Porto Alegre, 03 de setembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 17 graus, dia ensolarado, 10 graus no fim do dia

Conforme eu expliquei em post anterior, eu procuro trazer os países do Velho Continente para o título da UNIÃO EUROPEIA, jogando no Parlamento se o tema está mais direcionado à Política e para Comissão se o assunto está relacionado à Economia. 

Tendo em vista que a crise espanhola é prioritariamente de natureza política eu preparei esse post na seção UE, Parlamento,  Eu tenho redigido, recorridamente, sobre as circunstâncias que envolvem a formação de alianças politicas que viabilizem a ocupação do Palácio de Moncloa, a sede da presidência do governo da Espanha. 

Nos meus posts eu tenho concentrado a análise política, prioritariamente, em cima de quatro atores e dos partidos correspondentes.  São eles, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE),  Pablo Casado do Partido Popular (PP), Pablo Iglesias Turrón de Unido Podemos (Up) e Alberto Rivera do Ciudadanos (Ci).

Concentrando a análise apenas em cima dos quatro partidos citados acima, no espectro político espanhol, o PSOE e o Up estão à esquerda enquanto o PP e o Ci estão à direita.  

Hoje, a aliança do dia é uma possível convergência entre os Socialistas e o Podemos, entre Pedro Sánchez e Pablo Iglesias.  Já aconteceu em várias oportunidades, mas hoje a pauta é muita objetiva.   As grandes definições entre as duas lideranças devem acontecer antes do fim de semana.   

A agenda apresentada por Pedro Sánchez para Pablo Iglesias inclui uma proposta difícil de ser aceita.  Os cargos de ministros não serão oferecidos pelo PSOE ao Up.  O partido de Iglesias deverá se sujeitar a ocupar cargos de segundo nível.

Um segundo ponto a ser negociado entre as partes tem a ver com iniciativas na área social e que estão relacionadas à habitação, à aos impostos e às pensões.

Finalmente, outro objetivo de socialistas e de podemos consiste em opor-se a um referendum na Região Autônoma da Catalunha. 

Não está fácil alcançar a constituição de um governo de natureza progressista.  Chamou-me a atenção uma frase de Pedro Sánchez quando ele disse que os dois partidos não compartilham tanto para chegar com facilidade a um governo.  Pior, foi o pensamento expresso por Pablo Iglesias que resumiu tudo o que pensa ao afirmar que Sánchez quer humilhar o parceiro político na futura aliança. 

Três meses atrás a negociação não deu certo.  Na hora de conviver com o Brexit, PSOE e Up tem alguma margem para obter êxito na empreitada?

Boa noite, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO:  Avenida Borges de Medeiros, Centro Histórico de Porto Alegre, agosto de 2019.

 

 

UNIÃO EUROPEIA, Parlamento, post 34, 03.09.2019, mais uma tentativa de aliança na Espanha

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