Porto Alegre, 16 de outubro de 2020 Horário oficial do beco da Rua João Manoel, 06:10, 17 graus C, 77 % de umidade 

Professor aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional, 03 UNIÃO EUROPEIA, 17 número de ordem do post: A Itália à luz da segunda onda da pandemia   

Chegou a sexta-feira.    Durante muitos anos eu esperava, ansiosamente, pelo fim de semana.   Agora, com a pandemia, os dias da semana não fazem a menor diferença.  Confesso que eu não imaginava que o isolamento duraria tanto tempo. 

A presença de uma segunda onda do coronavírus está deixando a população do Velho Continente extremamente preocupada sobre a possibilidade de uma repetição de tudo o que aconteceu no primeiro semestre do corrente ano. 

Em posts anteriores, uns mais recentes, outros, nem tanto, eu reproduzi as opiniões de Anthony Fauci, o epidemiologista famoso que assessora Donad Trump na Casa Branca.  Ele previu, em abril, que a crise sanitária seria muito séria no fim do ano e que a economia só se recuperaria para meados do próximo ano.

Eu começo esse post pela Itália, mais precisamente, pela Lombardia.   O meu avô veio dessa região, de Como, no século XIX, pois meu pai só veio a nascer em 1905.  Acessei o jornal MF, o Milano Finanza, porque o meu foco está relacionado ao impacto da pandemia sobre a economia local.

O que eu leio?  Eu leio que Milão está no foco da Europa.   Há o temor do que possa acontecer para o setor industrial.  As ações da Pirelli que recuaram 4,92% já evidenciam que o setor secundário começa a pagar a conta pelas restrições sanitárias que estão voltando.

Há quedas em outros segmentos industriais locais em um cenário externo adverso.    A Tenaris, que produz tubos de petróleo para a indústria do ouro negro, recuou -4,99% no roldão do recuo do preço do barril. 

Ao mesmo tempo em que houve incremento de 130 pontos nos spreads, o Intesa Sanpaolo de Turim, um dos maiores intermediários financeiros da Itália, registrou queda de -4.93%.   

Em todos os jornais italianos que eu passei os olhos nesse início de sexta-feira há referências aos pronunciamentos de dois líderes europeus, Angela Merkel e Emmanuel Macron, à população dos seus países.     Os mercados europeus iniciaram o dia em queda.

Os números dessa manhã mostra que os casos de infectados alcançam 921 mil (Espanha), 850 mil (França), 676 mil (Reino Unido), Itália (381 mil ) e Alemanha (352 mil).    Em número de óbitos, o bloco é liderado pelo Reino Unido (43 mil), Itália (36 mil), Espanha (33 mil), França (33 mil) e 9,7 mil (Alemanha).

Na Itália, foco do meu post dessa sexta-feira, as autoridades comunicaram a existência de 8,8 mil novos casos de infectados e de 83 novos óbitos nas últimas 24 horas.   Em compensação foram realizados 162 mil testes do cotonete.

Na França do presidente Emmanuel Macron, foram anunciados avanços de restrições em oito cidades, com toque de recolher entre 21:00 da noite e 06:00 da manhã.   A propósito, Paris está incluída entre as cidades que estão subordinadas às novas limitações impostas pelas autoridades federais.

Nesse contexto, a moeda norte-americana ganhou valorização sobre a moeda única europeia.   O euro perdeu -0,38% frente ao dólar e a cotação ficou em 1 euro = US$ 1,1701.

Bem, é isso.   Vou prosseguir monitorando a crise sanitária na Itália e volto ao assunto no blog.     Bom dia, leitor do blog! 

Micro cursos, Internacional, post 01.03.17, 16.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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