Na foto de 1969, em primeiro plano está a professora Celanira Prates Aita, em roupa de cor verde, tendo ao fundo o elevador de Santa Justa em Lisboa.

O referido elevador é parte da estrutura de transporte de Lisboa e foi inaugurado no ano de 1902.   A primeira vez que eu tomei conhecimento do elevador do Carmo, nome alternativo referente à mesma obra, eu achei a ideia muito interessante. 

Eu me encontrava no térreo, na Rua do Ouro e podia utilizar o elevador para chegar ao sexto andar, ao Largo do Carmo.  Dentro do elevador eu encontrei duas cabinas que se deslocavam levando transeuntes.  No último andar eu me deparei com uma rampa que dava acesso ao Largo.  Dessa forma, o turista pode deslocar-se da cidade baixa à cidade alta através daquele meio de transporte.

Hoje quando eu me lembro do tempo que vivi em Lisboa, a imagem daquelas ruas centrais que ligam o Rossio ao Terreiro do Paço, estão sempre presentes à minha mente.  Tendo em vista que eu gravo no mínimo um noticiário diário de Portugal há muitos anos, com alguma frequência eu vejo o elevador de Santa Justa à medida que a câmera da televisão se desloca pelas ruas movimentadas da Baixa. 

Ao contrário quando se olha da Praça do Rossio para a Alta, sobressai a figura do elevador como se fosse uma nave estacionada em cima do centro da velha capital portuguesa.  Se há imagens que a mente registra em uma só oportunidade, imagine o leitor quando há locais que marcaram a experiência pessoal de uma pessoa e que se cria a possibilidade que se possa revê-lo, mesmo a distância, como é o meu caso. 

MEMÓRIAS e outras histórias em 04.01.2019

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