Porto Alegre, 11 de setembro de 2020

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Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.03.11 UNIÃO EUROPEIA, Recuperação esperada à frente para a economia espanhola

(01 Internacional, 03 União Europeia, 11 número de ordem do post)

Eu estou com a atenção redobrada no comportamento da economia espanhola por tudo o que aconteceu até aqui.  Foi um país profundamente atingido pela crise do coronavírus, o tempo passou e o isolamento chegou fim com a expectativa de normalização da economia.  

Surgiram os protocolos para reabertura das escolas.  Era a hora da “prova dos nove”.   Ou era, ou não era.    Todavia, ao longo do momento que parecia que a economia voltaria à realidade da pré-pandemia, eis que os brotes começaram a surgir em varias regiões do pais.   O filme parecia uma reprise de um episódio recente.  Desde então, a imagem parece ter ficado em standby.      

Hoje Nádia Calviño, ministra da Economia e terceira vice presidenta do governo, concedeu uma entrevista à imprensa.   Ela disse que espera por um incremento forte do PIB a partir desse terceiro trimestre em curso.   Bem, é verdade que no trimestre imediatamente posterior a uma recessão, ele, por si só, leva o desempenho às nuvens porque a base de comparação é extremamente frágil.    A dificuldade vem depois.   É difícil manter o novíssimo ritmo de crescimento nos trimestres a seguir.

As previsões do World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Mundial do FMI, prevê que o PIB espanhol recue 12,8% no corrente ano e que tenha uma retomada no próximo exercício com um crescimento de 6,3%.    Esses números estão muito próximos para aqueles estimados para a França e a Itália.

Nadio Calvino reconheceu as dificuldades em lidar com tantas bases de dados.  Ela disse que a economia está no processo de retomada, mas é preciso controlar novos brotes do coronavírus para permanecer no caminho.    É fundamental que os governos autônomos tenham sucesso em seus protocolos em seus controles das medidas programadas pelas autoridades do setor de saúde.

Os sinais que vem das províncias não são convergentes.  Há otimismo em alguns pontos da Espanha; em outros, não.   Isso torna desigual o processo de retomada setorial.   No momento da entrevista, quando indagada pelo repórter, Calvino disse que esperava uma crescimento em nível de dez pontos percentuais ou, quem sabe, mais. 

Está difícil tomar uma posição sobre o que vai acontecer com a retomada espanhola?    Ela vem aí?  È véro?  Recentemente a Comissão Europeia divulgou uma nova previsão para o desempenho do PIB do bloco como um todo e da Espanha, em particular.

Na visão da Comissão o PIB da União Européia recuará -8,3% (2020) enquanto a Espanha registrará queda de – 10,9%.   Na visão da Instituição o Produto do bloco avançará 5,8% (2021) e a Espanha conviverá com um incremento do PIB da ordem de 7,1%.

Os dados estão postos.   Parece-me que autoridade alguma quer negar a retomada da economia no próximo exercício.  De qualquer forma eu não posso ignorar o alerta de Nádia Calviño dessa quinta-feira.  A retomada chegará, com força, se não houver novos brotes.

É.   É preciso ter fé.  É preciso acreditar que a vacina chegará a tempo de evitar um mal maior na economia global.

Bom dia, leitor do blog! 

Micro cursos, Internacional, post 01.03.11, 11.09.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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