Professor aposentado da UFRGS (1967-97), disciplina Cenários Econômicos, 76 anos, e economista da FEE  (1973-2012)meuip

Porto Alegre, 23.02.2021, 12:10, 33 graus C, 51 % de umidade

Post 01.02.10

01 Internacional, 02 Petróleo, 10 número de ordem do post 

Inicialmente, a pandemia derrubou o desempenho da atividade econômica mundial e os preços do barril do petróleo.   

Eu lembro de ter redigido um post no dia 27 de agosto de 2020, em que eu fazia referencia ao fato que no dia 20 de abril de 2020 o preço do barril do petróleo havia chegado ao patamar negativo.  É isso mesmo.  A cotação do WTI chegou a  – US$ 37,6.   O preço tinha despencado -306%.

O Brent também também registrou queda, mas foi muito menor, apenas -8,94%.  Mesmo assim, a cotação se manteve no terreno positivo, em US$ 25,57.

Posteriormente, no dia 15 de setembro de 2020, eu fiz uma nova análise do comportamento dos preços da commodity.   Naquela oportunidade, eu escrevi que a OPEP trabalhava com o PIB mundial recuando -4,1% em 2020 e voltando a crescer 4,7% em 2021.

Nesse cenário, eu escrevi mais, que a demanda global de petróleo que tinha alcançado o patamar de 99,69 milhões de barris diários (2019), recuaria a 90,23 mb/d (2020), com queda de -9,49% e mostraria recuperação com a demanda em 96,86 mb/d (2021), implicando incremento de 8,28%.   Finalmente, a oferta global em agosto foi de 89,88 milhões de barris diários.

… loja virtual

Posteriormente, surgiu a vacina como uma solução concreta para o fim da pandemia.   A conjuntura passou a mudar.  A simples perspectiva da criação de uma vacina fez com que as bolsas passassem a antecipar a retomada da economia.  Eu escrevi um post sobre o comportamento dos mercados, incluindo os preços do barril do petróleo.    

Agora, fevereiro de 2021, a conjuntura é outra.  Há um intenso debate entre os países produtores sobre a oferta global de petróleo.  Os sauditas são de opinião que é preciso deixar tudo como esta.   Os russos tem posição diferente.   O governo de Moscou é favorável ao aumento da produção. 

Os Estados Unidos, tomados pela neve, estão imersos nos problemas do clima que afeta o Hemisfério Norte.  O Irã está focado, prioritariamente, nas sanções às suas exportações.   

A presença de Joe Biden na Casa Branca pode representar alguma mudança no mercado do Ouro Negro.   Parece-me que a discussão ainda está em processo de maturação, mesmo quando eu penso na OPEP +

Eu tenho procurado ler a posição das empresas sobre o que vem por aí.  No dia 11 de fevereiro eu li um artigo no New York Times em que o texto estava voltado para a produção da Shell. 

No texto há uma informação que destaca o fato de a produção de petróleo ter atingido um pico.  Ela deverá cair na base de um a dois por cento, anualmente, fruto do objetivo de migrar para um perfil com maior participação de energia verde.  

No momento em que eu estou redigindo esse post o preço do barril de petróleo do tipo Brent é de US$ 65,97 um incremento de Us$ 1,49, correspondendo uma valorização de 2,31%.  É uma fotografia do mercado do petróleo nesse preciso momento.  Os números mostram um incremento de 14,05% em um ano.

Paralelamente, o preço do barril do petróleo do tipo WTI está cotado em US$ 62,88, uma variação de 1,96%, ou seja, um incremento de 19,13% em um ano.

Para encerrar, a precificação da retomada prossegue na economia norte-americana,   Sobem as cotações das ações e o preço do barril do petróleo também acompanha o novo cenário.   O pacote de Joe Biden e as novas vacinas dão suporte ao otimismo vigente.  No caso do petróleo há os problemas do Oriente Médio e há diminuição na oferta de curtíssimo prazo.

Eu percebo que as projeções no mercado do petróleo já trabalham com avanço de US$ 10 a mais nas cotações atuais.  Outrossim eu constato que já informações sinalizando o barril do petróleo naquele patamar de 2014, ou seja, cotação de US$ 100.   Eu penso que esses números estão distantes da realidade, mas, ao mesmo tempo, eu também tenho que considerar que eu nunca presenciei uma retomada da economia após uma pandemia.

A conferir!  Eu não posso desconsiderar também que a retomada chinesa antecedeu o desempenho das demais economias e que a força da sua recuperação é de maior intensidade que a dos seus pares.

Boa tarde, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  BIBLIOTECA PÚBLICA DE PORTO ALEGRE

A história da biblioteca pública do Estado retrocede ao ano de 1871, época da sua criação.  Ela está instalada no local atual desde 1911.  Trata-se de um ponto de referência para o estudo da história e da cultura do Rio Grande do sul.

Na minha vida de estudante eu lembro de fazer pesquisas na biblioteca Rui Barbosa, em Sant’Ana, minha cidade natal.  Ela está localizada na Rua Sete de Setembro, número 724, no centro da cidade.  Somos contemporâneos.  Ela foi criada em 26 de fevereiro de 1943 e eu nasci em 31 de agosto de 1944.

Hoje a biblioteca da minha terra sofre a concorrência do Google e se ressente de problemas de infiltrações, mas em 1961-62, aa minhas aulas teóricas do curso de Piloto Privado, o brevê, eram realizadas sempre à noite no prédio da rua Sete de Setembro.

Nós éramos alguns manicacas que também fazíamos parte da primeira turma do Curso Científico do Colégio Estadual. As disciplinas implicavam muito estudo.  Era preciso estudar Aerodinâmica, Meteorologia, Navegação e Motores. Eu lembro que Aerodinâmica era física pura.   A gente estudava física, à tarde, no Colégio  Estadual com o Professor Guilherme Bassedas Costa e à noite, no curso do Brevê na Biblioteca da cidade. 

Quando eu cheguei em Porto Alegre, em 04 de setembro de 1973, vindo de Santa Maria, eu estudava no prédio em destaque da fotografia abaixo.  Eu era professor na UFSM e me transferi para Porto Alegre para trabalhar na Secretaria de Coordenação e Planejamento, cujo titular era o Professor Carlos Veríssimo do Amaral, que seria meu colega na UFRGS. 

Eu guardo muitas boas lembranças do meu local de estudo.   Eu aprendi a valorizar demais o trabalho do biblioteconomista na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.  Tão logo eu conclui a  primeira entrevista com o meu orientador, o Professor Aníbal Cavaco, eu fui encaminhado ao titular da biblioteca da Instituição.

Naquela oportunidade, eu passei a compreender melhor sobre o trabalho do profissional do setor.  Eles contribuíam decisivamente para os meus estudos, eles monitoravam o avanço do meu trabalho e a minha interação com os obras passou a conviver em um novo upgrade. 

Eu estive na biblioteca de Porto Alegre, poucos dias antes do início da pandemia.   Fui muito bem atendido.  Recebi todas as informações que eu procurava.  Em suma, cada vez que passo na esquina da Rua Riachuelo com a Ladeira eu sinto muito orgulho de contar com uma instituição de tamanha importância a serviço da população gaúcha. 

PETRÓLEO, PAISES PRODUTORES, COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO BARRIL E PERSPECTIVAS DE CURTO PRAZO PARA O SETOR,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *