Porto Alegre, 08 de outubro de 2020, 00:10, 14 graus C, 81% de umidade

Professor aposentado (1997) da UFRGS, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01 Internacional, 09 EUA, 26 número de ordem do post:  há espaço para um tsunami Joe Biden?

Estou procurando acompanhar de perto os desdobramento da saída de Donald Trump do Centro Médico Walter Reed para avaliar o impacto dos fatos sobre a conjuntura econômica norte-americana.   Eu creio que há poucas semanas das eleições, tudo importa.

Começo pela bolsa.   O índice S&P 500 fechou o pregão em 3.419,45, uma variação de 58,50 sobre o valor do índice do dia anterior, que corresponde a um incremento de 1,74%.   No que diz respeito ao índice Nasdaq, ele fechou a quarta-feira em 11,364.60, uma variação de 210.00, o equivalente a um incremento de 1.88%.

Esse resultado aconteceu concomitantemente à sinalização do presidente Donald Trump ter retomado as suas atividades na Casa Branca e do mercado aceitar a posição de Joe Biden como possível vencedor do pleito.

Já escrevi em post anterior que essa diferença de 16 pontos de Biden sobre Trump acontece no voto popular.  Hillary venceu Trump no voto popular.  O que interessa são os votos no colégio eleitoral.  Aí, a contagem é outra.  Ainda não dá para considerar o pleito como favas contadas.  

A propósito Wall Street (WS) parece estar namorando com Joe Biden a partir do avanço da sua popularidade.   No meio de tanta incerteza com relação à migração da depressão econômica para uma recessão comum, WS parece estar convivendo com um tsunami que vai tomando conta de tudo que se encontra em Broad Street.

Nada parece conter essa mega onda.  Até há pouco Donald Trump era o homem identificado com os mercados.  Agora, o antigo vice de Obama pode se beneficiar do que está acontecendo em WS.   As valorizações próximas de 2,0% do S&P 500 e do Nasdaq de ontem podem estar sinalizando que o jogo está mudando junto aos que precificam as tendências do que há de vir?

… 

O fato de Donald Trump ter contrariado as posições de Jerome Powell, do FED, e Steven Mnuchin,como montar uma loja virtual secretário do Tesouro, de que a economia precisa mais estímulo não produziu impacto na bolsa.  Era para ter acontecido.  Eu escrevi sobre esse embate de posições, de Trump e Powell, em post anterior. 

O pleito vem aí.  Nas precificações dos analistas Joe Biden recebeu o cartão azul de aprovação?  É interessante que nessa manhã, no horário do meu beco, os resultados das bolsas da Ásia estão acompanhando o comportamento dos índices de WS da tarde passada.   

A decisão de Trump de deixar a discussão do pacote das estímulos para depois da eleição não produziu o choque esperado.  Nem aqui, em Broad Street, nem lá, em Kabutocho.   Eu creio que esse é o fato novo que eu preciso monitorar nas próximas horas, nos próximos dias.

Até, então.   Bom dia, leitor do blog!

MICRO CURSOS, Internacional, post 01.09.26, 08.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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