PRIMAVERA

Agora são 06h25 em Porto Alegre, Brasil.   Hoje eu redigi esse post de forma diferente do que faço comumente.   Nessa quarta-feira eu passei boa parte da madrugada acompanhando as apurações das eleições de meio termo nos Estados Unidos.  Essa é a razão porque há referências as horas da madrugada passada no texto do post que corresponde à area Internacional.

A temperatura local é de 21 graus, a umidade é de 94% e há vento de 9 km/h.  Chove muito na capital gaúcha.  Segundo o site do Climatempo o dia será de sol com muitas nuvens e chuva pela manhã e à noite.  A temperatura máxima alcançará os 25 graus.  Para amanhã a previsão é de “sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado. Noite com muitas nuvens”. 

POLÍTICA

Eu acompanhei ontem, à tarde, a entrevista de Sérgio Moro no canal Globo News, com 01h30 de duração.  Um pronunciamento inicial e uma chuva de perguntas a seguir. 

Ao ouvir o juiz, a percepção que eu fiquei é que ele sente ter cumprido a sua tarefa a contento na Lava Jato e por isso utilizou do convite de Bolsonaro para um voo de natureza diferente.  Uma migração do Judiciário para o Executivo. 

Imagino que ele terá uma tarefa muito mais complicada no novo cargo que o aguarda para o início de janeiro próximo.  Isso porque ele troca uma tarefa específica por outra extremamente diversificada.  É complexa a tal agenda anticorrupção que ele pretende realizar, ainda mais, sem dinheiro.

No poder Executivo, a tendência no momento brasileiro atual é de pensar a esfera pública e associar à sua gestão ao corte de gastos. E ponto.  Assim tem sido desde algum tempo.

A pasta da Justiça e da Segurança, se assim for pensada a gestão Bolsonaro, reúne temas de extrema complexidade que inclui a intervenção federal no Rio de Janeiro.  A economia precisa retomar a atividade para que a receita pública atenda à pretensão de Sérgio Moro.

ECONOMIA

Eu imagino que a reforma da previdência deve ter sido um dos temas prioritários na estada de Jair Bolsonaro em Brasília. 

Paulo Guedes deve partir de um déficit público em torno dos R$ 120 bilhões no corrente exercício.   O problema é que esse número muda a cada semana.  E mais, costuma-se jogá-lo lá, em cima, e fixar uma meta, aqui, em baixo. 

Ontem, durante transmissão da televisão, eu ouvi Paulo Guedes fixar a sua análise em três pontos, e um dele disse respeito à renegociação da dívida pública.  Ele desemente qualquer possibilidade de uma renegociação.  Pareceu-me muito enfático naquela oportunidade.   

As informações que fluem do futuro ministro da Fazenda, como dizem alguns, ou super ministro da Economia, como dizem outros, ainda precisam passar pelo crivo de uma entrevista coletiva, daquelas a que Sérgio Moro foi submetida na tarde de ontem, para se verificar a coerência do que Guedes pretende efetivamente.

Guedes fala em juros de US$ 100 bilhões, uma despesa em demasia, como ele mesmo afirma, e depois?  O que ele pretende a partir dessa constatação?

Guedes fala em sondar a atual legislatura para verificar se a reforma previdenciária passa?  Eu ouvi o que ele disse, mas não acreditei que ele estava falando sério ao pedir esse favor à classe política da atual Legislatura.

INTERNACIONAL

Boa parte da madrugada brasileira eu passei acompanhando a contagem de votos nas eleições de meio termo nos EUA. 

Optei por centralizar a cobertura do pleito via CNN, com três âncoras sentados, sistematicamente, à mesa e chamadas coloridas de todos os tamanhos, priorizando sempre as cores azul (democratas) e vermelha (republicanos).

Agora, por exemplo, eu verifico no relógio do meu notebook e percebo que  já são 02h01 da quarta-feira, no horário de Brasília.   A manchete da CNN diz que Democrats take control of U.S. House.   Tão logo a manchete é publicada, o reporter passa a falar do QG dos Democratas em Washington, onde o relógio sinaliza 11h05 PM no horário de lá.

Aí, a tela da CNN é ocupada por um cenário onde há uma mesa com oito personalidades, analistas, políticos, celebridades e um âncora da televisão, todos com o café à frente. 

Abaixo, na tela, além da mensagem da vitória democrata na Câmara dos representantes já há outra manchete dando destaque a Republicans keep control of U.S. Senate.      

Agora já são 02h08 no horário de Brasília e na tela da televisão já há o horário da next polls close.   Dinâmica é tudo.  O fundo da tela, as fotografias, as cores, os entrevistadores e os entrevistados, tudo é alterado de forma sistemática.  E eu, espectador, sigo junto madrugada a fora. 

ESPORTES

Assisti a vitória do Brasil de Pelotas por cinco a zero na noite passada.  Quase nem acreditei.  Normalmente o Xavante tem dificuldades de marcar e quando vence, na maioria das vezes é com placar minguado.  Uma coisa é certa, após o jogo da noite passada o Brasil garantiu a sua permanência na Série B em 2019.

O empate do Fortaleza em um a um. fez com que a comemoração do título do campeonato tenha sido transferida para a próxima rodada.   

Quanto ao Juventude de Caxias, ele foi derrotado por dois a zero em Maceió.  Atacou, atacou, atacou, mas não conseguiu superar a defesa adversária.   Com a vitória do Paissandu, a situação ficou complicada e dificilmente o time de Caxias escapa do rebaixamento.

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Gramado, Brasil, 04.11.2018, 16h00

BRASIL, bom dia leitor do blog em 07.11.2018

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