Porto Alegre, 14 de agosto de 2019

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A recessão global está cada vez mais presente nas análises da conjuntura internacional.  A guerra comercial entre os EUA e a China criou um ambiente adverso ao desempenho da economia global.   

As duas partes negociam, negociam, negociam, mas quando parece que um acordo está próximo há novas ameaças de Donald Trump para impor restrições aos produtos chineses.

Eu escrevi vários posts sobre as tais negociações sino-americanas.  E, pior.  Eu acreditei.  Eu acompanhava as imagens, eu via quem eram as autoridades presentes, eu percebia que as autoridades dos dois lados endossavam os resultados e eu achava que “o jogo estava jogado

Qual a minha surpresa quando eu ficava pronto para gravar um gran finale para guardar na minha videoteca e, ao contrário, as imagens da televisão norte-americana mostravam Donald Trump completamente transtornado e ameaçando os chineses com novas restrições comerciais.    Esse sequência se repetiu em quatro ocasiões com semanas ou meses de interregno. 

Segunda-feira foi um dia muito tenso nos mercados.  Eu passei a madrugada acompanhando os mercados da Ásia.  Eram descrições de toda a ordem.   As imagens eram geradas em diversos países daquele continente.  Os analistas se sucediam e vinham sempre informações novas. 

À certa altura eu resolvi dividir a noite.  Eu redigi um post na oportunidade repassando ao leitor o que estava acontecendo até às 24h00 e continuei a madrugada “a galope” na conjuntura internacional.

Passada a turbulência dos mercados do início da semana e sentindo que havia uma deterioração acelerada no ambiente de negócios globais, Donald Trump resolveu diminuir as restrições aos produtos da China.   

Aparentemente ele optou “retirar o pé do acelerador”.  Houve um atraso na data de início das novas barreiras impostas por Washington ao mesmo tempo em que ocorreu uma diminuição na pauta dos produtos visados.

Cada dia é uma história diferente.  Há volatilidade.  Há incerteza, e muita.  O desempenho da economia global está na ponta das análises.  Esperei fechar o mercado americano.  O pessimismo avança.  Foi assim nessa quarta-feira.  A bolsa de Nova York presenciou queda livre dos três principais índices.

O S&P 500 recuou 2,93% nessa quarta-feira.  O Nasdaq caiu ainda mais, -3,02%.   Todavia o pior aconteceu com o Dow que registrou variação de 3,05%.   Melhor ficar com títulos da dívida norte-americana do que arriscar nos índices. 

As explicações são as mesmas dos dias anteriores e passam pela deterioração do ambiente global.    A crise é um grande comboio, em que a Trade War conduz a locomotiva.   Ela está na “extremidade dianteira” da crise, lá no começo da mesma. 

A Argentina depois que Macri foi mal nas eleições mostrou que estava apta a fazer parte do comboio.  O dólar cotado a 62 pesos é o novo “cartão de visita” da Argentina que está chegando pela outra extremidade do cenário econômico.   Está no fim do trem, mas chegou com força.

Maurício Macri lançou um pacote de medidas nessa quarta-feira.   Quem sabe ele tenha acreditado nas pesquisas que mostravam uma diferença de 3,0% em favor de Alberto Fernández.   Deixar a Argentina chegar aonde chegou, ser derrotado nas PASO e, além de tudo, apresentar um pacote na undécima hora caiu muito mal no contexto portenho.

Bem, amanhã será outro dia.  Quem sabe os mercados financeiros mostrem alguma reação até o fim de semana.  É preciso verificar se os investidores vão acreditar na mudança de comportamento de Donald Trump frente à Trade War.     

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua da Praia à tardinha, Centro Histórico de Porto Alegre, maio de 2019

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 13, em 14.08.2019, incerteza global

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