Porto Alegre, 07 de novembro de 2019

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06h10, 19 graus, muito nublado 

Eu vivo no meio de uma torrente de informações.   Não há folga.   Perdão, há intervalos para assistir os jogos do Grêmio, do Internacional, do Liverpool e os jogos da Champions League.  E, também, as competições de vôlei, nacionais e internacionais.  E, ainda, acompanhar, em quadra de tênis, o Djokovic, o Federer, o Nadal e a Serena.  Afora esses momentos de lazer a convivência com estatísticas e dados mantém o seu curso sem maiores restrições.

Algumas fontes me fazem apressar o passo, como é o caso do canal Bloomberg.  Esteja eu, acordado ou dormindo, eu sei que a fonte não seca.  É informação jorrando sempre.  Onde quer que eu me encontre, aqui ou acolá, eu olho o relógio e já sei de antemão que a programação de economia está vindo da Austrália, de Londres, da Argentina ou dos Estados Unidos.   

No outro extremo, outras fontes me fazer parar no meio do caminho, como é o caso do canal TV5 Monde.  Há muita, muita mesmo, programação legendada em português.  Se eu acessar o canal eu já sei que, muito provavelmente, vou ter que parar no meio do caminho. Dou como exemplo o programa Géopolitis, que tem origem na TV Suíça. 

Veja, o leitor, que eu estou citando um programa apenas de um canal que tem uma vasta programação legendada em português. 

No dia 03.11, o entrevistado do Géopolitis foi Gérard Araud, ex- embaixador da França nos Estados Unidos, de 2014 até a primavera passada.  A pauta era a afirmação de Donald Trump que faria guerra total ao Partido Democrata.  Daí que o ex-embaixador foi questionado se as próximas eleições nos EUA serão as mais violentas da história?  Um grande programa de televisão!

Outras fontes – dentre elas, televisão, rádio, redes sociais, jornais na Internet e jornais em papel – são administradas de acordo com decisões que fui adotando ao longo dos últimos 50 anos. 

Hoje eu estou elaborando um post sobre outro tipo de fonte.  Com o passar dos anos, eu fui selecionando temas e autores que eu não posso perder de vista no meio do big data.   São assuntos de extrema importância que eu preciso me manter a par, seja pelo significado da matéria, seja pela competência do autor. 

No presente post eu estou identificando a taxação de mais um artigo do Prof José Goldemberg, um daqueles autores que eu aprendi a admirar ao longo do meu trabalho, em cinco décadas, no âmbito das informações. 

O jornal O Estado de São Paulo publicou em sua edição de 23 de outubro próximo passado, página A2, um artigo do professor Goldemberg intitulado O futuro das energias renováveis no Brasil.   

No texto, o autor apresenta um comentário sobre o Plano de Expansão de Energia para o período 2019-29, anunciado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e que foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).   

O autor parte da observação que no estudo há estimativa de custos sem que sejam especificados as fontes dos recursos.

Antes, os planos estavam relacionados às fontes dos recursos, mas como elas secaram então passaram a ser licenciadas pela ANEL e ANP. nos casos da energia elétrica e do petróleo, respectivamente.   Segundo o Professor, o Plano de Expansão impacta na orientação de investimentos privados e de estatais, inclusive da Eletrobrás. 

O texto é denso. O leitor precisa procurar a fonte e ler todo o conteúdo. O Professor alerta sobre a necessidade de a construção de hidroelétricas com reservatório, algo que está indo no contrapé das gestão setorial.

Nesses tempos em que o cenário externo está escurecendo eu creio que o ministro Paulo Guedes deveria ler um pouco de Mario Henrique Simonsen, que esteve no pedaço e mostrou desempenho apreciável. 

Guedes parece acreditar que o Brasil tem 11 meses e que tudo que precisa ser feito é utilizar a medida simplista de jogar os recursos do petróleo para “ajustar” as contas públicas.   E mais, ele pretende empurrar um rol enorme de medidas burocráticas para retomar o crescimento.

O cenário externo está para peritos, e não para gabaritos!  O cenário interno está para cães de guarda, não para cabos de esquadra!  Eu achei que a mídia ficaria perplexa, mas reconheço que ela ficou convexa.  

… 

Enquanto Guedes vai ter que aprender sobre Brasil e gestão pública, e isso vai demorar um pouco, eu creio que vale a pena ler José Goldemberg, um craque que deveria estar no Flamengo nesses dias de pouca criatividade junto à torcida brasileira.  

Bom dia, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Eu gosto de fotografar essas imagens da Porto Alegre de ontem, um tanto desorganizadas, mas autênticas.  Rua Marechal Floriano na chegada ao Largo Glênio Peres, Centro Histórico da Capital.

       

JORNAIS, o tema da minha taxação, post 08, 07.11.2019, Goldemberg e as energias renováveis

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