Agora, à tarde, eu acessei a matéria sobre a missão comercial liderada por Luis Miguel Etcheverhere, o secretário de Agroindústria,  em viagem à China, que foi publicada na seção de economia dessa terça-feira no jornal El Clarin de Buenos Aires.  No meio de tanta adversidade enfrentada pelo país parceiro do Mercosul, quando há uma informação positiva é preciso colocá-la no palco. 

O país convive com um drama que tem causas internas e a malfadada crise da lira que propagou efeitos sobre as economias emergentes.  Bastou a ameaça de Donald Trump, em 10 de agosto passado, de taxar os metais turcos que a lira desabou 11,65% perante o dólar no dia 11 de agosto.  No mesmo dia o peso argentino desvalorizou 4,17%. 

Bem, e a todas essas, qual foi o dado positivo que teve origem em Beijing e repercutiu tão bem em Buenos Aires? De concreto houve a assinatura de protocolo em que os chineses habilitaram 26 frigoríficos argentinos de bovinos  para exportar carne – carne resfriada com e sem osso e congelada com osso – para a segunda maior economia do planeta.  Diz a notícia que além dessas 26 unidades, os chineses habilitaram uma planta avícola e uma unidade para armazenagem a frio.   

Para o leitor enteder a importância da parceria, vale destacar uma notícia divulgada pelo jornal, o pais representa uma quinta parte das importações chinesas de carne.  Virtude de um lado, restrição, de outro.   A China é destino de 55% das exportações de carnes argentinas.  Está muito concentrada a pauta de exportação de carne local em, apenas, um país.

Vou continuar monitorando a conjuntura argentina.  A situação é extremamente delicada.  Não fosse o forte apoio do FMI, dificilmente a gestão Macri conseguiria fazer frente à sucessão de greves e às dificuldades de implementar reformas econômicas. 

FOTO ABAIXO:  Avenida Padre Cacique, Porto Alegre, sentido Centro-Zona Sul, Prédio da Fundação Iberê Camargo ao fundo da imagem, 24.09.2018, 08h20

 

ARGENTINA, nem tudo são espinhos na conjuntura argentina, o agronegócio acena com esperança

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