Porto Alegre, 22 de setembro de 2020

Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06:10, 8 graus C, 60 % de umidade, dia de sol

Aposentado na UFRGS em 1997 eu lecionei durante 52 anos (1967-2019) e agora estou em casa.   Nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda fosse professor de Cenários Econômicos.

01.03.14 UNIÃO EUROPEIA,  consolidada a segunda onda da pandemia na Espanha com centro em Madri

(01 Internacional, 03 União Europeia, 14 número de ordem do post)

Gente, a pandemia não dá folga.  Durante muito tempo eu trabalhei com a ideia do fim do coronavírus, do fim da primeira onda, e da normalização da economia, do início da segunda onda.   Eu pensava assim e creio que toda a torcida do Flamengo também.

O tempo passou e a hipótese não se confirmou.   Anteontem eu escrevi um post sobre a existência de um novo ciclo econômico.   O leitor pode localizar o texto no Post 01.01.11, do dia 19.09.2020.   Nesse texto eu procurei configurar um novo modelo para o que eu estou percebendo no dia a dia da conjuntura econômica internacional.

No Velho Continente há um alerta geral.   O coronavírus  recebeu novo impulso e tomou conta da cena.  Os noticiários de diversos países que eu acompanho no blog começam com manchetes tratando da pandemia.   

O que os noticiários informaram nessa manhã é que não param de surgir novos casos do coronavírus no Continente.   Face aos novos acontecimentos os países passaram a aumentar novas restrições para a segunda onda da pandemia.   Há preocupação com a possibilidade da fixação de novos confinamentos.

Em Portugal, Antonio Costa citou a existência de 623 novos contagiados e 8 óbitos nas últimas 24 horas.  No Reino Unido, o Primeiro Ministro Boris Johnson não descartou a possibilidade de um confinamento geral à frente.    Em Paris, Emannuel Macron estuda a imposição de novas restrições em breve.  Porque o Madri é o foco principal do virus no Continente, nesse post eu concentro a minha análise na Espanha.

Foi uma segunda-feira densa e tensa.   Eram muitas matérias convergindo para as manifestações de Pedro Sánchez, chefe do governo espanhol, e de Isabel Dias Ayuzo, 41 anos, prefeita de Madri.  Sánchez é do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e Ayuzo é do Partido Popular (PP), a maior força de oposição.

Pedro Sánchez se colocou totalmente à disposição da prefeita para contribuir com a superação da crise.  Ayuzo, disse que não iria decretar a situação de alarme.

O presidente do Governo afirmou que pretendia apoiar, que pretendia ajudar e que não se encontrava em posição de tutelar, de avaliar e, muito menos, de superar uma administração.   Estou aqui, conclui, para configurar novos cenários, se for preciso.

A prefeita de Madri confessou que convive com falta de recursos e daí a importância de reunir com o chefe do governo espanhol.   Disse, também, que não pretende recorrer ao estado de alarme nem ao processo de confinamento. 

Nessa segunda onda da pandemia no país, Madri é o centro da crise sanitária, ao contrário da primeira onda que teve como foco a região da Catalunha, a cidade de Barcelona.  A propósito, Joaquim Torra y Pla, conhecido como Quim Torra, 67 anos, presidente da Generalitat, recomendou que a população catalã não viaje a Madri.

Face à presença de 860 mil contagiados em Madri, surgiram novas restrições na última sexta-feira.  Nessa segunda-feira as limitações impostas pela administração municipal foram mais educativas, mais informativas, os controles virão logo, a seguir.   

O contexto está difícil.  Se as pessoas estiverem circulando, sem uma justificativa convincente, serão multadas a partir da próxima sexta-feira.   Um trabalhador foi indagado no centro de Madri se ele não temia pagar multa e ele respondeu que levava consigo o comprovante da empresa para se deslocar diariamente ao local do trabalho. 

Repórteres da TV Espanhola foram às ruas para ouvir a população sobre o momento da crise na Espanha.   Eu achei interessante que um dos populares disse que na televisão ele tinha ouvido as autoridades afirmarem que não há confinamento, mas, aí, as pessoas chegam na esquina de um bairro e há restrições para seguir adiante, ou seja, há confinamento. 

Outro entrevistado pelo repórter disse que os habitantes de Madri são todos prisioneiros.   Somos prisioneiros dos bairros, não podemos sair do local onde residimos, concluiu.  

Para encerrar,  o número de infectados na Espanha está próximo a 860 mil casos, sendo que há registro de 31,8 mil óbitos.  A capital, Madri, vivencia uma nova realidade com a volta da pandemia.  Há 178 óbitos desde a última sexta-feira.   Fernando Simón, o chefe do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências no setor de saúde, disse há pouco na televisão que o país convive com a segunda onda da pandemia. 

Por tudo isso o PSOE e PP criaram um grupo de trabalho para uma atividade conjunta entre as administrações federal e municipal para o enfrentamento da crise sanitária.   O que me surpreendeu foi o confinamento por ruas e avenidas em Madri.  Paralelamente, foi decidido regulamentar o teletrabalho.   A ideia é que essa legislação seja aprovada ainda hoje.

Boa dia, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.03.14, 22.09.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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