Porto Alegre, 22 de abril de 2019

Há desempenho insuficiente.  Há uma desaceleração global em curso.  Os problemas se manifestam em diversos lados da conjuntura internacional.  Há refugiados em todos os cantos e crianças na linha de frente dos conflitos bélicos, em meio a uma revolução digital que toma conta das economias desenvolvidas.   É isso aí, um mundo de contrastes.   Miséria de um lado e imersão na era 5 G, de outro.  A transição de 4 G para 5 G  é sinalizada por muitos candidatos que se apresentam como pioneiros na corrida tecnológica.  E os atores em destaque sobrepõem acordos em cima de acordos. 

Há conflitos bélicos.  Depois de um século de guerras, a lição não foi assimilada.  A aliança que enfrentou a URSS, hoje vive sem os Estados Unidos.   Eles se negam a pagar a conta para preservar a paz europeia.  E os europeus passaram a gastar mais.  O interessante é que o front do Velho Continente tende a se localizar nas proximidades da Ucrânia e da Geórgia.   Um pouquinho mais atrás, um tanto escondida atrás da Bielorrússia, a Polônia, se mantém atenta a tudo o que Putin buscar no cenário regional.  

Há pressão sobre autoridades monetárias.  Os governantes querem desempenho da economia e os Bancos Centrais almejam estabilidade econômica.  Quando a recessão surge no horizonte, os governantes tem ciência que voltarão para casa.  Nem mais pensar em reeleição.  Trump está com as barbas de molho. 

Há receio da curva invertida. Uma forma de detectar uma provável recessão é verificar como se encontram as 10 Years Treasury Constant Maturity Rate e as 2 Years Treasury Constant Maturity Rate.   O normal é a curva de 10 years estar por cima da curva de 2 years.  No momento há exatamente o contrário, é a curva de 10 years que está por baixo da curva de 2 years.  Há, então, o que os analistas identificam como a presença de uma curva de inversão da taxa de juros.

Há convicção da curva invertida?  A pressão é grande.  O rendimento dos títulos de 3 meses passou por cima do rendimento dos títulos do tesouro de 10 anos.   Essa expectativa implica inflação de longo prazo inferior a de curto prazo.   Em outras palavras, problemas à vista concomitantemente à ausência de crescimento econômico.  E é o que se especula para o desempenho da economia norte-americana no primeiro trimestre recentemente findo.  

Há condições para debater independência de BACEN?  Trump abomina a hipótese.  O presidente quer juro baixo.  Jerome Powell, indicado por Trump para o FED, não para de elevar o juro.  As desavenças entre ambos crescem na mídia.  Trump critica, Powell, ignora.  

Há sincronia entre as economias regionais?  Em debate a tese das instituições multilaterais que a desaceleração faz parte de um processo global.  O que eu percebo nas taxações de vídeos é que há muitos focando no cenário de recessão.  Ora os EUA estão excluídos do contexto, ora o próprio Trump se encarrega de inseri-los no ambiente comum com as acusações incisivas contra as autoridades monetárias. 

Há sinalização quanto ao futuro dos juros?  A última versão do World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional evidencia que há fragilidades econômicas dispersas por todo o lado.  Mario Draghi, o economista italiano que preside o Banco Central Europeu (BCE) parece temeroso de o receituário da elevação das taxas de juros entre as economias avançadas.   Draghi está convivendo com a terceira fase do Quantitative Easing (QE).  É a hora de reanimar o financiamento da atividade econômica, mas os resultados são insuficientes. 

Pois no meio de um quadro desses, às vezes eu tenho dificuldades em identificar o tema do próximo post.  A fila à minha frente é enorme.  Há profissionais qualificados emitindo pareceres ao longo das vinte quatro horas do dia.  Agora, de acordo com o horário oficial do meu beco no Centro Histórico de Porto Alegre, são 18h10 dessa segunda-feira, e a tarefa que me propus ao redigir sobre o cenário internacional em configuração se resume ao texto acima.    

Boa tarde leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua da Praia, tempo fechado durante todo o dia, 22.04.2019. 

 

CENÁRIO ECONÔMICO o que vem por aí em 22. 04.2019

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