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Professor aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, nessa seção de MICRO CURSOS eu estou postando informações diárias que eu utilizaria se eu ainda estivesse ministrando aulas de Cenários Econômicos.

01.Internacional, 01 Economia Global, 16 número de ordem do post: como será 2021 para a economia global?   

No dia 14,10 eu escrevi um post sobre o desempenho da economia mundial em 2020.   O leitor do blog pode acessar esse texto no endereço abaixo. 

Micro cursos, Internacional, post 01.01.15, 14.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

Hoje, eu escrevo um post sobre o desempenho esperado da economia mundial em 2021.   Ambos os posts têm como base as informações divulgadas no World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Global do FMI.   

O Produto Mundial deve voltar a crescer em 2021.   Os números do desempenho global apresentados no texto do FMI de outubro corrente mostram que o PIB apresentando as seguintes variações: 2,8% (2019), -4,4% (2020) e 5,2% (2021).

É importante considerar que em abril, ainda no início da pandemia, a previsão constante do Panorama Econômico Global era que as variações do Produto seriam  da ordem de 2.9% (2019), -3,0% (2020) e 5,8% (2021).   

Logo a seguir, em junho de 2020, o FMI apresentou uma atualização do Panorama Econômico Global.   A publicação levou o título Uma crise sem precedentes; uma retomada incerta.   Nessa versão do WEO, as variações do produto seriam da ordem de 2,9% (2019), -4,9% (2020) e 5,4 (2021). 

Então o que era uma queda de – 3,0% no PIB global de 2021 em publicação de abril, transformou-se em um recuo de -4,9% na edição de junho e, finalmente, foi projetada em uma caída definitiva de -4,4% na versão de outubro do WEO.

 

Em 2021, as economias avançadas crescerão 3,9% enquanto as economias de mercado emergentes e em desenvolvimento avançarão em 8,3%.    Na versão anterior do WEO, publicada em abril do corrente ano, as economias avançadas avançariam 4,5% e as economias emergentes e em desenvolvimento registrarão incremento de 8,5%.

Nesse ínterim, houve a abertura das economias nos meses de maio e junho, resultando na melhora das projeções das economias avançadas e emergentes para 2021.  O FMI percebeu que os números do segundo trimestre foram, surpreendentemente, melhores do que eram esperados.

Embora a pandemia prosseguisse avançando, o comércio internacional melhorou a partir de junho porque os confinamentos começaram a flexibilizar.   Agosto chegou, ressurgiram as infecções decorrentes do coronavírus e a abertura dos países estancou.   Houve impacto no mercado do trabalho e no nível dos preços.

Os técnicos do FMI constataram que nessa recessão, ao contrário das anteriores, o setor de serviços evidenciou uma queda muito superior àquela da indústria de transformação.  Outra constatação da equipe que elaborou o WEO afirma que houve uma forte retomada da economia no terceiro trimestre, mas que no começo do quarto trimestre, a atividade desacelerou.

Dentre as economias avançadas, a economia do Reino Unido (5,9%) apresentará o maior incremento do PIB em 2021.  Na sequência estarão os avanços, para o próximo exercício, da Zona do Euro (5,2%), do Canadá (5,2%), dos Estados Unidos (3,1%) e do Japão (2,3%).

Para realizar as projeções para 2021 o FMI recorreu a seis pressupostos, quais sejam,  a incerteza total com relação à pandemia, os níveis do PIB em patamares maiores às previsões realizadas no segundo trimestre, o distanciamento social persistente, os prejuízos duradouros, a politica de apoio em condições financeiras adequadas, os preços das matérias primas.

Quanto às economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, a previsão da equipe do FMI é de um incremento do PIB da ordem de 6,0% para 2021.

Em níveis de países, a liderança em termos de crescimento do PIB ficará com a Índia (8,8%), seguida da China (8,2%), o México (3,5%), a África do Sul (3,5%), o Brasil (2,8%), e a Rússia (2,8%).

O FMI apresentou projeções para as taxas de  inflação e de desemprego.    Nesse sentido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) por países, para 2021, alcançará os níveis de Estados Unidos (2,8%), Zona do Euro (0.9%), Japão (0.3%),  Reino Unido (1,2%) e Canadá (1,3%).

A inflação entre as economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, conviverá com IPC por países nos patamares de Índia (3,7%), China (2,7%), África do Sul (3,9%), México (3,3%), Brasil (2,9%) e Rússia (3,2%).

Finalmente, a Instituição projeta as taxas de desemprego, por países, para 2021.  Elas atingirão os níveis de Estados Unidos (7,3%), Zona do Euro (9,1%), Japão (2,8%), Reino Unido (7,4%) e Canadá (7,9%).   

No que diz respeito às economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, as taxas de desemprego alcançarão, por países, China (3,6%), África do Sul (36,5%), México (5,8%), Brasil (14,1%) e Rússia (5,2%).

Concluindo, eu li a publicação do FMI e trouxe para o blog o comportamento dos principais indicadores constantes do Panorama Econômico Mundial divulgado na semana passada.

Boa noite, leitor do blog!

Micro cursos, Internacional, post 01.01.16, 19.10.2020, se eu ainda estivesse em sala de aula

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