Os problemas argentinos se acumularam desde que eclodiu a crise da Turquia.  Não bastassem as dificuldades que o País já carregava nessa transição dos governos populistas para à gestão Maurício Macri, o peso argentino foi fortemente contagiado pela volatilidade da lira turca. 

O governo de Buenos Aires recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e fechou um Acordo Stand-By no valor de US$ 50 bilhões com prazo de vigência dee 36 meses.  Isso aconteceu no dia 20 de junho próximo passado. 

par do avanço da volatilidade, aos termos vigentes houve uma revisão do acordo inicial no sentido de reforçar os recursos disponibilizados até o fim de 2019.  

E assim, na última quarta-feira, dia 26 de setembro, as equipes técnicas concluiram um esforço concentrado no sentido de elevar o valor do acordo em US$ 19 bilhões até o fim do proximo exercício. 

Essa decisão implicou elevação do valor total do acordo de US$ 50 bilhões para US$ 57,1 bilhões.  Nesse contexto de muita instabilidade, as autoridades argentinas decidiram criar um novo regime monetário e cambial.

Monetário no sentido de congelar a base monetária até junho do próximo ano.  Cambial no sentido de que o Banco Central da República Argentina (BCRA) só interferirá no mercado de câmbio se a cotação da moeda norte-americana ultrapassar uma faixa que terá o limite inferior em 34 pesos e o limite superior em 44 pesos.

As duas medidas, em conjunto, poderão contribuir para que a Argentina busque a estabilidade econômica, que é o problema maior na crise econômica do país.   A partir de hoje vou monitorar o que acontece na conjuntura argentina com os seus leilões diários de até U$ 150 milhões. 

É operação de alto risco, mas não há alternativa para as autoridades monetárias no curtíssimo prazo.

FOTO BAIXO: Beira do Guaíba, Zona Sul de Porto Alegre, 29.09.2018

ARGENTINA, da instabilidade recente à nova política cambial

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