Porto Alegre, 09 de novembro de 2019

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O Velho Continente comemora o trigésimo aniversário da queda do muro de Berlim.  Uma data importante por tudo o que aconteceu na História. Ao mesmo tempo eu reconheço que a vitória foi obtida com muitas restrições que permanecem até hoje ao desafiar os dirigentes do bloco europeu.

Eu acompanhei como economista, professor e gestor de informações e de imagens, tudo o que aconteceu até os últimos dias da velha Ordem Econômica Internacional.  Os movimentos finais foram dramáticos.   Na universidade eu conseguia atualizar os alunos nas aulas de cenários econômicos.  Era impossível deixar de acompanhar o dia a dia do que acontecia em Berlim, em Moscou e em Washington.

Gorbatchov fazia a suas reformas ( Perestroika e Glasnost).  Golpistas prenderam Gorbatchov e o levaram para a Criméia.  Eles perceberam que a URSS terminaria em 4 dias.   Em Washington, Ford registrou e acusou o golpe.   Iéltsin lotou as imediações da Câmara Branca impedindo o acesso ao local.  Os golpistas, argumentando que estariam evitando a perdas de muitas vidas,  liberaram Gorbatchov que imaginou que iria retomar o poder. 

Ledo engano.  Iéltsin já estava no comando do processo.  A URSS terminou e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) foi criada.   Tudo aconteceu em ritmo alucinante.  A cada dia havia fatos novos em diversas frentes e, dentre eles, a queda do muro de Berlim (09.11.1989) e a unificação alemã.  Helmut Kohl, democrata cristão (CDU), era o primeiro ministro da época.   

Nesse fim de semana, o acontecimento está na pauta da mídia europeia.  São trinta anos desde o dia 09 de novembro de 1989, dia da queda do muro, em que foram reunidos dois países cujas diferenças eram imensas.   

Internamente o Parlamento reúne todo o tipo de representantes contra e a favor da preservação da União Europeia. Há, dentre outros, conservadores, liberais, sociais democratas, eurocéticos, nacionalistas e populistas.

Hoje o presidente do Parlamento Europeu David Sassoli prega que o processo de unificação levará a Europa a lugar muito distante do atual e que é preciso que os parlamentares escrevam juntos o destino do Continente.

Há, também, o partido Alternativa para Alemanha que é contrário ao bloco da União Europeia (UE) e ao euro e que busca unificar as duas Alemanhas com uma moeda única.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua Marechal Floriano, Centro Histórico de Porto Alegre, novembro de 2019

UNIÃO EUROPEIA, Parlamento, post 37, 09.11.2019, a queda do muro de Berlim

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