Porto Alegre, 01 de setembro de 2019

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O mundo vive a transição do real para o virtual.   É só observar o que eu tenho à frente e a conclusão é quase que óbvia.  Há algum tempo quando eu percebi que os jornais, com os perfis atuais, estavam com os dias contados eu acessei uma nova visão no horizonte. 

Para ficar somente em um segmento empresarial, como pode um banco dispor de toda uma estrutura gigantesca se ele se resumirá a um programa de computador?  É óbvio que o futuro dos intermediários financeiros não não se resumirá à figura de um Tio Patinhas com toda a sua fortuna jogada em um computador à sua frente.    Certamente ele vai precisar de um CEO e alguns penduricalhos. 

Um dos meus trabalhos de conclusão na Syracuse University, no início dos anos 70, estava focado na Teoria do Desenvolvimento de Joseph Schumpeter.  Foi uma experiência maravilhosa assimilar a a ideia da destruição para criar. 

No dia da minha defesa, após a minha apresentação, eu presenciei uma discussão inesquecível por parte da minha banca examinadora.  Era o presidente da banca e mais três examinadores.  Todos os quatro eram professores com idade acima de 60 anos e eu era bastante jovem. 

Durante muito tempo eu imaginava que eu gostaria de ter gravado aquele evento, mas os recursos audiovisuais não eram de uso  generalizado.  Naquela época na academia norte-americana havia a ideia que Schumpeter era brilhante, mas a presença de Keynes fez frente ao pensamento conservador.

Nos tempos de professor universitário, focado em metodologia científica e em cenários econômicos, eu carregava o meu livro The Theory of Economic Development do economista austríaco.   Um dia eu percebi que assim como no passado eu carregava uma pasta de executivo que era muito pesada e, às vezes, eu nem a abria, era chegada a hora de também deixar o livro em casa.   

Eu acompanhei, imagem à imagem, desde a criação da ARPANET junto ao Pentágono, tudo o que foi acontecendo na conjuntura econômica internacional.  Eu lembro que até a gestão Bill Clinton, a atividade relacionada à informática estava um tanto distante, um tanto paralela à economia.

A revista FINANCE & DEVELOPMENT, número 2, volume 38, de junho de 2001, trouxe um artigo denominado Who has a New Economy?  de autoria de Paula de Masi, Marcello Estevão e Laura Kodres, que explicava o conceito de Nova Economia.

Integrada por hardware, software e comunicações, a Nova Economia foi lentamente assumindo a Velha Economia – na época ela estava associada ao automóvel,  foi tomando conta do que existia e partiu para o mundo plenamente conectado. 

…     

Um viés do que eu imagino e que tem a ver com isso parece fazer parte da série Years and Years.  Eu quero assistir a série da BBC, iniciada em maio e na HBO em junho do corrente ano.   É bastante recente. 

Do que li a respeito, a série associa Política, Economia e a dependência na tecnologia.  O autor Russell T Davis configurou o acompanhamento de um família, a família Lyon, a partir de um ponto em 2019 e o que segue pelos próximos 15 anos.

De volta ao início do post, assim como fiz referência aos intermediários financeiros há outros setores que eu tenho procurado monitorar, a educação e a saúde.

Na educação eu vejo dificuldades no caminho dos cursos presenciais e dos currículos tradicionais.  O Ensino a distância está chegando para ficar.  E deverá avançar, progressiva e sistematicamente, sobre a educação convencional. 

Eu acredito que haverá uma migração da importância da Instituição de Ensino existente para o estudante e o seu tempo disponível.  Algum deslocamento do tipo da estrutura de oferta para um novo perfil do consumidor. 

Na saúde eu penso que a medicina de precisão vai concentrar atividades profissionais e implicará uma mudança significativa no perfil da mão de obra setorial 

Eu tenho acompanhado os números recentes de transmissões de doenças que deveriam estar contidas pela vacinação.  Eu percebo que números crescentes em atividades cirúrgicas tem sido objeto de matérias de jornais, todavia, acima de tudo eu constato o quanto o setor de saúde vem absorvendo em termos de novas tecnologias.

A inovação, via inteligência artificial, está presente em muitas das minhas taxações no que diz respeito à elaboração dos diagnósticos.   É muita informação, há muita realização.     Eu imagino um mundo de ficção em que o paciente interage com um computador e tudo o que implica nesse futuro em construção.  

O que vai acontecer no curto prazo na revolução digital no setor da saúde?  Há tanta potencialidade no âmbito da ciência, contudo ao mesmo tempo eu vejo um mundo convergindo para o embate e para a polarização.  É isso?  Ou melhor, é tudo isso?

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Esquina Democrática, Centro Histórico de Porto Alegre, 01.08.2019

 

INOVAÇÃO, post 15 , 01.09.2019, é possível ser otimista?

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