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Post 01.01.57

01 INTERNACIONAL,  01 Conjuntura global, 57 Número de ordem do post

O mundo está totalmente focado na variante B.1.617.2, popularmente conhecida por variante Delta.  O que se sabe de concreto é que ela é mais transmissível que as demais.   Eu ouvi na CNN que ela é  até 1.260 vezes mais contagiosa que as variantes anteriores. 

O que se teme, por enquanto, é que ela contagie os não vacinados e os trabalhadores, fatos que poderiam levar o globo a uma nova onda da pandemia.   Eu penso que é isso que se teme por enquanto, porque são necessários maiores estudos para conhecer melhor a variante Delta.

Quanto à pandemia propriamente dita, eu me preocupo quanto à afirmação que o mundo está deixando a pandemia para trás.  Há 190 milhões de contagiados e 4 milhões de óbitos nesse domingo.   Há 34 milhões de contagiados nos EUA e 31 milhões na Índia;  há 609 mil óbitos nos EUA e 414 milhões na Índia.   

Olhando, atentamente, o gráfico dos contágios em âmbito mundial, presente no site do Coronavirus Resource Center da Johns Hopkins University, eu percebo que há uma nova onda tomando forma nesse mês de julho.   É incipiente, mas eu a vejo lá.

Para complementar o conteúdo do post, eu fui ao Times of India (ToI) para verificar o que há de novo sobre a Covid19?    A manchete principal do jornal informa que até agora  foram aplicadas 410 milhões de vacinas no país.

De acordo com o jornal o país apresentou 38 mil novos casos de Covid19 e 560 óbitos nas últimas 24 horas.   O pico dos casos de infecções aconteceu em 07 de maio do corrente ano quando o número de casos atingiu o número de 414 mil pessoas. 

Outra manchete do ToI dá conta que Mizoram, estado da Índia com 888 mil habitantes, impôs bloqueio total na área da Corporação Municipal de Aizwal (AMC).  Depois do afrouxamento das restrições no dia 30 de junho, o governo impôs novas limitações de 18 a 24 de julho corrente, em decorrência do aumento dos casos de Covid19.

Assim como em tantos outros lugares do mundo, os governos regionais da Índia também reivindicam um número maior de vacinas para atender os habitantes locais.  Um exemplo foi o caso do estado indiano da Begala Ocidental, uma região localizada entre o Himalaia e o golfo de Bengala e cuja capital é Calcutá, uma cidade de 14,85 milhões de habitantes.

Pois, Marmata Bunerjee, o ministro chefe da Bengala Ocidental, criticou o Primeiro Ministro Narendra Modi por atender as demandas regionais por vacinas de forma desigual.   Modi teria atendido plenamente o pedido de vacinas do Estado de Uttar Pradesh que teria recuperado menos corpos que flutuavam no Ganges em comparação aos recolhidos pelo governo de Bengala Ocidental.

Em suma, regiões governadas pelo Bharatiya Janata Party (BJP), o Partido do Povo Indiano, recebem as vacinas, os demais, não.    Também os povos tribais vem se movimentando para obtenção de vacinas.   Está em gestação a criação de uma campanha para vacinar 50 mil aldeias. A campanha procura conscientizar a população que a vacina é também para mulheres e crianças. 

O que eu percebo em muitos países é que as restrições vão sendo reduzidas, mas o incremento de contágios da variante Delata é um fato.  Isso está acontecendo no Reino Unido.  Na Espanha, com o avanço da vacinação e o incremento da variante Delta, a dúvida é contra o quê a vacina é eficaz? 

Na Europa, a França, a Rússia e a Turquia, lideram o número de contágios.  Na América, os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina estão no top dos casos de Covid19.  Na África, a África do Sul esta liderando a crise sanitária no continente. 

Para encerrar, eu percebo o empenho em se divulgar a necessidade de liberar as restrições governamentais após tanto tempo em isolamento.   

Ao mesmo tempo, é preciso atenção redobrada para os caos de reinfecção e de novas mutações da variável Delta.   É impossível imaginar que o processo da crise sanitária retroceda a algum ponto intermediário sem que a população esteja devidamente conscientizada da gravidade da situação. 

Boa noite, leitor do blog!

… 

FOTO ABAIXO:  O TÚMULO AO SOLDADO DESCONHECIDO, PORTUGAL, 1968.

Quando eu estive em Leiria, Portugal, numa das minhas primeiras viagens para fora de Lisboa, eu fui ao Mosteiro da Batalha.

O templo foi construído para comemorar a vitoria portuguesa na batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, uma promessa do Rei Dom João I de Portugal.

A batalha aconteceu entre portugueses, apoiados pelos ingleses, contra os castelhanos.   E embate ocorreu no Campo de São Jorge, junto à Vila de Aljubarrota.     

Na foto abaixo eu estou junto a militares que fazem a guarda de honra ao Túmulo do Soldado Desconhecido de Portugal, localizado na Sala do Capitulo no Mosteiro da Batalha, nas proximidades da cidade de Leiria.

O AVANÇO DA TEMIDA VARIANTE DELTA GERA INCERTEZA GENERALIZADA

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