A bolha é um título que eu acompanho no dia-a-dia da economia internacional.  Apenas para lembrar as duas últimas, a das empresas de informática e a da construção civil.  Ambas aconteceram nos EUA.  Uma no final dos anos 90 e a outra em meados da década passada.  A crise da Nova Economia, a bolha anterior, eclodiu após uma valorização excessiva das ações com foco no Sillicon Valley.   A crise da habitação, a bolha seguinte, eclodiu na construção civil e registrou upgrades sucessivos para uma crise de liquidez, uma crise bancária e, finalmente, uma crise de confiança.

Há muito tempo que eu procuro evidenciar a presença de matérias  sobre a presença de bolhas na economia.  Assim aconteceu quando eu dispunha do meu blog anterior, aquele que estava no site da Escola de Administração da UFRGS.   E assim acontece agora que eu mantenho esse novo blog.

Procuro deixar registrada a existência de uma matéria, de um comentário, de uma entrevista ou mesmo de algum artigo relacionado à presença de uma bolha.  E, dessa vez, não é diferente.

Recentemente eu li um artigo de Paul Krugman, prêmio Nobel da Economia, sobre a possibilidade de criação de bolhas nas economias emergentes.  A matéria foi publicada na edição de 24.08, p. B7, de o jornal O Estado de São Paulo.  O título? A nossa era das bolhas O que disse Krugman?

Ele lembrou a “historia de sempre”, ou seja, os investidores que canalizaram recursos expressivos para as economias emergentes durante a crise das economias avançadas começam, agora, a realizar o retorno por causa da expectativa de retornos mais elevados nos EUA e na Europa.  Nesse vai e vem, a desvalorização das moedas das economias emergentes gerou uma perda de confiança por parte dos investidores e estimulou a volta dos recursos às economias avançadas em busca de rendimentos.

Krugman indaga o porquê da presença de tantas bolhas? Dos 50 aos 70 praticamente não havia bolhas. Depois vieram as bolhas dos imóveis comerciais (anos 80), do México e da Ásia (anos 90), do dot.com e da habitação.  E para sair da bolha há um custo para a sociedade.  O que aconteceu, indaga o economista?  E ele responde que uns culpam a política do crédito fácil do FED; outros, a desregulamentação dos mercados financeiros.  Os bancos estavam no foco da crise dos imóveis comerciais e da construção civil.  O hot money estava no foco da crise asiática e da que hoje ronda os emergentes.

E qual o alerta de Krugman? Se o setor financeiro ficar livre para decidir, “acaba oscilando de uma crise para outra”.   Daí o receio do prêmio Nobel de que os Bancos Centrais dos mercados emergentes elevem os juros para a sustentação de suas moedas.  É preciso estar atento à essa ameaça, à essa reação excessiva, é a mensagem do economista nesse artigo que foi publicado no New York Times e no jornal O Estado de São Paulo.

Paul Krugman e a nova bolha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »