BRASIL, audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicas na TV Senado

Hoje eu assisti na TV Senado uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos que debateu a inovação e a competição como novos caminhos para redução dos spreads bancários.

A propósito, eu tenho redigido varios posts sobre essa matéria.  Creio que o tema é da maior relevância. Acredito, também, que o momento é oportuno para tratar do assunto tendo em vista que o país vai se submeter a um pleito e o eleitor deve conhecer os planos dos candidatos para a gestão da economia.

Pretendo redigir um post sobre essa audiência pública.

FOTO ABAIXO:  Esquina da Avenida Salvador França com Avenida Ipiranga, Porto Alegre, 23.04.2018, 17h00

BRASIL, a conjuntura econômica na 17a semana de 2018: valorização do dólar comercial, perda de validade da MP da reforma trabalhista, desaceleração da retomada da economia e avanço da dívida pública bruta do governo

Ontem o dólar registrou uma valorização em âmbito mundial.  Nos EUA os juros dos títulos do Tesouro de 10 anos que financiam a dívida pública convergiram para 3,0%, uma reação à elevação a 56,5 pontos em abril  do Índice de Gerentes de Compras sobre a atividade industrial.  Lá houve aceleração da inflação e dos preços das commodities além da expectativa de novos aumentos nas taxas de juros.

No Brasil o dólar foi a R$ 3,453, uma elevação de 1,17%, o maior nível desde 02.12.2016. Aqui, a Medida Provisória (MP) que ajustou a Reforma Trabalhista de novembro de 2016 perdeu a validade.  O relator da proposta afirmou que não há possibilidade de aprovar a Medida Provisória.  Assim, houve aumento da incerteza jurídica no país.

Há preocupação dos analistas econômicos com a retomada do PIB que perdeu o ímpeto no trimestre até fevereiro, com incremento de apenas 0,6% sobre o trimestre anterior.  O desemprego tolheu uma expansão maior do consumo. 

O FMI estimou que a dívida pública bruta do governo brasileiro, que estava em 84% do PIB em 2017 pode chegar a 90% do PIB no próximo ano, um dos maiores níveis em escala mundial.  É preciso reverter a situação através das reformas econômicas e do ajuste das contas públicas.  É imprescindível a utilização de uma nova pauta para as finanças públicas no próximo governo.

Hoje eu fui ao estudio da Televisão Assembleia para participar do programa Espaço Público que foi apresentado pelo jornalista Carlos Hammes e retransmitido, ao vivo, via TV Educativa de Porto Alegre.  Na oportunidade, o roteiro do programa obedeceu a seguinte pauta:

Porque o dólar registrou valorização mundial no dia de ontem? 

No Brasil o dólar foi a R$ 3,453, o maior nível desde 02.12.2016?

Qual a importância da reforma trabalhista voltar ao texto original de novembro passado? 

Não havendo ambiente para uma Medida Provisória como o governo vai proceder agora?

A retomada da economia brasileira está desacelerando?

Há preocupação relacionada à elevação da dívida pública do governo brasileiro?

FOTO ABAIXO: Esquina Democrática no sábado chuvoso, 21.02.2018, 16h00

BRASIL, um upgrade na polêmica antiga, na discussão em torno dos juros cobrados por intermediários financeiros

A polêmica é antiga.   Antes o problema era a inflação; hoje, os juros.  Uma “herança”dos anos 90. A polêmica é antiga.  Uma guinada da época do real.  A polêmica é antiga.  Juros básicos no piso, juros para o tomador no teto.  A polêmica é antiga. Entre as duas pontas – Selic e Cheque especial há um spread bancário (38,4% em 2017).   

A polêmica é antiga. O spread é uma “pizza de quatro fatias”: inadimplência, carga tributária, custos, lucros dos intermediários financeiros.  A polêmica é antiga. Há um link entre os juros cobrados e a dívida pública. A polêmica é antiga.  As contas públicas estão desequilibradas, as reformas econômicas estão postergadas, os discursos populistas estão criando expectativas de dívida pública nas alturas.  Polêmica antiga. 

Em minhas entrevistas semanais na televisão eu venho registrando que a polêmica antiga foi renovada.  A cada semana eu vejo vozes e mais vozes criticando a conjuntura que está aí.  Na entrevista da semana passada eu destaquei que o BACEN já faz coro à queda dos juros. 

De um tempo para cá eu tenho elaborado alguns posts sobre os intermediários financeiros e as finetchs.  Agora eu passo a realizar uma varredura do que eu vou taxando na imprensa sobre o comportamento dos juros no Brasil.

Ontem, eu realizei duas taxações que estão com o foco nas taxas de juros praticadas no país.   Na primeira taxação eu destaco uma entrvista de Antonio bernardo, presidente consultoria alemã Roland Berger. que concedeu entrevista à Folha de São Paulo, e que foi publicada na edição de 22.04.2018, página A24.

A entrevista com Bernardo levou o título de “É uma falácia dizer que bancos brasileiros são muito eficientes”.  Na leitura da matéria o entrevistado reconhece a adversidade do ambiente, mas destaca a ineficiência dos intermediários financeiros.  Bernardo também reconhece que “a mudança dos bancos é uma questão de tempo”.

Recomendo aos professores e estudantes de Economia e de áreas afins que tomem conhecimento da entrevista do executivo alemão.  Ela trata da concorrência soft, concentração bancária, eficiência falaciosa, recuperação de garantias,  fintechs e a ação do BACEN para a redução de spreads. 

A segunda taxação que eu realizei no domingo e que faço referência nesse post diz respeito ao editorial da Folha (22.04.2108, página A2).   Intitulado “Elefantes na sala”, a matéria trata da prática de juros elevados no paíus e da concentração setorial.

O que diz o editorial?  A SELIC despencou mas a percepção de queda dos juros cobrados pelos intermediários financeiros é pouco notada.   Números e argumentos que devem constar da pauta da mídia nos próximos meses.  Imperdível!

FOTO ABAIXO: Viaduto Otávio Rocha, Centro Histórico de Porto Alegre, 21.04.2018, Otávio Rocha  

 

EUA, entrevista de Eduardo Guardia à televisão norte-americana

O Canal Bloomberg está apresentando uma entrevista com Eduardo Guardia, novo Ministro da Fazenda do Brasil, durante o programa Bloomberg Markets: Balance of Power.     Agora são 13h20 em Porto Alegre.    A entrevista deve ser reapresentada durante essa segunda-feira.

Confira!

FOTO ABAIXO: Avenida Borges de Medeiros, sábado chuvoso, 21.02.2018, 16h00

 

ECONOMIA DO CONHECIMENTO, a física dá a benção à computação?

O Estadão divulgou uma matéria que dá o que pensar.  Isso aconteceu nesse domingo, 22.04.2018, página B10.  Qual é o conteúdo? Ela trata dos computadores quânticos. Título da matéria? Física abre espaço para nova era da computação.

Os autores da reportagem – Cláudia Tozetto e Bruno Capellas – partem da evolução do chips na computação clássica e do esforço na criação da computação quântica.  A transição do armazenamento e processamento no bit para o qubits. Aí, “a velocidade de processamento atinge níveis exponenciais”.

Excelente a matéria do jornal.  Recomendo-a aos professores e alunos dos cursos de Economia e de áreas afins.

FOTO ABAIXO: Viaduto Otávio Rocha, na tarde chuvosa de sábado, 21.04.2018, 16h00

HUNGRIA, das memórias da adolescência sobre os magiares, os magos do futebol, ao país da liderança divergente de Victor Orbán, um político conservador, na União Europeia

A primeira vez que ouvi falar em Hungria o assunto em pauta estava relacionado ao futebol.   Residente na fronteira do Rio Grande do Sul, nos anos 50 éramos, todos os meninos, torcedores de clubes cariocas.  Em Sant’Ana do Livramento, não se ouvia falar em Grêmio e Internacional.

As estradas eram péssimas, estávamos, eu e os meus amigos, voltados para as cidades vizinhas – Uruguaiana, Quarai, Dom Pedrito, Bagé e Alegrete – e para o Uruguai.  Na prática o nosso território ia até Cacequi. Até à Estação Ferroviária de Cacequi.  De lá para frente havia outro rio Grande do Sul.

Naqueles anos 50 eu pertencia a um clube de futebol de salão, o Irajá, e a gente viajava de caminhão da prefeitura para jogos nessas cinco cidades.  Eram viagens intermináveis.  Só havia acomodação para o motorista e mais duas pessoas na cabine.  Os demais viajavam na carroceria de ferro da caçamba que andava a 30 kms por hora.  Ã noite fazia muito frio. Eram viagens incríveis. 

Só havia o rádio. A conexão com Porto Alegre acontecia via Correio do Povo que eu comprava, diariamente, na Banca do Sr. Madureira, que ficava localizada no abrigo dos ônibus, nas imediações do Parque Internacional.  No post de hoje eu falo sobre a Hungria a partir das informações que retive na memória.

I. Pois a primeira vez que vi uma fotografia que tivesse relação com a Hungria foi em 1954.   O Brasil, vice campeão mundial de 1950, disputou uma partida contra a Hungria na Copa do Mundo que foi realizada em Berna, na Suiça.  Os magiares que haviam aplicado goleadas recentes na Inglaterra e na Alemanha Ocidental venceram o Brasil por um placar de 4 a 2.

Eu lembro das fotografias – creio que da Revista Cruzeiro ou do próprio Correio do Povo – mostrando Pinheiro, zagueiro do Fluminense do RJ e  da seleção brasileira, saindo de campo com o rosto todo ensanguentado.  A imprensa falava em a Batalha de Berna.

Na minha imagem de um menino de 10 anos ficou a certeza que os húngaros eram violentos.  E, mais, que a seleção canarinho tinha ido às vias de fato e apanhado de forma generalizada.   Nada disso.  Na semana passada um canal esportivo apresentou o vídeo desse jogo lá na Suiça, eu assisti todo o filme e verifiquei que a minha percepção estava distorcida no tempo e que os húngaros praticavam um futebol maravilhoso naquela época.

II. A segunda vez que ouvi falar em Hungria foi no final de 1956.   Na época eu era torcedor do Flamengo e eu lembro que o Budapest Honvéd Football Club, fundado em 1909, veio à capital carioca para jogar contra o time da Gávea.  As informações do futebol chegavam à fronteira gaúcha através de uma revista que mostrava os gols do fim de semana anterior do campeonato do Rio de Janeiro.   A televisão ainda não havia chegado e só fui conhecê-la nos anos 60 quando estudei na UFSM, onde obtive o diploma de Bacharel em Ciências Econômicas (1966).

Acompanhei todas as informações disponíveis sobre o Honvéd, o time húngaro que trazia uma fama danada e que tinha Ferenk Puskás como o maior astro do futebol mundial.   Na minha mente, a história do Hónved cruzava com a crise política húngara de 1956.

Eu não tinha condições de compreender a crise magiar, mas mesmo com 12 para 13 anos eu morava na frente do diretório municipal do PTB, o partido do Getúlio, e estava muito ligado no movimento trabalhista.  A par das brincadeiras de adolescente eu ia diariamente ao diretório e ficava informado de tudo que acontecia com o político de São Borja.

Na fronteira a gente já nascia com um “vício de origem”.  No Uruguai os meus colegas de colégio do outro lado da fronteira falavam em política como eu falava do futebol.  Aos poucos passei a me interessar sobre o Partido Blanco de Herrera e o Partido Colorado de Battle.   Eu lembro que eu não dizia nada em casa e sempre que havia comício em Rivera eu ia assitir o que os políticos diziam.  Por força da família de ascendência castelhana eu tinha muito estudo no Uruguai e eu desejava entender o que os meus colegas diziam em sala de aula.

Bem, prosseguindo na história, eu lembro que o Hónved foi ao Exterior, venceu o Milan e o Barcelona, e durante a sua estada no exterior eclodiu a crise política em que o primeiro-ministro Imre Nagy foi deposto.  Os tanques soviéticos entraram em Budapeste em 23.10.1956 e se retiraram em 28.11.1956.  Na época o Hónved foi autorizado a viajar ao Exterior.  O clube disputava jogos importantes fora enquanto a crise tomava grande proporções internamente.

Com esse pano de fundo, no fim de 1956 o Flamengo resolveu convidar o Hónved para vir ao Brasil.  Em 30.12.1956, o governo do primeiro ministro Janes Kadar proibiu que o Hónved continuasse em viagem ao Exterior.  Ao mesmo tempo, os jogadores que viajavam de Paris para Casablanca não concordaram em abortar a excursão e foram jogar na Itália antes da viagem para o Brasil.

Aqui no Brasil, a situação não foi menos complicada. A ideia de realizar outros jogos em território nacional foi abandonada por pressão das federações de futebol.  E assim, o Honvéd jogaria apenas duas partidas contra o Flamengo.

Os húngaros chegaram ao rio no dia 14.01.1957.  No dia 19.01.1957, com JK na Tribuna, o Flamengo venceu o Honvéd por 6 a 4.   No dia 23.01.1957, o Hónved venceu o Botafogo por 4 a 2.   O Honved voltou a vencer o Flamengo em duas oportunidades, 6 a 4 no Pacaembu e 3 a 2 no Maracanã.  No último jogo dos húngaros no Brasil, o combinado do Flamengo com o Botafogo bateu o Hónved por 6 a 2.  E, aí, a excursão do time húngaro chegou ao fim.

III. A terceira vez que ouvi falar na Hungria foi nos Estados Unidos.  Eu estudava na Syracuse University e conheci um estudante que trabalhava na Rádio de Praga e que abandonou a capital da Tchecoslováquia no último trem que saiu da cidade antes da invasão das forças militares de 5 países do Pacto de Varsóvia.  Ele me contou que assistiu o noticiário da televisão e viu na tela a sua saída de Praga.   Na oportunidade ele me falou da Primavera de Praga e da queda de Alexander Dubcek.   E a partir daí, eu lembro de termos conversado sobre os acontecimentos da Hungria.

IV.  A quarta vez que ouvi falar em Hungria foi quando os modernos trens húngaros chegaram ao Rio Grande do Sul. Eu passei toda a minha vida viajando na Maria Fumaça pois, como eu disse antes, não havia estradas asfaltadas na fronteir do Rio Grande do Sul com o Uruguai.  Um dia surgiu um trem por aqui que tinha até garçom vestido a carater para servir os passageiros.  Eu nem acreditava que aquilo era verdade.

V. A quinta vez que ouvi falar na Hungria foi na crise da União Europeia.  Os déficits públicos eram manipulados e eu lembro de um dia ter lido que uma autoridade grega afirmar que o déficit do país estava subdimensionado.  A legislação permitia que o defícit representasse até 3% do PIB, mas eles estavam na casa de 8% ou 9%.   Era uma denúncia que vinha de um governo de esquerda.  Dois dias depois, uma denúncia semelhante veio da Hungria onde o governo era da direita.

Ora, até então quem financiava o déficit público o fazia acreditando que ele era de uma dimensão, mas as próprias autoridades afirmavam que ele era muito maior.  A reação imediata foi de que se o déficit é maior, é preciso exigir uma remuneração maior, um juro maior, para quem o fosse financiar.  E, logo, logo, após as denúncias na Grécia e na Hungria veio aquela crise gigantesca sobre o Velho Continente.  Na época eu escrevi muitos posts sobre essa matéria.

VI.  A sexta vez que ouvi falar na Hungria já aconteceu em fase recente.  E tudo teve a ver com a posição divergente do primeiro-ministro húngaro ao governo de Bruxelas.  Eu senti as divergências principalmente no âmbito da política econômica magiar e na sua política de imigrações.  A opção pelo fechamento das fronteiras deixou a Comissão Europeia “falando sozinha”.   Eu lembrei desse episódio quando a governadora de Roraima pediu o fechamento das fronteiras com a Venezuela e Michel Temer se opôs à medida.

Viktor Orbán é um advogado (1987), fundador do partido Fidesz (1988), bolsista da Fundação Soros (1989) em Cambridge e membro do Parlamento (1990) e primeiro-ministro da Hungria (1998-2002).  Atualmente ele ocupa o cargo de primeiro-ministro mais uma vez, e ele já está lá desde 2010.

VII. Na semana passada os governantes da União Europeia estavam extremamente apreensivos com a vitória do nacionalismo húngaro nas eleições que mantiveram Orbán na liderança magiar.  Bruxelas se opõe às reformas que Orbán implementou no país e, também, na forma como ele trata os refugiados que chegam às imediações do seu território.

O que deve acontecer?  Bem, a partir de agora, a Hungria deve se reunir à Polônia e formar um pequeno bloco de oposição à Bruxelas.  Ou não?

FOTO ABAIXO:  A foto é do sábado, 21.04.2018, 16h00 quando estava chovendo.  Agora, 08h39 de segunda-feira, 23.04.2018, um temporal deve chegar a Porto Alegre por volta do meio-dia.  Conversei com um sobrinho em São Francisco de Assis, RS, há alguns minutos e ele me disse que lá o temporal é intenso.

 

ECONOMIA AMBIENTAL, a poluição no mar, tema de programa de televisão

O canal CNN da TV a cabo está apresentando nesse fim de semana um programa sobre a poluíção, a presença dos plásticos nos oceanos.     Interessantíssimo.

Confira!

FOTO ABAIXO:  Viaduto Otávio Rocha, Centro Histórico de Porto Alegre, 21.04.2018, sábado chuvoso na capital gaúcha. 

 

ECONOMIA GLOBAL, a explicação para o desempenho mundial esperado (2018-19) de acordo com o FMI

Eu escrevi um post anterior onde eu informei ao leitor do blog que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a economia mundial crescerá 3,9% no corrente ano e bisará o desempenho no próximo exercício.

De acordo com a edição de 16.04.2018 do Panorama Econômico Mundial os técnicos do Fundo acreditam que isso se deve ao fato que (i) as principais economias – EUA, Zona Euro, China e Japão – vivenciam desempenho acima das expectativas, (ii) as economias exportadoras de commodities evidenciararm alguma recuperação e (iii) o avanço do comércio e dos investimentos.

Feito o registro

FOTO ABAIXO:  Sábado chuvoso em Porto Alegre, 21.02.2014, 16h00

ESPANHA, ex-presidente Dilma Rousseff em entrevista na televisão

Todo o fim de semana eu gravo o programa Conversatórios en Casa de America que é apresentado no canal da TV Espanhola.  Nesse fim de semana, a entrevistada é a ex-presidente Dilma Roussef. 

O leitor do blog pode acessar a matéria no endereço

http://www.rtve.es/noticias/20180410/entrevista-dilma-roussef-tve-este-tercer-acto-del-golpe-estado-empezo-conmigo/1712220.shtml

FOTO ABAIXO: Esquina Democrática, Porto Alegre, 19.04.2018

ECONOMIA DA ÁSIA, destaque para aproximação entre Yi e Abe

Desde a época do acordo da região do Pacífico, que tinha em Obama um forte respaldo, e depois com Trump, que se opôs radicalmente a partir do discurso da sua campanha à Casa Branca, passando pela presença de Kim e os mísseis que foram lançados desde a Coreia do Norte, a economia da Ásia vem ocupando um espaço de destaque na economia internacional.

Recentemente, a conjuntura regional mudou de forma abrupta.  O presidente dos EUA refletiu melhor no desatino cometido e sinalizou que deseja voltar ao Acordo Transpacífico.  A opção pela guerra também perdeu espaço na pauta regional, porque há uma reunião de cúpula entre os norte-americanos e todos os que cercam a península coreana para daqui há trinta dias.  É o que tenho lido na imprensa internacional.

Pois, seja antes, seja agora, eu me ressinti desde o primeiro momento, de uma aproximação maior entre Xi e Abe, entre a China e o Japão.  Sei dos fardos que ambos carregam em decorrência das desavenças originadas na IIa Guerra Mundial, mas agora os tempos são outros.  De protagonistas passaram às posições de articuladores para que o processo de paz não seja afetado pelo comportamento unilateral de Kim Jong-un.

Por tudo isso eu li com bons olhos, na edição do China Daily dessa semana, da ida de Wang Yy, Ministro das Relações Exteriores da China, a Tóquio para reunir com Shinzo Abe, primeiro ministro do Japão, visando incrementar a cooperação técnica e os laços bilaterais entre as duas potências.

Na verdade, elas assinaram documentos em que se propõe a busca de consensos, ao encaminhamento adequado a assuntos delicados e ao comportamento como parceiros cooperativos.

FOTO ABAIXO: Material distribuido no hall de entrada da Assembleia Legislativa do RGS na semana passada.