Docente aposentado, 76 anos, da UFRGS (1967-1997), disciplina Cenários Econômicos, e economista da FEE durante 40 anos (1973-2012)  

Porto Alegre, 26.01.2021, 18:10, 29 graus C, 39 % de umidade, houve temporal à tarde

Post 01.01.29

01 Internacional, 01 Economia Global 29 número de ordem do post.

Conforme eu postei no blog no dia de ontem, o FMI realizou o evento programado para essa manhã e divulgou uma atualização do World Economic Outlook (WEO), o Panorama Econômico Global.   A versão original foi publicada no dia 13 de outubro de 2020.

Pois o documento divulgado nessa terça-feira foi intitulado Atualização das perspectivas da economia mundial.  Ele apresenta números com validade inquestionável pelos próximos três ou quatro meses, até que seja divulgada uma nova versão semestral do Panorama Econômico Mundial.

Então, a partir de agora, as variações do PIB divulgadas, como dados e projeções, serão amplamente utilizadas por governos, empresários e analistas.   No meu caso, eu balizo muitas das minhas opiniões recorrendo a essas projeções divulgadas, dentre outras tantas instituições multinacionais, pela ONU, OCDE, UNCTAD, FMI, BCE e BIRD. 

Segundo a publicação, o PIB mundial recuou -3,5% em 2020, o ano da recessão da grande pandemia.  Poderia ter sido pior?  Bem, eu li todo o tipo de expectativa que o quadro da economia mundial era o pior possível.  Independentemente do que foi o impacto do coronavírus sobre a economia é fundamental firmar a ideia que, até nova revisão das estimativas e projeções, o Produto global caiu -3,5% no exercício passado.

As projeções do FMI para à frente mostram taxas de crescimentos de 5,5% em 2021 e de 4,2% para 2022.  Esses números também serão revistos no curtíssimo prazo?  Sim.   As revisões poderão trazer números piores para a economia?  Sim.  É possível que o grau de incerteza quanto ao futuro possa aumentar?  Sim.   

E, finalmente, se o leitor me perguntasse se estou pessimista com relação o futuro, o que eu responderia?  Eu diria que não.  Como assim?   

Bem quando eu respondi positivamente as três primeiras perguntas eu parti do pressuposto que daqui para a frente as vacinas e o covid19 vivenciarão um clima, ou melhor, uma realidade de guerra.  Eu escrevi sobre a gripe suína há alguns anos como economista da FEE e eu lembro de ter ficado impressionado, ou quem sabe, extremamente preocupado com a ideia da mutação do vírus. 

Essa noção de mutação me parece ser um desafio imenso para superar a pandemia.  Ao mesmo tempo eu não estou pessimista com relação ao futuro porque eu tenho a impressão que as lideranças mundiais estão convergentes às propostas de ações advinda da academia, da ciência.   Há consenso que é preciso enfrentar o coronavírus!

Em suma, o mundo sabe que há uma guerra em curso.  O inimigo é invisível, mas mata que nem a bomba de Hiroshima.  Nos próximos dias eu vou abrir as informações da recessão de 2020 e as projeções para o biênio 2021-22, por países e por blocos econômicos. 

Boa tarde, leitor do blog! 

FOTO ABAIXO:   CINE TEATRO COLOMBO

A imagem abaixo é uma cópia da programação anunciada no Cine Teatro Colombo, de Sant’Ana do Livramento, mi minha cidade natal, da época do meu nascimento.  

Quando eu era menino havia cinco cinemas na fronteira de Sant’Ana com Rivera, quatro no lado uruguaio – América, Astral, Avenida e Gran Rex,  e um no território brasileiro.  Eu não sei desde quando tudo começou por lá, mas eu nasci em 1944 e nessa época já havia o cinema da minha cidade 

O cine teatro tinha programação noturna para adultos.  Aos domingos, havia o matiné, no horário de 13:00  às 16:00, as atividades eram voltadas para o público jovem.  Depois, a programação continuava como o vesperal, às 18:00, e. mais uma vez, a sessão noturna, às 20:00 e às 22:00.

Se lembro bem. a ida ao cinema era a grande atividade de lazer que os jovens dispunham nos anos 50, além dos bailes e das reuniões dançantes. 

No jornal A PLATÉA da época, A Plateia de hoje, constava a programação para aquela terça feira com dois filmes.   O texto informa que se tratava de um espetáculo monstro e a preços populares, ou seja, oitenta centavos para a geral e um cruzeiro e cinquenta centavos para a plateia.   

A matéria dava destaque ao nome de Don Red Barry.   A seguir seriam apresentados seis episódios, seis capítulos, do seriado O sertão desaparecido.  Eu fui ao Google e saí atrás do nome Don ‘Red’ Barry. 

Eu fui ao Google e saí atrás do nome Don ‘Red’ Barry.  Eu encontrei uma informação sobre o Red Barry, o Cavaleiro Ruivo, no endereço eletrônico http://www.marcadefantasia.com/revistas/ego/outras-edicoes/ashq1-10/ashq6/ashq6.pdf

Eu encontrei uma informação sobre o Red Barry, o Cavaleiro Ruivo, no endereço eletrônico http://www.marcadefantasia.com/revistas/ego/outras-edicoes/ashq1-10/ashq6/ashq6.pdf

Havia, nessa época, artigos sobre histórias de quadrinhos.  A de numero 6, escrita por Carlos Goncalves, era dedicada a Red Ryder, o Cavaleiro Ruivo.   No texto o leitor vai encontrar a história em torno da criação do Red Ryder.   É informação do ano de 1938 e alguns antecedentes. 

Quando eu era pequeno o meu pai me chamava de Ruivo.  Eu imaginava que era um apelido que ele tinha criado para mim.  Quando criança eu sempre imaginava que ruivo era um indivíduo com cabelo de fogo.  Um dia sai em busca de uma fotografia do meu nascimento.  A minha mãe me contou que eu havia nascido com cabelo branco.  Com o passar do tempo eu fiquei um tanto louro e o apelido poderia ter vindo daí. 

Hoje, eu tomei conhecimento que na época do meu nascimento a figura do Cavaleiro Ruivo era muito popular no Brasil.  A programação do Cinema Colombo é uma prova disso.  

DESEMPENHO DA ECONOMIA GLOBAL, AS NOVAS PROJEÇÕES DO FMI

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