Porto Alegre, 02 de outubro de 2019

Horário oficial do beco da rua General João Manoel, 06h10, 23 graus, pode chover na hora do futebol

Hoje, por aqui, entre a Argentina e Rio Grande do Sul, a palavra de ordem é futebol.   Hoje tem futebol ao vivo para todo o Brasil.  Hoje tem partida de semifinais pela Libertadores da América em Porto Alegre.  Hoje tem Grêmio e Flamengo na Arena. 

Espero que seja uma grande noite esportiva para o público brasileiro que aprecia o futebol.

como fazer uma loja virtual

Ontem eu assisti toda a partida Boca versus River, de chimarrão em punho e com atenção redobrada do que estava acontecendo no Estadio de Núñez.   O River Plate praticou um futebol vistoso como o do Flamengo; o Boca Juniors, se defendeu como pode. 

Eu penso que poderia ser um placar muito mais dilatado, uns 4 a zero, para o time colorado.  O Boca pareceu jogar por “uma bola”.  Grande atuação do árbitro brasileiro, Raphael Claus.   

Claus acertou ao marcar um pênalti a favor do River no começo do jogo.   Para tanto, utilizou o VAR.  Parece-me que os argentinos não estão acostumados a recorrer ao apoio das imagens de vídeo para subsidiar as decisões da arbitragem em campo.

Durante o jogo, em alguns pouquíssimos minutos, Claus se sentiu pressionado em campo.  Ele atravessou o grupo de jogadores que o pressionava e levou a partida à frente.  No final, aí sim, jogadores e dirigentes do Boca foram para reclamar da arbitragem. 

Ao final da partida eu cheguei à conclusão que os atletas argentinos respeitam mais a arbitragens do que os jogadores brasileiros.  Veja, o leitor, que eu estou me baseando, apenas, no jogo de ontem que era uma partida internacional. 

Também não vi aquela cena que se repete a toda hora dos jogadores brasileiros caídos em campo a reclamar de qualquer coisa.  Na partida de ontem o jogo correu, praticamente sem interrupções. 

Hoje, pela manhã, eu assisti várias matérias na mídia internacional sobre a partida de ontem, à noite.  Senti uma ausência total do jogo de hoje, aqui, em Porto Alegre.  Fazer o quê?

Eu já fui Flamengo e hoje sou Grêmio.  Fui Flamengo até os 18 anos quando deixei a minha cidade natal porque todos torciam para o rubro-negro ou para o Vasco.  O futebol brasileiro se resumia ao futebol local, o da fronteira oeste do Estado. 

Torcer pelo Flamengo é uma festa.  Alinhar-se ao Grêmio é uma guerra.  Flamengo é espetáculo.  Grêmio é competição. Eu assisto muitas das partidas da dupla Grenal nas rádios Tupi, Globo, Itatiaia e Band SP, entre outras, e consigo verificar como é acompanhar o jogo de fora.  Lá eu sinto a sensação de futebol show; aqui, de jogo jogado. 

Especificamente com relação ao jogo dessa noite, o Grêmio deu azar e vai muito desfalcado.  A sorte do tricolor é que mesmo o time reserva pratica um futebol semelhante ao do titular.  Entre sorte e azar, mesmo assim, há desvantagem local porque os reservas não estão à altura da equipe titular..

A vantagem do Flamengo sobre o Grêmio está na intensidade.  A diferença encontra-se na movimentação intensa, além da normal, praticada pelo rubro-negro.  Há, também, outra vantagem do time da Gávea que é os titulares das laterais. 

Eu os acompanhava no futebol europeu.  Rafinha e Felipe Luis eram bons jogadores, mas nada demais.  Aqui, no Brasil, estão fazendo a diferença.  Rafinha joga como se fosse o árbitro e Felipe Luis sabe recuar quando é necessário.   

Na partida com o São Paulo, Jorge Jesus os incluiu na partida somente no segundo tempo.  Eu penso que pela idade eles não podem jogar com tanta intensidade como procederam até aqui.

Eu, também, não acredito que o Gabriel e o Bruno Henrique possam atuar com tanta liberdade nas partidas do Brasileirão.  São excelentes atletas, porém deve haver uma forma de marcá-los adequadamente. 

Se o Grêmio contasse com o meio de campo titular e com Geromel na zaga eu tenho a certeza que seria uma grande partida nessa noite.  Seria mais equilibrada para as exigências que o jogo impõe. 

Idoso, eu mudei a minha percepção de futebol e de esportes em geral.   Não há porque me frustrar quando a dupla Grenal é derrotada.  À essa altura eu acredito que o futebol gaúcho deve estar presente às quartas de finais e semifinais dos grandes eventos esportivos.  Se for possível ir adiante será muito bom. 

Idoso, eu creio que foi importante para o Internacional estar na mídia por ocasião da final da Copa Brasil.  Também eu acredito que é fundamental estar presente às semifinais da Libertadores.  Creio que é um presente dos deuses estar participando de um grupo que reúne Boca, River e Flamengo.  De manhã à noite o tricolor gaúcho está sendo lembrado, ininterruptamente, na grande mídia.

É duro perder porque há algum fenômeno mental que deixa o torcedor frustrado quando o seu clube é derrotado.  Ao mesmo tempo, é preciso considerar que as torcidas adversárias estão muitas vezes, há muitos anos de finais de competições importantes.  É o caso do Flamengo nessa noite em Porto Alegre.

Em suma, a diferença do Flamengo para o Grêmio é a intensidade.  A diferença do Grêmio para o Flamengo é a pegada.  Vencerá a ARTE do rubro-negro ou a CIÊNCIA do tricolor? 

Tomara que vença o melhor!

Antes que eu esqueça, eu acredito que está na hora da televisão local dar uma cobertura maior ao futebol, como fazem os canais das grandes redes do centro do país.  É impossível aqui no extremo do país o telespectador só poder acompanhar futebol por profissionais especializados em Flamengo, Corinthians e Palmeiras.   Eles são extremamente competentes e eu os aprecio demais, mas nós, por aqui, parece que ainda não migramos do rádio para a televisão. Está mais do que na hora!

Agora, nas primeiras horas da manhã, estou lisonjeado pela presença de leitores da Ásia no meu blog.   Boa tarde, amigo do blog!

FOTO ABAIXO: A minha turma na Arena em jogo do Grêmio. 

 

ESPORTES ao vivo, post 06, 02.10.2019, hoje tem Flamengo, futebol arte, versus Grêmio, futebol ciência, em Porto Alegre

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *