A VARIANTE ÔMICRON ATRASARÁ A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA GLOBAL?

Porto Alegre, 25 de novembro de 2021

Post 01.01.82

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura Global,  82 Número de ordem do post 

CANTINHO DA PANDEMIA:   O momento é complicado.  Há uma semana o avanço do ômicron na África do Sul é expressivo, extremamente intenso, mas há duvidas se a variante terá o mesmo impacto no Exterior porque o governo de Pretória informou que apenas 24% da população local está vacinada. 

CONJUNTURA GLOBAL:  O momento já era complicado.  Agora, ficou ainda mais.  O mercado soube da variante ômicron e reagiu na hora.   A advertência dos cientistas não sensibilizou a muitos “cidadãos do mundo”.  

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Eu lembro que há muitas semanas eu escrevi que as pessoas precisavam tomar a vacina.   Em vários países partes expressivas da população simplesmente não foram vacinadas e se negam a se medicarem. 

À época, a Organização Mundial da Saúde (OMC) informou que esse contingente populacional não vacinado formaria o meio adequado para o surgimento das novas variantes da Covid.

A recomendação dos cientistas foi infrutífera.  A ômicron está aí, à frente dos profissionais de saúde. Eu percebo que as autoridades europeias estão agindo rapidamente para adotar medidas preventivas.    Aqui, no Brasil, os noticiários repetem todas as noites os números das quedas em contágios e em óbitos.

Então, nessa terra sem receita para combater o desemprego, os estádios de futebol estão lotados, os shoppings mostram consumidores ávidos para compras na black friday e o carnaval está sendo planejado para ser um evento internacional inusitado.   

Parece que as lideranças nacionais convivem, sem traumas, com o gigante “deitado eternamente em berço esplêndido”.  

A questão maior com relação à variante é que ela é de elevado grau de transmissibilidade.   Eu li em diversas fontes que os cientistas temem que ela se transmita a uma velocidade superior às variantes anteriores. 

Preocupa-me, também, o impacto sobre a retomada global porque ela surgiu em diversos continentes ao mesmo tempo.  Há relatos que ela foi detectada na Bélgica, em Botswana, em Hong Kong e em Israel, tudo na semana passada.

Ao tomar conhecimento da nova variante da Covid19, a ômicron, Joe Biden afirmou que o processo de vacinação deve ser prioridade governamental e que é preciso fazer chegar os medicamentos aos países que não dispõe de vacinas.

O meu maior receio está associado ao grande número de reinfecções.  Se esse fato se confirmar e se propagar mundo afora certamente que será necessária uma vacina eficaz para ômicron.

Nesse ínterim haverá muita incerteza com relação ao comportamento da economia global.  Uma certeza parece evidente: a economia vai atrasar a sua retomada mundial.  Tomara que algumas lições tenham sido aprendidas pelas lideranças internacionais ao longo de toda a crise sanitária.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: CASTELO DE HIROSHIMA, 1974

O Castelo de Hiroshima foi reconstruído entre 1589-99 para ser a residência do daimiô do feudo, ou seja, do senhor das grandes extensões de terra  da região.  O prédio foi destruído pela bomba atômica, lançada pelos norte-americanos sobre Hiroshima, em 1945, mas a obra ganhou uma segunda reconstrução em 1958.

 

O prédio foi o QG do Império na Primeira Guerra com a China (1894-95).    Eu visitei o local em 1974, época em que ele já havia se transformado, desde 1958, em Museu de História de Hiroshima após a Segunda Guerra Mundial.

 

FUMIO KISHIDA ENFRENTA O DESAFIO DE QUEDA DO RITMO DA ATIVIDADE ECONÔMICA EM AMBIENTE DE DEFLAÇÃO

Porto Alegre, 24 de novembro de 2021

Post 01.10.04

01 INTERNACIONAL,  10 Conjuntura japonesa,  04 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Os consumidores norte-americanos estavam ávidos para irem às lojas na Black Friday, mas a notícia da presença da variante Omicron na África do Sul levou os compradores a migrarem da compra direta para a aquisição virtual.  

… 

CONJUNTURA JAPONESA:  O PIB do Japão recuou -4,6% em 2020 conforme os números divulgados na edição de outubro passado do Panorama Econômico Global do FMI.  Para o biênio corrente, os técnicos do Fundo projetaram que a economia daquele país crescerá 2,4% (2021) e 3,2% (2022). 

A par dos números do desempenho da economia, o Índice dos Preços ao Consumidor (IPC) foi nulo no ano da recessão global.  Para o corrente biênio o Fundo prevê uma taxa de inflação de -0,2% (2021) e de 0,5% (2022).

Ao destacar que o Japão trabalha com uma projeção de deflação para o corrente ano eu lembro de quantas vezes em que eu lecionava a disciplina de Cenários Econômicos Internacionais, no Programa de Pós Graduação em Administração na UFRGS, em décadas passadas, que eu me detinha em comentar o esforço dos japoneses em obter um incremento positivo anual no IPC.

Na conjuntura atual, a queda do PIB do Japão do terceiro trimestre foi muito além do que as autoridades esperavam.   O governo projetava que no terceiro trimestre haveria uma queda anualizada do Produto da ordem de 0,7%, mas o número oficial evidenciou um recuo de 3,0%.

Eu acredito que as autoridades locais devem agir rapidamente para evitar o pior.   Afinal, a economia do país cai, ininterruptamente a oito trimestres.   O momento atual é comparável aos dados vigentes para o ano de 2014. 

Por tudo isso, um pacote de estímulos nos moldes utilizados pelas economias avançadas é a opção que está à mesa de Fumio Kishida, o primeiro ministro empossado no dia 04 de outubro do corrente ano.

… 

Outro fato que eu julgo importante destacar com relação ao Japão é que o governo decidiu liberar reservas de petróleo para pressionar uma queda da cotação do barril.  Na verdade diversos países optaram por essa estratégia e o Japão aderiu a esse grupo. 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  OS DIQUES NOS PAÍSES BAIXOS, 1969 

Quando eu cheguei à Holanda eu tinha muita vontade de conhecer os diques que mantém as águas do mar represadas de forma a permitir que porções de terras permaneçam secas. 

Naquela época não se falava em Internet, em www e em nenhum recurso que qualquer estudante dispõe atualmente para acessar informações.  Eu saí do hotel, peguei a estrada rumo ao norte e fui indagando onde eu poderia ver um dique.

Eu não dispunha de dicionário no carro e eu não sabia a tradução de dique para o inglês.  Então, em cada lugar que eu parava eu explicava que eu desejava chegar num lugar em que o mar estava represado.  A resposta era sempre a mesma, ou seja, o local estava sempre à frente.

Depois de algumas horas de estrada eu cheguei num restaurante, expliquei, mais uma vez, onde eu queria chegar e disse à pessoa atrás do balcão que a palavra em português era dique.   A pessoa sorriu e me disse em inglês: – Oh, dike.   

Ela me levou até à porta do estabelecimento e me mostrou o dique à frente do restaurante.  Moral da história: eu andei horas ao lado do dique e só naquele momento pude conhecê-lo.

A fotografia abaixo mostra o mar a minha direita e eu em cima do dique.  Perdi muito tempo naquele dia, contudo valeu a experiência de conhecer uma obra de engenharia daquela natureza.

 

O BANCO CENTRAL EUROPEU E O MOMENTO DA INFLAÇÃO NA ZONA EURO

Porto Alegre, 23 de novembro de 2021

Post 01.03.70

01 INTERNACIONAL,  03 Conjuntura europeia,  70 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:   Começo a perceber que a mídia está fazendo referência à presença de uma nova variante da Covid19 na África do Sul.

CONJUNTURA ECONÔMICA:  Eu escrevi sobre a inflação na Zona Euro no dia 18 do corrente mês.   Na oportunidade, eu redigi que a recuperação da economia estava em curso e que as projeções do incremento do PIB eram de 5,0% (2021) e 4,3% (2022).

Depois, eu falei sobre o comportamento da taxa de inflação no período.   Na ocasião, eu recorri ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), constante do Panorama Econômico Mundial do FMI, registrei que para o corrente biênio, o FMI projetou uma taxa de inflação de 2,2% (2021) e de 1,7% (2022).

O Velho Continente vivencia um novo confinamento na Zona Euro.  O que parecia ser um caso pontual generalizou-se e parece que está tudo de volta nessa nova onda da pandemia.   A infraestrutura hospital começa a ficar lotada e os sistemas de saúde estão procurando agir rapidamente para evitar o pior.

Para enfrentamento dessa situação a experiência anterior é extremamente válida.   O que preocupa às autoridades locais é se o que está acontecendo exigira medidas de emergência na área da economia.  Se tal hipótese se confirmar será imprescindível focal na produção regional e no comportamento da moeda local.

Nesse novo contexto, salta aos olhos a posição do Banco Central Europeu frente às suas instituições co-irmãs, qual seja, a de um enfrentamento da inflação vigente com a antecipação das taxas de juros mais elevadas.

Reiteradamente, Christine Lagarde, chairman tem afirmado que a elevação dos juros não pode acontecer antes que se perceba que a inflação convirja para a taxa de 2,0% ao ano.   E ela diz também que essa convergência deve ser inquestionável.

Essa tendência deve ser longeva implicando que é preciso projetar o cenário da economia regional levando em conta a permanência da inflação no período.

Nesse cenário, Lagarde parece ir além do que eu imaginava à medida que ela procura destacar os preços das mercadorias que não estão focadas em volatilidade.

Por tudo isso, a chairman do BCE parece estar visualizando a economia europeia para além de 2023, ou seja, nada no curto prazo.

Corroborando com tudo o que redigi acima, eu não posso ignorar a entrevista de Isabel Schnabel à mídia global.    Ela afirmou que a inflação de 2022 será muito maior do que se previa recentemente. 

Ela, Schnabel, que é membro do conselho do BCE, disse hoje que a inflação está claramente voltada para cima e que a mudança para a meta da Instituição somente deverá acontecer no médio prazo.  Nesse ínterim podem surgir mudanças de rumo sinalizando a impossibilidade de melhores previsões com relação ao futuro.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  COIMBRA, 1968

A primeira vez que eu fui a Coimbra foi no inverno, o dia escureceu muito cedo e eu me apressei em documentar a minha estada na cidade.   O resultado está comprovado na foto abaixo.

 

A EXPECTATIVA COM RELAÇÃO AO COMPORTAMENTO DOS PREÇOS NO MERCADO DO PETRÓLEO

Porto Alegre, 22 de novembro de 2021

Post 01.02.29

01 INTERNACIONAL,  02 Petróleo/commodities,  29 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:  O setor do turismo europeu voltou a ser impactado em seus negócios à medida que o Centro de Controle e Prevenção e Doenças dos Estados Unidos informou que a Alemanha e a Dinamarca constam da lista dos países de alto risco para contágio da Covid19.

…  

MERCADO DO PETRÓLEO:  Embora alguns analistas acreditam que as commodities já chegaram no seu teto, outros creem que isso deve acontecer apenas no segundo semestre do próximo ano. Por isso eu acredito que é conveniente estudar caso a caso. 

O caso desse post é o do petróleo.   Eu venho escrevendo sobre o comportamento recente dos preços do petróleo dos tipos Brent e WTI.   Nos últimos textos que eu escrevi sobre as cotações do barril elas estavam, visivelmente, subindo.  Como elas estão se comportando no presente momento?

No dia 25 de outubro próximo passado a cotação do barril do tipo Brent encontrava-se no patamar de US$ 85,99. De lá para cá, os preços se mantiveram acima de US$ 80,00 até o dia 17 de novembro, mas nas últimas 72 horas houve um recuo do preço para US$ 79,70, vigente no dia de hoje.

No dia 25 de outubro passado a cotação do barril do tipo WTI encontrava-se no patamar de US$ 83,76.    De lá para cá, os preços se mantiveram acima de US$ 80,00 até o dia 16, mas nas últimas 96 horas houve um recuo do preço para US$ 76,75, vigente no dia de hoje.

…    

O que eu tenho lido sobre o mercado internacional do petróleo é que há expectativa que as alterações no comportamento da oferta devem acontecer a partir do próximo ano.  Se essa perspectiva se confirmar, poderia haver uma mudança na trajetória das cotações do barril porque o avanço dos estoques começaria a pesar no equilíbrio do mercado da commoditie. 

As últimas informações do mercado dão conta que os Estados Unidos e a China vão liberar parte dos seus estoques no mercado para provocar uma queda dos preços.   

Esse aumento de oferta seria sincronizado e seria acompanhado por muitos outros países, inclusive o Brasil, fazendo com que o mercado tivesse que conviver com um incremento de 2,5 milhões de barris por dia a mais do que acontece hoje. 

Do lado norte-americano, o presidente Joe Biden já antecipou que deve provocar um incremento de 50 milhões de barris das reservas dos Estados Unidos.  A previsão é que essa comunicação à mídia deve acontecer amanhã e a origem da commoditie é a Reserva Estratégica de Petróleo do país.

Do lado da China, o presidente Xi Jinping fez uma comunicação semelhante, embora não tenha especificado quando das suas reservas serão liberadas.

Para encerrar, eu acredito à essa altura da recuperação da economia que é possível que tenhamos uma nova instabilidade no setor à medida que essa diminuição nas reservas se concretize e a economia global mantenha o ritmo de recuperação atual.

Boa noite leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  GRAMADO, RIO GRANDE DO SUL

Em Gramado e Canela tudo é muito lindo.   Eu passei a frequentar as duas cidades nos anos 80 quando foi realizado o Primeiro Festival do Turismo de Gramado.   

Durante o festival havia um seminário de dois dias em que a pauta estava voltada para o tema do turismo como atividade econômica.  Na oportunidade, eu fui distinguido com o convite para coordenar a primeira versão do evento.  Havia mais de duzentos participantes do país e do Exterior e o evento foi um sucesso.  Até hoje eu guardo em minha memória as imagens de toda aquela multidão no auditório do Hotel Laje de Pedra em Canela.

Eu bati a foto abaixo da Avenida Borges de Medeiros, a via principal de Gramado, quando eu visitei a cidade no mês passado.  

 

O CENÁRIO RECENTE DO MERCADO DO ALUMÍNIO

Porto Alegre, 21 de novembro de 2021

Post 01.02.28

01 INTERNACIONAL,  02 Commodities/petróleo,  28 Número de ordem do post 

CANTINHO DA PANDEMIA:  No noticiário dessa manhã eu tomei conhecimento que Jean Castex, 56 anos, o primeiro ministro da França, foi contagiado de Covid19 pela sua filha de onze anos.

MERCADO DE COMMODITIES:   Eu estava dentro de um hangar do aeroclube da minha cidade natal quando pela primeira vez que eu me senti tocado pela importância do alumínio no âmbito da multiplicidade das atividades econômicas.

Eu fazia o meu curso de piloto privado, no início dos anos 60, quando eu percebi que o alumínio era utilizado na fabricação de aviões, navios e demais veículos.  Na verdade, na lista mental que eu criei naquela oportunidade o número de produtos parecia não ter fim.  O alumínio parecia estar em quase tudo que eu mentalizava.

Fui em busca das razões para que isso acontecesse e soube que ele era um metal leve e, ao mesmo tempo, resistente.   Leve porque pesava cerca de um terço do peso do aço e resistente por suportar a corrosão.  Ele só perde para o ouro em maleabilidade.

Daí, o fato dele estar presente em tanques, latas, grades, embalagens e até como combustível para foguetes.  E onde encontrar esse metal?   Ele é encontrado pelo homem na forma de mineral.   No caso mais comum, ele é encontrado na bauxita.  No Brasil, possuidor de imensa jazida de bauxita, ela se encontra, principalmente, no Pará e em Minas Gerais.  

Bem, a próxima etapa do meu post é situar o comportamento do alumínio à luz da recuperação da economia mundial.   Eu lembro de ter escrito anteriormente que no primeiro trimestre do ano passado a economia parecia ir à lona.  Depois ela tomou algum fôlego, se fortaleceu e hoje parece em pleno curso de retomada.

Então, nessa retomada que se configurou a partir do segundo trimestre de 2020, muitos preços ganharam altura e vieram a contribuir com o comportamento atual da inflação.   Dentre eles, aqueles relacionados às matérias primas.

À medida que a economia ingressou na retomada o crescimento global, as matérias primas acompanharam o ciclo mundial e, segundo algumas fontes que eu acessei, podem ter chegado ao teto no fim do mês passado. 

Entretanto, é preciso considerar que esse patamar alcançado não vale para todas as matérias primas porque o perfil das mesmas é extremamente diferenciado.

Eu acesso fontes para verificar o comportamento específico e recente do alumínio, medido em dólares por tonelada, e constato que  o valor recuou de US$ 2875,50, em 25 de outubro de 2021, para US$ 2679,50 na última sexta-feira, dia 19 de novembro corrente.  É importante ressalvar que nesse ínterim houve oscilações sistemáticas da cotação do alumínio.

O mundo vive um período sem precedentes na minha percepção.  Governos e empresas agem a partir dos seus diagnósticos sobre o que esperar da pandemia e como deve prosseguir a retomada da economia.   

Eu já nem falo em resiliência porque me parece que o tema se esgotou devido a incapacidade dos países vacinarem a maior parte da sua população.  Nesse sentido, eu abandonei a ideia de uma volta a normalidade porque a pandemia evidenciou novas ondas e outras variantes desconhecidas até então. 

Logo, nesse mundo de falta de sincronia entre demanda e oferta, inclusive de matérias primas, muitos agentes econômicos tomaram posições inesperadas no meu modo de ver, embora eu reconheça os motivos que definiram as suas estratégias de ação. 

Nesse ambiente, eu constatei que o alumínio foi uma das matérias primas que empreendeu o voo mais alto nessa conjuntura atual.  Daí ele ser considerado uma espécie de um tesouro metálico de parte de quem o dispõe e de quem o necessita.

E assim, foi com, apenas, relativa surpresa, que eu li nessa manhã que o Vietnã mantém um estoque guardado de alumínio de 1,8 milhão de toneladas, algo inimaginável para a minha visão de analista.   A quantidade é tamanha que as necessidades globais estariam amenizadas se o metal mantido na cidade de Ho Chi Minh fluísse para o mercado global.

Segundo a notícia, há montanhas de toneladas de alumínio, cobertas com lonas pretas que ocupam uma área de um quilômetro de extensão.  Essa matéria prima vale US$ 5 bilhões na cotação atual.   De acordo com a notícia o alumínio encontra-se naquele local à espera de uma sentença por prática comercial de dumping.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  UM DIA DE INVERNO EM SYRACUSE, NOVA YORK, 1970

Eu bati a foto abaixo num dia de inverno nas imediações da Syracuse University (SU) onde eu estudei nos Estados Unidos na década de 70.   A raízes da universidade remontam ao Genesee Wesleyan Seminary, que foi fundado em 1831 pela Igreja Metodista Episcopal em Nova York.  

Em primeiro plano está a área da cidade onde ficava localizada a Bookstore, a Livraria da SU.  Ao fundo e à esquerda está a torre do prédio do Hall of Languages, uma construção realizada no período de 1871-73  

DIVERGÊNCIAS SOBRE A CONJUNTURA CHINESA

Porto Alegre, 20 de novembro de 2021

Post 01.11.25

01 INTERNACIONAL, 11 Conjuntura econômica, 25 Número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:  Preocupações redobradas com a pandemia na região da Península Ibérica.  A estação do inverno inicia no fim de dezembro, mas o frio polar deve chegar na próxima segunda-feira e se manter ao longo da semana na região.

… 

CONJUNTURA CHINESA:  Eu tenho monitorado o comportamento da economia da chinesa a partir das fontes que eu consigo acessar via Internet.   Na verdade, eu venho cumprido essa tarefa há mais de cinquenta anos, dentro das condições possíveis.

Tudo aconteceu na época em que comecei a gravar imagens para a minha videoteca, isso em meados dos anos 70, ocasião em que eu procurei sistematizar as atividades de imagens em vídeos

Eu lembro que eu utilizava em sala de aula um vídeo da ARPANET,  produzido em matéria realizada desde o Pentágono, e outro vídeo, esse de  Tim Berners-Lee, engenheiro da CERN,  que nem havia criado o www.

Hoje, a minha tarefa é muito mais fácil de ser realizada.  Atualmente a origem dos problemas que eu enfrento é  diferente daquela época.  O que me preocupa, agora, é a natureza de me movimentar em meio à big data.  

Para hoje, eu selecionei dois tópicos que tem a ver com a economia chinesa, a única que não conviveu a recessão de 2020, nos moldes enfrentados pelas economias avançadas.   Na verdade, ela partiu na frente das demais, à medida que ela iniciou o processo da sua retomada antes que as demais superassem a recessão da pandemia.

A mídia ocidental tem dado ênfase à necessidade do governo de Xi Jinping dar uma guinada na sua economia.  Os temas da desaceleração acima da esperada, da crise imobiliária a partir das dificuldades da Evergrande administrar uma divida que gira em torno de US$ 300 bilhões e, também, de uma crise no setor de energia. 

Essa mudança de rumo implica planejamento, implica a elaboração de um cenário de longo prazo onde o país, que é o maior gerador de gas estufa precisa decidir sobre o uso de carvão para se adequar a uma pauta de sustentabilidade. 

É um dilema que precisa ser resolvido pelo governo chinês.  Eu lembro que eu escrevi um post sobre a COP26 em que eu destaquei a ausência ao evento de Xi Jinping, Vladimir Putin e Jair Bolsonaro.   

Depois, eu percebi que na agenda entre Biden e Xi há um tema que diz respeito às metas voltadas à sustentabilidade.   Atualmente, eu estou aguardando detalhes do que realmente está sendo efetivamente programado entre as partes.

O segundo tópico que eu selecionei para hoje tem como fonte a própria imprensa da China.  A percepção é outra daquela que constou em parágrafos anteriores.  A fonte é a edição do People´s Daily dessa semana e o título da matéria sugere que as oportunidades na China se mantém atraentes.

A razão para tanto decorre do fato da China prosseguir com a promoção da abertura da sua economia e de buscar a consolidação de um ambiente de negócios voltado para o mercado.  

E como resultado de tais iniciativas, os investimentos estrangeiros diretos alcançaram níveis recordes no ano passado e prosseguiram no mesmo ritmo no corrente exercício.

Paralelamente à atração de investimentos, houve aquisição de títulos do governo de Beijin durante o ano em curso porque há o consenso que se trata de um ativo de reserva global.

É isso aí.  O analista precisa estar atento às informações das mais diversas fontes, acompanhar a evolução dos fatos para depois se posicionar.   Quando, como é o caso desse post, surjam polêmicas ou divergências sobre a conjuntura, é fundamental fazer o registro para voltar oportunamente a tratar da mesma matéria.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: VIAJANDO NO INTERIOR DO JAPÃO, 1974

Durante o curso que eu realizei no Japão, houve uma viajem programada do grupo de alunos de Tóquio para Hiroshima. 

Naquela época, algo como 75% do percurso era coberto pelo trem bala porque a parte final estava ainda em obras.  No caso, todos os alunos desceram do trem bala e tomaram outro trem de menor velocidade para a parte final do percurso. 

Na foto abaixo, eu aguardava a conexão para seguir até Hiroshima.    Como tudo no Japão não havia espaços vazios, tudo era extremamente denso de pessoas, no caso, passageiros. 

 

ECONOMIA SIDERAL POST 06 UMA REFERÊNCIA À TENTATIVA DE CONTER UM ASTEROIDE EM PLENO DESLOCAMENTO NO ESPAÇO

Porto Alegre, 19 de novembro de 2021

Post 01.31.06

01 INTERNACIONAL, 31 Economia Sideral,  06 número de ordem do post

Eu criei esse título de Economia Sideral em 27 de junho do corrente ano.  Na oportunidade eu escrevi algo como o meu objetivo nesta seção: escrever sobre temas que estão além do planeta Terra e que não tenham relação com religião.   

A partir daí, definido o  que eu pretendia com esse título, eu escrevi cinco textos nos dias 01 de julho (post 01), em 11 de julho (post 02), em 09 de outubro (post 03), em 13 de outubro (post 04) e em 17 de outubro (post 05).

No último post que eu redigi, eu tratei de elaborar uma referência a um programa da televisão espanhola, a sétima temporada do Órbita Laika, que tratou da próxima parada, o planeta Marte.  

Para quem me acompanha sistematicamente, eu contei certa vez que quando menino eu repetia que no  futuro eu gostaria de ser um astrônomo.  Por alguma razão eu sempre fui muito interessado nos assuntos relacionados ao espaço. 

Pois nessas andanças do menino ao idoso de 77 anos, um tema que sempre me intrigou foram os meteoros viajando no espaço e a possibilidade de que algum, ou algo dessa natureza, pudesse chegar à Terra. 

Pois, hoje eu li uma matéria que a NASA está planejando uma estratégia defensiva se a citada hipótese vier a acontecer.

O conteúdo está no site da CNN e o título diz que A NASA chocará deliberadamente una nave espacial contra um asteróide para rediredicioná-lo visando a defesa planetária.

No texto, o autor Ashley Strickland informa sobre a missão da nave espacial DART, que será lançada na próxima quarta-feira, a 01:20, no horário de Miami.  Segundo o texto, o evento acontecerá na base da Força Espacial Vandenberg na Califórnia, e consistirá no lançamento de um foguete Falcon da Space X.

É isso aí, boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: PALÁCIO DOS FESTIVAIS, GRAMADO

A foto abaixo eu bati antes da pandemia.  Para as pessoas que nunca estiveram no Rio Grande do Sul, e em particular, na cidade de Gramado, o Palácio dos Festivais é o local onde é realizado, anualmente, o evento maior, em âmbito regional, do cinema nacional há várias décadas. 

 

A INFLAÇÃO ELEVADA ESTÁ A TRAVAR A RETOMADA DA ZONA DO EURO?

Porto Alegre, 18 de novembro de 2021

Post 01.03.69

01 INTERNACIONAL,  03 Conjuntura norte-americana,  69 Número de ordem do post 

CONJUNTURA EUROPEIA:  O Velho Continente convive com inflação elevada, um mal global que acompanha a recuperação que veio sucedeu a recessão da pandemia. 

De acordo com o Panorama Econômico Global do FMI, na recessão da pandemia o PIB da Zona Euro recuou -6,3% (2020).  Na recuperação atual, o Produto deve crescer 5,0% (2021) e está projetado para um novo incremento de 4,3% (2022).

Nesse ínterim, o Índice de Preços ao Consumidor registrou um pequeno incremento de 0,3% (2020), segundo a mesma fonte.  Para o corrente biênio, o FMI projetor uma taxa de inflação de 2,2% (2021) e de 1,7% (2022).

A polêmica que se criou em torno da taxa de inflação em âmbito mundial, e na Zona Euro, em particular, é que ela avançou além da meta, mas deve recuar logo à frente.   

Nesse sentido, as autoridades monetárias em todo o globo alertam que não é preciso temer a inflação.  Ela vai ceder nos próximos meses, comunicam, em coro, os bancos centrais de todos os continentes. 

O FMI comunga dessa versão.   Afinal, no World Economic Outlook publicado recentemente consta que embora os últimos números da inflação em todas as economias, “as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas”.

Isso casa com o argumento de Jerome Powell, chairman do FED norte-americanos, que repete, a esmo, que ali na frente a inflação volta ao normal.

Já, a equipe do FMI, é mais precisa na sua projeção.   Ele é de parecer que a inflação global atingirá o pico no fim de 2021, ou seja, agora.   E que, em meados de 2022 ela volta ao normal na maioria das economias.

Nesse contexto, a Comissão Europeia está atenta à retomada porque a pandemia começa mostrar sinais de uma quarta onda.  Eu tenho escrito, reiteradamente, a respeito no cantinho da pandemia.

E, aí, o impacto será diferente entre as economias em recuperação.  Dependendo da região do Velho Continente, há países que crescem acima de 6,0%, há outros em que a retomada deve acontecer agora e há um terceiro grupo que conviverá com impacto imediato da crise sanitária.  Nesse contexto, o que preocupa é o que vem a seguir.   

Como se comportará o setor empresarial à medida que os estímulos cheguem ao fim?   Cortando os estímulos há o problema da inflação.  Eu citei a projeção do FMI que a inflação irá tocar no teto agora e que pode voltar à normalidade em meados do próximo ano.  Todavia, e se essa perspectiva com relação ao IPC não se confirmar?

No caso específico da Zona Euro, Christine Lagarde não parece crer na recuperação da economia, embora tantas instituições, inclusive o FMI, tenham apresentado números que me parecem convincentes.   Talvez, ela esteja atenta ao fato de que os países da Zona Euro avançam em velocidades diferentes.   Se assim for, quiçá ela esteja visualizando que uma mudança na política monetária possa abortar a recuperação de alguma das economias do bloco.  

…   

Quando indagada sobre o momento da inflação regional, Christine Lagarde não me parece ter a mesma convicção do que Jerome Powell, o seu colega do FED.   Esse último parece sinalizar que o momento da elevação da taxa de juros está próxima.  A presidente do BCE joga a mudança na taxa básica de juros somente para dois anos à frente.

Lagarde acredita na transitoriedade da inflação, mas, ao mesmo tempo, parece temer que qualquer decisão tomada antes do tempo possa atrasar, ainda mais, a volta à normalidade da economia do Velho Continente. 

… 

Para concluir, eu penso que se Lagarde já pensava assim – esperar o fim da pandemia e a volta à normalidade – para depois agir como autoridade monetária, agora, com a quarta onda da Covid19, que mudança no discurso a presidente do BCE poderá apresentar aos seus pares?

Boa noite, leitor do blog!

 

FOTO ABAIXO:  O ARCO DO TRIUNFO DA RUA AUGUSTA, 1968

Na reconstrução do centro de Lisboa, após o terremoto de 1755, foi construído o Arco do Triunfo que aparece na foto que eu bati em 1968 quando estudei em Portugal.

Ele está localizado sobre a rua Augusta, na Praça do Comércio, no centro da capital portuguesa.  O arco foi construído em duas etapas: alcançava o alto da rua, até 1843, e a parte de cima foi terminada em 1873.

As três estátuas, que o leitor visualiza na parte superior do monumento, representam as figuras da Glória coroando o Gênio e o Valor.    É muita História para assimilar, mas, ao mesmo tempo, é gratificante aprender os conhecimentos que os relatos do passado ensinam aos visitantes da Lisboa de antanhos. 

 

ROBERTO CAMPOS NETO E ROGÉRIO MARINHO DIVERGEM EM LISBOA

Porto Alegre, 16 de novembro de 2021

Post 02.01.65

02 Brasil,  01 Conjuntura nacional,  65 Número de ordem

CANTINHO DA PANDEMIA:  Nesse mundo da pandemia não se pode esquecer que a imunidade das pessoas vacinadas vai caindo à medida que os meses vão passando.

CONJUNTURA ECONÔMICA:  A conjuntura econômica é das piores que Jair Bolsonaro enfrentou dentro do seu mandato e a cada semana o Boletim Focus teima em mostrar que a situação se agrava ainda mais aos olhos da opinião pública nacional.

A cada semana o Boletim Focus mostra a percepção do mercado financeiro sobre a economia, e ele se mostra cada vez mais pessimista, ou seja, a inflação para cima e desempenho para baixo.   Explico melhor.

Hoje, houve a divulgação de uma nova edição da publicação no site do Banco Central.  Nas últimas quatro semanas, o IPCA para o corrente ano avançou de 8,69% avançou para 9,77%.  Na mesma oportunidade, o crescimento do PIB recuou de 5,01% para 4,88%.

Todavia foi o cenário para 2022 que me deixou muito preocupado ao tomar conhecimento do último boletim Focus.  Segundo o relatório o crescimento do PIB que estava projetado em 1,5% há quatro semanas recuou para, apenas, 0,93%. 

À essa altura é importante lembrar que o Índice de Atividade do Banco Central, o IBC-Br,  já registrou quedas de -0,35% na comparação do segundo trimestre com o primeiro trimestre de 2021 e de -0,14% na comparação do terceiro trimestre com o segundo trimestre de 2021.   E, mais, segundo o NBER, dois trimestres consecutivos de quedas caracterizaria uma recessão. 

Também a taxa de inflação aumentou nas projeções dos últimos trinta dias, ela que se encontrava no patamar de 4,18 % para 4,79 %.

A taxa SELIC que estava fixada em 8,25% para 2021 avançou mais um ponto e está projetada, agora, em 9,25% sobre o ano anterior.   Para 2022, a taxa básica que se encontrava em 8,75% há quatro semanas deu um salto para 11,0% ao ano.

Preocupa-me, em demasia, essa projeção de juros mais elevados numa economia que estará quase parando no próximo exercício.  Entretanto, o que sobra ao COPOM senão elevar a taxa de juros com o IPCA chegando à casa dois dígitos no ano que vem?  Principalmente porque a taxa de câmbio está projetada para fechar ambos os exercícios, 2021 e 2022, na casa dos R$ 5,50.

Descritas as estatísticas recentes que sinalizam as minhas preocupações com relação à estabilidade e ao desempenho da economia.  Por enquanto, tudo me leva a crer que 2022 não será melhor do que 2021.  Sem um ministro da Fazenda que vá à mídia e afirme o que pretende fazer, a incerteza corre solta no cenário econômico. 

A ausência de Paulo Guedes em estabelecer objetivos e metas sobre o Brasil Real, uma afirmação recorrente em meus posts, deixa outras autoridades a apresentarem as suas narrativas pontuais, um tanto desarticuladas, no global embora sejam procedentes, no particular.  

Um episódio dessa natureza ocorreu durante IX Fórum Jurídico de Lisboa, e em que estiveram presentes o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o Ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho.

Eu imagino que devam ter sido manifestações difíceis de parte à parte, de dois atores com intensa presença no ambiente político brasileiro. 

O presidente do Banco Central iniciou tratando da inflação que se desdobra em duas frentes, no Exterior e, internamente, no país.  Os governos dos países avançados fizeram uma injeção fiscal sem precedentes. 

Então, além de importar inflação de fora, há uma dinâmica de avanços internos dos preços dos  combustíveis, da energia e dos alimentos.   A experiência com avanço da cotação das commodities no passado deveria levar a uma valorização do real, mas dessa vez é o dólar que tem se valorizado sistematicamente.  

Nesse contexto, a tarefa do Conselho de Politica Monetária se torna mais complexa.  O governo precisa ter uma participação mais ativa em um cenário nessa natureza.   É fundamental que o Executivo busque o  equilíbrio dos gastos. 

Ele chegou a enfatizar que o governo precisava sinalizar que procederia dessa forma.   Nesse sentido, as autoridades deveriam promover uma redução dos gastos públicos.    O avanço do IPCA, descrito no início do post, está a exigir austeridade imediata. 

O que se percebe, complemento eu, é que o Paulo Guedes é o primeiro a argumentar a favor de furar o teto dos gastos que vem do governo Temer.    A ação proposta no presente é exatamente o contrário do discurso do passado.

Na sequência, o Ministro do Desenvolvimento Regional se opôs, de pronto, à mensagem apresentada por Roberto Campos Neto.   Ele discordou frontalmente do discurso do presidente do Banco Central que o foco do governo seria priorizar a atenção à piora qualitativa e quantitativa da inflação.

Nesses tempos de pandemia em que o impacto da crise sanitária é mais intenso sobre a população que ocupa a parte debaixo em termos de níveis de renda, um governo não pode ser insensível às dificuldades dos que sofrem mais.

… 

Em suma, assim como Rogério Marinho quando assessor polemizou com Paulo Guedes à época em que se encontrava na Pasta da Fazenda, dessa vez,  o agora Ministro mostrou que seria uma insensatez priorizar apenas o equilíbrio fiscal e os aspectos monetários do momento.

A palavra utilizada por Marinho em substituição, ou quem sabe, em complemento ao receituário precedente de Campos Neto, foi a necessidade de o governo promover a acessibilidade social.   Não basta atender à expectativa do investidor, é preciso  

Eu imagino como ficaram os presentes ao evento quando duas autoridades mostraram tamanha divergência de opinião em tão curto espaço de tempo.   Nesse ínterim, Paulo Guedes que deveria coordenar um esforço nacional para alcançar a retomada, estava contando vantagem aos empresário de Dubai que o Brasil crescia acima da média mundial. 

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  UMA VISÃO INTERNA DO TEMPLO DE MIYAJIMA, 1974

No dia primeiro do corrente mês eu publiquei uma foto sobre o torii, o portal do templo xintoísta localizado na cidade de Hatsukaichi, nas proximidades de Hiroshima.  Ele aparece em vermelho no centro da imagem abaixo.

Hoje eu apresento uma segunda foto do mesmo santuário, mostrando uma visão mais geral do templo que eu visitei no Japão.   Na imagem, a maré está baixa e é possível ver o solo.  Entretanto, quando a maré sobe a impressão que o visitante tem é que o templo está flutuando sobre o mar.