Professor aposentado da UFRGS (1967-97), disciplina Cenários Econômicos, 76 anos, e economista da FEE  (1973-2012)meuip

Porto Alegre, 25.02.2021, 12:10, 30 graus C, 62 % de umidade

Post 01.09.50

01 Internacional, 09 Estados Unidos, 50 número de ordem do post

O placar da Johns Hopkins University mostra que há 28,3 milhões de infectados e de 508 mil óbitos nos Estados Unidos, nessa quinta-feira.   Eu confesso que fiquei surpreso ao observar atentamente as curvas de infectados e de óbitos na maior economia do planeta.  

O que eu fiz foi abrir os gráficos de ambas as curvas e percebi que elas se encontram em ritmo ascendente.  É bem verdade que com alguma boa vontade eu possa ver no comportamento dos casos infectados uma sinalização de estabilidade à frente

O mesmo não acontece com a frequência dos óbitos.   No período que inicia em dezembro do ano passado até hoje, o gráfico das vítimas do coronavírus está representado praticamente por uma linha reta que parece ter o céu como limite.

É bem provável que as figuras que eu vi no site do Coronovirus Resource Center mostrem que o otimismo inicial com as vacinas entre em standby.   Ontem eu assisti a manifestação do Dr Anthony Fauci, uma celebridade norte-americana que eu monitoro diariamente.  Ele disse que isso não poderia estar acontecendo nos Estados Unidos, um país rico e com tantos recursos.

A CNN está divulgando no seu site a existência de uma nova variante B.1,526 da covid19 que foi detectada em Nova York e no Noroeste dos Estados por duas equipes de especialistas.   Uma mutação da B.1,526 evidencia mudanças como aquelas detectadas na B.1,351, a variante sul africana.   

Eu percebi muitas informações novas no dia de hoje.  O que parece preocupar demais aos profissionais da saúde é a mutação E484K porque ela vai além da capacidade do corpo se imunizar.   Essa mutação está surgindo em muitas variantes conforme a matéria divulgada hoje pela televisão norte-americana.

Outra informação recente foi a opinião divulgada do Dr Michael Thomas Osterholm, autor da obra A ameaça mais letal.  Segundo matéria divulgada no site do El Economista, Osterholm afirmou que o planeta ruma para uma quarta onda da covid19.  A cepa britânica estaria por traz dessa nova onda.

É interessante o desafio que eu enfrento no dia a dia da minha atividade de focar, prioritariamente, na retomada da economia mundial.  Eu confesso a dificuldade de apostar na recuperação da economia internacional, em um prazo pré-determinado, como acontecia em recessões anteriores.

Dessa vez, a recessão da pandemia mostra uma contração de natureza diferente.   A ponte entre o desempenho da economia e a incerteza frente à pandemia parece levar ao analista a conviver com um processo de stop and go.

Não bastassem a nova variante, a B.1,526, e a nova onda, a quarta mundial, Osterholm afirmou que no próximo mês a desaceleração dos casos de coronavírus sofrerá uma freada.  A seguir, mais infecções e mais óbitos. 

Um cenário um tanto além dos acontecimentos de janeiro.  O por que desse diagnóstico?  Porque a cepa britânica internaliza um poder de contágio entre 30% e 70% do que se conhecia ate então. 

Fui ao Google em busca de informações sobre Michael Thomas Osterholm.  Ele é um epidemiologista de 67 anos e diretor do Centro de Pesquisas de Doenças Infecciosas e Política na Universidade de Minnesota.  Um professor e profissional reconhecido nos EUA.

Joe Biden foi eleito em 07 de novembro de 2020.  Dois dias depois, em 09 de novembro do ano passado, Michael Thomas Osterholm foi designado membro do conselho do presidente para fins doa Covid19.  Daí o impacto do que disse o especialista em entrevista coletiva.   As suas opiniões estarão junto à Casa Branca nos próximos meses.  

Para encerrar.  Eu gostaria demais que a recessão mundial de 2020 tivesse um comportamento convergente com aquelas recessões anteriores que eu trabalhava em sala de aula.  Dessa vez, tudo parece ser diferente.  Há uma guerra contra um inimigo invisível. Isso posto, não me cabe outra opção que prosseguir as minhas análises de “mãos dadas” com uma incerteza crescente. 

Boa tarde, leitor do blog! 

Em tempo:  eu vou dar uma folga no blog para assistir os jogos dessa noite que darão por encerrado o campeonato brasileiro de 2020.   A disputa entre Flamengo e Internacional sinaliza a pujança do futebol gaúcho nesse momento em que a disputa se dá com estádios vazios.  É uma pena que seja assim.  Fazer o quê? 

FOTO ABAIXO:  A DECISAO DO BRASILEIRÃO DA SÉRIE A ACONTECE, À NOITE, NO BEIRA RIO

A decisão do Brasileirão 2020 acontece essa noite, simultaneamente, com os resultados das partidas que serão disputadas no Estádio do Morumbi. em São Paulo, e no Estádio do Beira Rio, em Porto Alegre.

Na foto abaixo eu estou como convidado do meu irmão José Luiz Coitinho Fraquelli, ao centro, e do meu sobrinho José Luiz Peres Fraquelli, eles colorados e eu gremista, numa partida disputada, no estádio Beira-Rio, pelo Internacional contra o  Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, no ano de 2019 ou 2020.  

Irmão e sobrinho devem estar com os nervos à flor da pele.  A derrota do colorado frente ao Sport Recife, em Porto Alegre. foi um baque para as pretensões coloradas.   Se tivesse vencido aquele jogo certamente que nessa noite seria o campeão brasileiro de 2020 da série A.

Desde então, as possibilidades de comemorar o campeonato oscilou entre Flamengo e Internacional.  Hoje, é a noite da verdade.  O futebol gaúcho está de parabéns por estar na final de mais um titulo brasileiro.  Agora só resta torcer! 

PANDEMIA NOS EUA, DETECTADA A NOVA VARIANTE B.1,526 E SINALIZADA A PRESENÇA DE UMA QUARTA ONDA

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