Porto Alegre, 24 de agosto de 2019

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 18 graus, foi um dia ensolarado na capital

Que sexta-feira!  Agora, já sábado, eu começo a escrever esse post com mais calma.  À minha frente a televisão a cabo está transmitindo a partida Liverpool x Arsenal.  Eu não perco jogo pela Premier League Sou torcedor do Liverpool, terra dos Beatles, há alguns anos.  A torcida canta You’ll never walk alone antes do início do evento.  Um sonho de criança poder assistir o futebol inglês na minha cidade, aqui no beco.  Depois, tem Porto e Benfica, diretamente pelo canal FOX.  Também acompanho desde que eu frequentava o antigo Estádio da Luz em Lisboa, nos anos 60.   Naquela época, o Benfica estava lançando o meio de campo Toni; há dois ou três meses atrás eu assisti uma entrevista do Toni, velho, gordo e comentarista, no canal da SIC.  Às 17h00 tem jogo do Grêmio, direto da Arena.  As minhas netas e filhas vão ao estádio.  Eu tenho muito o que escrever para ir ao campo.

Que sexta-feira! Eu estava preparado para acompanhar a reunião de Jackson Hole, em Wyoming.   Eu iniciei as gravações bem cedinho porque o fuso horário aqui do beco está à frente daquele dos EUA.  Qual a minha surpresa ao sintonizar o canal Bloomberg e já havia entrevistados na tela.  Foi um dia cheio.  Muitas horas de gravações.  Gente importante.  Alguns que eu não via há muito tempo.  Os dvds da minha videoteca são verdadeiras joias.  Lá se vão em torno de quatro décadas, mas a cada momento há novas matérias de muito valor, seja no área da Economia, seja no âmbito da Política.

Que sexta-feira! No meio da tarde começaram surgir muitas imagens sobre a instabilidade global e, logo, logo, eu senti que precisava migrar da pauta de Jackson Hole para a instabilidade global.  A tardinha daqui, do beco, eu conclui que precisava acompanhar o fechamento dos mercados nos Estados Unidos para registrar as perdas na bolsa de Nova York.

Que sexta feira!   O Dow Jones Industrial Average fechou o dia em 25.632,95 pontos, com uma queda de 619,29 pontos, correspondendo a uma variação de -2,36%.   O S&P 500 encerrou em 2.847,59 pontos com variação negativa de 2,58%.  Finalmente, o Nasdaq também conviveu com uma queda de 3,0%.  As perdas foram expressivas.  A ameaça de uma recessão global ronda o cenário econômico internacional.   Os mercados vivenciam uma fase de instabilidade, de volatilidade.  Ao mesmo tempo é preciso estar atento às oscilações das cotações dos índice.  Há quedas substanciais em um dia, todavia, logo a seguir, os mercados registram recuperações.  O que se pode afirmar, com certeza, é que a incerteza se eleva à medida que espocam novos conflitos na guerra comercial.  

Que sexta feira!  Tudo aconteceu porque Donald Trump fez mais uma das suas.  Pronto para embarcar para o encontro do G7, o presidente voltou a jogar mão do seu arsenal de tarifas, dessa vez a novos produtos chineses.   Mas a ação de Trump não se restingiu à China.  Ele ensaiou uma nova frente na Trade War tendo como alvo a França.  Ou Emmanuel Macron retira o tributo digital francês, ou ele deverá conviver com tarifa sobre diversos produtos a começar pelo próprio vinho nacional.  Macron sabe que ele deve conceber uma estratégia de ação rapidamente porque Trump fala e age quase que imediatamente.  E mais, ele não tem qualquer preocupação com consequências.  Foi assim como a China, poderá ser assim com os países da União Europeia.  

Que sexta feira!  Se tudo continuar como está, a recessão global pode vir a acontecer.  Os números ainda estão distantes, mas as ações de Trump parecem encaminhar o processo rumo a um destino imprevisível.  Eu acho que ainda há uns 6 a 12 meses para reverter o processo, todavia a conjuntura parece receptiva às hipóteses negativas com algumas chances de se confirmarem.  Domingo à noitinha, no horário do meu beco, o jogo recomeça pela Ásia.  Será um rescaldo da sexta-feira?  O que será

Que sexta-feira!   Boa noite leitor do blog!

 

FOTO ABAIXO:  Volta da Orla do Guaíba, Porto Alegre, agosto 2017.  Por alguma razão a imagem abaixo me faz lembrar Dover.  

CENÁRIO INTERNACIONAL, o que vem por aí, post 17, 24.08.2019, ontem foi um dia tenso lá fora

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