Professor aposentado da UFRGS (1967-97), disciplina Cenários Econômicos, 76 anos, e economista da FEE  (1973-2012)meuip

Porto Alegre, 22.02.2021, 12:10, 33 graus C, 51 % de umidade

Post 01.03.30

01 Internacional, 03 União Europeia, 30 número de ordem do post 

A pandemia não sai do radar das autoridades europeias.  A cada dia que começa eu acesso os principais fontes do Velho Continente e percebo uma série de eventos voltados à gestão da logística do processo de vacinação.

Hoje eu assisti uma entrevista coletiva de Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, em que ela falou da incubadora Hera, um programa publico privado a ser lançado e que estará voltado para as mutações do coronavírus.  Ele agregará os esforços de autoridades, cientistas e laboratórios, contando com recursos expressivos da União Europeia.

Ao fundo de onde se encontrava Ursula e duas outras autoridades havia um painel que fazia referência à Hera como uma inciativa de preparar o Continente para conviver com as mutações da covid19.  Na verdade a ideia é fazer com que os 27 países convirjam para essa iniciativa conjunta.

O leitor que desejar obter maiores detalhes sobre a nova agência, a Autoridade de Preparação e Resposta à Emergências de Saúde, deve acessar o site diretamente no endereço eletrônico  

file:///C:/Users/User/Downloads/Preparing_Europe_for_COVID-19_variants_-_HERA_incubator.pdf.pdf

Segundo as palavras da presidente da Comissão Europeia a Hera pretende detectar novas variantes da coronavírus, realizar ensaios clínicos e construir novas vacinas no período mais breve possível.   Em suma, a agência será uma arma de bio-defesa da sociedade europeia frente à virulência do coronavírus.

Ursula foi ao ponto ao dizer que é preciso reunir todas as forças para se antecipar às novas cepas da covid19.  É fundamental detectar as novas fases do vírus durante todo o processo para viabilizar uma produção massiva de vacinas.

Ao fim e ao cabo, o que parece é que as autoridades estão pensando em uma segunda versão da vacina, ou melhor, em produzir uma vacina de segunda geração.  Aí o remédio baterá de frente contra a covid19, via vacina de primeira geração, e no acumulado contra as variantes da cepa, no medicamento de segunda geração.

Embora fora da União Europeia, desde o BREXIT, o Reino Unido entrou de alguma forma no processo em curso liderado pelo governo de Bruxelas.   Artistas e cantores estão participando de um processo de conscientização dos telespectadores de que é preciso ser vacinado para impor um freio à pandemia.   

Para todos aqueles que imaginavam que 2020 seria o ano da pandemia e que 2021 seria coroado com a vacinação, tudo parece ser um ledo engano.  Nos primeiros dias desse ano surgiu o problema da logística da vacinação, depois eclodiram as variantes – britânica, amazônica e sul-africana – onde se analisava a rapidez do contágio e a letalidade do vírus, agora, parece que houve um upgrade em tudo o que envolvia a covid19, a atomização do processo propriamente dito.

Vou ficar atento ao que está acontecendo na Europa.   No noticiários vindos dos Estados Unidos a televisão norte-americana parece estar dando a guerra como vencida.  Não é o que eu percebo nas informações vindas do Velho Continente, pois a guerra parece ser um novo embate bélico que está recém no início.  Será isso?

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: A ANTIGA FÁBRICA DA BRAHMA, UMA OBRA DE 1911

Hoje, o complexo todo, se chama Shopping Total, um complexo formado lojas, serviços e gastronomia, inaugurado no bairro em 29 de maio de 2003.  Antes da pandemia eu visitava o local com alguma frequência.  Eu acompanhava a turma, procurava uma poltrona para esperar e carregava sempre um livro comigo.     

Um dia eu fui à Praça de Alimentação e percebi que havia uma grande quantidade de lojas no local.  Havia lojas de calçados, eletrônicos, brinquedos, esportes, moda, ótica, papelaria, e muitas outras mais.   Não sei se os demais shoppings da capital são tão diversificados como o Total.

Na verdade quando eu visitava o local eu lembrava sempre o meu tempo de professor.  No passado, aquele local representou os momentos iniciais das cervejarias na capital gaúcha.   

A beleza das fachadas presentes ao local é decorrência da originalidade do projeto de um arquiteto e engenheiro de nome Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido em Wesbaden, na Alemanha, em 19 de fevereiro de 1878, naturalizado brasileiro e falecido com a idade de 74 anos, em Porto Alegre, em 12 de novembro de 1952.

Certa feita, quando eu era professor do curso de Pós Graduação em Administração da UFRGS, isso em meados dos anos 80, eu fui convidado para realizar uma palestra sobre cenários econômicos.

Foi a etapa mais difícil da economia brasileira.  Havia superinflação, choques econômicos, trocas de moedas, fuga de capitais e o calote externo do presidente Sarney que, em conjunto, levou o país a conviver com a inesquecível década perdida.

Argentina e Brasil vivam o efeito Orloff.  Eu recordo que eu vivia com demandas da imprensa local e da de Buenos Aires para analisar quem tinha alguma possibilidade de superar tamanha instabilidade econômica. 

Todas essas participações em emissoras locais e na BBC, Rádio Suíça Internacional e estações de países vizinhos – vídeos, fitas, dvds e matérias de jornais e de revistas – eu guardo com muito carinho em minha videoteca.  À essa altura e na gincana para os ’77 eu preciso definir o destino de tanto material.  

Pois na época da minha palestra, eu fui convidado a conhecer todas as instalações da Cervejaria Brama.  Tudo era muito amplo, as máquinas tinham um colorido todo especial, o produto dentro dos equipamentos, parece que foi ontem que visitei a fábrica.

Quando eu bati a foto abaixo, com destaque para a torre de 86 metros, o movimento era limitado.  A pandemia realizava a sua primeira incursão sobre Porto Alegre.  O ambiente estava relativamente vazio.  Jamais eu imaginaria que um ano depois tudo ficaria como “dantes na terra de Abrantes…”

 

INCUBADORA HERA, RUMO À CRIAÇÃO DE MAIS UMA AGÊNCIA EUROPEIA

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