Porto Alegre, 13 de janeiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 18h10, 25 graus, sem chuva

A União Europeia vem de trocar toda as lideranças em sua estrutura de gestão, seja em âmbito de Parlamento, seja, no contexto da Comissão.   

David Sassoli é o presidente do Parlamento Europeu (03.07.2019) e Ursula van der Leyen é a nova presidente da Comissão Europeia (01.12.2019) e Charles Michel é o presidente do Conselho Europeu (01.12.2019),    

O Programa Nuclear Iraniano é cria norte-americana da década de cinquenta.  Na queda do Xá Reza Palhavi para a Revolução Islâmica houve a ruptura entre as partes, EUA e Irã.   Posteriormente, em 2013, houve contato entre Barack Obama e Hassan Rouhani, presidente do Irã. 

O Programa Nuclear Iraniano voltou à baila, com a aprovação de um novo acordo em 14.06.2015.  Dele participaram cinco países, os Estados Unidos, a China, a França, o Reino Unido e a Russia, mais um país, a Alemanha, e mais a União Europeia. 

No ano seguinte, 2016, a Agência Internacional de Energia deu a sua boa vista ao programa aprovado entre as partes.  Em suma, a paz antes de tudo era o que valia para a AIE. 

E mais dos anos se passaram, 2018, e Donald Trump se retirou do acordo com o Irã e o deixou com suas duas instalações de Natanz e de Fordow, no dia oito de maio porque, segundo o presidente norte-americano, se tratava de casos de uma engrenagem terrorista.   

Trump deu um rompante, deu as costas a tudo e a todos dizendo que ia à busca de uma solução definitiva e sem ameaça nuclear, e os europeus ficaram com a responsabilidade de manter o que havia sido acordado.

Trump saiu por uma porta e, sem perda de tempo, Hassan Rohani afirmou que não queria mais restrições na venda de petróleo e no seu sistema de intermediários financeiros.    

Rohani falou, mas os europeus se negaram a aceitar qualquer pressão iraniana.   Urânio e Plutônio fazem parte de uma agenda complexa, negociada, extensa, e sem perspectiva de qualquer mudança abrupta.

Então, leitor, eu volto ao ponto de partida desse post.  As lideranças europeias estão no cargo há muito pouco tempo.  Como tratar um tema tão delicado como a possibilidade de construir uma bomba de plutônio sob a pressão que o momento exige?

Quem poderia acreditar que sob essa pressão um presidente dos Estados Unidos iria assumir a responsabilidade pelo assassinato de um general iraniano? 

E quem acreditaria que os iranianos iriam reagir com o ataque de doze mísseis a duas bases americanos sem que houvesse uma fatalidade, uma morte a se lamentar?

Que guerra é essa em que todos estão voltados para a frente EUA – Irã, e a queda de um avião com destino a Ucrânia é derrubado na decolagem, em território persa, o erra seja assumido pela parte, e a atenção mundial se volte para o acidente de percurso, em um acidente de um avião?

Como procederão as novas lideranças europeias frente à conjuntura que está aí?

… 

A todas essas eu migro para um tema ameno. 

Os investidores estão comemorando os resultados do S&P 500, do  Dow e do Nasdaq.   Guerra, que guerra?  É hora de aguardar resultados maiores e mais polpudos.  E a desaceleração mundial? E os juros negativos?  E a ameaça de uma recessão nos Estados Unidos?   Como configurar o novo cenário econômico internacional enquanto os investidores surfam em novos recordes?   

Boa tarde, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO: Esquina Democrática, Centro Histórico de Porto Alegre, janeiro de 2020

 

CENÁRIO ECONÔMICO, o que vem por aí, post 33, 13.01.2020, o imbróglio iraniano vai continuar na pauta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *