Porto Alegre, 22 de março de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 12h10, 25,1 graus, 77% de umidade

Nesse momento, 11h13 no horário oficial do meu beco, em Porto Alegre, há 332 casos de coronavírus na Índia.  Há 4 óbitos e 27 recuperados nas estatísticas do Center for Systems Science Engineering  (CSSE) da Johns Hopkins University.

Percorro a lista das fontes e acesso a edição de hoje do jornal Hindustantimes onde eu leio que o governo de Nova Délhi está promovendo a identificação dos lares onde os residentes optaram por realizar a quarentena.

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Até o meio dia de lá – há uma diferença de 08h30 entre o horário de Nova Délhi e o do meu beco, 400 lares haviam sido visitados por autoridades locais. 

As autoridades utilizam adesivos em cores azul e vermelho, ou seja, GRENAL, que são colocados nas portas das residências.  Nessa primeira rodada, foram contabilizadas 10.475 pessoas em quarentena.

As pessoas que viajaram ao Exterior ou mantiveram contato com infectados, embora não evidenciem sintomas, estão entre esse primeiro grupo em quarentena.   As pessoas que apresentam sintomas estão sendo levadas para locais isolados.   Segundo o relatório do meio dia, a capital tem 24 casos de pessoas infectadas e um óbito.

Arvind Kejriwal, 51 anos, ministro-chefe de Nova Délhi, pediu que a população não condene, não discrimine, aqueles que optaram por iniciar a quarentena.

Com relação à economia da Índia, o PIB cresceu 6.8% (2018), 6.1% (2019) e deve crescer 6.7 (2020) segundo o World Economic Outlook, o Panorama Econômico Mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicado em outubro de 2019.

Ainda na mesma publicação, a taxa da inflação dada pelo IPC, o Índice de Preços ao Consumidor, mostra que o índice tem registrado crescimento de 3.4% (2018), 3,4% (2019) e 4,1% (2020), enquanto o saldo em conta corrente tem registrado variações de -2,1% (2018), -2.0% (2019) e -2,3% (2020).  

Recentemente, o FMI apresentou uma revisão atualizada do desempenho global e dos países.  No caso da Índia os novos números, divulgados em janeiro de 2018, mostram que o PIB registra taxas de crescimento de 6,8% (2018), estimativa de 4,8% (2019), e projeções de 5.8% (2020) e 6,5% (2021).   

A propósito, das projeções do PIB constantes da publicação de outubro de 2018 para a de janeiro de 2019, houve variações de -1,2% (2020) e -0,9% (2021).    Ou seja, a economia da Índia já vinha em processo 

…  

Na edição citada do Hindustantimes, há uma matéria que me chamou a atenção em que o jornalista lembra que a par da paralisação parcial da Índia há cinco tópicos que devem ser lembrados pelos leitores.    Muitos estados estabeleceram paralisação total enquanto outros bloquearam algumas áreas mais afetadas pelo coronavírus. 

Os tópicos previstos são: (i) a paralisação não atinge serviços essenciais como bancos, hospitais, polícia, abastecimento de água, energia, saúde, serviços municipais, oferta de leite, mercearias, alimentos, farmácias e home delivery;

(ii) a utilização de veículos particulares não tem restrição, mas a sua movimentação em 75 distritos que registraram a presença do coronavírus podem ser limitados de acordo com decisão do governo central.   Serviços de transporte -ônibus, trens e metrôs – foram fechados e reuniões de mais de quatro pessoas foram proibidas;

(iii) As pessoas podem se deslocar para buscar serviços de medicina, ida a hospitais de emergência, retirada de dinheiro, mercearias, mas não podem jantar em restaurante e visitar locais públicos em grupos.

(iv) Também não são permitidas as utilizações de ginásios, clubes, estacionamentos e piscinas, mas as pessoas podem dar as suas caminhadas matinais desde que não estejam em grupo e mantenham distância de outros pedestres.

Finalmente, (v) as sanções penais serão aplicadas a todos aqueles que violarem as normas divulgadas pelas autoridades.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  Esquina Democrática, Porto Alegre, imagens dos meus arquivo, dezembro de 2014

 

ECONOMIA DA ÍNDIA, post 13, 22.03.3.2020, coronavírus e conjuntura

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