Porto Alegre, 11 de maio de 2019

No beco, 06h10, 20 graus, chove todo o dia com máxima de 20 graus Climatempo)

Cristina Kirchner escreveu um livro de 594 páginas intitulado Sinceramente.  E quinta-feira ele foi lançado na sala Jorge Luiz Borges na 45a Feira Internacional do Livro da capital argentina. 

Chuva, guarda-chuvas, uma multidão de seguidores de CK, bandeiras, telão, batucadas, som ensurdecedor, eu assisti ao evento via YouTube.   Um comício às antigas?

A primeira edição de 20 mil cópias do Sinceramente chegou em 25 de abril e saiu no mesmo dia.  De lá para cá foram 5 edições que alcançam 217 mil cópias.   Não é pouca coisa. 

Cristina recupera informações de diferentes momentos no tempo.    Ela fala do atentado à AMIA que era um assunto que eu debatia com os alunos de Cenários Econômicos para debater a Argentina dos anos 90.   

A senadora fala do relacionamento do casal K com Bertóglio, o Papa Francisco.  Nestor e Bertóglio eram demais para a Argentina que era de menos.

Ela trata das opiniões do Clarin sobre as reformas, do suicídio de Alberto Nizman, o promotor, e contém uma crítica sobre o momento atual da Argentina sob o governo Maurício Macri. 

Cristina identifica um retrocesso político-econômico no país.   Paralelamente ela apresenta uma versão Cristina Kirchner de um pacto argentino.

Vou preparar um post durante a semana.  Era muita gente sob chuva.  A popularidade entre os seus seguidores é intensa por tudo o que vi e acompanhei.  Entre os opositores, há uma tentativa de associar o aumento das vendas do livro a uma melhora na popularidade de Macri.

Macri e Cristina vão disputar as eleições de outubro.  Até agora a disputa está parelha. Eu escrevia muito sobre a Argentina nos anos 80 e 90.   No período 2000-02 eu tinha uma coluna em revista de Buenos Aires.   

Depois vieram as crises internacionais e eu me direcionei para uma visão mais ampla das mudanças externas.  Por tudo o que assisti na Feira eu vou voltar a dar atenção à disputa em torno da Casa Rosada. 

Cristina me pareceu com muito fôlego, uma voz forte e fala fácil na quinta-feira.   Está com 66 anos, mas parece no partidor para uma corrida política.  Macri está com apoio do FMI, com apoio de Donald Trump e muita gente mais, mas a inflação e o desempenho estão totalmente fora do script e as eleições estão na dobra da esquina. 

FOTO ABAIXO:  Praça da Alfândega, Porto Alegre, maio de 2019

ARGENTINA, instabilidade sempre, post 03, em 11.05.2019

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