Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2020  

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18h10, 28 graus, sem chuva 

A inflação avançou nos Estados Unidos em janeiro.  De acordo com a informação divulgada hoje, o IPC cresceu de 2,3% para 2,5% ao ano o que pode ser um sinalizador que o FED não deve estar com a redução da taxa de juros no visor no curto prazo.  O problema é que a economia, embora em pleno emprego, não mostra a pujança anterior. 

…  

Ora a economia norte-americana está em processo de desaceleração.    O PIB cresceu 2,9% (2018), 2.3% (2019), e deve crescer 2,0% (2020) e 1,7% (2021), segundo a publicação World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Mundial do FMI, em sua atualização do mês passado. 

Além do ritmo da economia encontrar-se em desaceleração, o IPC encontra-se em patamares de 2,4% (2018), 1,8% (2019) e a previsão de um incremento de 2,3% (2020), de acordo com a versão de outubro do WEO.

A par dos números sobre o desempenho e a estabilidade da economia o FMI estimou que o pleno emprego acontecerá em patamares cada vez mais baixos.  A taxa de desemprego de 3,7% (2018), caiu a 3,5% (2019) e deve voltar a recuar para 2,5% (2020).   

Nessa conjuntura, Donald Trump pressiona o FED para que reduza a taxa básica de juros porque a economia está em desaceleração.  Jerome Powell (FED) discorda porque a economia está robusta e a taxa de desemprego está em queda.  A informação de hoje do aumento de 0,2% em janeiro, da taxa de crescimento da inflação deixa Powell fortalecido perante Trump. 

Enquanto há essa polêmica ao rés do chão da política, nas nuvens os investidores apostam em mais e mais rendimentos.    As valorizações parecem não encontrar teto.  O exercício de 2019 foi excepcional. 

Há uma correção à vista?  Ela pode acontecer em 2020? É bem provável que a cada par de semanas um novo teto possa ser testado?  Ajustes limitados podem conviver com a expansão do coronavírus?  

A cada fim de semana eu ploto o gráfico com os últimos números do Nasdaq e do S&P 500.   Surpreende-me que os investidores estejam jogando forte quando as imagens da China, com o coronavírus paralisando parte das atividades da segunda maior economia do planeta, mais pareçam cidades desertas ou pleno feriado.  E tudo acontece à luz de uma desaceleração global.  

Daqui, do meu beco, eu vou reunindo dados saindo do forno e produzindo novos posts na ponta do consumidor.  Fazer o quê?

Boa noite, leitor do blog!  

FOTO ABAIXO:  Esquina Democrática, Porto Alegre, em imagem dos meus arquivos, setembro de 2014

CASA BRANCA, as últimas dos EUA, post 29 , 13.02.2020, há correção à vista?

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