Porto Alegre, 21 de setembro de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 18:10, 15 graus C, 60% de umidade, muito frio de manha cedo

Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.    Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.09.19 ESTADOS UNIDOS, os índices da NYSE e da Europa nos últimos 30 dias

(01 Internacional, 09 Estados Unidos, 19  número de ordem do post)

Passam os dias, a atividade econômica global permanece no piso, a bolsa americana que precificou uma recuperação sofre, hoje, com a volatilidade.  As ações das tecnológicas que foram às alturas parecem anunciar que a volatilidade está de volta.       

Acesso à bolsa de NY para ver o momento dos mercados.  São 12:04 no “horário oficial” do meu beco.   Eu estou uma hora à frente do fuso horário da New York Stock Exchange (NYSE)     

Nesse momento, o S&P 500 encontra-se no patamar de 3,236.21 pontos, uma variação de –83.26 pontos, que corresponde a um recuo de –2.51%.   

No mesmo horário, o  Nasdaq estava cotado em 10,544.07 pontos, evidenciando uma queda de –249.21 pontos, o equivalente a uma perda de –2.31%.    

As quedas dos dois índices são expressivas nessa primeira hora da manhã.   Nos últimos trinta dias o S&P 500 perdeu -138,70 pontos implicando desvalorização de –4.11%.  No que diz respeito ao Nasdaq, a perda é um pouco maior, –5.13%, ou seja, –572.03 pontos.      

No fim da semana anterior os mercados já vivenciavam um mau momento, resultado das quedas nas cotações dos principais índices da NYSE.   Na verdade já era a segunda semana consecutiva de recuos. 

Agora, os analistas já contabilizam a terceira semana de perdas.   O que está acontecendo?  A pandemia não dá folga.  São 6,8 milhões de infectados e 200 mil óbitos.  Os números permanecem em crescimento e não há perspectiva de mudança no curto prazo.   Há eleições à frente e até lá, provavemente, não haverá novidades na crise sanitária.      

E se assim for, a fragilidade de Trump nesse jogo político bate de frente com os sonhos dos mercados.   Mais especificamente, depois das bolsas atingirem o céu com São Trump, percebe-se que o Presidente está a perigo no pleito de 03 de novembro.     

Tudo, menos isso, para os sonhos de quem viu a realidade de cima, tão de cima, como ele não a via desde Bill Clinton.  As bolsas estavam em patamares tão altos que não conseguiam ver o câmbio, o dólar, em patamares tão baixos.  Será que a volatilidade que chegou, está aí para ficar?          

Vou fazer um break.  Vou deixar as horas passar.   Ao fim da tarde eu fecho esse post.  Procederei assim para esperar o pregão encerrar em Nova York.  É possível que tudo mude até o fim do dia.  Já vi de tudo na NYSE nesses cinquenta anos de acompanhamento da conjuntura econômica dos Estados Unidos.           

Agora são 18hoo aqui no beco.  Acesso à bolsa de Nova York. Na primeira observação eu percebo que os índices mostraram alguma recuperação em comparação às cotações dessa manhã.   Não houve recuperação total porque os índices prosseguem em terreno negativo.       

Explico melhor.   Pela manhã o S&P 500 recuava -2,51%; agora, -1,16%.   Quanto ao Nasdaq que caia -2,31%, mostra, agora, diminuição de -0,13%.    Em resumo houve uma recuperação relativa das cotações durante essa segunda-feira.   Isso aconteceu muito mais no Nasdaq do que no S&P 500.       

Eu creio que foi importante partir para o brake no meio do texto.   Eu penso que os enunciados que eu formalizei na primeira metade do post, são válidos.   Eu não posso ignorar que depois dos ganhos elevadíssimos de muitas e muitas semanas, houve uma queda abruta na NYSE.     

O que há de concreto com quem convive com um excesso de ansiedade nesses dias de ganha e perde é que os preços das tecnológicas que eram o filé, deixaram de ser.   Deixaram de ser?   Ou elas voltam a assumir o protagonismo recente?        E as bolsas do Velho Continente?   Porque elas não acompanham a santa euforia das bolsas do Novo Continente?  Vou buscar o dado para o prazo de um mês, dos últimos trinta dias.       

Foi esse o prazo que eu tomei como base para iniciar este post e obter as cotações do S&P 500 e do Nasdaq na NYSE.   No caso do Velho Continente, o FTSE Eurofirst 300 Europe caiu -2,40% nessa segunda-feira.   Houve quedas de FTSE Britain (-3,38%), do CAC 40 (-2,13%) e do DAX (-1,74%).   Também no horário do fim da tarde, as quedas dos últimos 30 dias nos índices de NYSE foram de S&P 500 (-2.78%) e de Nasdaq (-3.30%).       

À guisa de conclusão, nesse fim de tarde no horário do meu beco, as quedas de Nova York e da Europa não são muito diferentes.  Essa é uma comparação de fotografia.  Todavia, se a comparação fosse num vídeo ficaria evidente que NYSE foi a voo de cruzeiro e pousou nos últimos 30 dias.  Já os índices da Europa parece que fixaram taxiando na pista.     

As ações das tecnológicas de lá não voam como as daqui.    Só há um Trump no mundo das prefixações.   E o seu reinado corre sério risco se a vacina não chegar.  É preciso esperar o próximo capitulo nesse cenário de crise inédita, o embate contra o inimigo invisível.     Chego na janela do beco e não vejo ninguém passar.   

Vez ou outra passava uma senhora, vestida como antigamente, idosa e de cabelos prateados.   Eu imaginava, sempre, que era a personagem saída das páginas da obra do Veríssimo.     

A velhinha, aquela senhor formosa de Taubaté, deve estar roendo as unhas nesse epílogo vespertino da terra de Lupicínio.   Não sei se ela se interessava por Economia.  Inteligente, de modo tão diferente, acreditava no que ninguém acreditava.   Ela estaria defendendo uma mudança no cenário ou na permanência da volatilidade?   

Eu não sei.   Se ela passar por aqui, vou perguntar.   

Boa noite, leitor do blog!

MICRO CURSOS, Internacional, Post 01.09.19, 21.09.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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