Docente aposentado (1997) da UFRGS, 76 anos, professor de Cenários Econômicos.

Porto Alegre, 21.11.2020, 18:10, 23 graus C, 35 % de umidade 

Post 02.01.24

02 Brasil, 01 Desempenho da economia,  24 número de ordem do post

Os últimos números do mercado de trabalho divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desemprego alcançou o patamar de 14,4% no trimestre fechado em agosto.

Embora toda a crise da pandemia, é importante considerar que a taxa de desemprego trimestral, ao final de cada mês de 2011 vem crescendo de forma sistemática, sem interrupções.        

No trimestre encerrado em março do corrente ano, a taxa de desemprego estava no patamar de 12,2%.    A partir daí, a taxa de desemprego trimestral evoluiu para 12,6 (fins de abril), 12,9% (fins de maio), 13,3% (fins de junho), 13,8% (fins de julho e, agora, 14,4% (fins de agosto).

É importante considerar que além da taxa de desemprego prosseguir a sua trajetória de crescimento, ela vai atingindo níveis de recorde em sua história, constante da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua).

Os números da PNAD contrastam com o pronunciamento de Paulo Guedes nessa sexta-feira.   O ministro da Economia afirmou aos ministros das finanças do G20, na reunião que antecede a cúpula do Grupo, que a recuperação brasileira tem superado as expectativas das instituições multilaterais.

É lamentável que sem uma proposta para encerrar a crise que já vai para o sexto ano consecutivo, Guedes procure sinalizar um cenário para a economia brasileira que não condiz com o que as estatísticas estão a evidenciar à comunidade internacional.

De qualquer forma, eu creio que há uma informação positiva a registrar nessa semana.    Eu acessei o site da CNI, e, mais especificamente o site dos indicadores econômicos da Confederação.  Nele eu busquei o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atualizado para o corrente mês.

Os números mostram que o ICEI cresceu 1,1% em novembro e fechou o mês em 62,9 pontos.   Na verdade, a melhora na confiança do empresário data de junho.   E, mais, ela avançou em intensidade e em dispersão.   Ou seja, ela é cresce e se dissemina no ambiente dos empreendedores.

Então, desde o início do ano a pontuação do ICEI é de 65,3 pontos (janeiro de 2020), 64,7 (fevereiro), 60,3 (março), 34,5 (abril), 34,7 (maio), 41,2 (junho), 47,6 (julho), 57,0 (agosto), 61,6 (setembro),  61,8 (outubro) e, finalmente, 62,9 pontos (novembro de 2020)

Ao observar as observações no seu conjunto, o leitor percebe que a confiança empresarial (i) vinha caindo desde janeiro, (ii), levou um tombo em abril, (iii) e começou a reagir desde então, (iv) sinalizando que poderia estabilizar em outubro, mas (v) reagindo em novembro. 

Enfim, é isso que há por agora.   O leitor pode acessar a fonte sobre confiança do empresário industrial que eu consultei para elabora o post no endereço eletrônico

https://www.portaldaindustria.com.br/estatisticas/icei-indice-de-confianca-do-empresario-industrial/

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: Elevador de Santa Justa, Lisboa

A foto acima eu bati em 1969 com a minha câmara fotográfica cuja marca eu estou tentando me lembrar o nome, mas o esforço tem sido em vão.  Até agora, porque num dado momento a minha memória vai funcionar e a marca aparecerá. 

Ao fundo da imagem há um elevador que é parte do sistema de transporte público de Lisboa.   Chama-se Elevador de Santa Justa, uma torre metálica com duas cabinas, e ele permite que o passageiro se desloque da rua do Ouro, na Baixa, para a rua do Carmo.   Ele foi planejado em 1890 e inaugurado em 1902. 

Eu devo ter utilizado o elevador uma três vezes, logo que cheguei para estudar em Lisboa em 1968.  Na verdade, mais pela novidade porque logo, para ir ao Chiado eu fazia o percurso a pé.   

Eu achava maravilhoso me deslocar pelas antigas ruas do centro da cidade.  A cada momento,  em cada lugar que eu ia eu encontrava locais que me deixavam impactado pela beleza e pela originalidade.   Até hoje, eu carrego comigo essas lembranças que vem dos anos 60.   

EM MEIO A UM MERCADO DE TRABALHO EM PLENA CRISE, HÁ BONS SINAIS VINDOS DO SETOR INDUSTRIAL

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