Porto Alegre, 04 de setembro de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 00:10, 14 graus C, 91% de umidade, mau tempo prossegue

Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.    Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.09.16 ESTADOS UNIDOS, nova pesquisa mostra Joe Biden bem à frente de Donald Trump

(01 Internacional, 09 Estados Unidos, 16  número de ordem do post)

Hoje pela manhã eu li no site da CNN sobre uma nova pesquisa, realizada pela SSRS, realizada para as eleições norte-americanas de 03 de novembro.  O placar estaria agora de 51% para Joe Biden e 43% para Donald Trump. 

Uma estatística que eu não conhecia, a da favorabilidade, indica que no momento da pesquisa, Joe Biden era visto favoravelmente por 48% dos entrevistados e 43%, desfavoravelmente.   Já, Donald Trump possuia 40% de favorabilidades contra 56% de desfavorabilidade.

… 

Até agora eu tenho destacado que a economia ancorava a candidatura de Donald Trump.   Isso acontecia até o início da pandemia.  Eu lembro de repetir em diversas oportunidades que com a economia em pleno emprego, o presidente era um forte candidato à reeleição.

Veio a crise e tudo mudou.  Aquela fase da taxa de desemprego no patamar de 3,6% em janeiro e de 3,5% em fevereiro foi a 4,4% em março do corrente ano.   Aí, com a eclosão do coronavírus, a taxa de desempregou pulou para 14,7% em abril.    

Eu lembro que na Grande Recessão de 2009 a taxa de desemprego chegou à casa dos 10,0% e demorou um longo até reduzi-la a um nível aceitável.  Agora ela se mantém em 13,3% em maio, 11.1% em junho e 10,2% em julho.    Então ao fim da fase mais aguda da pandemia a taxa de desemprego está ainda acima daquela vigente no apogeu da crise das subprimes.

Ora, se depender da economia e da absorção da mão de obra, o que era a âncora de Donad Trump no passado recente está muito distante do nível desejado pelo presidente.  À essa altura, há dois meses das eleições não há menor chance de uma melhora significativa na taxa de desemprego  

Para o leitor entender a importância dessa taxa de desemprego nas eleições dos Estados Unidos eu recorro a uma outra informação disponibilizada na pesquisa divulgada no site da CNN nessa segunda-feira.

Apenas a pandemia é mais importante que a economia no momento que precede o pleito.   Segundo a pesquisa, 60% dos entrevistados identificaram o coronavírus como a maior preocupação dos norte-americanos.   Logo a seguir, vem a economia (58%), o racismo (52 %) e a criminalidade (37%).

Uma ultima observação que me parece pertinente nos resultados da pesquisa divulgada hoje.   Essa pauta de preocupação dos eleitores dos Estados Unidos mostra diferença entre os apoiadores de Joe Biden e Donald Trump.

Dentre os apoiadores de Biden, 87% consideram o coronavírus o maior problema enfrentado pelos Estados Unidos.  O segundo problema é a economia, isso para 80% dos entrevistados.   Do lado de Trump, a preocupação com a pandemia não se encontra no mesmo patamar. 

Por fim, do total dos entrevistados, apenas 13% estão indefinidos quanto à escolha em quem votar nas eleições de novembro.

Bom dia, leitor do blog!

MICRO CURSOS, Internacional, Post 01.09.16, 04.09.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Deixe uma resposta