Porto Alegre, 08 de agosto de 2019. 

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 18 graus, pancadas de chuva à tarde 

São três commodities de ponta – o milho, o petróleo e o ouro – que o analista econômico acompanha diariamente.   A par das suas múltiplas utilidades, eu poderia associá-las aos alimentos, à energia e à reserva de valor.  

O meu interesse pelas informações geradas em Business, e, em particular, em Markets, vem do tempo em que eu estudei nos Estados Unidos.   Eu concentrei os meus estudos em torno de Econometria.  Daí eu viver entre as escolas de Economia e de Engenharia.  Um dia eu tive a possibilidade de escolher uma disciplina optativa.  E a minha escolha recaiu sobre Portofolio Selection. 

Foi sensacional.  A disciplina era ministrada na Escola de Business.  Foi um oxigênio novo em torno de substância, embora em termos de forma era mais do mesmo.  Matemática para não botar defeito. 

Paralelamente, nas minhas taxações – sites e imagens – o milho e o petróleo são “paus para toda a obra”.  Já o ouro, não.  Quando o ouro aparece na volta da esquina é porque a situação em Main Street está de “dar dó”.   

… 

Eu acho que o ouro ainda não chegou na volta da esquina, mas tudo leva a crer que o “vil metal” está muito próximo dali.   A minha percepção não é pelos fatos em si.  A economia global está em desaceleração, mas nada para “deixar de dormir”.

O que está acontecendo é que eu vou de uma fonte a outra, e são muitas as fontes, e a palavra recessão e citada com frequência muito acima do normal.  E quando a situação fica muito difícil, o procura pelo ao ouro é a opção.  

,,,

A troy once estava cotada em US$ 1.502,00.  Abro a série em um gráfico que mostra a cotação da onça em 12 meses.  Houve um degrau de agosto a dezembro de 2018.  Tudo em valores aproximados.  Houve um segundo degrau de janeiro e junho.  Daí, a onça deixou o voo de cruzeiro e fez uma arremetida desde então.  E não deixou mais de subir.

Nos meus tempos de manicaca, em 1961, houve uma época em que comecei a fazer os treinamentos para pouso.  Um dia eu ficava aquém da cabeceira, outras vezes, bastante além, e a orientação era que eu precisava arremessar.   Nessas condições, o ato de arremessar implicava dificuldades no pouso. 

No dia do meu primeiro voo solo e no banho que decorreu a seguir, o arremessar no pouso ficou em segundo plano e foi arquivado em algum local da minha memória.  

A economia internacional está  convivendo com uma conjuntura semelhante.  Há um ano, ou um pouco mais, eu lembro de redigir muitos posts com a economia internacional vivenciando um voo de cruzeiro aparentemente tranquilo.  O desempenho global era da ordem de 3,6% ao ano. 

Depois, a situação mudou.  Hoje o ouro é uma consulta obrigatória no meu trabalho, nas minhas observações.  Um incremento de 23% na onça em um ano.  E enquanto as guerras comerciais 1 e 2  se mantiverem no plano concreto a incerteza irá avançar no visor do analista.  E, à frente de tudo, o ouro.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: RUA dos Andradas, a rua principal de minha cidade natal, Sant’Ana do Livramento, em foto que eu bati em 2014. 

 

COMMODITIES, post 07, em 08.08.2019, e o ouro?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *