CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 18, 19.10.2019, a recessão global está próxima?

Porto Alegre, 19 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 22 graus, domingo com céu nublado

Mais um fim de semana chegou.   Acesso à seção Business do New York Times e percebo que os três principais índices da Bolsa de Nova York registraram quedas nessa sexta-feira, quais sejam, Dow (-0,93%), Nasdaq (-0,83%) e S&P (-0,39%). 

Anteriormente, eu já havia percebido que houve recuos também nos mercados de Shangai (-1,32%), de Londres (-0,44%) e de Frankfurt (-0,17%).

A percepção dos mercados está associada ao fato que a economia mundial, que já convivia com uma desaceleração, passou a acumular novas restrições e a imagem de uma recessão em curso emergiu com maior intensidade na conjuntura econômica internacional. 

Entre as restrições que surgiram recentemente no cenário internacional, certamente que merece destaque a retirada das tropas norte-americanas da Síria em função do incremento de incertezas que gerou na região.   

É de se imaginar que se Trump conhecesse, em profundidade, o desenrolar dos fatos passados nos conflitos na Síria e também na Líbia, não teria optado para retirar-se da região deixando os curdos à mercê das tropas turcas.    

A linha de fronteira da Turquia parte da Síria junto ao Mar Mediterrâneo, e segue rumo, em direção de oeste para leste, ao Iraque e ao Irã.  Certamente uma área extremamente conturbada por tudo o que tem acontecido na região.   

E há centros urbanos importantes como são os casos, também na direção de oeste para leste, de Idlib, Aleppo, Manbij e Raqqa.

São muitos grupos com interesses em jogo que incluem as forças curdas, os exércitos turcos de ocupação, o governo da Síria, grupos que se opõe a sírios e turcos e, ainda, aqueles alinhados ao estado islâmico.

E é com esse pano de fundo que a Turquia pretende controlar uma franja de terra na fronteira com a Síria, que era e ainda é ocupada também pelos curdos, embora esses últimos estejam em fuga à medida que perderam a proteção das tropas dos EUA.   

Eu lembro de um alerta formulado pelo senador Lindsay Graham, um representante Republicano pela Carolina do Sul, em que ele reafirmou que o Califado foi vencido pelo apoio dado pelos curdos aos norte-americanos, mas que muitos dos membros do Estado Islâmico continuam na região que a Turquia está invadindo junto à Síria.   

A propósito da opinião do senador Graham, eu gravei em minha memória o que ele disse dessa vez porque nos anos 80, ainda quando economista da FEE, eu escrevi um artigo sobre o déficit público norte-americano e sobre o Graham-Rudman Budget Act que visava equilibrar o orçamento e as contas públicas do governo de Washington .  

Tendo em vista que Graham atribui à ação unilateral dos turcos a fuga dos curdos da franja de terra em que se encontravam, é fundamental, disse ele, que haja duras sanções econômicas contra o governo de Ancara.   

Quem sabe foi por isso, que Trump disse que pretende dizimar a economia turca.  No fundo, a ideia que ele teria traído os curdos deixou-o um tanto inseguro e o forçou a buscar uma forma de reagir à altura que o momento exigia.  E deve ter sido a maneira encontrada para compensar um erro estratégico, e irreparável, do seu governo. 

Hoje os turcos divulgaram a existência de um cessar fogo por prazo determinado.  No momento em que estou fechando o post a mídia internacional está denunciando a existência de violações ao cessar fogo.   

Estarei acompanhando os desdobramentos da guerra na Síria durante as próximas horas e dependendo do que acontecer durante a madrugada, no horário do beco, amanhã eu volto ao assunto. 

É lamentável as cenas de guerra, os bombardeios aos centros urbanos, a fuga dos civis e a presença de crianças nas ruas, tudo à vista do telespectador. 

Quando veremos políticos responsáveis buscando alternativas ao que está aí?  Nem parece que as lideranças das economias avançadas tenham assimilado as lições de duas guerras mundiais.   Até quando? 

O tema do Brexit é mais um assunto que não abandona a pauta europeia e reflete diretamente sobre a economia internacional.   

Há previsões em torno das consequências do BREXIT sobre as economias do Reino Unido e da União Europeia em um momento em que o desempenho do Velho Continente está muito fragilizado.

Depois de três tentativas frustradas por Theresa May, Boris Johnson vai para a quarta tentativa de aprovar o polêmico acordo.  Ele conta com 287 votos entre os conservadores e precisa alcançar um total de 320 votos para fechar, de vez, a saída do Reino Unido da União Europeia.  

Nesse sábado o Parlamento britânico debate uma ultima versão negociada ao longo da semana, e fechada na última quinta-feira, por Boris Johnson e Jean Claude-Junker.   

Durante a sexta-feira, eu senti que o Primeiro Ministro procedeu como um verdadeiro falastrão antecipando que havia obtido uma grande negociação e que, em casa, o Parlamento deveria aprovar os termos do acordo.    

Estou acompanhando pela televisão os intermináveis debates entre conservadores e trabalhistas no Parlamento britânico. 

De novo, surgiu uma emenda proposta por Oliver Letwin, que não estava no script, e em que ele almeja uma prorrogação do prazo do Brexit que deve se concretizar no último dia do corrente mês.   

O primeiro ministro aparenta estar desconcertado porque nesse sábado ele pretendia buscar os 61 votos que precisava.

Bem, a emenda Letwin foi a votação e foi vitoriosa por um placar de 322 contra 306 votos.  A partir desse momento, tudo o que Johnson havia negociado com a União Europeia fica em standby.  Por ora, nada de BREXIT. 

Johnson havia ameaçado o Parlamento, no sentido de aprovar a negociação ou sair da UE sem acordo.   Essa hipótese está descartada pela legislação vigente, mas o Primeiro Ministro não parece dispor de qualquer argumento adicional para persistir na sua empreitada.  

Em suma, o sábado se foi e nada de Brexit.  Na agenda há a busca de um novo prazo junto à UE para prorrogar o status quo

Dane-se a conjuntura internacional que tem agora mais um entrave ligado ao ambiente de incerteza que reina nessa migração de um cenário de uma desaceleração para o de uma recessão econômica.

Sem acordo no Parlamento Britânico, os índices FTSE, DAX, CAC devem mostrar resultados à frente de acordo com as expectativas vigentes.   

À medida que a presença de uma recessão mundial volta ao foco da mídia, as bolsas internacionais reagem. 

Foram quatro vezes nos últimos meses em que as bolsas registraram quedas expressivas.    A última vez que o fato se repetiu, aconteceu no início do corrente mês.  E a cada vez que isso ocorre, o mínimo anterior é testado.  E o efeito bate no preço do barril do petróleo, no preço das commodities, na cotação das moedas e, dependendo da gravidade da situação, no preço da onça do ouro. 

Outro evento que trava a economia mundial e faz o cenário convergir para uma recessão é a Trade War.   As negociações já vem desde o início da guerra, desde o primeiro momento em que Donald Trump impôs restrições aos produtos chineses.   

Foram muitas rodadas, muitas vezes comemoradas pelos resultados, mas tão logo havia otimismo em torno da pauta alcançada, Donald Trump anunciava novas sanções e a instabilidade retornava com muita intensidade.

Na última semana, mais uma vez, as negociações sinalizaram que a guerra poderia tomar um rumo distinto daquele que trouxe o comércio mundial a uma desaceleração concreta.  Nos termos acertados entre as partes naquela sexta-feira, as tarifas ficariam congeladas nos níveis do dia 15 do corrente mês. 

Daqui para a frente, a nova fase levará as relações comerciais entre norte-americanos e chineses até a reunião da APEC que será realizada no Chile, oportunidade em que a guerra poderia chegar ao fim.   Então haverá todo um rito em que a paz comercial será selada por Donald Trump e Xi Jinping 

O comportamento da economia norte-americana está entre aqueles conteúdos que tem importância vital na transição de uma desaceleração para uma recessão global.   

A maior economia do planeta prossegue com pleno emprego.  Em Zurique Jerome Powell (FED) afirmou que não trabalhava com a hipótese de uma recessão.  

A taxa de desemprego de 3,5%, a convergência entre estimativas de novas vagas e os números divulgados pelas autoridades e, finalmente, a possibilidade de novas taxas de juros estão a sinalizar a possibilidade, ou não, de uma eventual contração da atividade econômica nos Estados Unidos. 

Para não me prolongar em demasia nesse post, eu gostaria de enfatizar aos leitores do blog que me chama a atenção a frequência com que a pauta dos juros negativos tem estado na mídia especializada em economia. 

Na verdade, o problema que já está presente na economia europeia e na economia japonesa, e parece estar na volta da esquina para os executivos norte-americanos.

Eu percebo que os entrevistados na América procuram jogar o tema para além das fronteiras dos Estados Unidos. 

Quando extremamente pressionados pelo jornalistas, alguns executivos mostram-se contrariados em ter de responder alguma indagação específica sobre essa matéria.  Outros, preferem não responder ou argumentar que os juros negativos não chegarão aos Estados Unidos.    

De concreto, as autoridades americanas voltaram a enfatizar a expectativa de uma taxa de inflação em 2,0% ao ano.   Já se fala com frequência em deflação, em uma nova crise e em comparação com sinais conhecidos da recessão mundial de 2009.  

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019 

ENTREVISTAS na televisão, post 22, 18.10.2019, Roberto Campos Neto

Porto Alegre, 18 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12h10, 24 graus, sol de dia, chuva à noitecomo montar loja

Na manhã dessa sexta-feira, o canal Bloomberg apresentou uma entrevista, desde Washington D.C., do economista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, com a jornalista Francine Lacqua. 

Eu gravei a entrevista e vou elaborar um post sobre o pronunciamento do presidente do BC no fim de semana.  

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Esquina Democrática, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

BRASÍLIA distante de todos, post 21, 17.10.2019, e nada de retomada do crescimento econômico

Porto Alegre, 17 de outubro de 2019 

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 18 graus, prossegue chuva intermitente

A economia brasileira não consegue decolar.  A exigência de responsabilidade fiscal, a priorização do superávit primário e o comportamento da dívida pública estão a marcar passos nessa sequência de recessão para estagnação.   À par da fragilidade da dimensão fiscal, decorridos dez meses do novo governo ainda não há reforma tributária à vista.   A informação divulgada por Marcos Cintra sobre a criação do imposto único, foi um dos últimos atos do então Secretário da Receita antes de ser exonerado.

A economia brasileira não consegue decolar.  A exigência de taxas de juros condizentes com uma economia que vem de um quinquênio perdido tem sido associada aos recordes sucessivos na queda da taxa SELIC.   Ao mesmo tempo, acesso ao site do PROCON São Paulo e verifico que os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartões de crédito atingiram, também, um recorde de 475% ao ano (agosto) para 480,3% ao ano (setembro).  Já no cheque especial a taxa média dos bancos pesquisados pelo PROCON SP foi de 12,7583% ao mês (agosto) para 12,7633% ao mês (setembro).   Recordes de um lado e de outro.

A economia brasileira não consegue decolar.  E, pior, anda de lado. Os números divulgados para o período julho-setembro, evidenciam que não há sinais de retomada à vista.  Observo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e constato que a Indústria permanece em estagnação.   Observo os dados do IBGE e, lamentavelmente, verifico que a indústria, o comércio e os serviços registraram piora no desempenho acumulado de doze meses.  E mesmo com o desemprego nas nuvens, é preciso estar atento ao comportamento ao consumo das famílias que avança em doses homeopáticas.   Em suma, o crescimento acumulado (IBC-Br) nos últimos doze meses anda na casa de 0,87% ao ano; o do IBRE da Fundação Getúlio Vargas, de 0,90% ao ano.   

A economia brasileira não decola.  Paulo Guedes lançou a Nova Previdência que foi desidratada pelo Congresso para ser aprovada em algum momento à frente.   Ao fim e ao cabo, a economia da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi calculada, oficialmente, em R$ 800 bilhões no período de 10 anos.  Qual a surpresa  com a notícia divulgada ontem pelo Tribunal de Contas da União?   Segundo o TCU, a economia alcançada com a reforma da previdência em tramitação no Congresso cobrirá menos de 20% do rombo do regime de aposentadoria e Pensões.   Eu imagino que Paulo Guedes deve dar uma explicação nas próximas horas sobre a diferença entre os números do governo e os do TCU.  Alguém deve ter errado nos cálculos em torno do impacto da Nova Previdência nas contas públicas. 

A economia brasileira não decola.  Ouço, quase que diariamente, ministros do governo e um, ou outro, agente econômico descrever a presença de um processo de retomada em curso.  O curioso é que as narrativas apresentadas fazem uso de variações, de incrementos mensais de 0,05% para 0,06%, incrementos insignificantes em indicadores econômicos convencionais.  Tudo como se houvesse ambiente adequado para explicações estapafúrdias.  Ninguém sinaliza como haverá queda no desemprego.   Para dizer que ninguém trata do assunto eu confirmo que li hoje, entre algumas notas sobre a economia à margem da imagem do canal Bloomberg, que “Bolsonaro diz que vamos terminar 2022 com menos de 10 mil desempregados”.   

A economia brasileira não decola.  Ela precisa levantar voo.  O governo atual vai fechar o primeiro ano de gestão, mas não é possível esperar até 2022 para que a “roda gire”.  Paulo Guedes precisa apresentar alguma proposta factível.  Não é possível desviar a atenção para as expectativas, para as reformas, para o Supremo, para o Senado, para a Câmara ou para quem quer que seja.   Uma recessão mundial está a ameaçar o cenário internacional e não é possível que o país seja apanhado na contramão do seu desempenho, e pior, não disponha nem de uma receita mínima para enfrentar a a crise econômica interna.  

Bom noite, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO: Avenida Senador Salgado Filho, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 17, 16.10.2019, os grandes números na nova edição do Panorama Econômico Mundial

Porto Alegre, 16 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 18 graus, prossegue chuva intermitenteblog

Há alguns meses eu venho escrevendo sobre a presença de uma recessão econômica na conjuntura internacional.  Antes disso, eu elaborava textos sobre a desaceleração em curso na economia global, um tema consenso entre analistas da economia internacional. 

Com esse pano de fundo, eu fico atento a uma informação importante sobre o comportamento da economia mundial que é divulgada sistematicamente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), através da publicação World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Mundial.

A publicação é divulgada, semestralmente, nos meses de abril e de outubro.   No interregno, o FMI elabora uma atualização para o site da Instituição sempre que houver um fato superveniente.

Na edição de abril, o Produto Mundial registrava incrementos de 3,6% (2018), 3,2% (2019) e 3,5% (2020).  As novas estimativas de outubro, divulgadas ontem, mostram o PIB Global avançando em um ritmo um pouco menor, ou seja, 3,6 (2018), 3,0% (2019) e 3,4% (2020).

De acordo com a edição atual, houve uma redução de 0,2% no PIB 2019 e de 0,1% no PIB de 2020.  Esteja atento o leitor que essas quedas de 0,2% (2019) e 0,1% (2020) foram constatadas com uma diferença de seis meses, entre as duas últimas edições do Panorama Econômico Mundial.

Nesse contexto, as economias avançadas evidenciam um ritmo de crescimento de 2,5% (2018), 1,7% (2019) e 1,7% (2020) enquanto o crescimento do PIB das economias emergentes mostram taxas de 4,5% (2018), 3,9% (2019) e 4,6% (2020).

A equipe do FMI responsável pelo WEO registra a presença de um processo de desaceleração nos dois casos, economias avançadas e economias emergentes.  Entretanto, ha uma diferença no desempenho de ambas para o exercício de 2020.  As economias avançadas estabilizam na taxa de 1,7 a.a. enquanto as economias emergentes voltam a crescer de 3,9% para 4,6% no biênio 2019-20.

…   

Chama a atenção nos números apresentados até aqui que os técnicos do FMI não endossam a possibilidade de uma recessão econômica em um futuro próximo, independentemente dela ser tratada como um fato quase que irreversível entre os analistas econômicos internacionais ao longo das últimas semanas.

Tendo em vista que há receio que a recessão a caminho deva atingir as economias avançadas eu decidi detalhar o desempenho das economias do Primeiro Mundo no período em análise. 

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Na percepção do grupo do Fundo, os Estados Unidos devem registrar taxas de crescimento de 2,8% (2018), 2,4% (2019) e 2,1% (2020) enquanto a Zona do Euro conviverá com taxas de crescimento do PIB de 1,9% (2018), 1,2% (2019) e 1,4% (2020) e o Japão evidenciará ritmo de crescimento de 0,8% (2018), 0.9% (2019) e 0,5% (2020).

As taxas acima refletem a expectativa que a desaceleração se confirme nos Estados Unidos e no Japão no período 2019-20.  Quanto à Zona do Euro, a desaceleração atual não se manteria para o próximo exercício.         

Esses são os grandes números do Panorama Econômico Mundial do FMI divulgados nessa semana.  Antes de entrar nos detalhes da publicação vou preparar um texto sobre o comportamento das economias emergentes, dentre elas a China e o Brasil.

A publicação do FMI pode ser acessada no site do próprio fundo,  www.imf.org

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

FALECIMENTO DA SENHORA LEATRIC DE SOUZA PERES (1925-2019)

Porto Alegre, 16 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da rua General João Manoel, 05h10, 18 graus, nubladomeu ip

Hoje, cedinho, tomei conhecimento do falecimento da minha amiga Leatric de Souza Peres, amiga de muitas décadas e com idade avançada de 94 anos.   Ela era de 1925 e estaria completando 95 anos no próximo mês de fevereiro. 

Dona Leatric, como era carinhosamente chamada por todos os que lhe eram caros, faleceu em Santa do Livramento, sua cidade natal e local onde também eu nasci.  Eu devo ter conhecido a Dona Leatric no fim dos anos 50, casada com um grande amigo meu, o sr Sebastião Peres já falecido. 

O sr Sebastião e a Dona Leatric eram amigos muito queridos e eu lembro de longas conversas que mantínhamos junto a outros parentes comuns.  Ambos sempre tinham muitas estórias para contar e também dispunham de um bom humor notável para descrever os fatos passados.

Mantinham uma atividade sistemática no campo, na vida rural, embora residissem em um sobrado localizado em frente à Pracinha dos Esportes, nas proximidades do Colégio Estadual General Neto.  

Dona Leatrice, em particular, que nos deixou hoje manterá a sua imagem em minha memória por muito tempo.  Era atenciosa, prestativa e muito gentil. 

Daqui do beco em que resido em Porto Alegre eu envio os meus sinceros pêsames às suas filhas Elaine, minha cunhada, e Beta, residentes em Livramento, e a todos os netos que se criaram em torno do casal maravilhoso constituído por Seu Sebastião e Dona Leatric.

Lamentações à parte, a vida é assim.  É necessário preservá-la com os meios que a natureza provê.   Eu desconfio que é preciso estar sereno ao fim da jornada por que novos desdobramentos podem aguardar a todos e, surpreendentemente, a lide pode prosseguir em outros planos com nova configuração e novíssimos desafios.   

JORNAIS, o tema da minha taxação, post 07, 15.10.2019, resgatando a informação sobre a fusão das empresas químicas

Porto Alegre, 15 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 16 graus, chuva intermitente por aqui

Quem trabalha com informações precisa adequar a atividade de analista à corrente de informações que corre pela conjuntura local rumo ao contexto internacional.  Às vezes eu coloco uma matéria de lado para fazer um comentário específico.  E, algumas vezes, acontece que eu perco a informação de vista e só vou retomá-la muito tempo depois.

Foi o que aconteceu com a matéria desse post.  Eu lembro que na ocasião em que eu li a matéria do jornal que deu origem ao post, eu a achei interessante.  Porque tinha a ver com a indústria química, porque a fonte era o The Economist e, mais, porque o fato aconteceu dentro da União Europeia. 

Eu me refiro à matéria Reação em cadeia, publicada no jornal Estadão, em edição de 20.06.2017.  O conteúdo procurava explicar o porquê das grandes empresas químicas estarem se fundindo, a par da aflição dos agricultores.

Na França, ao contrário da Europa, utilizava-se. intensivamente, os agrotóxicos.  Algo como 65 mil toneladas de pesticidas ao ano.  The Economist, origem da matéria, parte, de 2015 até 2017, e dá conhecimento de três grandes fusões que entraram na pauta da economia e que significavam um total de US$ 240 bilhões.   

Se fosse confirmada a aprovação da fusão, quatro empresas responderiam por 70% dos pesticidas utilizados no cenário global.  A partir daí, a matéria cita a fusão da Dow Com a Du Pont em 2015, num total de US$ 130 bilhões, a concordância da Bayer em se juntar a Monsanto, no valor de US$ 66 bilhões e a oferta da ChemChina pela Syngenta, no valor de US$ 43 bilhões. 

Bem, o que descrevi acima foi apenas o início do texto que me deixou muito interessado sobre o conteúdo.   A matéria descreve, ainda o motor da onda de negócios e o custo da mesma.   Vale a pena acessar a fonte e voltar no tempo para perceber como tudo começou nesse setor tão importante da economia internacional. 

Confira!

Bom dia leitor do blog! 

FOTO ABAIXO:  Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

 

ESPORTES, ao vivo, post 08, 14.10.2019, Brasil campeão mundial de vôlei masculino no Japão

Porto Alegre, 14 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 09h44, 18 graus, pancadas ininterruptas de chuva

O Brasil venceu o Japão por 3 a 1 e ganhou, antecipadamente, o Campeonato Mundial de Vôlei Masculino que está sendo disputado na Terra do Sol Nascente.

Foi uma disputa acirrada no quarto e último set.  Vencemos o primeiro set, perdemos o segundo e voltamos a vencer, dessa vez com folga, o terceiro set.  Mas o quarto foi sofrido. 

Os japoneses são jovens, magros, mas muito ágeis.  Até ó último momento, o quarto set poderia ter sido vencido por qualquer das partes presentes na disputa.

O placar foi 25 a 17, 24 a 26, 25 a 14 e 27 a 25.   Agora somos tricampeões de vôlei masculino e amanhã, às 03h00,  enfrentaremos a Itália. 

O técnico é o gaúcho Renan Dal Zotto, 59 anos, nascido  em São Leopoldo.   Substituto de Bernardinho, Renan foi um grande atleta do vôlei nos anos 1980-90.   Os atletas?  Os craques de sempre.  Um plantel incrível!  

Eu acho que é isso!

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Neta gremista em dia de jogo na Arena.  A gente torce, mas sofre!  Outubro de 2019

 

ESPORTES ao vivo, post 07, 13.10.2019, vôlei brasileiro na final da Copa do Mundo, seleção do Tite parece perder o rumo, Grêmio chega no G-6, Inter perde Odair

Porto Alegre, 13 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 24 graus, chove na capital

Para quem aprecia os esportes, esse foi um fim de semana para não colocar defeito.  Tudo começou de madrugada com a magnífica vitória do vôlei masculino brasileiro sobre a equipe da Polônias, tradicional adversário de competições anteriores. 

Eu acredito que assisti todos os jogos da participação brasileira na Copa do Mundo do Vôlei 2019, que está sendo disputado no Japão.  Essa última partida, se não me engando, aconteceu em Hiroshima, onde eu estive em 1974.

O jogo foi vencido pelo Brasil no tie-brake.   Resultado de 3 a 2 ao final da partida.  A equipe nacional venceu todas as partidas, e foram muitas.  Contudo, em nenhuma o Brasil enfrentou tanta dificuldade como na partida contra a equipe polonesa.  Amanhã, o Brasil enfrenta o Japão e, se vencer, obtém o título da competição.  O jogo acontece a partir das 07h20 e será transmitido pelo Sportv2, o canal 38 da SKY. 

Às 09h00 desse domingo era a hora de acompanhar o futebol brasileiro desde Singapura.  O resultado foi um empate pelo placar de 1 a 1.  Na minha avaliação o Brasil tomou um sufoco no primeiro tempo.  Já no segundo tempo, a seleção do Tite melhorou, um pouquinho, mas não conseguiu vencer mais uma vez.  É o quarto jogo sem vitória.

A seleção parece que corre, corre, sem chegar a lugar algum.  Não tem penetração.  Há muito toque de bola sem produtividade objetiva.  O técnico Tite me parece um pouco desgastado.  As explicações dele, desde que venceu a Copa América, são insuficiente para explicar os maus resultados. 

A retirada do Cebolinha, o melhor atacante no primeiro tempo, surpreendeu a muitos dos telespectadores conforme ouvi em comentários posteriores da crônica especializada.  Neymar decepcionou mais uma vez.  Contundido, foi retirado do campo no início da partida.  Coutinho o substituiu, jogou razoavelmente, mas não mostrou o desempenho que se imaginava que Neymar iria apresentar ao longo da partida.

Não sei se o ciclo Tite não está chegando ao fim.  Os clubes brasileiros cedem jogadores que viajam com a delegação, mas nem entram em campo.  Nada muda.  Gabigol entrou na metade do segundo tempo, mas a bola parece que nem chegou nele. 

Há muito o que fazer para a próxima Copa do Mundo, todavia parece que o Brasil seguiu a trilha errada.  A diferença para o futebol europeu que eu acompanho nas partidas da Champions League, Premier League, La Liga, Futebol Francês e Futebol Italiano, é imensa. 

Culpa de quem?  Do calendário nacional? Quem vai pagar a conta?  O Tite?

No futebol da província, lamentei a saída de Odair do Internacional.  Era evidente que iria acontecer.  A pressão estava demais. Demitir um técnico que trouxe a equipe de uma segunda divisão para disputar as quartas de finais da Libertadores, e ser derrotada pela seleção do Flamengo, disputar a final da Taça Brasil e tomar o 2 a 1 já na prorrogação e, mais, deixar o Beira Rio estando à frente do Grêmio no Brasileirão? 

Colorado algum, com quem eu conversava, desejava manter Odair.  Confesso que senti uma sensação de vazio no meu acompanhamento do futebol brasileiro.  A sensação continuou ao longo de Inter 0 x Santos 0 na tarde de hoje.  O time foi muito mal essa tarde.  Atribuir a quem o mau desempenho?  Fica evidente que podendo jogar a culpa no técnico é um comportamento extremamente simplista.

A equipe do Internacional me parece que precisa rejuvenescer.  D’Alessandro, Guerrero e Solbis me passam a impressão que estão com idades avançadas, embora ainda sejam o que há de melhor no plantel.  Edenilson, que era o motor do time, caiu muito de produção.  O Nico parece que desaprendeu de jogar.  Essa tarde havia muito pouco público no Beira Rio.  

O excelente goleiro, uma zaga muito competente e Nonato são o que há de melhor no colorado.  Lindoso e Patrick ainda tem lugar na equipe.  Sarrafiore não é escalado.  Das equipes inferiores, que parecem ganhar tudo, ninguém tem acesso ao plantel principal.  Certamente que o Internacional precisa de um grande ajuste para 2020.  Quem se habilitará a ser o gestor desse processo?

O Grêmio foi muito bem em Belo Horizonte.  Mesmo com desfalques o time do Renato parece jogar por música.  O maior desafio é a partida com o Flamengo daqui há dez dias.  Com os dois times completos, o rubro-negro tem a vantagem; desfalcado como está, o Flamengo pode perder o favoritismo.  

O Grêmio chegou no G6 e pode superar o Corinthians e o São Paulo.  Eu creio que o tricolor tem chance de ir direto à Copa Libertadores do próximo ano.  Creio que o Palmeiras e o Santo estão muito distanciados em função dos pontos acumulados ao longo da competição.  

A reeleição do presidente é condição suficiente para o Grêmio manter um bom futebol?   O Renato fica até quando?  É possível prosseguir lançando novos jovens que vem de categorias inferiores?  O goleiro deve ser mantido?  É preciso pensar em um novo centroavante?  Geromel jogará até quando?   Kannemann é jogador para jogar na Europa?  Maicon, o nosso motor, tem gás para mais um ano na mesma função? Michel e Thiciano são muito competentes.  Que bom que Luan voltou a jogar um excelente futebol.  David Braz foi a grande aquisição tricolor.   É preciso alguma política especial para Cebolinha, Jean Pierre (Ademir da Guia de 2019), Pepê, Matheus Henrique, Alisson, Patrick permanecerem no Grêmio?  Leo Moura não seria um excelente dirigente na Arena? Não seria o momento do Grêmio formar algum convênio com Bayer, Barcelona, Juve, Liverpool ou algum clube desse naipe?   Quando o meu tricolor fará as pazes com Ronaldinho Gaúcho, o maior jogador que vi em campo?

O pior do fim de semana foi a contusão do Rafinha, o craque do Novo Flamengo.  Uma perda incrível para a equipe de Jorge Jesus. Tomara que a recuperação seja rápida. 

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 20, 12.10.2019, quarto dia da mais nova guerra na Síria entre a Turquia e o Curdistão Turco

Porto Alegre, 12 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 21 graus, chove à noitecomo abrir uma loja virtual

A Síria é parte de uma região que convive com guerras há muito tempo.   Eu já nem sei quantos posts eu redigi nos últimos 13 anos sobre os conflitos no Oriente Médio, aqui no blog ou em artigos para jornais ou revistas técnicas. 

Para o leitor compreender o que significa o novo conflito começado há quatro dias, após a retirada das tropas americanas da Região, os países que fazem fronteira com a Síria, no sentido dos ponteiros relógio, são a partir do Norte, a Turquia e depois, estão localizados o Iraque, a Jordânia, Israel e o Líbano.

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Donald Trump determinou a saída das tropas norte-americanas afirmando que se os turcos atacassem os curdos no norte da Síria, os EUA iriam tomar medidas contra o governo de Ancara.

A propósito os curdos foram tradicionais aliados de Washington na guerra contra o Estado Islâmico.  Ao mesmo tempo, os curdos são desafetos dos turcos.  Ora, com a saída dos EUA de cena, a Turquia não esperou um dia para iniciar a passagem da fronteira e iniciar uma nova guerra.

Os curdos representam uma população estimada de 30 milhões, sendo que desse contingente, quase a metade, dependendo da fonte da estimativa, está localizada junto à Turquia.  Daí a denominação de Curdistão Turco.  A outra metade está dividida no Oriente Médio, nos territórios do Irã, Iraque e na própria Síria.

O Curdistão mantém uma posição inusitada porque é parceiro de Donald Trump e inimigo de Recep Erdogan.  

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Pois nessa manhã de sábado aqui no beco, no Centro de Porto Alegre, eu estou acompanhando, via Internet e via televisão a cabo,  o que está acontecendo no chamado Curdistão Turco.  Hoje eu assisti a divulgação das primeiras estimativas sobre o clima de destruição no front da guerra. 

As diversas fontes consultadas faziam o balanço do número de vidas perdidas ao final do quarto dia de guerra.   Todas as fontes citavam o mesmo número, os primeiros dez civis mortos, incluindo duas crianças, de oito e nove anos.  Quanto ao deslocamento da população civil as estimativas citavam entre cem mil e duzentos mil curdos fugindo da região de Ceylanpinar, um distrito da Província de Sanliurfa, localizada Turquia, mais precisamente na fronteira sudeste com a Síria.  

Contabilizadas as vidas perdidas, eu fiquei em busca dos pronunciamentos de Donald Trump e de Recep Erdogan durante essa manhã, no horário do beco em que resido. 

Erdogan disse que precisa correr contra o tempo para devastar as milícias curdas que ele considera uma ameaça terrorista à Turquia. 

Trump lamentou o ocorrido dizendo que quer “reduzir ao máximo o número de vítimas”.   Ele enfatizou que a Turquia é aliada dos Estados Unidos no Tratado do Atlântico Norte (OTAN).  E conclui, afirmando que os turcos sofrerão as sanções econômicas jamais imaginadas para um pais.

Ainda de Ceylanpinar, as informações geradas na região dão conta que as forças curdas e turcas se movimento em ritmo lento porque é preciso preservar vidas de civis. 

É isso aí.  É lamentável que seja isso aí.  Demograficamente a região conta com 77 mil habitantes.  E possui uma estrada em linha reta, a D50, que segue rumo ao sul do país. 

A partir de agora, eu vou estar atento a dois plenários internacionais, a ONU e a União Europeia (UE).  A Turquia é candidata ao bloco do Velho Continente desde 1987, mas entraves não viabilizaram o acesso à UE, independentemente do fechamento de um  acordo comercial firmado entre as partes em 1995.  Entre as restrições atuais, eu destaco que a Alemanha se opõe à presença turca ao bloco.

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Hora de faxina na Esquina Democrática, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 19, 11.10.2019, data, curdos, petróleo, impeachment

Porto Alegre 11 de outubro de 2018

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 29 graus, sexta-feira sem chuva

Mais um dia em que a recessão global está à frente das preocupações de todos os que acompanham sistematicamente o comportamento da conjuntura econômica internacional.  Inclusive, eu. 

Na verdade, mais uma sexta-feira para que eu possa dar uma eventual reciclada nos meus diagnósticos do que aconteci aqui e acolá. 

Nessa corrida, ou melhor, nesse deslocamento que realizo em meio à gigantesca corrida das informações, a sexta-feira sinaliza uma possibilidade de respirar melhor o tumulto da data.    

Eu sinto que o fim de semana é o momento de eu repercutir o que eu sinto que amadureceu nos dias imediatamente anteriores.   

Certamente que o mundo mudou desde que a dupla George Bush pai e Mikhail Gorbatchov atuaram decisivamente na transição da União Soviética.  No trabalho da minha biblioteca eu lembro de estar gravando quando eu percebi que Egor Ligatchov e Guennadi Ianaiev tentaram dar o golpe em Gorbatchov afirmando que da forma como as reformas avançavam, a URSS iria terminar em quatro dias.  Naquela época, as informações pareciam fluir a uma velocidade específica.  

Certamente que em outra ocasião, na fase da Grande Recessão de 2009, eu também lembro de estar gravando para a minha biblioteca e as imagens se referiam à estratégia de Henry Paulson, o secretário do Tesouro Americano, que arquitetava um caminho para enfrentar a crise.   E o que me surpreendeu é que tudo aconteceu em um fim de semana.   Num domingo ele recebeu sete executivos dos maiores bancos dos EUA.  Disse-lhes que na sala contígua havia um conjunto de documentos para cada um assinar.  Frente à indagação do que aconteceria se os documentos não fossem assinados, ele respondeu, a economia quebra na segunda-feira.  Nessa época, as informações já pareciam fluir a uma velocidade muito, mas, muito maior.

Certamente que hoje, em 2019, eu só vejo falar em Tesla Motors, aquela mesma criada por Martin Eberhard e Marc Tarpenning em 2003, mas que parece ter decolado no ano seguinte com a chegada de Elon Musk à presidência do conselho de administração.    Há um par de anos, no mínimo, Elon Musk é foco de qualquer analista econômico.  No começo eu nem gravava Musk para a minha videoteca, mas com o passar dos meses eu percebi que era impossível evitá-lo.   Porquê?   Por que, agora, as informações que interessam fluem a uma velocidade que jogam os conteúdo para a frente, elas estão configurando a próxima geração de equipamentos, de motores, de carros. 

É algo fantástico para quem se mantém observando desde um simples beco no centro da capital gaúcha.   E o problema não acontece só com o carro, ocorre com a indústria farmacêutica também.  O que eu tenho taxado de informações de tecnologia e medicamentos é algo inusitado.  E os bancos e as startups, o grande Tom e Jerry do mundo das informações, é o maior espetáculo que eu presencio no preciso instante em que redijo esse post. 

Estou dando um rumo ao post que não era o que eu tinha me proposto a escrever.  Sem mais delongas eu retorno ao “eixo da análise” dizendo que  o dia começou com a informação que as tropas turcas iniciaram a travessia da fonteira da Síria.    A transformação da ameaça em ação visa alcançar as forças curdas, sem desconsiderar o discurso de Donald Trump que retiraria  as forças dos EUA, mas que reagiria se o presidente Recep Endorgan determinasse que os turcos iriam para o front da guerra.

Como ficam os curdos em em meio à perda da proteção do seus tradicionais aliados?  Ora os curdos tem representação política e exército qualificado.   A representação política acontece através do Partido da União Democrática (PUD) e as organizações armadas são identificadas como as Unidades de Proteção Popular (UPC).

Mesmo assim, os curdos, que combatiam o Estado Islâmico com parceiros norte-americanos, já estão preparados para o combate com os turcos embora a população já comece a decidir sobre a fuga e o objetivo final do seu destino.

Aqui, mais uma vez, é fim de semana e a destruição deve, ou melhor, pode começar nas próximas horas.  Vejo nas imagens da televisão a cabo que a situação é crítica.  Crianças ainda se deslocam pelas ruas, mas, lamentavelmente, eu já percebo um certo ambiente de retirada, uma sensação de migração iminente, tudo porque Donald Trump retirou as tropas da região.

Até recentemente eu acreditava que o novo cenário internacional começaria a tomar forma no Estreito de Ormuz.  Hoje eu já passo a taxar sobre os curdos em maior quantidade do que sobre os iranianos.

Ufa! Bastou eu concluir a frase e a mídia dá conta da explosão do petroleiro iraniano perto de Jeddah.  Tudo leva a acreditar que o impacto sobre o navio no Mar Vermelho tem a ver com o petroleiro ter sido alvo de dois mísseis a uma distância de 60 milhas da Arábia Saudita.    Não da para deixar de ligar esse ataque terrorista àquele anterior que atingiu a maior planta de petróleo saudita e que afetou 5% da oferta global do ouro negro. 

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Agora eu migro da guerra real para o mercado do petróleo.  A explosão do petroleiro iraniano jogou a cotação do barril do petróleo para cima.  Um aumento de 2,0% na cotação do petróleo do tipo WTI em algumas horas.   Dentro do cenário internacional não se pode esquecer que o mercado convive desde julho próximo passado com uma restrição norte-americana à estatal chinesa Xhulai Zhenrong por importar petróleo iraniano, mesmo que a commodity tenha permanecida estocada no Exterior. 

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As negociações entre norte-americanos e chineses está avançando conforme informações divulgadas pela mídia.  O encontro em Washington faz parte de mais uma tentativa de encerrar a guerra comercial.

Está difícil de ficar otimista porque Trump não fechou com Xi Jinping e já está abrindo uma nova frente da Trade War com os europeus.  Quem diria que chegaria o dia em que a velha parceria entre aliados de todas as horas seria deixada de lado à medida que o presidente dos EUA imporia sanções às economia do Velho Continente.

Ainda com relação à Trade War é interessante que parece haver uma propensão a uma melhora nas negociações.  Seria porque o efeito do affaire entre Trump, o presidente da Ucrânia e a busca de informações sobre os interesses de Joe Biden e do seu filho Robert Hunter Biden, teria contagiado a busca de informações também na China?   
O impeachment do presidente dos EUA vem recebendo respaldo popular conforme pesquisa do canal FOX que registrou que 51% dos entrevistados são a favor da medida.  Tendo em vista que o incremento acontece entre democratas, republicanos e independentes, poderia o presidente estar acelerando a sua estratégia com relação ao seu verdadeiro opositor no pleito de 2020.
A desaceleração global segue o seu curso.  O momento é de monitorar o desempenho da economia norte-americana.  Discute-se de tudo da política da Casa Branca à economia da Bolsa de Nova York, há defensores de teses as mais diversas, mas a taxa de desemprego prossegue em 3,5%, a mais baixa em cinco décadas.  Trump recebe golpes na política, porém parece se defender na economia.
É isso que é?
Prosseguirei na análise do cenário internacional ao longo do fim de semana. 
Boa tarde, leitor do blog!
FOTO ABAIXO: Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre, outubro de 2019