogan era que os curdos, considerados terroristas pelo governo de Ancara, dominassem a fronteira do norte da Turquia com a Síria.  

Bashar Al Assad, presidente da Síria, ao constatar a retirada norte-americana, fez-se valer do apoio de Vladimir Putin e de Hassan Rohani, presidente do Irã, e se aproximou dos Curdos para fazer frente ao Estado Islâmico.

Eu acredito que a causa primeira a ser considerada na discussão entre Trump e Macron, é que antes de tudo o que aconteceu recentemente é preciso levar em conta que Trump mostrou toda a sua insatisfação com o fato dos EUA bancarem a defesa e a segurança da Europa. 

Na verdade desde a fase da campanha eleitoral Trump era crítico de diversas posições norte-americanas e que se mantiveram até à gestão de Obama.  Suas críticas eram destinadas, entre outras,  à China, à Coreia do Norte, ao México, e até, aos então, parceiros europeus. 

Tão logo chegou à Casa Branca, Trump disparou discursos e ações ajustadas à pauta que ele pregava para um governo republicano e conservador.   

Então, imagine o leitor, Emanuel Macron e Donald Trump sentados, lado a lado, perante a uma plateia de jornalistas que questionavam decisões prévias, de parte à parte. 

Macron questionava o presidente norte-americano sobre a derrota do Estado Islâmico, considerado terrorista por ambos.   Macron argumentava, argumentava, gesticulava, gesticulava, sempre olhando para Trump.  Ele mudava a posição na cadeira, batia as mãos, mas Trump não lhe dava a menor importância. 

Trump respondia com meia duzia de palavras, sem olhar para Macron, como se estivesse falando exclusivamente para a platéia de jornalistas.

Macron não se conformava com as explicações de Donald Trump e voltava com novos argumentos em torno de outro tema pertinente ao conflito na região. 

Ele fez  nova introdução, citou o papel assumido pela Turquia e passou a mostrar total insatisfação sobre a forma como Trump abandonou os curdos, os seus antigos aliados.  

Trump não esboçou qualquer reação à forma como Macron argumentava, e utilizava o tempo em demasia em suas arguicões.   Sem olhar para o seu interlocutor, o presidente dos EUA considerou que as exigências para contar com a presença das forças da OTAN eram abomináveis. 

… 

Em suma, Macron quer a presença da OTAN na região devido à ação unilateral turca na Síria.   

O ambiente é de festa dos 70 anos da Entidade, sob a gestão do secretário-geral Jens Stoltenberg, ex-primeiro ministro da Noruega, mas nem Macron e nem Trump parecem estar  a fim de festejar o evento. 

A polêmica promete.  Boa noite, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO: Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019

 

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO, post 08, 04.12.2019, os resultados do PISA

Porto Alegre, 04 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12h10, 31 graus

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) é um programa de verificação comparada sob coordenação da OCDE, uma instituição que teve origem na OCEE, a Organização para Cooperação Econômica Europeia, criada em 1948, no pós-guerra e à época do Plano Marshall.

Ela foi transformada em Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 1961, reunindo 36 países desenvolvidos e convergentes quanto à democracia representativa e à economia de mercado.  O pedido de adesão do Brasil à OCDE está sob análise do Conselho da Instituição.

Quando acompanhei na televisão os resultados do PISA, eu lembrei dos meus tempos de Estados Unidos em que eu estudava na Syracuse University, estado de Nova York, e concentrava o meu programa na área de métodos quantitativos.  Dentro do possível eu me matriculava em disciplinas voltadas à Econometria, à Estatística e ao Cálculo Numérico. 

Certa ocasião, à época de matrícula do Verão de 1972, eu tomei conhecimento que havia uma disciplina denominada Tópicos em Teoria Econômica Avançada.  Procurei os conteúdos e percebi que tinha uma seção intitulada Economia da Educação.  Matriculei-me e fui surpreendido pelo estudo de padiometric models, modelos padiométricos. 

Desde então, eu passei a ligar, via modelos matemáticos, o planejamento educacional ao desenvolvimento econômico.   Eu poderia escrever um post sobre esse tema, mas vou deixá-lo para outra oportunidade.  E volto ao PISA, porque ele procura fornecer uma plataforma para comparar políticas econômicas. 

E assim, ontem, foram divulgados os resultados do PISA de oitenta países referentes ao exercício de 2018.   Através de amostras de estudantes da faixa etária dos 15 anos, matriculados na sétima série do Ensino Fundamental, o PISA compara a educação dos diversos países.

Os países que lideraram o PISA em 2018, foram a China, Cingapura, Macao, Hong Kong e Estônia.  Ora, três dos cinco representam também a China. 

Cingapura, a segunda nação no ranking do PISA 2018 alcançou 549 pontos em Leitura, 569 pontos em Matemática e 551 pontos em Ciências.

A Estônia, uma economia menor e com a quarta posição no ranking global registrou 523 pontos em Leitura e em Matemática e 530 pontos em Ciências. 

Na relação com a importância da economia no cenário global, eu seleciono as informações do PISA sobre as duas maiores economias do mundo.

Os Estados Unidos, a maior economia do globo, ocupa a 13a posição no ranking em Leitura com 505 pontos, a 38a posição em Matemática com 478 pontos e 19a posição em Ciências com 502 pontos 

Já a China, a segunda economia do planeta apresenta escores admiráveis,   Para ocupar o primeiro lugar no ranking mundial ela manteve, também, as primeiras posições nos três critérios da avaliação, quais sejam, 555 pontos em Leitura, 591 pontos em Matemática e 590 pontos em Ciências.

Entre as economias avançadas, o Japão ocupa a 16a posição em Leitura, a 6a em Matemática e também a 6a posição em Leitura.

A Alemanha, outro país desenvolvido, mantém-se na 21a posição em Leitura, na 20a posição em Matemática e na 17a posição em Ciências.

No lado das economias emergentes, o Brasil ocupa a 65a posição em Leitura com 404 pontos, a mesma posição e a mesma pontuação da Argentina. 

Em termos de Matemática, o Brasil ocupa a 70a posição com 384 pontos e a Argentina vem logo a seguir, na 71a posição com 379 ponto.

Finalmente, em Ciências, o Brasil, a Argentina e o Peru ocupam a mesma posição, a 65a, com 404 pontos. 

Todos os dados divulgados acima estão pedindo uma análise dos resultados.  Vou fazê-la oportunamente.  Por hoje, para por aqui.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO, Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019 

 

BRASÍLIA, longe de tudo, post 26, 03.12.2019, os últimos números sobre desempenho da economia

Porto Alegre, 03 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 20 graus, hoje não chove

O Brasil chegou a dezembro do jeito que deu.  O governo tem a comemorar uma reforma aprovada no Congresso.   Paulo Guedes planejava uma Nova Previdência com uma economia de 1,3 bilhão em 10 anos, levou 800 milhões, embora o Tribunal de Contas da União afirmasse que seriam necessários 4,7 bilhões em uma década.

Virada a página da reforma previdenciária com anos de atraso, o Brasil segue o seu curso à espera que surjam sinais inequívocos de um processo de retomada em curso.  Se o governo não consegue apresentar resultados no curto prazo é preciso monitorar o que está acontecendo na conjuntura econômica porque há de chegar o momento em que o país tenha alcançado o piso do desempenho.

…  

O último número disponível sobre o comportamento da economia brasileira mostra que o PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre na comparação com o segundo trimestre do corrente ano e cresceu 1,2% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

Um dado importante divulgado hoje pelo IBGE é que no terceiro trimestre os investimentos cresceram 2,%.  Tendo em vista que os investimentos públicos recuaram 0,4% no período, há a destacar a presença dos investimentos privados nessa oportunidade.

… 

Quais os setores que contribuíram para o crescimento de 0,6% no terceiro trimestre de 2019 sobre o trimestre imediatamente anterior  ?   

No terceiro trimestre, a agropecuária avançou 1,3%, a Indústria avançou 0,8% graças ao incremento de 12% na Industria Extrativa e a queda de 1,0% na Indústria de Transformação devido a redução de 2,9% nas  exportações, e o setor de Serviços registrou incremento de 0,4%.  

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, nos últimos quatro trimestres o PIB cresceu 0,1%, 0, 0,5% e, agora, 0,6%.  É pouco, mas é o que é.   Nessa trajetória, até setembro o país cresceu 1,0% ao longo de 2019.  Essa passa a ser a nova referência sobre o desempenho da economia nacional. 

Ainda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, nos últimos quatro trimestres:  a Agropecuária registrou variações de -0,4%, 1,8%, -0,5% e 1,3%; a Indústria conviveu com variações de -0,2%, -0,4%, 0,7% e 0,8%; o Setor de Serviços registrou variações de 0,1%, 0,3%, 0.2% e 0,4%.    
…  
É isso aí.  Continuarei atento ao comportamento da economia brasileira na expectativa de poder sinalizar a hora da decolagem.  É impossível adiar ainda mais a retomada porque o mercado de trabalho não suporta mais ficar à espera de uma recuperação que tarda em demasia.
Boa tarde, leitor do blog!
FOTO ABAIXO:  Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019 

UNIÃO EUROPEIA, Parlamento, post 40, 02.12.2019, memórias de Mariano Rajoy

Porto Alegre, Porto Alegre, 02 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 19 graus

Conforme informei ao leitor em posts anteriores, eu reúno os conteúdos referentes aos países do Velho Continente dentro de um titulo geral UNIÃO EUROPEIA, e o subdivido em Parlamento e Comissão se o assunto estiver relacionado à Politica ou à Economia.

…  

Uma segunda informação que me parece pertinente repassar ao leitor do blog é que eu escrevo sobre países em que vivi, visitei ou decidi acompanhar as suas conjunturas a partir da importância dos mesmos no cenário internacional.  Essas decisões foram tomadas há quatro décadas e, desde então, venho acompanhando o que me parece pertinente à luz de fatos anteriores. 

A opção por acompanhar a conjuntura espanhola vem desde a noite em que eu entrei na Comunidade Autônoma de Castilla y Leon via Salamanca.    Eu estudava em Portugal e viajei pela Europa.    Eu queria mais Europa e menos Espanha.  Natural da fronteira com o Uruguai eu confesso que não tinha a menor expectativa ao passar pelo território espanhol. 

A minha visão deu uma volta de cento e oitenta graus quando, à meia noite eu acessei a Plaza Mayor da cidade.  Era inverno de 1969.   Parei o carro junto à margem, e fui tomado de um estado de felicidade indescritível.   Era um quarteirão inteiro, amplo, cercado de uma construção em estilo barroco espanhol, totalmente iluminado. 

Era como se fosse uma cidade dourada.   Não havia uma viva alma na rua porque era madrugada e no dia seguinte era feriado na Espanha.    Na manhã seguinte visitei uma cidade fundada no século XII.  Um centro urbano notável que respirava História por todos os seus poros.  

Mais um dia na Espanha e eu visitei a cidade de Tordesilhas na província de Valladolid.  Estive na casa da Reina Joana de Castela, a reina Joana, la loca, e fiz valer os meus estudos de piano para tocar música no cravo, o instrumento da rainha que permanecia até aquela época na residência que eu visitava.   

Fui, também, à casa onde cartógrafos espanhóis e portugueses assinaram o acordo de Tordesilhas.   Bati fotografias e segui viagem.  Eu havia começado a absorver um pouco do país que eu iria percorrer com outros olhos a partir daqueles dias na região de Castilla y Leon

Enfim, eu visitei muitas outras cidades espanholas, conheci muitos locais maravilhosos, aprendi muito sobre história e cultura nessa viagem inesquecível que fiz pela terra de Cervantes. 

Migro da história para a política, e registro que eu optei por acompanhar o cenário espanhol há muitos anos, mais de trinta, certamente.   Quem trabalha com o volume de informações que eu lido diariamente, a utilização de vídeos me ajuda a fixar as imagens das lideranças políticas e gravar os principais acontecimentos correntes nas economias nacionais.  

O fato de gravar oito horas diárias de imagens faz com que durante uma gestão de governo eu consiga assimilar o que pensa o ministro da economia da Espanha da mesma forma como eu procedo com relação à autoridade equivalente do Brasil.   O mesmo acontece com relação aos primeiros ministros e presidentes de países tão distantes um dos outros.

Dentro desse processo eu acompanhei o trabalho de Mariano Rajoy, o presidente do governo espanhol até recentemente.   Hoje, quando eu gravava um programa de lá, eu tomei conhecimento que ele havia publicado um livro e que estava obtendo uma boa divulgação junto à mídia. 

A obra de Mariano Rajoy leva o título Una España mejor e é publicado pela Editora Plaza y Janés.   Trata-se de uma análise da sua gestão da política espanhola. 

É uma espécie de uma segunda biografia de Mariano Rajoy.  Ele disse recentemente que escreveu o livro para evitar que outros contassem o que ele passou em Mancloa.  Ela trata, entre outros temas, da abdicação do rei Juan Carlos ao trono espanhol, a crise financeira, a corrupção, o calcanhar de Aquiles do Partido Popular, e a crise da Catalunha.

Mariano Rajoy recebeu uma moção de censura após seis anos de governo do Partido Popular.  Mesmo com 84 cadeiras no Parlamento, os socialistas do Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE) conseguiram reunir o número suficiente para aprovar (180 votos a favor e 169 votos contra) a moção de censura que o retirou do cargo e levou Pedro Sánchez a assumir a presidência do Governo. 

…   

Tudo aconteceu a partir da elucidação do caso Bárcenas.   No meu blog eu escrevi diversos posts falando sobre Luis Bárcenas, ex-tesoureiro do Partido Popular (PP), que era o responsável pelo “mensalão espanhol”.  Mariano Rajoy foi ministro de José Aznar, ex-presidente do governo espanhol, e durante todo esse período houve corrupção e, posteriormente, foi divulgada a informação que Bárcenas mantinha contas vultuosas na Suíça.

O caso Bárcenas tomou uma dimensão maior quando um jornal de Madri publicou matéria que comprometia o ex-tesoureiro e autoridades do PP.   Daí a moção de censura e o afastamento de Mariano Rajoy do Palácio de Mancloa.

Então, como escrevi antes, o livro divulgado hoje é uma segunda biografia de Rajoy em que ele conta a sua passagem pelo governo e descreve o episódio Bárcenas de dentro do processo descoberto entre os políticos Populares.   

Eu creio que é uma fonte que não pode ser desprezada por todos os que estudam a política espanhola.  Desde hoje, o livro de Rajoy estará disponível nas livrarias do Velho Continente.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

 

URUGUAI, estabilidade sempre, post 07, 01.12.2019, uma virada de página na política nacional

 

Porto Alegre, 01 de dezembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 24 graus, amanhã não chove.

Eu utilizo junto ao título Uruguai, as palavras estabilidade sempre para contrastar com o caso do titulo Argentina que eu complemento com as palavras instabilidade sempre.

A estabilidade associada ao Uruguai decorre de toda a minha infância e adolescência vivida entre uruguaios dentro de casa e na escola, junto a parentes e amigos.  Já o caso da Argentina eu a associo à instabilidade porque eu escrevo sobre o país, política e economia, há mais de 40 anos e ao longo desse período eu sempre eu convivi com um país em crise.   

...

O Uruguai vem de eleições recentes e que levaram a oposição ao governo depois de quinze anos de Frente Ampla na presidência. O país de hoje nada tem a ver com a “Tierra de treinta e tres” que eu convivi nos anos 40 e 50.   

Naquela época havia blancos e colorados.   A sua história vem da guerra civil de 1863-64 e está associada ao Brasil, Argentina e Paraguai, pelo intrincado relacionamento entre as partes.   A pauta local incluiu as figuras de Bartolomé Mitre da Argentina e de Solano Lopez do Paraguai. 

Uma parcela dos uruguaios eram “doble chapas”, eram também brasileiros.  O Império brasileiro tentou a via pacífica, mas finalmente convergiu para os colorados enquanto que blancos se socorreram de Solano López.   Lá na frente, surgiria a Guerra do Paraguai.

Eu lembro de indagar à minha mãe porque os uruguaios priorizavam a briga em demasia.  Desde pequeno eu lembro que em sala de aula qualquer polêmica era razão para partir para uma briga.   Quando eu voltava de Rivera para Livramento eu achava que eu chegava a um lugar menos brilhante, menos dinâmico, mas mais sereno e   mais pacífico.  

Essas ideias fluem na minha mente como se tivessem acontecido ontem.   Todos esses fatos ocorreram a mais de sessenta anos.  O meu avô Cristóbal Coitiño, uruguaio, era casado com uma brasileira, a minha avó Carolina.   Ele era magrinho, de estatura média, mas eu sempre o via falando alto, reclamando, discutindo política enquanto a minha avó era baixa, cabelos muito lisos, era a tranquilidade em pessoa e sempre falava em voz baixa comigo e com meu irmão menor.

Bem, leitor, vou dar um pulo na história para chegar à estória do post desse domingo.   Lembrando, sempre, que Daniel Martinez, da Frente Ampla, venceu em primeiro turno, mas que Luis Lacalle Pou, segundo colocado, conseguiu construir uma aliança que o levou a poder no segundo turno.

Luis Lacalle Pou havia sido candidato nas eleições de 2014, mas obteve 43,3% dos votos e foi derrotado por Tabaré Vázquez.  Agora, em 2019, o adversário era outro e no primeiro turno Daniel Martinez alcançou 39,2% dos votos contra 28,6% de Lacalle Pou.   Veio o segundo turno, e as previas já mostravam a vitoria do candidato oposicionista na proporção de 49% a 47% da preferência do eleitorado.

No dia 28, quando 75% dos votos tinham sido apurados,  Daniel Martinez tuitou e disse que a sequência da contagem dos votos não alteraria o resultado a favor de Lacalle Pou.   Agradeceu aqueles que votaram na Frente Ampla e cumprimentou o presidente eleito no pleito.  E complementou, afirmando que no dia seguinte os dois candidatos à presidência iriam se reunir conforme agendamento anterior.

Lacalle chega ao governo com a promessa de não retirar direitos sociais, mas pretende fazer um grande ajuste das finanças públicas.   Além do enxugamento da esfera governamental, o novo presidente também promete abertura da economia.   Certamente que vem, à frente, diversos acordos comerciais que incluem os governos de Donald Trump e de Sebastian Piñera. 

… 

Agora, só me cabe monitorar as ações de Lacalle Pou, eleito pelo Partido Blanco, ao longo da sua gestão.   Ele chegou ao poder com base em uma aliança que inclui o Partido Colorado, o Cabildo Aberto, o Partido da Gente e o Partido Independente.  Foram quinze anos de Frente Ampla no governo uruguaio. É preciso ser preciso na priorização das mudanças, flexível nas negociações internas e eficiente no alcance das metas. 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Primeiro ônibus de dois níveis que eu encontrei no dia que cheguei a Londres em 1969

 

UNIÃO EUROPEIA, Parlamento, post 39, 30.11.2019, um recomeço para o bloco com o início da gestão de Ursula van Der Leyen

 

Porto Alegre, 30 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 30 graus

Conforme informei ao leitor em posts anteriores, eu reúno os conteúdos referentes aos países do Velho Continente dentro de um titulo geral UNIÃO EUROPEIA, e o subdivido em Parlamento e Comissão se o assunto estiver relacionado à Politica ou à Economia

Na próxima segunda-feira começa a gestão de Ursula Gertrud van Der Leyen na Comissão Europeia.  Ela é filiada à União Democrata Cristã, sigla CDU em alemão, o mesmo partido de Angela Dorothea Merkel, a chanceler da Alemanha.

Ursula começa a sua gestão quinquenal contando com uma ampla maioria no Parlamento.   É importante lembrar ao leitor do blog que devido a todo os movimentos contrários – nacionalistas, populistas e eurocéticos – à União Europeia, os conservadores, liberais e sociais democratas atuam em bloco na Instituição.

A dúvida que me parece evidente antes da nova gestão é se o bloco tem forças convergentes suficientes para assumir uma posição de liderança global e equivalente ao destaque ocupado por Estados e China nesse 2019 que chega ao fim.   

Ursula será empossada na ocasião da COP 25 que inicia em Madri na próxima segunda-feira.   Ela deve dirigir uma comissão de vinte e seis comissários, formada por 13 mulheres, inclusive ela, e 14 homens. 

O evento era para acontecer no Brasil que abriu mão de promovê-lo e que foi transferido para Santiago, mas o Chile convive com manifestações violentas e as lideranças globais julgaram oportuno levá-lo para a Espanha. 

… 

Eu gravei uma mensagem de Ursula frente ao Parlamento que me pareceu extremamente importante.  Ela disse que durante a sua gestão o Continente vai se submeter a uma transformação que implicará mudanças em todos os setores da sociedade e da economia. 

É preciso levar adiante essa transformação não porque ela irá acontecer, mas porque será preciso promovê-la e não será uma missão fácil.   Essa foi a mensagem que ela apresentou ao Parlamento e pediu apoio de todos para levar a cabo a sua tarefa.

Ela também saudou a equipe dos seus vinte e seis comissários.   Disse que conseguiu formar uma equipe excepcional.  Curvou-se perante a equipe e complementou a sua frase dizendo que o fato acontecia, pela primeira vez, com uma mulher à frente do grupo.

Ela disse que há uma mudança no perfil da Comissão e que recebeu a aprovação de 461 deputados, a rejeição de 157 e a abstenção de 89 eurodeputados.    

E finalizou afirmando que a principal tarefa da Comissão é levar adiante a negociação de um grande acordo verde e ocupar a liderança de um movimento para alcançar um acordo para o clima.   

A partir de agora eu pretendo monitorar as decisões de Ursula e analisá-las para manter o leitor do blog atualizado do que acontece no âmbito da União Europeia.

Boa noite, leitor do blog

FOTO ABAIXO:  Em 1970, eu, com os meus 57 quilos e 1,75 metros, estudava na Universidade de Houston, uma instituição fundada em 1927, o mesmo ano da criação da VARIG.  A cidade de Houston tinha uma população de 1,2 milhões de habitantes.  Hoje, é a quarta cidade dos Estados Unidos, perdendo apenas para Nova York, Los Angeles e Chicago, e conta com uma população de 2,313 milhões de habitantes (2017).  Confesso que antes de mudar para Nova York eu senti o impacto do calor no Texas.  No verão eu me sentia como se estivesse em Cuiabá.  Naquela época não havia o www e tudo era mais difícil em termos de comunicações.  Hoje, os tempos são outros e é preciso aproveitá-los ao máximo. 

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 20, 29.11.2019, a economia dos EUA é a bola da vez?

Porto Alegre, 29 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 30 graus

Toda a atenção dos analistas econômicos está voltada para antecipar como será o comportamento da economia internacional em 2020.

Em outubro, ou seja, há trinta dias o FMI publicou a última versão do World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Mundial, em que os técnicos da Instituição diagnosticaram que a economia global convivia com uma desaceleração sincronizada.

No Panorama Econômico Mundial o FMI registou um incremento do PIB global da ordem de 3,8% (2017), 3,6% (2018) e 3,0% (2019).    Esse é o ritmo de desaceleração global constante do estudo do Fundo.   O problema a partir de agora é aceitar, ou não, a hipótese da desaceleração sincronizada.  Muitas novas informações fluem pela conjuntura econômica.  É preciso conhecê-las e interpretá-las.

Os técnicos do Fundo perceberam três alterações importantes no exercício passado.    Houve uma redução na produção e na demanda da indústria automobilística.   Ocorreu uma mudança na confiança em torno das relações comerciais devido à guerra comercial com a consequente queda dos gastos com máquinas, equipamentos e bens de consumo duráveis.  Por fim, aconteceu uma queda na demanda chinesa devido ao controle da dívida e às tensões comerciais.

Ao observar o desdobramento global por países, eu observo, a economia dos EUA.   O PIB norte-americano cresceu 2,4% (2017), 2,9% (2018) e 2,4% (2019).  Ela mostra também que há uma defasagem entre a desaceleração da economia norte-americana frente à desaceleração global que começou um ano antes.   

Essa desaceleração poderia indicar que a economia dos Estados Unidos está encerrando um ciclo fantástico de crescimento que durou uma década e que levou a economia ao pleno emprego e ali se mantem há algum tempo.  Há muitos fatos acontecendo que poderiam sinalizar essa mudança abrupta na economia.  

Ao mesmo tempo há investidores acreditando que a demora ainda se mantém e por isso é possível aproveitar o interregno para obter algum ganho em termos de rendimentos financeiros.    Paralelamente, há outros investidores mais propensos a assumir que o ciclo está, efetivamente, chegando ao fim e que é hora de melhorar a qualidade do perfil de investimentos em carteira. 

… 

Então, à essa altura a dúvida é saber se a economia dos Estados Unidos é a bola da vez.  A recessão está chegando?  Ou, é possível aproveitar esse possível por do sol do ciclo para obter algum rendimento adicional?

A todas essas vale lembrar que o FMI dá uma pista do que pode acontecer à frente.  O Fundo prevê que o PIB mundial deve crescer 3,4% (2020), 0.4% acima de 2019.  Já o PIB norte-americano deve crescer 2,1 (2020), 0,3% abaixo de 2019.  Os técnicos da Instituição acreditam que o PIB mundial dá uma pausa na desaceleração enquanto o PIB dos Estados Unidos prosseguirá em desaceleração.

Dá para aceitar essa previsão de relativo otimismo para o PIB global em 2020?  E se o PIB dos EUA prosseguir em desaceleração como impedir que os juros negativos da Europa migrem para a América?   A polêmica entre Donald Trump e Jerome Powell promete!

É isso ai.  Boa noite, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO: Dobraduras de papel (origami) feitas por crianças japonesas junto ao Monumento à Bomba Atômica.  Eu bati essa foto quando estive em Hiroshima e registrei a tarefa das crianças que visitavam o local.

No detalhe, o origami produzido pelos jovens em Hiroshima no ano de 1974.