Professor aposentado da UFRGS (1967-97), disciplina Cenários Econômicos, 76 anos, e economista da FEE  (1973-2012)meuip

Porto Alegre, 20.02.2021, 12:10, 33 graus C, 47 % de umidade 

Post 01.09.48

01 Internacional 09 Estados Unidos 48 número de ordem do post

Joe Biden falou ontem no encontro do G7 realizado sob a presidência de Boris Johnson, primeiro ministro do Reino Unido.  O presidente norte-americano esteve presente no evento com a ideia de liderar as parcerias globais advindas do governo Obama.   E essa articulação funcionou com muita propriedade quando o tema esteve relacionado à covid19.

… 

Boris Johnson propôs um plano restrito à necessidade formalizar um sistema de alerta da pandemia, uma rede de pesquisa, um aumento na capacidade de produção de vacinas, um acordo de  protocolos e uma queda de restrições comerciais.  Enxuto, mas aparentemente preciso.

 

Todos os sete países se dispuseram a avançar na cooperação junto à OMS.   Essa iniciativa implicou o G7 em produzir vacinas e adequar a logística do processo à obtenção de um produto adequado à imunização da população mundial, inclusive frente às novas cepas.

No encontro mundial de Segurança em Munique, Joe Biden reafirmou que o país estava de volta à aliança transcontinental. 

Enfatizou a importância de Aliança Transatlântica para retomar o elo com as nações europeias e criticou a atitude chinesa com relação à economia global e o comportamento russo minando as bases da democracia internacional.

Eu acredito que Joe Biden não perdeu tempo e utilizou os dois eventos dessa sexta feira para tentar recuperar o tempo perdido pelos Estados Unidos durante a Gestão Trump.  Eu confesso que torço por algum sucesso do presidente democrata porque a economia mundial só sai do fundo do poço se o governo de Washington voltar aos trilhos.

Eu acredito que Biden somou pontos quanto mostrou todo o empenho para contribuir com o esforço global em superar a crise sanitária.  Por outro lado eu até lamento porque eu creio que ele chegou um pouco tarde para retomar as antigas parcerias. 

O estrago realizado por Trump levou a Europa a se aproximar e fechar acordo com as nações que estavam disponíveis, inclusive China e Rússia.   O mundo era um quando Joe Biden era vice presidente e o mundo é outro quando Joe Biden se tornou presidente.  Não há como o tempo voltar atrás!

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: LEMBRANÇA DE UM ANTIGO RESTAURANTE ITALIANO

A primeira foto é da Esquina Democrática, o point de Porto Alegre.    É o local onde muitos grupos de pessoas se reúnem para jogarem conversas fora.   Eu creio que é o local que eu mais bati fotografias em toda a minha vida.  Isso não aconteceu porque eu assim o desejasse, mas porque as circunstâncias me levaram a tornar o local como o meu ponto preferido.

Ali sempre há muita gente em trânsito, mas há muitas pessoas que quando eu preparo a foto eu vejo que são as mesmas do dia anterior, da semana anterior e do ano anterior.   Eu desconfio que muitos batem ponto naquela esquina.

Quando eu era menino em Sant’Ana, na esquina da Ferragem Braga, na rua dos Andradas em frente ao prédio do antigo Banco do Comércio, havia um grupo de senhores que se reuniam todas as noites.  Era o Clube dos 21.  Eu passava na esquina e era uma velharia de terno, gravata e chapéu, conversando e pondo os assuntos em dia.  Eu recordo também que algumas vezes ter ouvido o meu pai dizer à minha mãe que ia para o clube.  

Eu não sei se é um clube, mas eu tenho a convicção que os subgrupos distribuídos pela Esquina Democrática estão ali ha muitos anos.   

Contudo, eu trouxe a imagem acima porque eu quero falar daquele prédio onde está, atualmente, a Farmácia São João. Veja, o leitor que à frente da farmácia há uma banca de revistas.  Ali eu comprava, durante muitos anos, os jornais do centro do país e a revista Conjuntura Econômica da FGV até antes da pandemia

Pois, em frente à banca de revistas e passando a Farmácia São João, pela avenida Borges de Medeiros, havia um restaurante italiano nos anos 60 que eu considerava o máximo em termos de gastronomia.  

O cliente entrava pelo lado da Borges de Medeiros e saia do outro lado, na galeria, na rua 24 horas.  Na verdade o restaurante tinha duas frentes comerciais.

Algumas pessoas idosas de avental branco atendiam o local.  Elas não me pareciam garçons.  Pelo contrário eu sentia que conversava diretamente com os proprietários. 

Eu podia ver as panelas gigantes com a massa no fogo quando chegava ao local.  O molho servido era de um vermelho transcendental. Eu fui ficando tão ligado ao local que os senhores que atendiam já me chamavam pelo nome. E eu creio que era assim com todos os clientes que se tornavam cativos daquele restaurante.

Na segunda foto é possível ter uma ideia mais precisa do antigo local ocupado pelo restaurante.    Ele ficava localizado subindo a avenida Borges de Medeiros, passando a Farmácia São João. 

Fiz um esforço danado, mas a minha memória não conseguiu recuperar o nome do restaurante.  As proximidades dos ’77 parece estar tornando tudo mais difícil para mim.  Alguém lembra do nome desse paraíso gastronômico?

EM SEU RETORNO AO MULTILATERALISMO, JOE BIDEN REALIZA PRONUNCIAMETOS NO G7 E NA CONFERÊNCIA DE SEGURANCA EM MUNIQUE

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