Porto Alegre, 10 de janeiro de 2021

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A par das atividades em economia, eu procuro me manter ligado em Esportes.  Ao vivo.  Dificilmente eu assisto uma partida encerrada.   Nada do que já passou, tudo ao vivo.  Parece-me que a emoção está aí.

Eu aproveito esse domingo para fazer um comentário.  Daqueles que muitos já podem ter percebido e eu, apenas, só agora me dei conta.

Até à pandemia, o estilo praticado pelo clubes europeus, e, creio, por todas as principais praças do esporte bretão, foi aquele introduzido por Josep Guardiola.  O Barcelona foi um clube muito bem sucedido por alguns anos.  O técnico migrou, então, de La Liga para a Primier League.

No Reino Unido Josep Guardiola repetiu a dose e tornou o Manchester City um clube de muito sucesso.   O clube foi campeão na temporada 2917-18 e se tornou bicampeão na temporada 2018-19. 

Tendo em vista que há muitos clubes ingleses com muitos títulos –  Manchester United (20), Liverpool (19), Arsenal (13), Everton (9), Aston Villa (7) –  e o Manchester City tem apenas seis, eu achei que o Guardiola não sairia mais da  Inglaterra.

Ora, a Premier League é um futebol milionário.   Todos os fins de semana eu acompanho os jogos de lá.   Agora, com a pandemia, o campeonato esteve suspenso, mas ao optar pelo prosseguimento da competição há partidas, também, durante a semana.

Eu tenho a opinião que o futebol inglês é, no momento, o mais competitivo do esporte mundial.  Eu creio que o Reino Unido não tem o mesmo sucesso em âmbito de seleções porque há muitos atletas estrangeiros ocupando espaço nos clubes locais.

Eu sou torcedor do Liverpool e não perco uma partida na televisão.  Há três brasileiros na equipe, Alisson, Fabinho e Firmino.  Há mais um, o Thiago Alcântara, filho do Mazinho, que é naturalizado espanhol. 

Assim como o Manchester City de Josep Guardiola, o Liverpool do técnico alemão Jürgen Klopp também é um clube vencedor, campeão da Champions League e da Premier League.    Ambos os clubes praticam o futebols de posse de bola.

Então, até há um mês, eu considerava que o futebol praticado por clubes – Barcelona, Liverpool, Manchester City, Flamengo – que detém a posse de bola eram imbatíveis.    De repente, tudo pareceu mudar.  É como se o estilo Felipão, de jogar por uma bola, voltou à agenda do futebol

O Manchester City ocupa, apenas, a quinta posição na Premier League com 29 pontos.   O Liverpool prossegue na liderança, mas divide a posição com o Manchester United.  No ano passado, à essa altura do campeonato, o Liverpool estava muitos pontos à frente dos seus adversários.

O que está acontecendo?  O que eu percebo é que os clubes que detém a posse da bola passam os noventa minutos do jogo girando-a para um lado e outro, mas não conseguem penetrar, afunilar, e marcar o gol. 

Na rodada 16 da Premier League o Liverpool enfrentou o Newcastle fora de casa, ficou todo o tempo com a bola, mas a partida terminou em zero a zero.

Na rodada 17, o fato se repetiu.   O Liverpool enfrentou, em casa, o Southampton, permaneceu todo o tempo com o domínio da bola e não conseguiu fazer o gol.  Pior, em contra-ataque, no final do jogo, o adversário atacou e marcou. Assim, o Liverpool obteve apenas um ponto em seis disputados.  

E assim eu concluo que os clubes que mantém a posse de bola deixaram de vencer com facilidade.  Os adversários fazem duas linha de quatro, não se preocupam em ficar com posse de bola, e numa escapada matam o jogo.

O que aconteceu com o Grêmio frente ao Santos foi um exemplo do que está acontecendo.  O futebol melhor do Brasil, do meu Grêmio, tomou um passeio na Arena e, depois, na Vila.   O Cuca nos deu uma aula de futebol.

Na competição seguinte o Renato parece ter absorvido a lição e praticou a lição apreendida frente ao Santos, para superar o São Paulo na Copa do Brasil.   

Enfim, eu penso que o futebol vive uma transição.  O estilo de ficar com a posse de bola não é mais uma condição necessária para vencer uma partida.   O futebol  do Flamengo sumiu?  Abel está inovando no Internacional?  O que vem por aí? 

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  HIROSHIMA

Em 1974 eu bati a foto abaixo em Hiroshima, uma cidade fundada em 1589.    Foi o prédio que sobrou do lançamento da bomba atômica norte-americana, conhecida como Little Boy, às 08;15 de 06 de agosto de 1945.  Oitenta mil pessoas morreram na hora.   Ocorreram novas mortes até dezembro, resultando um total de 250 mil óbitos em Hiroshima. 

A imagem é da domo de Hiroshima.  É o Memorial da Paz, ou a Cúpula Genbaku, ou seja, a Cúpula da Bomba Atômica.  O prédio foi inaugurado em agosto de 1915. 

A cúpula estava localizado a 150 metros do local da explosão.   Um dos pontos que mais me sensibilizou em Hiroshima foi o museu local.  O visitante vivencia como era a cidade naquela época.   

Há filmes e fotografias mostrando a atividade da população no dia  06 de agosto antes das 08:15.  Eu lembro de ter ouvido no local que os americanos fizeram a bomba explodir a 600 metros de altura para produzir um impacto maior sobre a cidade.

Há uma polêmica em torno da escolha do local como patrimônio mundial.  Eu estive em Honolulu e verifiquei in loco o que os japoneses produziram em Pearl Harbor.   

Paralelamente eu li um tanto sobre os ataques japoneses nas duas guerras contra a China.  A Primeira Guerra ocorreu entre 1894 e 1895 e a Segunda Guerra aconteceu de 1937 a 1945.  Nessa última houve 20 milhões de óbitos, dos quais 18 milhões foram chineses.  

Eu volto ao assunto em breve.   Eu pretendo detalhar mais o que eu vi em Hiroshima e deixar de lado, dentro do possível, a invasão dos japoneses à China. 

ESPORTES ao vivo, post 14, O FUTEBOL DE POSSE DE BOLA ESTÁ EM TRANSIÇÃO?

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