Porto Alegre, 09.06.2019

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A União Europeia(UE) vivenciou uma agenda densa nos últimos dias.  Tudo porque Donald Trump visitou a rainha Elizabeth II e o contexto político periclitou na Alemanha.  Isso implicará em novas pressões sobre o Parlamento e, em última instância, sobre a Comissão Europeia. 

Foram três dias de Donald Trump no Reino Unido.  Visita oficial com direito a algumas gafes.  Contudo não foram da mesma intensidade de quando realizou a primeira visita.  Naquela oportunidade, ele deu às costas à Rainha Elizabeth II.

Trump chegou e encontrou Theresa May com prestígio no subsolo e com “prazo de validade” no cargo em contagem regressiva.  Como se comportou o presidente?   

Ele prestigiou a primeira ministra e endossou a opção de um Brexit, mesmo sem acordo.  Até aí já era esperada a adesão de Donald à proposta de Theresa.  Afinal ele é contra o processo de globalização que em última instância “explorou” os Estados Unidos e beneficiou os seus parceiros de forma geral. 

O que não estava na pauta, mas eu confesso que foi muito bem recebida a promessa do presidente norte-americano de fechar um acordo bilateral com o Reino Unido. 

Ele está aos “trancos e barrancos” com todos os acordos firmados por governos anteriores, mas os britânicos são os grande aliados dos norte-americanos.   Isso justifica o caráter de exceção do primeiro mandatário nessa sua viagem a Londres.

Trump passou momentos intensos dentro do palácio real.  Recepcionado em ambiente de gala em Buckingham, a residência de Elizabeth II em Westminster, não deu a menor importância à ausência das lideranças trabalhistas no evento. 

Lá fora, o ambiente era outro.  Manifestações populares contra Donald Trump, encabeçadas por Jeremy Corbyn, lider do trabalhismo inglês, e pelo trabalhista Sadiq Khan, o prefeito de Londres.  Khan é filho de paquistaneses e alinhado à social democracia moderada.   

 A Alemanha vem sendo administrada pelo que se convencionou chamar uma grande coalizão.  Sem obter maioria no pleito, os dois grandes partidos, CDU, a democracia-cristã de Angela Merkel, e o SPD, a social democracia de Andrea Nahles, foram obrigados a recorrer a uma aliança que se convencionou de uma grande coalizão na Alemanha. 

A situação ficou difícil para o bloco à medida que o SPD apresentou um desempenho lamentável nas últimas eleições.  Com os números alcançados o SPD ficou aquém do Partido Verde na apuração dos votos.   O SPD obteve 15% da preferência dos eleitores contra 20% dos Verdes. 

Esse mínimo histórico alcançado pela social democracia alemã levou Andrea Nahles a renunciar a liderança do partido e o próprio mandato.  Nesse ínterim, o SPD ficou sem líder e a grande coalizão claudicante. 

E isso repercute dentro da União Europeia no momento em que eurocéticos e nacionalistas ganham mais assentos no Parlamento e Angela Merkel, uma bandeira pela preservação do bloco, convive com tamanha fragilidade. 

O que se percebe é que mudanças expressivas no perfil na Eurocâmara, no Parlamento Europeu.  As desigualdades entre as forças políticas internas na gestão do bloco foram caindo e o Parlamento tende a torna-se paritário, mais igual, com maior equivalência entre os seus componentes.

Finalmente, com a nova estrutura no poder interno, as exigências quanto à administração fiscal dos países membros deve se intensificar nos próximos dias.   

Eu acredito que definido o novo contexto político, que era o assunto mais discutido até recentemente na UE, a agenda deve se voltar para os orçamentos nacionais e para a gestão dos déficits de alguns países, contumazes maus gestores das sua finanças públicas internas.     

É isso aí. Vou conferir de perto o desenrolar dos fatos e volto a redigir novos posts sobre tudo o que envolve a UE.

FOTO ABAIXO:  Largo Glênio Peres, Mercado Público de Porto Alegre, junho de 2019

 

UNIÃO EUROPEIA, post 31, em 09.06.2019, Trump no Reino Unido e a grande coalizão na Alemanha

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