Porto Alegre, 09 de maio de 2019

POA, 25 graus, pancadas de chuva à noite (Climatempo), no beco 18h10

Acesso a edição eletrônica do jornal People’s Daily dessa quinta-feira.  Vou em busca de informações da Trade War que eu considerava que estava perdendo força à medida que o grupo de trabalho bilateral vinha realizando reuniões alternadas sobre o avanço das negociações entre os governos dos Estados Unidos e da China. 

Tendo em vista que nessa sequência há uma reunião prevista na agenda para a sexta-feira, o ambiente de incerteza toma conta do futuro do relacionamento das duas maiores economias do planeta.  

Há um imenso desapontamento, essa é a palavra, desapontamento, com relação à ameaça do presidente Donald Trump de incrementar as tarifas de 10% para 25% sobre os produtos importados da China. 

A matéria do jornal chinês me faz lembrar que a Trade War se trata de uma estrada de mão dupla.  Isso porque, e aí eu complemento a informação ao leitor do blog, os chineses precisam reagir à altura da iniciativa do governo americano. 

Sempre que os EUA impõe restrição aos produtos chineses, o governo chinês também impõem restrições, no mesmo valor, aos produtos norte-americanos.  Nessa oportunidade, ambas as restrições devem somar o total de US$ 200 bilhões para cada uma das partes.  

Na ótica de Beijing, era preciso encontrar um forma de reduzir a tensão comercial entre ambos os países.  Na vez anterior quando o volume imposto por Washington era de US$ 50 bilhões, a reação de Beijing foi imediata.  Sem qualquer constrangimento.  Xi Jinping não mostrou a menor preocupação em reagir à altura da iniciativa norte-americana.

O que eu penso é que a partir de agora, contrariando a minha expectativa, a guerra comercial retomará o seu curso, ou, provavelmente, retomará o seu curso.  Eu utilizo o termo provavelmente porque do lado norte-americano também haverá interesses expressivos em jogo.

Em particular, do lado de cá, a oferta americana de soja deverá passar ao foco principal dos analistas econômicos.   A escala de tarifas de 10% para 25% a partir da sexta-feira, elevando o volume de comércio de US$ 50 bilhões para US$ 200 bilhões, prejudica a relação de comércio bilateral, mas afeta a conjuntura internacional em múltiplas dimensões.  

É isso aí.  Agora volto a minha atenção para a percepção do fechamento do pregão nos Estados Unidos nessa quinta-feira para elaborar novo post sobre o impasse comercial bilateral. 

FOTO ABAIXO: Mercado Público de Porto Alegre, maio de 2019

 

CHINA hoje, em 09.05.2019

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