Docente aposentado, 76 anos, da UFRGS (1967-1997), disciplina Cenários Econômicos, e economista da FEE durante 40 anos (1973-2012)  

Porto Alegre, 07.01.2021, 12:10, 35 graus C, 48 % de umidade, calor abrasador e nada de chuva 

Post 01.09.35

01 Internacional 09 Estados Unidos 35 número de ordem do post.

Era para ser mais um dia de convivência na selva da Big Data.   Era para ser um dia de deixar a floresta às costas e chegar à árvore.     Era para ser um dia de pensar em que ramo do arbusto colocar a lupa.  Finalmente, era para ser um dia de selecionar a folha mais importante do vegetal e analisá-la à luz da conjuntura vigente.

No meio dessa atividade diária da minha rotina eu percebo que há uma mensagem no meu WhatsApp.  Era o meu amigo de infância Vito Mario Mandarino Gallo

O nosso apreço pelo futebol vem desde os anos 50.  Eu perguntei se ele estava assistindo uma determinada partida de futebol e ele me respondeu que estava acompanhando a invasão do Congresso dos EUA pelos partidários de Donald Trump.

Invasão em Congresso?  Nos Estados Unidos?  Seguidores de Donald Trump invadiram Capitol Hill?  Tudo menos isso, eu pensei.  Mas foi o Vito que me disse, deve estar acontecendo de fato.  Despedimo-nos e eu liguei a minha SKY na CNN. 

Quando eu vi a imagem eu pensei que a situação estava sob controle da Segurança do Congresso, mas, para minha surpresa era muita gente quebrando tudo e só havia 20 policiais protegendo o local.

Fui, então em busca dos fatos que desencadearam aquilo que eu estava assistindo, ao vivo, na televisão norte-americana.   Houve uma manifestação dos simpatizantes com o Presidente em um evento específico.   No encerramento do encontro, Trump sugeriu aos presentes que dessem uma caminhada pela Avenida Pensilvânia. 

Chegando lá, foi o que se viu na televisão.  Uma simpatizante de Trump de origem mexicana, Fátima Diaz, afirmou à CNN que a polícia não restringia a entrada do grupo no Capitólio.  Não havia qualquer barreira impedindo o acesso ao prédio do Congresso. 

O canal americano pediu explicações à administração do Congresso, mas não recebeu qualquer resposta.  Ao contrário, a resposta veio em formato de enaltecimento aos servidores da Segurança que foram heróis para a fazer frente à dimensão da invasão explosiva.

Foi tudo muito rápido e a invasão começou às 13:00.  Em meia hora veio o alerta da presença de uma bomba no local e, meia hora mais tarde o prédio foi fechado.  Em torno de 14:30 a turba começou o quebra-quebra das janelas e a turma tomou conta do Capitólio. 

À essa altura com toda essa gente dentro da Casa do Legislativo, as forças de segurança evacuaram os congressistas presentes à sessão de ratificação do pleito e do nome de Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos.

Os invasores foram diretamente para o gabinete de Nanci Pelosi, democrata, que é atual presidente da Câmara dos Representantes.   Fizeram um estrago no gabinete dela e partiram para o plenário do Senado onde repetiram a dose.

Formalmente, a turba de arruaceiros se recolheu quando Trump mandou um recado que ele tinha sido roubado na eleição fraudada, mas, mesmo assim, ele recomendava que os seus seguidores voltassem para casa.

Ao fim e ao cabo, houve mortos e feridos, um prejuízo material no Congresso, a imagem do presidente ficou extremamente abalada em âmbito internacional e a prefeita da capital determinou o toque de recolher em Washington DC.

Eu confesso que dois fatos que aconteceram no campo político me deixaram um tanto surpreso.  O primeiro, Nanci Pelosi solicitou que o controle das armas nucleares não permaneçam às ordens de Donald Trump.  O segundo, o Twitter suspendeu a conta do presidente por ter causado a invasão ao Congresso.  Um ato de incitação à violência, sem dúvida

Estão realizados os registros dos fatos que mancharam a imagem da democracia norte-americana.  O presidente poderá ser responsabilizado por tudo o que aconteceu.  Vou prosseguir monitorando o ambiente local e volto a atualizar o leitor do blog!

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  AVENIDA INDEPENDÊNCIA

Eu bati a fotografia abaixo no verão do ano passado, antes da pandemia.   Havia muita gente caminhando pela Avenida Independência, em dia de muito calor. 

Na fase atual da minha vida eu tenho me dedicado à fotografar sempre que possível.  A avenida tem muitos casarões e eu me sinto como se passeasse por uma cidade de muita história.

As informações que eu reuni em diversas fontes é que mesmo no seu início a via tinha uma tarefa muito importante de viabilizar o fluxo de quem estivesse na Estrada dos Moinhos de Vento.

O alinhamento da Estrada dos Moinhos aconteceu a partir de 1845.  Até 1857, a via fazia parte da Rua dos Andradas, mas a partir daí passou a ser denominada Rua da Independência.

PARTIDÁRIOS DE TRUMP INVADEM AS INSTALAÇÕES MATERIAIS DO CONGRESSO DOS ESTADOS UNIDOS

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