Docente aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, professor de Cenários Econômicos.

Porto Alegre, 18.11.2020, 18:10, 22 graus C, 30 % de umidade 

Post 01.09.40

01 Internacional, 09 Estados Unidos, 40 número de ordem do post

A economia norte-americana esteve no fundo do poço no período de maior intensidade da pandemia.    Desde então, toda a atenção dos analistas passou a se concentrada na recuperação da economia.  

Isso, em tese.  Na verdade, a pandemia teve o primeiro pico de infectados em abril, o segundo pico em julho e procura, agora, um novo teto na terceira onda em curso.   Então a retomada não resultará de um processo simples.   

Ela deverá apresentar uma dinâmica própria.    Ela combinará a instabilidade, à medida que o setor de Serviços se  recuperar de um lado, com a distribuição das vacinas entre a população, de outro lado,   Essa dinâmica implicará uma total retomada de Serviços e uma imunização total da população.

O grande problema da gestão da economia americana é que o PMI de Serviços ainda esta registrando quedas.   O Índice dos Gerentes de Compras, o Purchasing Managers’ Index (PMI),  referente ao setor de Serviços recuou de 54,7 no mês de julho para 46,9 em outubro passado.

Nessa retomada o emprego de novas tecnologias deverá se intensificar.   Parece-me que o tele trabalho veio para ficar.  Ou será, no mínimo, uma opção disponível que poderá contribuir para acelerar os resultados dos negócios.

Eu penso que a recuperação que será instável vai exigir uma injeção de recursos volumosos adicionais para atender às necessidades da atividade empresarial e do mercado do emprego.   

Já havia uma pressão sobre o governo de Donald Trump para que recorresse a um pacote para estimular a economia, mas o presidente, peremptoriamente, negou qualquer possibilidade de encaminhar um projeto de lei ao Congresso.  

Nessa fase de transição as dificuldades para levar adiante os estímulos ainda permanece.  Eu creio que tudo ficará para depois de 20 de janeiro quando Joe Biden for empossado. 

Nesse ínterim, Biden deve estruturar a sua equipe para o novo governo.   Há, ainda, uma pedra no meio do caminho democrata.  A maioria republicana ainda se mantém até esta data.  Todavia, há um eleição para duas vagas para o Senado da Geórgia a ser realizada no próximo dia 05 de janeiro. 

Se uma das vagas da Geórgia favorecer os partidários de Donald Trump, a maioria republicana no Senado estará consolidada.   E, aí, a história é outra.  Essa divisão em Capitol Hill em que a Câmara fica com os democratas e o Senado com os Republicanos pode emperrar uma agenda de transição e a além dela. 

Vou monitorar os movimentos no Legislativo e atualizar o leitor do blog de qualquer conclusão nova que possa emergir nos próximos dias.

Boa noite, leitor!

FOTO ABAIXO:

Em meados dos anos 90 eu colaborei como colunista do Jornal do Comércio de Porto Alegre.   Foi uma excelente experiência.  Pela manhã, antes de sair para ministrar aula na UFRGS, eu definia um tema e redigia um artigo de quatro mil toques.   Eu levantava cedinho, realizava essa tarefa e precisava estar em sala de aula às 07:30.   Era uma atividade um pouco semelhante àquela que eu realizo no blog, mas os meios para a consecução do texto eram outros.  Na fotografia, a divulgação prévia do trabalho que eu viria a desenvolver.   No fim, a atividade foi interrompida porque os meus compromissos passaram a exigir viagens pelo Interior e era impossível dispor de tempo para redigir as colunas fora de casa, nas primeiras hora das manhãs.

NO ÍNTERIM DA TRANSIÇÃO DE UM GOVERNO REPUBLICANO PARA UM GOVERNO DEMOCRATA

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