Porto Alegre, 07 de setembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 12h10, 16 graus, trovoadas desde ontem à noite, sem interrupções

A economia norte americana está sob atenção redobrada.  O momento é intrincado. O que a gente vê é um desentendimento de diagnóstico entre Donald Trump e Jerome Powell.   O que a gente ouve é que a economia vai para uma recessão contra visões de relativo otimismo.  O que a gente percebe é que há espaço para uma reeleição de Trump contra um fechamento da porta das urnas ao megaempresário.  O que a gente não sabe é onde a conjuntura vai levar as expectativas e os interesses. 

Na América, os dados divulgados ontem pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos para o mês de agosto mostraram que houve 130 mil novos empregos e o pleno emprego continuou no mesmo patamar vigente anteriormente à medida que a taxa de desemprego se manteve nos mesmos 3,7% de julho.   

Os números para o mercado de trabalho norte-americano ainda são extraordinários tendo em vista que eles registram novos empregos mensais e consecutivos há, praticamente, nove anos.  Contudo é evidente que a média mensal de empregos gerados caiu de 223 mil no ano passado para 158 mil no corrente ano.  Algum sinal do que está para acontecer?

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A bolsa prossegue em sua trajetória de apostar “que ainda dá”. 

O índice S&P 500 fechou a semana em 2.978,71 pontos.  As variações foram de 0,09% na sexta-feira, 3,36% nos últimos 30 dias, 7,03% nos últimos 90 dias e, finalmente, 2,83% nos últimos 12 meses. 

O índice NASDAQ encerrou o pregão de ontem em 8.103,07 pontos.  As variações foram de -0.17% na sexta-feira, 3,44% nos últimos 30 dias, 7,36% nos últimos 90 dias e 1,06% nos últimos 12 meses.

Ambos os índices, S&P 500 e NASDAQ, apresentam taxas positivas nos últimos 30 e 60 dias, independentemente, da desaceleração da economia norte-americana e da ameaça da recessão global.   

O fato de ser refúgio último para os investidores mundo a fora, viabiliza a convivência da bolsa com a volatilidade em meio a tamanha incerteza.  

A polêmica em torno das posições de Trump e Powell evidencia desdobramentos aqui e acolá.  Donald Trump, até aqui, não deixou de esgrimar com Xi Jinping.   Maior o embate, menor o nível da atividade econômica.  Donald Trump, acolá, deve estar vendo a sua chance de reeleição se esvair.   Em algum momento no futuro imediato ele deverá optar entre a guerra comercial ou a permanência na Casa Branca. 

Setorialmente, há problemas supervenientes que impactam o desempenho da economia, independentemente das razões apresentadas até agora.  Um desses casos é o da Indústria que recuou 0,9% de julho para agosto por causa da paralisação de unidades produtivas causada pela passagem do furacão Harvey.

Jerome Powell esteve em Zurique nessa semana falando para empresários e autoridades europeias.  Surpreendeu-me o seu desempenho.  Eu nunca o tinha visto falando sobre a economia norte-americana de forma tão descontraída.  O fato de ter afirmado que não vê a recessão que muitos estão tratando “a favas contadas” me deu um novo alento.  Ainda vou preparar um post sobre o evento.

Joe Biden, Bernie Sanders e Elizabeth Warren lideram a corrida para a candidatura do Partido Democrata à Casa Branca.  São vinte candidatos a candidato para o enfrentamento com Donald Trump.  Dezenove eu os considero como fracos para uma disputa com o Presidente. 

A exceção corre por conta de Elizabeth Warren.  É fortíssima como política, mas creio que não tem voto para chegar a ser a escolhida.  Estou muito ligado nesses acontecimentos.  E preocupado.  Mais uma gestão de Trump seria algo de efeitos imprevisíveis.  Se não houver uma barreira que tolha os seus passos, dificilmente algum democrata o baterá, antecipadamente, nas pesquisas.  O que é certo é que há muita água a rolar pela ponte.    

Encerro o comentário dos Estados Unidos, lembrando ao leitor de uma informação de natureza esportiva. Hoje tem final feminina do US OPEN com Serena William frente a Bianca Andreescu do Canadá, a partir de 17h00, com transmissão da ESPN e do SPOTV 3.   Serena, 37 anos, é hors-concours.  Quanto à Bianca, 19 anos, eu acompanhei o seu desempenho nesse US OPEN. 

Muitas vezes eu achava que Bianca não conseguiria superar as adversárias, mas ela sempre me surpreendeu.  Houve oportunidades em que ela demonstrava sinais de dores no joelho, todavia, mesmo assim, ela conseguia chegar ao fim das partidas e vencer os embates.   À essa altura, fica difícil qualquer prognóstico.   

No âmbito masculino, a partir de 17h00 desse domingo, Rafael Nadal, segundo no ranking, enfrenta o russo Daniil Medvedev, quinto no ranking.  Eu sempre acredito que o espanhol é o favorito.  Mantém um desempenho médio sensacional.   Ele já está com 33 anos e não sei até quando o seu corpo vai aguentar sendo tão competitivo.  O russo tem apenas 23 anos. Não sei se consegue fazer frente a um adversário tão forte. 

O raciocínio que eu fiz para Bianca vale para Daniil.  Em ambos os casos, as adversidades durante uma ou outra partida, nesse US OPEN, pareciam insuperáveis, mas eles buscavam forças em algum lugar e concluíam os seus jogos. 

Serena busca o seu sétimo título e Nadal pretende chegar ao seu quarto título do US OPEN.  A minha única dúvida é se Serena e Nadal não apresentarão alguma lesão durante as finais que os impeçam de chegar até o encerramentos do embates.    

FOTO ABAIXO:  Orgulho dos avós, as netas números 01 e 03, de 5, respectivamente, foram conhecer a ARENA GRÊMIO despertando cedo o interesse pelo esporte regional.

  

 

CASA BRANCA, as últimas dos EUA, post 14, 07.09.2019, o momento intrincado da conjuntura

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