Porto Alegre, 21 de abril de 2019

Puxa, no dia 19 eu me deparei com Monteiro Lobato que havia aniversariado no dia 18.  Nessa noite foi a vez de encontrar o alferes, de cabeça raspada contrariando tudo o que eu tinha visto na imagem dos livros em minha adolescência, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes das Minas Gerais.   E fui encontrá-lo justamente no dia em que os brasileiros comemoram o aniversário do seu falecimento como herói da pátria. 

Eu o encontrei em Barbacena.  Eu nem sei como fui parar lá durante um sonho.  E mais, como fui encontrá-lo.  Independentemente de como isso aconteceu, e tem acontecido com alguma regularidade, eu o encontrei não como aquele personagem da história que foi traído por Silvério dos Reis e que foi vítima das autoridades portuguesas, mas como alguém bastante atualizado do que acontecia por aqui.  Não falou em quinto e muito menos em derrama.   Estava muito ligado no contexto político vigente na Capital Federal.

José Joaquim entabulou um diálogo rápido comigo.  Na verdade, só ele falou e foi direto ao ponto. Nesse país de 19, disse, ninguém domina os conteúdos. Ao mesmo todos passam a ideia que as propostas que não existem levarão a resultados promissores para o país.  O quê?  Eu fiquei sob impacto, como que aguardando as informações que viriam a seguir. 

E ele não tardou a concluir.  O produto da economia anda de ré nesse primeiro trimestre na comparação com os três últimos meses do ano passado.  Nesse ínterim, ninguém sabe se a reforma previdenciária passa, e quando passa, e já há a reforma tributária pedindo passagem.  Por enquanto, nenhuma coisa, nem outra.  Enquanto não cair o nevoeiro sobre o cenário político, a torre de Babel se mantém sobre a nação.

Nessa semana, por ocasião do reajuste do diesel, cada um disse uma coisa e ninguém disse nada.  Surgiu o reajuste de 5,7% no combustível.  O presidente o travou.  Na terça-feira afirmou que o liberou.  Recebeu um aumento em percentual e o devolveu em 10 centavos.  Afirmou que não houve intervenção, mas interveio.  E a Petrobrás perdeu a bagatela de R$ 32 bilhões de valor na bolsa. 

Paulo Guedes, o homem que fala muito por unidade de tempo, parece não ver problema em lugar algum, tudo pode ser resolvido via conversa.  O problema do problema de Guedes é que ele não entende que o seu governo pretende alterar a política da Petrobrás. 

Na verdade, Guedes não parece se preocupar com caminhoneiro.  Libera R$ 500 milhões e desbloqueia R$ 2 bilhões do orçamento para manutenção de rodovias e portos e termina de vez com o problema.  Ele compra pneu, mantém o caminhão como der e vai para o fim da fila de reivindicações na porta do Ministério da Economia.     

O que Guedes se preocupa, na verdade, é com a Estatal.  Ele quer gás mais barato.  Ele quer abertura de mercado.  Ele quer o que só ele quer.  Ele está vendo o preço do diesel ir a R$ 2,2470 e o da gasolina ir a R$ 1,9354, nas refinarias, em pleno 19 de abril.  Tudo tendo como pano de fundo o fechamento dos preços do petróleo em alta na semana.  

E, à margem, Onix diz aos caminhoneiros, que o presidente travou a Petrobrás.  Notícia de agora, dos noticiários da noite desse sábado.  Fazer o quê com uma gestão dessas?  Pronto, sumiu.

A todas essas, o que foi mesmo que eu sonhei?  Vou procurar um bloco de notas e fazer algum registro porque daqui a pouco, em pleno domingo de páscoa eu nem vou me lembrar do que foi que aconteceu na noite passada.

Aqui, no beco mais próximo do Palácio Piratini, local onde acompanhei muitas gestões da esfera pública estadual, são 06h10 do domingo.   

Eu desejo uma feliz páscoa aos leitores do blog!  

FOTO ABAIXO:  Em imagem de 2014, Victoria Fraquelli Schwarz, bicampeã gaúcha atual, pousava para a câmera do blog.   Sorridente, como convém a todos os tricolores dos Pampas nesse 2019 que recém está no seu início.  

 

CARTUM, economista pensa demais, post 07, em 21.04.2019

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