Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2020

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O FMI publicou em seu site um documento intitulado The Future of Oil and Fiscal Sustainability in the Golf Cooperation Council (GCC) Region, um documento elaborado pelos Departamentos do Oriente Médio e da Ásia Central daquela Instituição.

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O texto, divulgado no dia 06 de fevereiro de 2020, foi elaborado por Tokhir Mirzoev, Ling Zhu, Yang Yang, Andrea Pescatori, and Akito Matsumoto, com a supervisão de Tim Callen.

No Abstract do texto, os autores lembram ao leitor que o mercado do petróleo convive com mudanças fundamentais.   Procurarei mostrar esse resumo em, apenas, um parágrafo. 

De um lado, a oferta de petróleo cresce com a utilização das novas tecnologias; de outro, a demanda da commodity diminui devido avanço da consciência ambientalista.   Essa constatação é um desafio para os países produtores e, em especial, para aqueles da região GCC.   

O roteiro do documento compreende cinco seções, a Introdução, o Futuro do Petróleo, o Que isso implica para a região GCC, Alcançando a sustentabilidade fiscal e Conclusões.  Há ainda, um anexo, referencias e dezenove figuras. 

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Nesse post, eu estou focado na segunda seção do documento, a que diz respeito ao futuro do petróleo.  Ela tem onze páginas de extensão, repleta de gráficos.  Eles tratam da oferta e da demanda pela commodity

O que dizem os autores?   Vou registrar apenas algumas constatações desenvolvidas pelos autores que me pareceram extremamente importantes.  Primeiramente, as observações  do lado da oferta. 

Diversas mudanças de rumo ocorreram no mercado do petróleo recente.  Houve uma queda de 50% no preço do ouro negro no biênio 2014-15, um dos maiores no século passado e que implicou a transferência de US$ 6,5 trilhões dos países exportadores para os países importadores da commodity no período 2014-18.  Muitos desses países ainda estão se ajustando à essas mudanças.

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No médio prazo, o preço baixo veio para ficar.  Nos países da região os orçamentos anuais e as políticas fiscais de médio prazo foram implementadas dentro da perspectiva que as cotações serão lower for longer.   Nesse contexto, a volatilidade e a incerteza levaram à utilização de políticas mais cautelosas. 

Tendo em vista a imprevisibilidade dos fatores geopolíticos e cíclicos, os autores recomendam que o leitor deve estar atento às tendências de longo prazo porque elas são mais robustas a choques temporários. 

Mesmo assim, há evidencias que as alterações de longo prazo vem crescendo há algumas décadas porque há duas mudanças – a disponibilidade e a substituição crescentes do petróleo – que irão afetar a configuração do futuro da commodity no longo prazo.

Finalmente, do lado da procura os autores analisam o Panorama da Demanda Global por Petróleo.  Eles recorrem a um modelo econométrico com informações de 137 países referentes ao período 1971-2016.  E o que dizem os autores?

Tradicionalmente, ou melhor, historicamente a população e a renda per capita determinaram a demanda global do petróleo.  Além desses dois fatores é preciso levar em conta um terceiro fator, que há uma forte tendência temporal  decrescente na demanda global por petróleo. 

Uma queda anual de 2,5% ao ano no período 1971-2016 que implicou em queda de demanda da ordem de 100 milhões de barris/dia em 2016.   Esses três fatores explicam 95% das variações do preço do petróleo nas últimas quatro ou cinco décadas.

Uma última informação que eu no texto e que eu gostaria de chamar a atenção do leitor do blog é que a tendência decrescente é muito mais fraca na demanda global por gás natural.

Paro por aqui.   Nesse post eu apenas repeti idéias que estão expressas no artigo dos técnicos do FMI.  Baixe o texto no endereço eletrônico abaixo

https://www.imf.org/~/media/Files/Publications/DP/2020/English/FOFSGCCEA.ashx

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Ritual umbandista no Mercado Público de Porto Alegre, 10.02.2020, 16h00

 

ECONOMIA DO PETRÓLEO, post 63, 12.02.2020, o futuro do mercado do ouro negro em publicação do FMI

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