Porto Alegre, 29 de julho 2020

Horário oficial do beco da Rua General João Manoel, 12h10, 9 graus C, 60% de umidade 

Aposentei-me na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1997. Depois de 52 anos (1967-2019) em atividade eu decidi ficar em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.03.07 UNIÃO EUROPEIA, a crise sanitária se mantém   

(01 Internacional, 03 União Europeia, 07 número de ordem do post)

A quarta feira no meu beco começa com muito frio.  Nesses dias de inverno o dia demora para clarear.  A luz do sol se faz presente depois das 06:30.    Dessa vez o céu não está encoberto e isso pode implicar presença de um céu de brigadeiro.  Tomara!

As perspectivas em torno da crise sanitária prosseguem um tanto incertas.   Quando tudo começou eu ouvia falar em primeira onda, do coronavírus, e segunda onda, do trabalho, da retomada da atividade econômica.

Agora eu já ouço sobre uma primeira onda, do coronavírus, e, uma segunda onda também voltada para o vírus.  Hoje, nos jornais da Europa eu verifico que o primeiro ministro britânico já fala em segunda onda do coronavírus no Velho Continente.   

Boris Johnson abandonou o discurso da gripezinha quando foi internado e aprendeu, ao vivo, a complicação da doença quando foi diagnosticado, internado e entubado.   Ele deve saber muito bem o que está dizendo.

Os gráficos que são postados na mídia mostram a Espanha como o país onde a curva de infectados voltou a subir.  Aparentemente, o platô estaria ficando para trás?   

Há muitas semanas que eu acompanho a situação na Catalunha.  Lá, as autoridades jamais deixaram a recomendação do isolamento como discurso envelhecido.  As imagens na televisão mostram as pessoas utilizando máscaras. 

O fato de a Espanha chamar a atenção dos formadores de opinião por causa da crise sanitária deve ter repercutido na decisão de Angela Merkel acompanhar o governo britânico em tolher as viagens à terra de Pedro Sánchez.   

Internamente, a preocupação com o que acontece na Catalunha, deve ter levado o setor do turismo a evitar o fluxo para a a Espanha nesse verão do Hemisfério Norte.

Face ao receio de uma segunda onda de coronavírus na Europa eu decidi acessar o centro da Universidade Johns Hopkins e abrir os gráficos de infectados para a Alemanha, Espanha, França e Itália.   

Ao fim e ao cabo, deu para verificar que a Alemanha, a França e a Itália prosseguem com o platô em seu formato original, mas a curva da Espanha, realmente, começa a ensaiar uma mudança recente em seu comportamento, ou seja, a curva está iniciando uma trajetória para cima. 

… 

Só me resta monitorar o que vem por aí.  Ou, melhor, por lá.   Boa tarde, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.03.07, 29.07.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »