Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2019

VERÃO

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Em Porto Alegre, Brasil, a temperatura é de 23 graus às 09h00.  Um dia relativamente agradável para essa época do verão.  Acesso ao site do Climatempo e verifico que a umidade relativa do ar é de 52% e há vento soprando de 16 km/h.

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Alguém me perguntou o outro dia porque eu começo o texto pelo tempo?  Eu creio que todo o piloto é muito ligado no tempo.  Mesmo que o meu brevê seja de 1962-63, eu nunca mais perdi o hábito de estar atento a todo contratempo do tempo.  

Antes de eu ir estudar nos Estados Unidos eu lembro que eu tinha uma professora de inglês de nome Neusa, já falecida, em Santa Maria.  Ela sempre destacava a importância de acompanhar o comportamento do tempo, do clima, nos noticiários da televisão americana.  Ela enfatizava que a gente aprendia muitos nessas ocasiões.  

De volta dos Estados Unidos, onde eu concentrei os meus estudos em Econometria, eu lecionei por muitos anos a elaboração de modelos matemáticos.  E tudo começava por uma relação entre variáveis onde surgia quem?  A precipitação pluviométrica.

Hoje, eu acompanho fielmente toda a temporada dos furacões no Hemisfério Norte.  Seja na América do Norte, seja na Ásia.  Há noites cruciais na passagem de hurricanes em que eu passo a noite gravando o curso dos mesmos.   

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De volta à realidade local, o site do Climatempo prevê uma terça-feira de “Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite”.  Enganei-me quanto ao calor.  A temperatura hoje alcançará os 35 graus.  Calor gaúcho a la Cuiabá.

Para amanhã, a previsão é de “sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite”.   A temperatura oscilará entre os 21 e os 37 graus.  É o calor que está de volta!

INTERNACIONAL

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Os Estados Unidos estão enviando alimentos à Venezuela porque há muitos estômagos a alimentar.  Para surpresa geral, José Rodriguez, o ministro das Comunicações de Maduro, concedeu uma entrevista coletiva e informou que está repassando para a cidade de Cúcuta, na fronteira, vinte mil caixas de comida para as crianças colombianas.

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Ontem eu li no site da CNN eque Richard Branson, o mega empresário, promoverá um concerto na fronteira da Colômbia com a Venezuela para reunir recursos para os venezuelanos.  E que Maduro reagiu imediatamente promovendo outro concerto, no mesmo dia, na Ponte Simão Bolivar.    

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Na Espanha, é um tanto instável a posição de Pedro Sánchez, o presidente do governo.  Não conseguiu avançar no impasse da Catalunha e se viu obrigado a chamar novas eleições.  Internamente, dentro do PSOE, Sánchez está dividido entre a reserva das lideranças e o apoio da militância do partido. 

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As imagens geradas em Roma durante o encontro dos 27 da União Europeia mostrou Giuseppe Conte, o primeiro-ministro italiano, tenso em seu pronunciamento delicado frente às lideranças do Velho continente.

Não sou fantoche, afirmou o primeiro-ministro que tem discurso alinhado com Donald Trump, Viktor Orban, primeiro Ministro da Hungria e tantas outras lideranças conservadoras presentes ao cenário internacional atual.  Conte tem enfrentado aos seus pares por causa da pauta das imigrações e por ter sido ambíguo com relação ao momento da Venezuela. 

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Bernie Sanders, o simpático velinho e insistente político norte-americano, apresentou-se nessa terça-feira como candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2020. 

Candidato mais à esquerda na estrutura do Partido Democrata, Bernie foi candidato a candidato à época da escolha de Hillary Clinton para concorrer com Donad Trump nas últimas eleições.   

Definida a candidatura democrata, Bernard “Bernie” Sanderes passou de concorrente a defensor da opção Hillary à Casa Branca.

POLÍTICA

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Depois da tentativa, sem sucesso, dos norte-americanos entregarem alimentos aos venezuelanos agora é a vez dos brasileiros repetirem a tentativa.

Parece-me mais do que evidente que José Rodriguez, o ministro de comunicação dos país vizinho, poderá bater na mesma tecla.  Poderá propor o repasse da comida que faz falta aos pequenos da Venezuela às crianças da Colômbia.  É um ponto a conferir nas próximas horas.

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Está difícil de o governo Bolsonaro decolar.  A importância da entrega da reforma previdenciária nessa quarta-feira deveria ser um momento nobre, o momento maior, no relacionamento entre Executivo e Legislativo.

Discutia-se, há mais de uma semana, se o presidente contaria com base de sustentação necessária para aprovar o projeto encaminhado ao Congresso.  Era a hora de fazer as contas, mas o “caldo entornou” à medida que a crise política sofreu um upgrade durante essa terça-feira.

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De repente o problema que era de simples aritmética, contar quantos membros do Congresso votariam com o governo, passou a replicar a história dos laranjas que foram utilizados pelo PSL no pleito recente.

E assim, o que poderia ser um encaminhamento tranquilo, perdeu a trilha segura e tomou o caminho de um emaranhado tão comum nos governos anteriores. 

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Era tanto zum zum nas notícias que corriam aqui e acolá que eu resolvi esperar pelo jornais televisivos da noite antes de fechar o blog dessa terça-feira. 

E o que eu assisti? Gravações, informações diretamente da fonte, tinham Jair Bolsonaro como interlocutor.  Lamentável.  Aparentemente o último fim de semana que deveria ter sido utilizado para bater o martelo na reforma migrou para o uso do cutelo na plataforma.

O Executivo precisa estar ciente que lhe cabe apresentar propostas.  Quem decide, em nome do povo, é o Legislativo.  Daí a importância do Executivo contar com uma plataforma logística que viabilize a implementação das reformas.

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Não foi o que aconteceu no interface do Executivo com o Legislativo.  Bolsonaro e Bebianno discutiram sistematicamente e fizeram o governo perder um tempo que não dispunha e não dispõe.

Eu fiquei estupefato no início do Jornal Nacional quando eu ouvi da voz do próprio presidente que o grupo era o seu grande inimigo e que ele não queria que um executivo da mídia fosse recebido em Brasília. 

Esse argumento, recorrente, vem de muitos governos anteriores, mas para quem está no partidor de uma gestão é preciso ter consciência que a imprensa é um parceiro importantíssimo ao longo da jornada.

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O problema é que as desavenças não pararam por aí.  A divulgação de todos os desacertos entre o Capitão e o seu Ministro tornou o que era um simples confronto de antipatias em uma agressão que alcançou uma certa maculopatia.

A degeneração que é comum na idade, no tempo, passou a turvar a visão sobre governo adentro.  Se um ministro que ocupa um posto da importância que Bebianno tem um tratamento leviano, o que esperar de interfaces futuros entre o Planalto e a sua base de sustentação que nem está, ainda, completamente definida? 

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O que será que vem depois da divulgação das fitas de vídeo pela Revista Veja?  Sobre o quê  eu estarei escrevendo no post dez dias após o diz que diz que entre Bolsonaro e Bibianno?  E a bolsa vai e vem.  Ficará tudo no disse me disse?  Brasil, mostra a tua cara!  E a bolsa vai e vem.

Eu lembro que nos anos 70 eu fiz uma disciplina de métodos quantitativos em Portfolio Selection nos Estados Unidos. E, naquela época, a bolsa ia e vinha.  

ECONOMIA

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É preciso reverter tudo o que aconteceu na terça feira com os dois projetos – anticrime e reforma previdenciária – na quarta-feira.  

Eu olho atentamente as vozes que se manifestam em nome do governo e eu, ainda, não as reconheço.  O Brasil, ao longo da sua história, conviveu com crises sucessivas, mas sempre era possível identificar políticos respeitados, com oratória adequada, para defender o Executivo.

Dessa feita, tudo é muito recente.  Deveríamos estar discutindo o uso do remédio para eliminar o mal.  Ao contrário, estamos levando a cabo discussões marginais e  prolongando a dor do paciente.

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A propósito de margem, eu estou bastante preocupado com a decisão da Ford de fechar a unidade de produção de caminhões em São Bernardo e deixar o mercado de caminhões na América do Sul.   

A notícia tem sido divulgada nos últimos dias, mas parece uma simples constatação à margem do que está acontecendo na economia. 

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Muito pelo contrário, a recuperação da economia desde o fim da recessão se dava via indústria automobilística.  A passagem da recessão para a estagnação se deu via paralisação dos caminhoneiros, esse é um fato que não pode ser desprezado.

Então, se a retomada, mesmo que incipiente, tinha no setor de veículos a sua gênese, é de preocupar que um segmento tão importante dê as costas ao país, ao continente.

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E não bastasse isso, é preciso levar em conta que, lamentavelmente, as ferrovias não existem ou não estão disponíveis na estrutura necessária para o transporte de cargas na economia nacional. 

Aqui, e agora, a solução é via caminhão.  Eu lembro de Jobim e da melodia de ” E quem quer todas as notas: Ré, mi, fá, sol, lá, si, dó   Fica sempre sem nenhuma, fica numa nota só″.

É isso aí, no curtíssimo prazo, ou usa o caminhão, ou usa o caminhão, no transporte “há o samba de uma nota só”.   É preciso tempo para ferrovias, é preciso estratégia para o fluvial e para o marítimo.   Eu lembro do quanto o falecido engenheiro Eliezer Batista tratava da matéria.   É preciso um novo nome para levantar a bandeira dos transportes.  Certamente que sim. 

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Reis Veloso faleceu ontem.  O time dos que debatiam o Brasil com profundidade perdeu um ator importante.  Tenho muitas fitas na minha videoteca que eu utilizava em sala de aula com Reis Veloso expondo as suas idéias a cerca de uma estratégia para alcançar o desenvolvimento. 

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A arrecadação Federal ficou de calças curtas.  Na hora de andar rumo ao equilíbrio das contas da esfera governamental, os recursos com origem Refis não corresponderam ao esperado.  

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Eu gostaria de estar errado, mas nas minhas taxações de momentos do passado eu recordo que a Lei Kandir surgiu porque era impossível pensar em exportar imposto. 

Hoje, o tema seguiu outro rumo e eu estou curioso para ver onde vai dar.  Os governadores pediram mais prazo para o STF.  É preciso ter uma posição consolidada no Congresso.  Com a pauta tão densa, imagino que vai ficar difícil priorizar a Lei Kandir no presente momento. 

Mesmo assim, é preciso reconhecer que os Estados teriam o fôlego necessário para recomeçar uma nova trajetória das suas finanças públicas.

Estou atento e torcendo que daí venha alguma solução.  Na hora de retomar o crescimento brasileiro é preciso aparar todas as arestas.  Entre elas, as finanças estaduais. 

ESPORTES

Dois grandes jogos na Champions League.  Nem Barcelona, nem Liverpool conseguiram vencer.  Mesmo assim foram aulas de futebol que eu não via a algum tempo. 

Hoje os mineiros voltam a jogar pela Libertadores.  Daqui do meu beco estarei torcendo pelo Atlético de Minas Gerais.  

ENTRETENIMENTO

Não falta conteúdo.  Falta tempo para escrever sobre entretenimento.  As netas ocupam bastantes os avós idosos, eu e a minha esposa Eunice.  É uma curtição.  Contudo o dia só tem 24 horas. Muitas vezes eu nem consigo reler o post tal é a pressa do dia a dia. 

Bom dia leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Tramandaí, litoral do RS, verão de 2019.

 

BRASIL, bom dia leitor do blog em 19.02.2019

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