BRASIL, a conjuntura econômica na 25a semana de 2018: boletim Focus, reunião do Copom, bolsa de valores e taxa de câmbio

Hoje, terça-feira, começa mais uma reunião do COPOM que deverá manter a taxa SELIC em 6,5% nessa quarta-feira.  Tudo porque não houve melhora no ambiente interno na economia brasileira.   A expectativa de crescimento do PIB evidencia recuos à cada segunda-feira com a divulgação do Boletim FOCUS.

Os executivos financeiros reduziram mais uma vez as suas expectativas para o incremento do PIB no corrente ano.  De acordo com o Boletim Focus o produto brasileiro deve crescer 1,76% em 2018.   A produção industrial que deveria crescer 3,8%, segundo a mesma fonte, deverá alcançar um incremento de 3,5% no exercício atual.

Paralelamente ao desempenho da economia, a estabilidade de preços começou a se alterar após a paralização dos caminhoneiros.  Ao contrário da expectativa de um mês anterior em que o IPCA cresceria 3,50%, atualmente o boletim focus trabalha com a possibilidade do IPCA crescer 3,88% em 2018.

O ambiente de turbulência se mantém na economia nacional.  Externamente, os chineses deram troco às medidas unilaterais dos norte-americanos e a guerra de comércio se intensifica, afetando, inclusive, os mercados emergentes.  Internamente, o governo convive com limitações decorrentes dos reajustes de combustíveis, das reformas econômicas, do ajuste fiscal e dos planos dos candidatos ao pleito de 07 de outubro.  Nessas condições, a volatilidade toma força na bolsa e no câmbio.

 

Hoje eu fui ao estudio da TV Assembleia do RGS para participar do programa Espaço Público que é apresentado diariamente, a partir das 08h30, pelo jornalista Antonio Czamanski e que é retransmitido, ao vivo, pela TV Educativa de Porto Alegre.  Na oportunidade, o programa obedeceu ao seguinte roteiro:

Amanhã o COPOM decide sobre a taxa SELIC, o que se pode esperar das autoridades monetárias nessa ocasião?

Mesmo depois do fim da recessão a expectativa é de um crescimento menor em 2018 do que há um mês atrás?

Até há pouco tempo imaginava-se que a economia permaneceria extremamente baixa.  Agora, tudo mudou?

A turbulência se mantem com força na economia brasileira?

Como tem se comportado o Ibovespa que chegou a alcançar 88 mil pontos?

A volatilidade do câmbio continua sendo um ponto delicado na gestão da economia brasileira?

FOTO ABAIXO: Na cidade de Fátima, junto à basílica local eu visitei a Cova da Iria cuja imagem eu registrei na foto que bati em 1968.

 

 

ivulgação do Boletim Focus

 

Num mundo de avanço de aversão ao risco, o dólar aumentou 0,29% e fechou em R$ 3,7398. Os americanos impuseram tarifas de 25,% sobre produtos chineses (US$ 50 bilhões)

ociosidade

cresce sem inflaçÃO

sEILIC SERÁ MANTIDA

EUA, como estão se comportando os principais índices da bolsa de NY?

São 11h59 no horário de Porto Alegre, Brasil.  Aqui tem feito muito frio.  A televisão está mostrando o início do jogo entre a Bélgica e o Panamá. Os brasileiros estão um tanto frustrados pelo desempenho da seleção no empate desse domingo.

Escollhi o tema desse post para situar o leitor do blog sobre o momento da bolsa norte-americana.  Tudo porque a Trade War está dando o ritmo da conjuntura internacional.  Eu acredito que haverá muitas oscilações nos índices, haverá muita volatilidade em âmbito global, mas o processo decisório do presidente Donald Trump terá um papel de protagonista no cenário externo.

Acesso o site do New York Times e verifico que nesse preciso momento, o Dow se situa em 24.983,18 pontos, uma queda de -0,59%.   Com esse resultado atual, o Dow recua -1,52% (uma semana), registra incrementos de 0,67% (um mês) e de 17,74% (doze meses).

O S&P 500 se mantém no patamar de 2.772,5 pontos, evidenciando uma queda de -0,27%.  Em prazos maiores o índice registra queda de -0,39% (uma semana) e avanços de 1,79% (um mês) e 13,79% (12 meses)

Por fim, o NASDAQ está situado em 7.41,39 pontos, uma queda de -0,06%.  O índice mostra avanços de 1,06% (uma semana), 4.64% (um mês) e 22,94% (12 meses).

Agora, no momento que concluo o post, são 12h31 aqui no sul do Brasil.

FOTO ABAIXO:   Na foto que bati em 1968 o leitor do blog vê a imagem da Catedral de Fátima, Portugal. 

 

 

MÉXICO, a posição da Pemex no mercado do petróleo

A PEMEX, é a empresa Petróleos Mexicanos criada em 1938 e voltada para a produção de petróleo e de gás natural.  Há muito tempo que eu pretendia redigir um post sobre a mesma tendo em vista o meu interesse pelo comportamento do ouro negro em âmbito global.   

Hoje eu acessei ao jornal El Economista e verifiquei a presença de um infográfico que contém as informações básicas sobre a empresa.  Daí eu ter aproveitado para deixar aqui um apanhado da PEMEX.

De acordo com o infograma, a empresa resultou da encampação de 17 empresas norte-americanas e inglesas em 13.03.1938.   Em sala de aula quando professor de cenários econômicos eu apresentava aos aluno um vídeo com informações detalhadas dos conturbanos anos dos fins dos anos 30.  A fonte dessa matéria o leitor do blog pode encontrar na série People’s Century produzida pela BBC .

As receitas totais por vendas e serviços alcançaram um total de 347 bilhões de pesos (2017), divididas entre vendas no México no total de 217 bilhões de pesos, vendas de exportações no total de 127 bilhões de pesos e vendas de serviços no total de 2 bilhões de pesos.

Há muitas e muitas informações disponíveis no infograma.  Destaco, ainda, que as classificações da Agência Moody’s, em escalas nacional e global, são dadas por Aa3.mx/Baa3 

O leitor do blog pode acessar o infográfico citado no endereço eletrônico

https://www.eleconomista.com.mx/empresas/Una-radiografia-de-Pemex-20180615-0057.html

FOTO ABAIXO:  Quando da visita à cidade de Alcobaça eu visitei o túmulo do soldado desconhecido. A foto é de 1968.

 

BRASIL, mudanças no Exterior e mais incerteza na bolsa e no câmbio – mesmo com intervenção do BACEN – no mercado interno

Mais uma semana difícil.  Aqui, no sul, o frio está danado.  O chimarrão é o parceiro ideal para essas horas de permanecer à mesa de trabalho.  Com o início da copa eu mantenho uma das televisões conectada exclusivamente com a Rússia.  Mas não há muito tempo para acompanhar o jogo porque, simultaneamente, há outras três imagens diferentes monitorando a economia internacional.

Aqui, no Brasil, as estimativas para o desempenho da economia no corrente ano não param de cair.    Foi-se a recessão e chegou a recuperação.  Agora, esvaiu-se a retomada e sobrou nada.  Nada de sinalização para onde a locomotiva segue. 

A previsão vigente no inicio do ano de que a economia cresceria 3,0% em 2018 ficou reduzida a 1,9%.   A cada semana o Boletim Focus mostra uma percepção menor de crescimento do PIB.  Ontem, a causa próxima do comportamento da economia brasileira veio dos EUA onde o FED elevou na quarta-feira a taxa básica de juros em 0,25% para o novo patamar de 1,75% a 2,0% ao ano.  Assisti na TV a presença de Jerome Powell e ficou evidente que a economia norte-americana consolidou um novo curso.

Em sala de aula, desde os anos 60 até o fim do ano passado, eu sempre associei o pleno emprego nos EUA à taxa de desemprego no patamar de 4,0%.   E eu lembro que naquela época eu debatia com os alunos a relação entre o nível da taxa de desemprego e a reeleição de presidente norte-americano.  Algo, mais ou menos assim: taxa de 6,0%, sem chance de reeleição; taxa de 4,0%, provável reeleição do morador da Casa Branca. 

E aí, leitor, um trunfo para Trump.  Em maio o mercado de trabalho abriu 223 mil vagas e a taxa de desemprego recuou a 3,8%.  Se ele já se sentia o tal pelo feito na península coreana, imagine agora, depois dele ter levantado a bandeira de priorizar a geração de emprego dentro das fronteiras norte-americanas.   Esses números sinalizam o avanço da inflação e mais dois novos aumentos da taxa de juros até dezembro.   

Paralelamente, o outro lado da moeda está presente no cenário externo.  As ameaças de Trump contra a China se concretizaram à medida que a Casa Branca impôs restrições à parceira dentro da Trade War.  Os chineses reagiram imediatamente.  Xi Jinping brecou a vinda de whisky, soja e automóveis elétricos.   

Para entrar é preciso pagar tarifas sobre US$ 34 bilhões.  Dessa forma, Beijing deu o troco a Washington.  E pior, o famoso acordo visando reduzir o mega supervit chinês com os EUA está desfeito.  Por isso, as importações agrícolas e gás natural que Beijing ia importar de Washington ficaram prejudicadas.

Essa conjuntura vigente nos EUA repercutiu de imediato no Brasil.     Ontem o Ibovespa registrou uma nova queda de -0,93% e ficou em 70.757 pontos, implicando queda de 3% na semana.   

As manchetes das seções de economia dos jornais brasileiros tem destacado, recorrentemente, a fuga dos investidores estrangeiros do mercado de capitais brasileiro.  No corrente mês, outros R$ 4,1 bilhões deixaram o país.  

O câmbio não acompanhou a trajetória da bolsa porque mais uma vez o governo interveio no mercado.   Ele vendeu R$ 5 bilhões no mercado futuro e sinalizou venda de mais R$ 10 bilhões na próxima semana.  E assim o dólar fechou em R$ 3,7289 com uma queda de 2,16% na sexta feira e uma valorização de 12,54% durante o exercício de 2018.

Agora é ficar atento na segunda-feira!

FOTO ABAIXO:  A foto abaixo foi batida em 1969.  A imagem é do claustro do Mosteiro de Alcobaça em Portugal

 

COREIA DO NORTE, a versão sobre o acordo de Singapura que foi repassada internamente via mídia local

No post anterior eu mostrei uma visão suscinta, via tuiter de Donald Trump, a forma como os norte-americanos perceberam o evento de Singapura.   Nesse post eu procuro mostrar como Kim repassou aos telespectadores da Coreia do Norte o que foi negociado entre os governos de Pyongyang e o de Washington. 

No caso dos EUA eu recorri ao tuiter do presidente; quanto à Coreia do Norte eu utilizei a transmissão que uma tradicional apresentadora dos jornais locais fez na noite do início dessa semana.  O que ela disse?

Bem, é importante destacar que na ótica de Pyongyang era preciso focar nas concessões dadas por Trump a Kim.  Expressamente, a apresentadora da televisão informou que na sua versão do acordo, Tramp expressou a sua intenção de interromper os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul que a Coreia do Norte considera como uma provocação.   A sigla DPRK, Democratic People’s Republic of Korea, é a forma sucinta para identificar o país de Kim Jong-un.

Essa interrupção sinalizada por Donald Trump, na visão da mídia da Coreia do Norte, representa um período de boa vontade entre os EUA e a DPRK.  Implica garantias de segurança à Coreia do Norte e levanta sanções contra a DPRK, com avanços e melhoras no relacionamento mútuo através do diálogo e da negociação.

FOTO ABAIXO:  A foto batida em 1968 mostra o claustro do formidável Mosteiro de Alcobaça inaugurado em 1252.    Até então eu tinha ouvido falar nesse mosteiro através da leitura da Selecta, um livro texto utilizado em alguns colégios brasileiros nos anos 40 e 50 do século passado.

 

EUA, Trump retorna da Coreia do Norte e resume a sua avaliação do evento em um tuíte

Hoje, no início da manhã no horário de Porto Alegre, eu assustia a cobertura da Singapore Summit no programa International Desk que é apresentado pela jornalista Robyn Curnow no canal da CNN. 

Hoje quem fazia às vezes de ancorar a prohramação era Lynda Kinkade que mostrou a chegada a Seul do Sécretário de Estado Mike Pompeo.   Ele foi à capital da Coreia do Sul para definir a pauta do que virá a seguir. 

Ao mesmo tempo em que Pompeo descia na peninsula coreana, Donald Trump chegava aos Estados Unidos.   Naquela oportunidade a imagem da câmera migrou para a mensagem do presidente que havia tuitado sobre o encontro com Kim.  O que disse Trump?  Ou melhor, o que escreveu Donald Trump?

Donald tuitou que ele estava chegando de uma longa viagem.  E acrescentou que agora as pessoas podem se sentir mais seguras ao comparar a situação atual àquela da sua posse.  Em tom de euforia, imagino eu, ele afirmou que não há mais a ameaça nuclear da Coreia do Norte. 

Do contato com Kim, Donald disse que foi uma experiência interessante e positiva.   E complementou esse tuíte sinalizando que o norte da península tem um grande potencial para o futuro.

Trump ainda disse que haverá uma poupança por não haver mais prática de jogos de guerra, tendo em vista que os EUA estão negociando de boa fé.   E encerrou, com a confirmação que amos os lados estão agindo de boa fé.

Agora é uma questão de acompanhar as negociações que estão a cargo de Mike Pompeo.

FOTO ABAIXO:   Na foto abaixo, batida em 1968, o leitor do blog vê a imagem da  Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, ou simplesmente, o Mosteiro de Alcobaça, iniciado em 1178 e inaugurado em 1252.  Extraordinário! 

 

Assista a entrevista semanal do Professor Fraquelli nos canais da TV Assembleia do Estado do Rio Grande do Sul e da TV Educativa de Porto Alegre em 11.06.2018

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ECONOMIA GLOBAL, a conjuntura econômica na 24a semana de 2018: o novo cenário internacional, a reunião do Grupo dos Sete (G7) e o encontro de Donald Trump com Kim Jong-un

Transcrevo abaixo o post que publiquei na terça-feira quando eu realizei a entrevista na TV Assembleia do RGS

A configuração de um novo cenário internacional está em curso.  A imagem dos EUA e seus aliados consolidando um processo de globalização é coisa do passado.  Desde que chegou à Casa Branca o presidente Donald Trump mostrou-se em total desacordo com os valores defendidos pelo seu antecessor e pelos acordos firmados com os seus aliados.

No sábado terminou a reunião de cúpula do Grupo dos Sete realizada no Canadá.  Embora houvesse um documento final, elaborado previamente, pelos demais países membros, Trump o rejeitou peremptoriamente.  Assim, o objetivo do evento ficou mais voltado, prioritariamente, para as mudanças no comércio e no clima.  Trump destoou do pensamento dominante entre os demais presentes ao encontro.  Ele desejava o retorno da Rússia ao G7 e estava em total desacordo com os termos firmados pelos seus parceiros porque eram injustos e danosos aos interesses dos EUA.

Ontem, houve a tão aguardada reunião entre Donald Trump e Kim Jung-on.  Por tudo o que a Coreia do Norte representou na história até o momento do evento, havia dúvidas se algum acordo seria firmado ao final do encontro. As imagens divulgadas na televisão mostraram um ambiente  bastante amistoso. Trump considerou a reunião exitosa e Kim, um prelúdio de paz.  Ao final do evento foi assinado acordo histórico visando desnuclearizar a península coreana.

Hoje eu fui ao estudio da TV Assembleia do RS para participar do programa Espaço Público que é apresentado pelo jornalista Antonio Czamanski e é retransmitido, ao vivo, pela TV Educativa de Porto Alegre.  Na oportunidade o programa obedeceu ao seguinte roteiro:

Desde quando passou a se configurar um novo cenário econômico internacional?

Quais os objetivos da reunião do G7 que aconteceu nesse fim de semana no Canadá?

O presidente Donald Trump foi voz discordante ao longo de todo o evento? 

Nessa última madrugada a mídia internacional cobriu o encontro entre Trump e Kim?

Quais eram as expectativas para o evento que chegou a ser adiado inicialmente?

Como foi o encontro realizado em Singapura e quais são as expectativas para o futuro?

CHINA, a repercussão da reunião de Donald Trump com Kim Jong-un

A imprensa chinesa deu amplo destaque ao encontro de Donald Trump com Kim Jong-un.   Uma reunião de cúpula histórica, é a forma como o China Daily trata da matéria. 

Na visão dos jornalistas Chen Weihua, em Singapura, e Zhou Jin, em Pequim, o evento pretende “iniciar a resolver os problemas da península coreana”. 

A ênfase é dada na desnuclearização da região e no acordo político propriamente dito, tanto na visão da China como da Comunidade Internacional.  Um ponto que não passa desapercebido do leitor é a importância que Xi Jinping na concretização do fato. 

Quem analisa os acontecimentos pela ótica de Pequim é Wang Yi, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China.

A partir de agora há muito o que fazer para se consiga desnuclearizar a região.  Kim tocou nesse ponto e os chineses estão prontos para contribuir com o objetivo.  O que dá possibilidade que as aspirações se concretizem é que o acordo firmado prevê que Kim se comprometeu com a total desnuclearização da Coreia do Norte e Trump garantiu a segurança do antigo adversário. 

É uma nova história desde o armistício da guerra da Coreia em 1953.  É preciso monitorar os discursos e as ações das partes a partir de agora, pois há um longo caminho para consolidar o que foi acordado em Singapura, concluo eu.

FOTO ABAIXO:  A imagem mostra a visita que realizei à vila portuguesa de Alenquer em 1967.  Ela faz parte de um municipio que em 2011 tinha uma população de 43.267 habitantes

 

ESPANHA, a equipe de Pedro Sánchez (PSOE) iniciou a nova gestão à medida que Mariano Rajoy (PP) passou à oposição

Hoje, onde quer que eu vá em busca de informações sobre economia, eu esbarro em conteúdos relacionados à chegada dos socialistas de Pedro Sánchez (PSOE) ao poder na Espanha.  A moção de censura aos populares de Mariano Rajoy foi desvatadora para os conservadores espanhois.

Eu lembro de ter escrito diversos posts sobre o escândalo que envolveu o governo do Partido Popular há alguns anos.  Foram muitas as vezes que eu escrevi sobre o caso de corrupção envolvendo Luis Bárcenas, o tesoureiro do Partido Popular, o partido de Mariano Rajoy. 

Esse imbroglio ficou conhecido como o Caso Gürtel.  O chefe de governo afastado do poder foi o primeiro a se ver na condição de ter de depor como testemunha em um caso de corrupção.  O nome do caso – Gürtel – está associado ao do  empresário Francisco CORREA Sánchez, que esteve associado à corrupção vigente no país a partir de 2007.   Em alemão a palavra GÜRTEL significa CORREIA, cinto, cinturão.

Desde o dia 2 do corrente mês, o foco migrou de Rajoy para Sánchez.   Para chegar à chefia do governo ele contou com apenas 84 deputados do seu partido.  Uma ampla aliança permitiu que chegasse à presidência do governo espanhol.

Pedro Sánchez Perez-Castejon é um economista, 46 anos, com mestrado em Política Econômica da União Europeia (1998} na Universidade Livre de Bruxelas.  No dia 6 de junho os novos ministros de Sánchez foram empossado pelo Rei Felipe VI. 

Sánchez conta com Carmem Calvo, ex-ministra de José Luiz Rodrígues Zapatero, na vice-presidência e com Josep Borrell, ex-ministro de Felipe Gonzáles, nas Relações Exteriores.  São os nomes mais fortes do novo governo.

Na área que mais me interessa, porque está relacionada diretamente aos objetivos do meu blog, Sánchez escolheu Maria Jesús Montero para o ministério da Fazenda e Nadia Calviño, atual diretora do Orçamento da Comissão Europeia, para o ministério da Economia e das Empresas. 

Maria Jesús Montero é médica e cirurgiã, com grande experiência na área de gestão da sáude. Ela tem um quinênio de experiência como Conselheira da Fazenda e da Administração Pública na Comunidade Autônoma da Andaluzia, cuja capital é Sevilha.  A sua gestão ficou marcada por regulação de direitos sanitários e por pesquisa bio-médica que inclui biologia molecular.

Nadia Calviño é economista e advogada e atuou.  Teve posição de destaque no âmbito da regulação do setor finaceiro no contexto da União Europeia na época da crise das subprimes.  E, antes do convite para integrar o governo de Pedro Sánchez, ela era a Diretora de Orçamentos Europeus. 

Entre os socialistas o objetivo de durar no poder é um assunto recorrente que teve origem em Felipe Gonzalez.  No Palácio de Mancloa Pedro Sánchez buscará alcançar um processo que leve à cinco níveis de estabilidade: institucional, orçamentária, trabalhista, ambiental e social.

É isso aí.  Agora é importante monitorar a gestão do PSOE nos próximos meses. 

FOTO ABAIXO:  A imagem abaixo mostra uma visita que realizei à freguesia de Cacilhas, 1,09 km2 de área, junto ao Rio Tejo.  Na reforma nacional de 2013 a freguesia foi extinta.  A foto é de 1968.