Micro cursos, Internacional, post 01.09.09, 11.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 11 de agosto de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12:10, 14 graus, 39 % de umidade, chuva durante essa terça-feira

Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.09.09 ESTADOS UNIDOS, bolsas, petróleo, estímulos e estresse dos bancos  

(01 Internacional, 09 Estados Unidos, 09 número de ordem do post)

 

Começa dia, termina dia, e eu estou sempre ligado na economia norte-americana.    Tem sido assim, praticamente, nas últimas cinco décadas.  Foram tantas crises que eu acompanhei que eu permaneço sempre monitorando o que acontece por lá.   

Foi incrível constatar ao fim das crises anteriores quando as primeiras movimentações de retomada aconteceram.  E, as muitas dúvidas, também.  Era, ou não, um movimento de fim de crise?

De repente tudo se dá de forma progressiva, dentro de uma lógica, e é preciso identificar, rapidamente,  a logística da recuperação.  A linha de montagem começa a ser ativada e eu lembro de Charles Chaplin em Os tempos modernos.  E eu vejo os inversores procurando “apertar os parafusos”  nos perfis dos seus portfólios.   

Ninguém tem tempo a perder.  Parou para pensar e a engrenagem da ordem econômica impressa o agente econômico, tal qual Carlitos quando a “máquina o engoliu”.  No filme, foi preciso dar ré nas máquinas; na ordem econômica, isso é impossível. 

Hoje, eu estou de novo frente a esse dilema.  Ao contrário das crises anteriores, a atual chegou, ficou e aí começam a surgir as dúvidas. 

Não é possível se impressionar com a reação das bolsas.  Ninguém está a fim de perder dinheiro.  Se abandonar o portfólio a perda está assegurada; se se mantém, o jogo está em curso.

Não é possível se impressionar com a reação no mercado do petróleo.   Ninguém estava e está a fim de perder dinheiro.  Era preciso armazenar o ouro negro onde fosse possível.  Foi o que os atores fizeram.

O problema foi o que os estoques se acumularam e não havia mais onde armazenar.  Não havia Cushing, em Oklahoma, que suportasse a pressão de tanto ouro negro.  Os preços chegaram a ser negativos durante um dia; os  atores econômicos que se mantiveram depois de tudo o que aconteceu tem bem claro que o jogo está em curso.

Não é possível se impressionar com os intermediários financeiros.   Ninguém está a fim de perder dinheiro.  Os atores do setor sabem como ninguém onde o barco está fazendo água.  São como semáforos em cruzamentos de grandes avenidas. 

Detém informações de onde o trânsito não dá mais vazão.   São pressionados pelos agentes econômicos e pressionam as autoridades.  Se tem alguém que consegue visualizar como levar o barco até o porto, esse é o intermediário financeiro.  Se conseguir sobreviver no meio do mar bravio, eles detém a ideia que o jogo está em curso. 

Pois é.   Hoje navegamos uma nova crise.  Tudo o que tinha que dar errado, já deu. O problema é que mundo afora todos estão desejando dar curso à recuperação da economia.  À essa altura, não há fórmula a seguir.  Não é possível esperar pela inovação porque as vacinas andam a passos de cágado.

Em meio a tudo que está à frente do observador atento, os óbitos em território americano avançam sem que haja uma maneira de impedir essa trajetória cruel.   Na hora em que escrevo esse post, os Estados Unidos registram 3,1 milhões de infectados e 163 mil óbitos. 

Os norte americanos usufruíam de um período incrível de crescimento em meio a uma desaceleração global.   Donald Trump surfava em um mercado de trabalho de pleno emprego.  Lá com taxa de desemprego de 4,0% o presidente vai disputar o processo de reeleição; com a taxa em 6,0% o primeiro mandatário nem se apresenta para a nova gincana.

Imagine o leitor que na crise das subprimes, o desemprego dos Estados Unidos avançaram até uma taxa de 10,5%.  A Grande Recessão de 2009 foi incrível.  Na crise do coronavírus o desemprego foi ainda além e ninguém sabe ao certo quando o quadro se reverterá.

Nesse ínterim, os três principais índices de Wall Street se mantém nas nuvens.   No momento em que elaboro esse texto, são 11:56 de terça feira, o S&P 500 está em 3371,02 pontos, uma alta de 0,31%, o Dow  em 28.105,18 pontos, uma alta de  1,13% e o Nasdaq 100 em 10.916,99, uma queda de -0,47%. 

As informações acima foram retiradas, agora,  do New York Times.   Segundo o jornal elas estão defasadas em 17 minutos.  A manchete da matéria diz tudo, Wall Street Nears Record Market Highs: Live Updates.   Ou seja, é a lógica do recorde em cima de recorde

O preço do petróleo se mantém em US$ 42, 31 o barril do tipo Light Sweet Crude, cotado na New York Mercantile Exchange (NYMEX), uma variação de US$ 0,37 sobre o dia anterior, ou seja uma valorização de 0,88%.    Ao mesmo tempo, os intermediários financeiros estão “cabreiros”, como se dizia na fronteira quando eu era menino.   Nada a ver com cabra; tudo a ver com desconfiado.

Em meio a tudo isso, os Estados Unidos convivem com um conflito com a China que não para de crescer.   Donald Trump bate, o que pode, contra Xi Jinping, que reage, sempre, à altura.   Dessa forma houve a Trade War, o fechamento dos consulados, a guerra da Hawei, a guerra contra as tecnológicas chinesas, as críticas às origens do coronavírus e muita pressão sobre outros investimentos externos .

…   

O acordo para novos estímulos à economia não se concretizou nas negociações entre republicanos e democratas.  Eu já redigi posts anteriores sobre esse assunto, o quarto pacote de estímulos que deixou de produzir efeitos no último dia de julho. 

Pois, Trump não esperou por um acordo político entre as partes e ele lançou um programa de estimulo no fim de semana.   Agora, a renda variável volta a se fazer presente no menu do investidor norte-americano.  O presidente não perde tempo para se mostrar presente ao eleitor, afinal, a eleição está na volta da esquina.

Se as bolsas estão em níveis recordes, o petróleo se mantem nos US$ 42 e Donald Trump lançou um novo pacote, falta uma observação final, na minha análise, sobre os intermediários financeiros norte-americanos nessa terça-feira.

Pois os 34  grandes bancos vão se submeter a novos requisitos face ao teste de estresse no final de junho próximo passado.  O FED lançou novas normas para disciplinar a matéria.   No próximo post eu detalharei que critérios são esses.  

Boa tarde, leitor do blog.  Aqui, no beco, houve um temporal horrível na noite passada.  A temperatura migrou, abruptamente, da casa dos 28 graus para os 18 graus. 

ESPORTES, ao vivo, post 16, 10.08.2020, hoje é dia de UEFA Europa League

Porto Alegre, 10 de agosto de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12:10, 25 graus, 54% de umidade, chuva na próxima10 madrugada

Hoje, a partir de 16:00, com transmissão ao vivo do canal FOX SPORTS, o canal 194 da Sky mostrará a partida entre Manchester United e Copenhagen, válida pelas quartas de finais da UEFA Europe League com a partida  

A partida será realizada na cidade de Colônia, na Alemanha, com estádio vazio.   Fred, ex Internacional de Porto Alegre, está escalado para o embate.   Imperdível, leitor do blog!

Agora, são 18:10, a partida terminou empatada em zero a zero, em Colônia, e foi para a prorrogação com a vitória final do Manchester United por um a zero, gol de pênalti batido pelo português Bruno Fernandes.   

Micro cursos, Internacional, post 01.02.06, 09.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

 

Porto Alegre, 09 de agosto de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18:10, 24 graus, 28% de umidadecomo fazer uma loja virtual

Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.02.06 O ouro, uma referência em momentos de crise global 

(01 Internacional, 02 Petróleo/Commodities, 06 número de ordem do post)

Quando a crise é de um tamanho tal que os analistas conseguem dimensioná-la, o ouro surge no horizonte como uma opção ao investidor; quando ela não pode ser dimensionada, tamanha a incerteza, ele pode ser a opção escolhida. 

É mais ou menos isso que eu fui percebendo nesses cinquenta anos de professor atento ao cenário econômico.   Foram muitas crises no visor.  À medida que os anos foram passando, a identificação das recessões começaram a se tornar uma prioridade nas minhas observações diárias sobre a conjuntura econômica internacional.

Paralelamente à atividade de lidar com grande volume de informações, a experiência docente foi um laboratório de estudos muito produtivo.   No dia a dia, era a possibilidade de acompanhar o que me despertasse a atenção no plano internacional; em sala de aula, era a incontingência de um debate produtivo, enriquecedor.

Nesse processo cumulativo sob observação, de repente o ouro se apresentava na mídia.  Eu, onde quer que eu me encontrasse, eu pensava com os meus botões, onde coloco esse metal maleável com tamanha ductilidade? 

Na verdade, o interesse pelo ouro começou quando eu trabalhava em mercado de capitais, no apogeu das Companhias de Crédito e Investimento no Brasil dos anos 60.   Um  dia eu recebi alguns alunos no meu apartamento solicitando que eu exercesse o magistério na Faculdade de Economia que na época era mantida pelos Irmãos Maristas e era agregada à UFSM.  

Mudar de atividade?  Mudar de foco?  Eu rejeitei o convite.  Eu considerava que o magistério não era o caminho que eu visualizava à frente.   Depois, o convite foi mais insistente.  Ou eu assumia a disciplina ou não haveria formatura na faculadade, naquele ano.    Era uma época difícil para a carreira do magistério?

A pressão foi tamanha que eu resolvi assumir o cargo e o encargo.  Eu seria professor da disciplina de Moeda e Bancos que fazia parte do currículo do último ano do Curso de Economia.  As disciplinas eram anuais naquela época.  Aceitei o desafio, mas eu tive pouco tempo para me preparar, adequadamente, para a nova experiência.   

E nesse pouco tempo, o tema do ouro surgiu naquelas que seriam as minhas primeiras inquietações acadêmicas.  Eu havia estagiado no BNDE que na época não era o BNDES atual,  não tinha o S que o transformou, também, em instituição voltada para o desenvolvimento social.   

Eu estudava muito sobre bancos, financeiras e uma lei recente, à época de número 4595, era a pauta preferida dos analistas e da academia.    Era uma mudança total, diziam.    

Pois, a Lei 4595 era a Lei da Reforma Bancária, de 31 de dezembro de 1964, e ela dispunha sobre a política monetária, as instituições monetárias, bancárias e creditícias, criava o Conselho Monetário Nacional (CMN) e fixava outras providências.   

Tudo isso eu tinha a convicção que já acumulava alguns conhecimentos, porém naquele momento eu passava a exercer o magistério superior e precisava lecionar conteúdos.  O ouro era um dos temas constates do currículo da discipliana. 

Em suma, consulta daqui, consulta dali, e o conteúdo para a sala de aula estava com o levantamento feito.  O padrão ouro era o sistema monetário vigente de 1870 até a 1914.  Ele correspondia a um regime cambial fixo. 

Depois, do fim da Primeira Guerra (1919) até o acordo de Bretton Woods (1944) o padrão ouro/libra esterlina foi  substituído pelo padrão ouro/dólar, um período tumultuado em que os EUA passaram a ocupar a liderança mundial na área econômica. 

 

Na condição de professor da UFSM e fui bolsista em Portugal.  O meu orientador, Aníbal Cavaco Silva, economista da Instituição, tinha publicado um livro intitulado O Mercado Financeiro em Portugal em 1966.   Fui orientando (1968-69) daquele que mais tarde viria a ser Primeiro Ministro e, posteriormente, Presidente de Portugal.  O ouro prosseguia como um conteúdo muito importante no período.   

… 

Voltei a lecionar na UFSM, mas logo em seguida eu obtive uma bolsa para os Estados Unidos.   Durante o meu mestrado na Syracuse University, mais precisamente no dia 15 de agosto de 1971, eu estava em aula quando tomei conhecimento que o presidente Richard Nixon havia abolido a conversibilidade da dólar no ouro.  Impossível, pensei eu no momento.

Eu lembro muito bem daquele dia de agosto.  Por tudo que eu havia estudado e lecionado até então me parecia algo estranho.  Ora, vejam só, um governo abolir, unilateralmente, um processo de conversibilidade com toda a história que o metal tem em seu favor.

Lembrei, também, que até então tudo era tratado em grandes convenções, mega eventos, e de repente, um país agiu sem maiores consultas.  Na casa de um governo, em particular.  Tudo apenas dentro da Casa Branca.  Foi assim tão simples?

Bem, eu confesso que àquela altura eu já tinha percebido a importância dos EUA na ordem global.  Então, fazer o quê?  Sobrou-me a tarefa de reunir os alfarrábios, reordenar os conhecimentos acumulados em um quinquênio como docente e planejar os estudos para o porvir. 

Os anos passaram, eu passei a acompanhar as cotações de commodities, moedas, dívidas, bolsas e tudo mais.  Nesse tudo mais, eu incluo o ouro.   

Quando a adversidade se manifestava a ouro entrava em evidência.  Quando a recessão era especulada se falava em ouro.  Quando a contração da atividade econômica se transformava em realidade, a cotação do ouro ocupava as manchetes da mídia especializada. 

Chego, enfim, a 2020.  Agora, em meio à crise sanitária o ouro passou a ser matéria recorrente.    Eu acessei a New York Mercantile Exchange (NIMEX) e percebi que onça troy fechou o pregão em US$ 2.026,40 um avanço de US$ 16,30, ou seja um acréscimo de 0,81%.   Na semana, a variação foi de US$ 53,10, o correspondente a uma valorização de 2,69%.

Nos últimos trinta dias a variação foi bem maior, US$ 222,50, o equivalente a uma variação de +12.33%.   Por fim, num prazo maior, nos últimos doze meses, a onça troy se valorizou em US$ 525,60, ou seja, um avanço de 35,02%.    É o ouro assumindo protagonismo?

Então, à essa altura de agosto, o que está acontecendo com o ouro?  Parece-me que ele já ocupa o papel de coadjuvante importante na configuração da conjuntura atual tendo em vista a atuação de outro ator importante em cena, o rendimento da renda fixa. 

 

Eles possuem movimentações interdependentes?   A crise bateu nos rendimentos e os investidores passaram a priorizar o ouro?   Bate aqui, reage, ali?

Bem, eu creio que está tudo em aberto com relação ao que vem por aí.   A crise parece cada vez maior.  Muitos não veem a luz no fim do túnel?   Por que não recorrer ao ouro? 

O tamanho da recessão é muito maior do que inicialmente previsto.  O fato da principal economia do planeta conviver com um dólar tão debilitado parece ser algo inimaginável há algumas semanas.

Essa fragilidade da economia norte-americana andar de ré levou-me a perceber que há muita liquidez sendo injetada na economia.  Onde quer que seja que o eu ponha a atenção, em qualquer foco da minhas observações é isso que ocorre.

Todo esse dinheiro que jorra sobre a economia pode afastar o investidor do seu destino tradicional rumo às alternativas onde estão incluídas os metais preciosos, o ouro e a prata, essa última em menor proporção.   

Imagino eu a dificuldade de Jerome Powell, o chairman do FED, do Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos nesse momento de injeção de liquidez em ambiente de juros praticamente zerados. 

No fundo eu verifico que os agentes econômicos aguardam ainda mais recursos, via crédito, chegando à ponta do empreendedor;  nesse ínterim, o investidor pensa muitas vezes antes de decidir como agir num cenário de tamanha incerteza.

É isso aí. como anda tudo por aqui e por acolá.  Em Wall Street não se fala outra coisa.  Que crise é essa?  Quando ela vai terminar.  As crises anteriores, aquelas que precederam os anos 80 duravam, em média 11 meses.  No máximo 16 meses, no mínimo 6 meses. 

Aí surgiu a crise das subprimes que gerou a Grande Recessão de 2009 e tudo demorou a chegar ao fim.  Mas e essa?   A que está à frente de todos?  Quando termina? Quando tudo voltará ao normal?  E a tal vacina, que está na fase v, mas não chega ao ponto z? 

São dúvidas e mais dúvidas que assolam a mente de governantes, investidores e de agentes econômicos em geral.  Até quando?  E se a normalidade vier com formato irreconhecível?

Bem, espero que tenha sido um feliz dias dos pais àqueles que tem essa nobre missão de administrar a formação das crianças na configuração dos seus ideários.   

Boa noite, leitor do blog! 

MICRO CURSOS, BRASIL, post 02.07.04, 08.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 08 de agosto 2020
Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 12:10, 16 graus C, 87 % de umidade, céu totalmente encoberto  
Aposentei-me na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1997.   Após 52 anos em exercício docente (1967-2019) a pandemia levou-me a ficar em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.
02.07.04 Brasil, INDÚSTRIA, desempenho recente    
(02 Brasil, 07 Indústria, 04 número de ordem do post)
Nesse post eu procuro mostra uma fotografia, ou um pequeno vídeo, do que está acontecendo na conjuntura recente da industria nacional.   Eu escrevi três posts anteriores na série conteúdos correspondente à Industria.  Foram eles,
post 02.07.01 de  24.04.2020,  post 02.07.03 de 12.05.2020 e  post 02.07.03 de 22.06.2020.   
Antes de começar essa série de Micro cursos, o leitor pode encontrar muitos posts anteriores sobre a Indústria porque eu comecei o meu blog em 2007, quando eu ainda contava com o apoio logístico da Escola de Administração da UFRGS  
Ontem foram divulgadas informações referentes ao desempenho da Industria brasileira no mês de junho passado.  De acordo com o IBGE, a produção da indústria nacional cresceu 8,9% no mês de junho na comparação com o mês de maio.    
A fonte dessa informação é a PIM, a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, formulada na década de setenta e reformulada em 1991 e em 2014.   No site do IBGE, há um gráfico da produção física industrial por seções industriais que mostra o comportamento do Índice de base fixa,  na média de 2012 = 100, com ajuste sazonal para o período de janeiro de 2002 até junho de 2020. 

No gráfico que corresponde a esse período, jan 2002 até jun 2020, constante do endereço eletrônico do IBGE     https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/industria/9294-pesquisa-industrial-mensal-producao-fisica-brasil.html?=&t=series-historicas  o leitor pode verificar que a Indústria de Transformação atingiu um pico, um ponto extremo, em fevereiro de 2011 e depois começou a cair.

Então, hoje 07.08.2020, eu considero que a Indústria está esquecida.   O hiato entre o piso atual e aquele pico do passado precisa ser colocado na mira das autoridades.   É impossível discutir tantos temas na pauta nacional e a Indústria parece ausente, embora as movimentações das lideranças setoriais em torno do tema da reforma tributária.

Então, se esse horizonte está no passado, no curtíssimo prazo o país viu a situação do setor se agravar, ainda mais, com a crise sanitária, e, agora, é preciso juntar as partes e visualizar a floresta.   Quem será capaz de encontrar uma solução para a indústria nacional?

Enquanto uma estratégia de ação não aparece na conjuntura vigente, cabe-me acompanhar os números que mostram o comportamento mensal da indústria brasileira.   Conforme eu escrevi no início desse post, a produção industrial cresceu 8,9% em junho.

Então, agora são dois meses consecutivos de crescimento, 8,9% em junho e 8,2% em maio, incrementos esses sempre em comparação com mês imediatamente anterior.  É preciso comemorar esse desempenho porque ele se deu em plena crise sanitária. 

A limitação corre por conta da perda anterior, de -26%, aquela que ficou acumulada no bimestre março/abril.  Logo, segundo o site do IBGE, nos quatro meses de coronavírus, a diferença ficou em -13,5%.   

É preciso registrar que outros indicadores correlatos, na comparação de junho 2020 sobre maio 2020, evidenciaram as seguintes variações: horas trabalhadas (+6,8%), faturamento real (+9,3%), emprego (0,2%), massa salarial (8,8%) e rendimento médio real (8,1%).   

Nesse período de recuperação setorial tão ansiosamente esperada, cabe o registro que a capacidade instalada original  da Indústria avançou de 70,9 em maio para 71,8 em junho e que a mesma série quando eliminada a sazonalidade cresceu de 70,2 em maio para 72,0 em junho. 

Ainda com relação à utilização de capacidade instalada, dessazonalizada, houve um incremento de 1,8% na comparação de junho 2020 com maio 2020.  Paralelamente, houve uma queda de -5,7% na série original na comparação de junho 2020 com maio 2019.   Essa ultima taxa dá uma razoável ideia do tamanho do recuo na capacidade instalada do setor depois da crise do coronavírus. 

Todavia, se a situação já estava difícil quando se considera o desempenho da Indústria levando como base o mês de fevereiro de 2011, agora, a partir da crise do corrente ano, a situação ficou ainda pior.   A partir daí pode-se dimensionar o tamanho da queda, qualquer que seja a base tomada como comparação, seja ela, mensal, bimensal, trimestral, semestral e por aí vai.

Sigo adiante em busca de outras informações pertinentes ao tema desse post.  De acordo com o IBGE, essa melhora no bimestre está diretamente relacionada ao aumento de produção de carros e caminhões, que chegou a 70% em junho, de motocicletas (57%), de material de transporte (141,9%) e à queda de -1,8% em alimentos, coque, derivados do petróleo e em biocombustíveis.

Eu acessei também o site da Agência IBGE em busca de informações sobre como se encontra o quadro geral do mercado de trabalho no país e encontrei a informação que na terceira semana de julho, o número de afastados pelo coronavírus ficou em 6,2 milhões de trabalhadores. 

Na série histórica apresentada pela Agência há um gráfico que o leitor pode acessar no endereço  https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/28513-cai-para-6-2-milhoes-numero-de-trabalhadores-afastados-pela-pandemia-na-3-semana-de-julho       

A figura, elaborada pelo técnicos que elaboraram o texto, mostra que o número de trabalhadores afastados pelo distanciamento social vem caindo, sistematicamente, desde a primeira semana de maio do corrente ano.

O contingente de trabalhadores afastados pela crise atual recuou de 16,6 milhões de trabalhadores na primeira semana de maio, para cerca de 14 milhões de trabalhadores na primeira semana de junho, 8 milhões de trabalhadores na primeira semana de julho e, finalmente, para 6,2 milhões de trabalhadores na terceira semana de julho, que é a última informação disponível.

Ora, a diferença entre os dois extremos,  16,6 milhões de trabalhadores de maio e os 6,2 milhões de trabalhadores da terceira semana de julho,  evidencia que 10, 2 milhões de trabalhadores, que estavam afastados pelo distanciamento social, já voltaram a trabalhar. 

Nessa mesma fonte há três informações importantes transmitidas por Maria Lúcia Vieira, coordenadora do IBGE, e que merecem o meu registro.   Havia 3,1 milhões de trabalhadores afastados que não por causa do distanciamento social, 8,2 milhões de trabalhadores em atividade remota, 18,2  milhões de trabalhadores que gostaria de trabalhar mas não procurou emprego.

Para encerrar, eu migrei para o portal da indústria, no site da Confederação Nacional da Indústria (CNI) http://www.portaldaindustria.com.br/estatisticas/icei-setorial/?utm_source=gpc_agencia_de_noticias&utm_medium=release&utm_campaign=ICEIsetorial_Jul2020                            em busca de informações sobre o comportamento da confiança do empresário.

Em julho, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) encontrava-se no patamar de 47,6 pontos, ou seja, está abaixo de 50 pontos que significa que há falta de confiança setorial.

É interessante que antes da pandemia o ICEI era de 65,3 pontos em janeiro do corrente ano.  O ICEI recuou para 64,7 (fevereiro), 60,3 (março) e caiu, abruptamente, para 34,5 pontos (abril).   A partir de então teve início uma recuperação do índice que avançou para 34,7 (maio), 41,2 (junho) e finalmente 47,6 pontos (julho). 

O gráfico correspondente ao gráfico dessas informações pode ser acessado no endereço eletrônico   https://www.portaldaindustria.com.br/estatisticas/icei-indice-de-confianca-do-empresario-industrial/

Finalmente, o ICEI sinaliza também que a maior confiança encontra-se os empresários de Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (56,7 pontos), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (55,4 pontos), extração de minerais não metálicos (54,5 pontos), móveis (53,7 pontos) e produtos de borracha (53,4 pontos).

Quando aos setores de menor confiança estão o segmentos de impressão e reprodução de gravações (42 pontos), calçados e suas partes (42,3 pontos), couro e artefatos de couro (43,2 pontos), confecção de artigos do vestuário e acessórios (44,2 pontos) e serviços especializados para a construção (44,2 pontos).

Uma palavra final ao encerrar, esquecimento.   Eu considero até o presente momento que a Indústria está esquecida por parte das autoridades.  Se o país não tem um programa para sair da crise que já leva seis anos, imagine, o leitor, o que pensar sobre o setor secundário da economia.   

Eu sempre lembro da primeira entrevista do ministro Paulo Guedes em que indagado sobre a Indústria ele respondeu em um tom inesperado e fez uma crítica dura contra o Sistema S.  Isso aconteceu nos primeiros dias do novo governo e nada mudou desde então que me fizesse mudar de perspectiva.   Depois, com o coronavírus, o clima piorou e eu me recolhi ao meu beco.

Bom dia, leitor do blog.  Aqui,o comércio retoma as atividades durante todo o fim de semana em decorrência das comemorações alusivas aos dias dos pais. 

ESPORTES, ao vivo, post 15, 07.08.2020, hoje recomeça a Champions League

Porto Alegre, 07 de agosto de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12:10, 23 graus, 83% de umidade

Depois de 150 dias, recomeça, hoje, a Champions League com o clássico entre Manchester City, do Pepe Guardiola, versus Real Madrid.  No agregado está dois a um para o Manchester City.

A partida será realizada na cidade de Manchester, na Inglaterra.   A transmissão acontece via canal TNT, o canal 108 da Sky, e a partida inicia às 16h00.   Imperdível, leitor do blog!

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Agora, são 18h10, o jogo terminou 2 a 1 para a equipe do Manchester City e no acumulado o placar ficou em 4 a 2 para o time inglês,   Gabriel Jesus marcou o gol da vitória do Manchester.   Raphäel Varane cometeu dois erros primários e causou a derrota do campeão espanhol.

Em jogo paralelo, a Juventus de Turim venceu o Lyon por 2 a 1, mas no acumulado o placar ficou em 2 a 2.  O gol fora classificou a equipe francesa.   Com os resultados de hoje, à tarde, Manchester e Lyion seguem adiante na disputa da Champions League.

Um lembrete:  agora, à noite, a partir de 19:15 começa a série B do Brasileirão, com Cuiabá e Brasil de Pelotas.  Mais uma partida imperdível!  Acompanhe o jogo, ao vivo, no canal 39 de SKY, o canal Sportv.  Amanhã, sábado, às 10:45 é a vez do Juventude de Caxias estrear contra o CRB de Alagoas, no mesmo canal de televisão.

Boa noite, leitor do blog 

ESPORTES, ao vivo, post 14, 06.08.2020, clássico GRENAL do Gauchão realizado na Arena do Grêmio

Porto Alegre, 06 de agosto de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18:00, 20 graus C

A quarta-feira foi uma noite de GRENAL, um tanto diferente.  Sem público, relativamente pouca movimentação da mídia, mas uma partida com muito significado.  Valia o título do segundo turno e a possibilidade de ir à final do Gauchão.  Quem vencesse teria o direito de enfrentar o Caxias para saber que seria o campeão estadual de 2020.

Eu passei de carro na frente da Arena porque fui à Novo Hamburgo às 17:00 e retornei às 20:00.   Não vi a menor movimentação de carros que me chamasse a atenção e me fizesse lembrar que era noite de Grenal.   Eu creio que estando em isolamento há cinco meses, eu talvez tenha reduzido o hábito de ligar as rádios locais.   

Eu percebi que eu recorria às estações de rádio quando me deslocava no automóvel.  Tudo mudou para mim com a chegada da pandemia.  Eu ainda escuto rádio, mas no horário de 23:00 e normalmente sintonizo no Exterior, via Rádionet.   No Brasil eu procuro ouvir as rádios do Rio e São Paulo.

Sem público no Estádio o Grenal me pareceu um tanto comportado no início.   Eu senti o Grêmio mais confiante e isso eu atribuo da renovação de plantel que o tricolor realizou nos últimos dois anos.  Acho que a disparidade entre as duas equipes está na juventude do Grêmio.

No dia 23 de julho eu escrevi um post sobre o Grenal anterior, aquele realizado em Caxias do Sul.  E formulei muitas conclusões que projetam a minha visão sobre Grêmio e Internacional.   Entre as tantas observações que redigi eu afirmei que o D’Alessandro deveria ser diretor do Internacional e que o Maicon ocuparia a posição do Renato porque eu acho que ele está pronto para se lançar no Exterior.

É verdade que o Felipão, no Chelsea, e o Luxemburgo, no Real Madri, não se deram bem.  O Renato deveria preparar o inglês e ter uma experiência fora.  Ele consegue criar uma equipe compacta, agressiva, jovem, movimentada, disciplinada tecnicamente e com muito elã.   Ele poderia assumir uma equipe como Sevilha, Valência, Leiscester, Everton, Lazio ou Sampdoria, para iniciar uma trajetória em países que praticam futebol competitivo.

Eu torço que ele não fique tentado por treinar uma seleção brasileira.   Acho que a época da canarinho ficou para segundo plano.  Eu penso que ele deveria dedicar-se, dentro do possível, ao inglês e ao estudo da cultura nesses principais países praticantes de futebol.  

O Grenal teve um início indefinido na minha percepção.  Até os vinte minutos do primeiro tempo o placar estava em aberto para qualquer dos dois times.  Depois, progressivamente, com a solidez da zaga e a movimentação do meio do campo, o Grêmio se fez valer.

Eu lembro o meu tempo de futebol de salão em que eu pratiquei com 13 a 16 anos.  A equipe que eu jogava e que se chamava Irajá, em Sant’Ana do Livramento encontrava poucos adversários à altura.  Depois, já adulto, eu disputava torneios do mesmo esporte em Santa Maria e enfrentei equipes jovens.   Era impossível acompanhar a correria adversária. 

Eu escrevi no post anterior que o Inter, campeão em cima do Grêmio na divisão anterior à profissional, tinha. e tem tudo, para renovar a sua equipe.   É impossível esperar resultados excepcionais com um time sem sangue jovem. É só lembrar tudo o que o Inter conquistou com Falcão, Batista e Escurinho no centro de uma equipe maravilhosa que deu o tricampeonato nacional ao colorado.   

Os dois golos obtidos pelo Grêmio no jogo de ontem foram a queima-roupa.  O goleiro colorado, que é excelente, nada podia fazer para conter os atacantes tricolores.

Mateus Henrique levou o primeiro cartão e foi substituído, enquanto Jean Pyerre esteve aquém do seu desempenho tradicional.   Everton cebolinha fez a sua melhor partida no Grêmio.  O placar poderia ter sido maior se não fosse a presença de Marcelo Lomba. 

As lágrimas de Cebolinha sinalizaram que ele deixará o Grêmio nos próximos dias.  Tomara que tenha preparo físico para se manter em posição do destaque no Benfica.  Vou torcer por ele já que eu acompanho o campeonato português desde que eu frequentava o Estádio da Luz nos anos sessenta.  

Orejuela jogou muito bem.  Diego Souza está numa grande fase, que eu tinha dúvida que fosse acontecer.  Isaque e Pepê, à frente, assegurarão um futuro competitivo ao Grêmio.   David Braz é muito seguro e tem todas as condições de ocupar posição na Zaga. 

Eu fui dormir tranquilo.  No jogo com o Novo Hamburgo o Grêmio tinha ido muito mal, mas se recuperou no Grenal.  Agora é esperar pelo início do Brasileirão que começa amanhã.  Serão semanas de muitas emoções para quem gosta de futebol.   Tivemos azar de começar justamente contra o time do Odair, que conhece futebol como poucos.

Boa noite, leitor do blog!

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO, Post 11, 05.08.2020, António Guterres, secretário geral da ONU, e a educação durante o Covid 19 e além

Porto Alegre, 05 de agosto de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06:10, 16 graus C, 70% de umidade

Um dos maiores problemas que o coronavírus pôs à vista da sociedade foi o alcance e as limitações da educação praticada em âmbito global.   

A educação está interligada, entre outros temas, à distribuição de renda, à produtividade e à inovação.   A versão convencional do estudo formal mostrou que o ensino básico nos padrões de distribuição de renda do país se mostrou altamente fragilizado.  

A produtividade setorial, contida pela qualidade da educação e pela insuficiência de formação profissional, contribuíram para frear a Indústria desde 2011.  Agora, com a redução de fluxo de liquidez decorrente da crise do coronavírus, a situação se agravou ainda mais.   A inovação está inserida nesse contexto e se ressente em muito do que está posto.

Hoje, eu saí em busca de alguma fonte, algum documento. que me colocasse à frente de um diagnóstico para entender melhor o que está acontecendo no setor educação, base de tudo.   E comecei pelas Nações Unidas, por onde eu acredito que tudo deve iniciar

Assim, eu acessei o site da ONU no endereço   https://news.un.org/pt/   e tomei conhecimento do pronunciamento de António Guterres, 71 anos, o engenheiro português que foi Primeiro Ministro de Portugal (1995-2002) e que desde 2007 ocupa o cargo de Secretário Geral da Organização das Nações Unidas.

O secretário geral disse hoje que as decisões que estão sendo adotadas durante a pandemia produzirão efeitos ao longo dos próximos decênios no âmbito da educação. 

Essa afirmação de Guterres gerou a manchete da matéria publicada na ONU NEWS, que diz que o mundo pode redesenhar a educação na era pós Covid 19.

O documento intitulado POLICY BRIEF Education during COVID 19 and beyond, com data de August 2020, está dividido em quatro seções, quais sejam, Choques e tremores secundários da pandemia, Aprendendo a aprender durante o COVID-19, Recomendações de política e Conclusão.

À guisa de conclusão, António Guterres  afirmou que a crise do coronavírus na educação é inédita.    Na sua percepção houve um atraso na busca dos objetivos internacionais da educação e afetou desproporcionalmente os mais pobres.  A comunidade educacional está em condições de se adaptar às mudanças.   

Todavia, há, ainda, o risco de um impacto negativo decorrente da perda de aprendizado e da exclusão.  Essa condição sugere a necessidade de um impulso positivo, que levaria a educação a um futuro almejado.

Essa necessidade de mudança deveria ser inclusiva para o avanço da educação.  Ela levaria a permitir o potencial das pessoas e de feitos coletivos de forma generalizada via investimento em educação.

Guterres afirmou, também, que há muito a explorar, e para tanto é possível reestabelecer do que é básico na educação às suas mais elevadas pretensões.

Para concluir, o secretário geral da ONU atribuiu aos governos locais e à comunidade internacional a necessidade de se manter atentos aos princípios e à execução de reformas.   Dessa forma, a infância e a juventude alcançarão o futuro esperado, e o setor educacional e as áreas afins se ajustarão ao protagonismo necessário para a grande realização;

Acesse https://www.un.org/sites/un2.un.org/files/sg_policy_brief_covid-19_and_education_august_2020.pdf   e veja o documento de autoria de António Guterres.

Bom dia, leitor do blog!  

Micro cursos, Brasil, post 02.06.02, 04.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 04 de agosto 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 06:10, 16 graus C, 92 % de umidade 

Aposentei-me na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1997.   Após 52 anos em exercício docente (1967-2019) chegou a hora de ficar em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

02.06.01 Brasil, A agropecuária e decisão do Conselho Monetário Nacional sobre as dívidas dos produtores rurais  

(02 Brasil, 06 Agropecuária, 02 número de ordem do post)

Hoje eu desejo repercutir uma informação que foi divulgada ontem e que diz respeito às dívidas dos produtores e das cooperativas rurais.   

Eu tenho procurado estar atento a tudo o que está acontecendo na agropecuária porque o agronegócio tem contribuído, decisivamente, para a economia brasileira se manter em pé.   

Para tanto, eu faço uma breve retrospectiva que me obriga a levar o leitor ao mês de abril próximo passado.  Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a renegociação das dívidas, vencidas ou a vencer até o fim do corrente ano, de custeio e investimento, decorrentes da seca e da estiagem.   

Em meados de maio, as negociações das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) estavam travadas devido à limitação de fontes.   

Para solucionar o impasse, o Conselho Monetário Nacional expandiu as fontes de recursos para a renegociação das dívidas do PRONAF, com financiamento da União, ou daquelas com origem no BNDES, com financiamento do próprio Banco. 

Os prazos de pagamento foram fixados em sete anos para operações de custeio, e de um ano após o vencimento para as operações de custeio prorrogado e de investimento.

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Por fim, o leitor deve lembrar das chuvas que atingiram o Nordeste e o Sudeste, no começo de 2020, e do ciclone bomba que apanhou o país desprevenido, na transição de junho para julho do corrente ano.  Aqui, no sul do país, foi um evento de forte impacto.  Eu não tinha visto algo semelhante nesta extremidade do Brasil.  

 

Pois, o Diário Oficial publicou hoje resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) para beneficiar produtores rurais prejudicados pela pandemia e pelo ciclone bomba.

Nessa decisão, os limites dos empréstimos foram expandidos para todo o país para a safra 2020-21, os juros das linhas de crédito do PRONAF foram reduzidas para 2,75% ao ano, e os tetos foram elevados para pessoas físicas, de R$ 45 mil para R$ 65 mil, para produtores rurais pessoa jurídica, de R$ 210 mil para R$ 300 mil e para as cooperativas, de R$ 15 milhões para R$ 20 milhões.

Eu achei oportuno deixar registrado no blog a decisão do CMN dessa segunda-feira porque eu creio que preciso monitorar os principais fatos ligados aos avanços do setor primário da economia brasileira.   Ele tem sido fundamental para preservar a economia, ou melhor, para abrandar o impacto da crise econômica que já se mantém há seis anos no país 

Bom dia, leitor do blog!  Eu creio que o Inverno deu uma folga por aqui.  A temperatura tem se mantido elevada e sem chuva no horizonte.  É surpreendente que o clima se mantenha nessas condições à essa altura do ano.   

Micro cursos, Brasil, post 02.01.10, 04.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 04 de agosto 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 00:10, 18 graus C, 52 % de umidade 

Aposentei-me na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1997.   Após 52 anos em exercício docente (1967-2019) chegou a hora de ficar em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

02.01.10 Brasil,  Os números do Relatório Focus referentes ao comportamento da economia na semana que passou   

(02 Brasil, 01 Desempenho economia, 10 número de ordem do post)

Segunda-feira é dia de divulgação do Boletim Focus.  O leitor pode acessar a publicação no site do Banco Central  no endereço eletrônico       https://www.bcb.gov.br/content/focus/focus/R20200731.pdf

Independentemente da crise global e da crise nacional, a partir do conhecimento da taxa mediana dos agregados econômicos,  os executivos do setor financeiro continuam vendo uma recessão que está sendo reduzida semana a semana.   

O recuo anual do PIB era de -6,51% há quatro semanas.  Depois, progressivamente, recuou para -5,77% há uma semana.   Agora o tamanho da queda passou a ser -5,66%.  Parece-me que uma percepção no sentido contrário do que eu verifico nas economias avançadas em que os analistas comentam, estupefatos, o tamanho da recessão vigente.  

A estabilidade econômica se mantém.   Há semanas que o IPCA está recuando.  Há quatro semanas, havia uma previsão de IPCA de 1,69% para 2020, diminuiu para 1,66% há uma semana e, agora, está fixada em 1,60%.    Finalmente, com relação à taxa de câmbio, fixada em R$ 5,20 para o fim do corrente ano, ela se mantém no mesmo patamar de quatro semanas atrás.

Preocupou-me, em especial, as taxas referentes à variação na produção industrial na edição do Boletim Focus.   A indústria está, praticamente, esquecida.   Tenho escrito de forma recorrente sobre as limitações do setor.

Paralelamente, à dimensão do recuo no comportamento do PIB na última semana, no caso da produção industrial a taxa de queda do produto setorial passou de -7.86%, há uma semana, para -7,92% na informação divulgada nessa segunda-feira.hoje.

Agora, é esperar pela próxima semana e verificar as próximas mudanças na conjuntura econômica nacional à luz da percepção dos executivos financeiros.

Boa noite, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.01.07, 03.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Porto Alegre, 03 de agosto 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 06h10, 15 graus C, 54 % de umidade 

Aposentei-me na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1997.   Após 52 anos em exercício docente (1967-2019) chegou a hora de ficar em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.01.07 ECONOMIA GLOBAL, coronavírus parece estar turbinado nesse início de agosto 

(01 Internacional, 01 Economia global, 07 número de ordem do post)

A semana começa e eu parto em direção ao Exterior em busca de informações atualizadas do que está acontecendo na conjuntura econômica internacional.   Ontem eu fechei o domingo escrevendo sobre os altos rendimentos da Amazon, Apple e Facebook e eu reconheço que fui dormir mais tranquilo.  Acordei, ainda é noite no beco porque aqui só amanhece depois das 07:00.

Afinal os problemas que eu pontuava em território norte-americano me pareciam comuns em um período eleitoral em que a disputa está concentrada na Casa Branca.   A corrida espacial a marte entre Estados Unidos, China e Emirados Árabes, davam um toque mágico ao que eu analisava.  Ao mesmo tempo, eu registrava que  Há três vacinas na fase três dos testes – EUA, Reino Unido e China – com perspectiva de comercialização no primeiro semestre de 2021. criar loja virtual

Isso posto, “estamos” conversados, eu e as minhas dúvidas.   Eu li uma frase que pôs uma pá de cal em minhas ansiedades como analista econômico.   Ela dizia que uma crise sanitária, da natureza que o mundo enfrenta hoje, acontece uma vez no século.   Então, o que cabe é reforçar os sistemas nacionais de saúde.

Pois, a segunda-feira começou e, cedinho, eu leio uma matéria da Organização Mundial da Saúde.  Eu cheguei à notícia imaginando uma informação “tranquilizante”.    Bem, pelo contrário, a manchete dizia tudo.  A OMS alertava que as vacinas que estão sendo desenvolvidas poderiam não dar resultado.

Como assim?  E a inovação?  E as pesquisas?  E tudo que eu sempre ouvi de propaganda em termos de laboratórios?  Bem, de concreto, Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve numa entrevista coletiva há algumas horas e disse que há vacinas na  fase 3 das provas e todos esperam por resultados positivos, mas no presente momento não há um medicamento, um cura-tudo, e quem sabe, nunca exista.

Como assim?  O que será que o sr Ghebreyesus quiz realmente dizer?   Bem eu posso buscar uma pista em outra informação disponibilizada hoje, um pouco mais cedo pela própria OMS.   

María Van Kerkhove, a titular do Departamento de doenças emergentes, reconhece que a letalidade real caiu à medida que melhoraram os tratamentos dos casos mais graves.   Entretanto, nesse momento o mundo convive com uma taxa de letalidade de 0,6% que pode não parecer alta, mas é ainda muito elevada por causa da capacidade de transmissão da doença.

A par do que divulga a OMS, eu constatei que nos Estados Unidos o coronavírus se propaga sem controle.  Como assim?  Essa informação poderia estar ligada à pauta anterior?

… 

Bem, ao que parece o coronavírus se propaga nas cidades e no campo, sem controle.   Eu assisti uma entrevista da dra. Débora Birx.    Ela estava na mídia, diariamente, até há umas quatro ou cinco semanas. 

Ela é especialista em imunologia, uma celebridade e atua junto à Casa Branca onde foi de coordenadora da Força Tarefa voltada para o acompanhamento do coronavírus. 

A dra Birx disse ontem que a situação em agosto não é diferente daquela vigente em março e abril.  A vida no campo não dá qualquer imunidade contra o vírus.  É preciso máscara e distanciamento social.   Birx, em momentos diferentes, exerceu funções alternativas como médica, diplomata e coronel do Exército, só isso.

Birx, levantou polêmicas ao se posicionar sobre o comportamento do coronavírus em crianças.  Para ela, há uma questão em aberto sobre o impacto do vírus nas crianças.   No foco, a velocidade que as crianças abaixo de 10 anos contagiam os adultos e as terríveis consequências do vírus sobre crianças com comorbidades.  

Para encerrar, eu percorri virtualmente muitos lugares nas primeiras horas da manhã.   As máscaras parecem ter voltado com muita força.   Jornalistas centralizados numa tela, com origem em diversas cidades europeias, parecem ter adotado a máscara em definitivo.

O fim da primeira onda, a do coronavírus, parece que não acabou.  Ao contrário, tomou uma altura bem maior do que se imaginava inicialmente.  Há pouco eu acompanhava um noticiário em que um gráfico foi projetado na tela.   Era a média móvel do coronavírus na Califórnia.  A curva estava lá em cima. 

A segunda onda, a da economia, está sob fogo cerrado, é preciso abrir porque o trabalhador precisa dispor de renda, mas a vida em risco continua sendo a expressão do momento.  Há registro de perdas em setores importantes da economia. 

Transportes, lazer, entretenimento, turismo parecem ter perdido o ano.  Veja, o leitor que as férias brasileiras de fim de ano acontecem no meio do ano no Hemisfério Norte.   As queixas de empreendedores se multiplicam e não há em quem jogar a responsabilidade por tudo o que está acontecendo.   Os gestores públicos estão embretados, sem saída, entre as duas ondas.  Fazer o quê? 

Ufa! É isso aí, para início de segunda-feira.

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