Porto Alegre, 25 de agosto de 2020

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Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.    Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.09.12 ESTADOS UNIDOS, começou a convenção republicana

(01 Internacional, 09 Estados Unidos, 12  número de ordem do post)

Depois da convenção democrata na semana passada, ontem foi a vez da convenção republicana ter o seu início.  Ambos os eventos representam a abertura das cortinas para o espetáculo da eleições norte-americana a ser realizada no dia 03 de novembro.

Eu liguei a televisão, à noite, no horário do meu beco.   A CNN internacional era a opção que eu dispunha para acompanhar o evento.  Uma produção à altura de uma pleito na maior economia do mundo.   

Uma produção dinâmica, convidados passando rapidamente pela imagem, deixando os seus recados de forma extremamente profissional até que houvesse a apresentação de uma, ou outra, estrela da constelação política, no caso da noite passada, de natureza conservadora.

Para minha surpresa, eu assisti Donald Trump na tela da televisão.    Para minha surpresa porque não é comum o candidato do partido falar na primeira noite.  A ele é reservado um espaço na agenda da quinta-feira, a última noite da convenção.   Pois dessa vez, o candidato republicano foi confirmado como o nome oficia nessa segunda-feira. 

… 

Pois, a estrela maior, Donald Trump, fez uso da palavra e jogou críticas aos políticos republicanos desertores.  O leitor do blog deve lembrar de post anterior em que eu citei a presença de políticos republicanos na convenção democrata que afirmaram que  iriam votar em Joe Biden. 

Além de atacar antigos aliados, Trump fez um relato dos seus quatro anos de governo.   Ele afirmou que cumpriu tudo o que havia prometido na campanha eleitoral.   Entrevistou servidores da saúde e réus do exterior que foram liberados por sua intervenção.

Ele deu grande destaque ao fato dos Estados Unidos estarem independentes da agenda climática global.  Da mesma forma, o presidente esqueceu o quanto se opôs às ações voltadas para a crise sanitária, e fez a defesa das iniciativas postas em prática para combater o coronavírus.  

O que me chamou a atenção é que na versão republicana apresentada à noite, a responsabilidade pelos óbitos no coronavírus é do partido da oposição e que nesse cenário hipotético, ele, Donald Trump, é o responsável por salvar milhões de vidas tendo em vista que a Organização Mundial da Saúde é a grande responsável pela má informação divulgada junto à população mundial.  

O filho do presidente, Donald Trump Jr, também recebeu um espaço na pauta.  Na sua percepção Joe Biden é alguém semelhante ao monstro do Lago Ness.   

Esperava-se um discurso otimista por parte do jovem Trump, mas ele acusou o democrata de alguém que quer facilitar a chegada de imigrantes, além de estar mancomunado com as lideranças chinesas.   Foi uma noite de muitas acusações extremas em que se é convergente à posição de Trump ou é alinhado aos comunistas.

Outra estrela da noite foi Nikki Haley, ex-deputada, ex-governadora de Carolina do sul, ex-Embaixadora dos EUA na ONU e, provavelmente, candidata à presidência nas eleições de 2024.   Ela fez às vezes de uma crítica da candidatura democrata às eleições de novembro.   Ela classificou Joe Biden como um candidato fraco para um cargo da importância da presidência dos Estados Unidos.   

Haley disse também que o país é uma nação ainda em construção.   Ela é a voz mais próxima àquela de Donald Trump.     Ou os delegados votam por Trump ou o país pagará as consequências com um caos na economia.

Outra figura importante que participou do evento foi o senador de Carolina do Sul, o político republicano Tim Scott.  Talvez tenha o único presente que não recorreu à visão radical para realizar o seu pronunciamento.  Ironizou os democratas que desejam fixar posição que a conjuntura sob o governo republicano é muito pior que àquela vigente quando os governos eram democratas.   

Do que eu assisti na noite passada pareceu-me que a crítica republicana foi espelhada daquilo que aconteceu na semana passada.  As críticas que valeram no evento democrata foram repetidas no evento republicano. 

Eu senti, todavia, que os republicanos foram mais determinados na crítica porque acusaram os democratas de desejarem destruir o país porque são radicais, porque “são socialistas”.

Bem, isso foi o que eu vi ontem, à noite.   Hoje é a vez de Melanie Trump passar a sua mensagem aos norte-americanos.  Donald Trump disse ontem que querem utilizar a crise do coronavírus para realizar uma eleição fraudulenta, via correio.   

Melanie irá referendar um discurso dessa natureza?    Não creio.    Ela me parece que vem de outra origem, muito distante daquela de onde surgiu Donald Trump.  Enfim, é noite de conferir.

Boa tarde, leitor do blog!  

MICRO CURSOS, Internacional, Post 01.09.12, 25.08.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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