Porto Alegre, 14 de fevereiro de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12h10, 29 graus, sem chuva

Hoje, pela manhã, o Banco Central divulgou o IBC-Br, aquele que antecipa o número do PIB por parte da Autoridade Monetária, e o dado foi frustrante.  O incremento da economia ficou em 0,89% (2019).

Ora, a economia brasileira recuou -3,5% (2015) e -3,3% (2016), nos anos da recessão.  Aí, durante a estagnação, os incrementos ficaram em 1,3% (2017) e 1,3% (2018).  Agora, a estimativa do crescimento se resumiu a, apenas, 0,89% (2019). 

Então é preciso resignar-se aos dados e esperar que o crescimento do PIB, quando divulgado, permaneça em 1,0%, ou algo muito próximo dessa taxa.

A propósito, no último biênio do ano passado o IBC-Br já vinha registrando quedas consecutivas.  Os dados do BACEN evidenciaram recuos do índice em -0,11% (novembro) e -0,27% (dezembro).

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Logo, com esse desempenho na economia, é mais do que chegada a  hora de arregaçar as mangas e conceber um programa que tire o Brasil desse quinquênio perdido. 

Sem a promessa que basta aprovar reformas, que vão produzir efeitos em dez anos, porque essa ideia perdeu o fôlego. 

Reformas são necessárias, mas não suficientes para resgatar o país da estagnação.

Eu creio que treze meses após a posse, o presidente perdeu muito do seu capital político.  Mesmo assim, os brasileiros aguardam por um diagnóstico do que está aí e de um programa que leve o país à retomada do crescimento.  

Mudou a estrutura administrativa em torno do presidente.  Há recursos humanos qualificados na administração pública para tanto.  Logo, não há mais tempo a perder.  É preciso, agora, um choque de gestão porque o país não pode permanecer sem um horizonte adequado para atrair investimento.

Assim como está, o setor público não pode investir porque a gestão das finanças públicas não viabiliza a tarefa.  Paralelamente, o setor privado também não investe o necessário porque a gestão não viabiliza a confiança.  

Então, é preciso migrar de um apagão da gestão para um choque de gestão.

Bom dia, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Rua da Praia lotada, Porto Alegre em imagem dos meus arquivos, setembro de 2014

BRASÍLIA, distante de todos, post 32, 14.02.2020, IBC-Br frusta e há necessidade de um choque de gestão

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