Ano danado esse 2017.  À essa altura eu lembro um disco dos anos 50 em que Ivon Curi  contava piadas  e que havia uma que se referia ao nascimento de um filho.  O humorista mostrava o comportamento de um pai com comportamento otimista e outro, pessimista, frente a chegadada do herdeiro.   O otimista afirmava o seu contentamento por ter mais uma criança maravilhosa em seu lar, que viria a encher de felicidades todos os parentes da família e, por ái, ele continuava descrevendo como um pai recebia o aumento da família.  Posteriormente, ele mostrava como um pai pessimista resumia a nova situação: pronto, nasceu!

Ano danado esse 2017.  Posso vê-lo sobre duas óticas: pessimista e otimista.  Na visão pessimista, o exercício findo mostrou a corrupção em níveis jamais imaginados.   Para onde quer que se olhe, há desvios na gestão pública nacional.  Não que o analista busque algo em algum lugar, ao contrário, basta assstir os jornais televisvops a partir das 19h00, no horário de verão.  Algum otimismo a registrar?  Claro, absoluto, inquestionável, as autoridades responsáveis pela fiscalizaçao mostraram a que vieram e o rumo de meio mundo é a Papuda, é Benfica, é Curitiba, e quantos locais a mais na pauta da mídia.

Ano danado esse 2017.  A economia viveu a maior recessão da sua história.  Hoje a realidade é outra.  No terceiro trimestre do corrente ano a conjuntura virou a página da terrível fase 2014-16.  E passou a insinuar o início do início da recuperação da economia.   A inflação pousou em patamar abaixo de 3,0% ao ano.  Se os preços dos alimentos se recuperarem é provável que a conhecida meta do patamar de 4,5% volta ao centro das análises da economia brasileira.   A pauta das reformas foi a tônica do discurso do governo Temer ao longo de todo o período. 

Ano danado esse 2017   Eu creio que o Presidente e os seus mais próximos do Planalto debateram, recorridamente, a agenda reformista.   Ou melhor, a Lava Jato, o STF e as reformas.  Na Lava Jato, o novo diretor geral da Federal, no Supremo, o Gilmar  e no retrovisor, a reforma trabalhista.  Eu acredito que o núcleo duro do governo acredita que tem o mérito pelo obtido na área trabalhista.  Na verdade, reforma é uma palavra mágica.  Gera sorrisos para os que a promoveram; lamentações, para os que se sentem prejudicados.  Reformas sempre serão necessárias.  O que muitos questionam é aprovar reformas sem discussões.  Ou permitir as discussões unilaterais e ponto final.

Ano danado esse 2017.  A reforma trabalhista que a equipe de Temer vê no retrovisor, convive com 11 processos no STF.   A geração dessa reforma implicou forte presença de organizações na mídia apostando em discurso de natureza moral.  É uma “injustiça” que a grande maioria receba pouco e que alguns privilegiados recebam muito.  O governo não disse que o teto do INSS é superior a R$ 5.000,oo mensais e que a média das aposentadorias do Executivo está em patamar em torno de R$ 7.500,00 mensais.  O discurso oficial jogou as aposentadorias dos demais poderes no meio daqueles que são remunerados pela esfera pública e o valor foi as nuvens.

Ano danado esse 2017.   Quanto às outras reformas, o governo Temer aposta que elas vão adiante.  Acho difícil que isso aconteça em ano eleitoral.  O país está frente a uma situação dificílima.  A economia vai se recuperando, mas a dimensão política está na base do stop and go.  As restrições vinculadas à corrupção acionam o stop; o status quo, o go. O que é certo é que cabe ao Poder Executivo apresentar planos, programas e orçamentos para superar as limitações em curso.  O Poder Legislativo “compra ou não”, em nome da população, as propostas viáveis.  Como imaginar o fim desse imbróglio danado sem uma dimensão política convergente para as aspirações da população? 

FOTO ABAIXO:  Parada de ônibus junto ao Mercado Público de Porto Alegre, 30.12.2017, 16h00

 

2017, o ano danado chegou ao fim

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