Porto Alegre, 31.08.2021, 18:10 

Post 01.09.89

01 INTERNACIONAL, 09 Conjuntura norte-americano, 89 Número de ordem

CANTINHO DA PANDEMIA:  Até ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a existência de nove variantes da Covid19.

São elas, por país de origem, a Alpha (Reino Unido), a Beta (África do Sul), a Gamma (Brasil), a Delta (Índia), a Mu (Colômbia) , a Leta (Reino Unido e Nigéria), a Ota (Estados Unidos) , e, a partir de maio de 2020, a C.1.2 (África do Sul).

CONJUNTURA ECONÔMICA:  Ontem eu escrevi um post sobre a posição de Jerome Powell, presidente do FED, sobre o momento da inflação e do desemprego nos Estados Unidos. Hoje, eu escrevo um post sobre o mesmo conteúdo dentro da perspectiva do mercado.

Na descrição da véspera eu comentei da natureza da inflação atual.  O avanço da demanda de bens duráveis é superior à demanda correspondente.    Essa diferença entre demanda e oferta contribui para o incremento da taxa de inflação.

Ora, os bens duráveis compreendem os bens de consumo duradouros e os bens de capital.  Então, a demanda por automóveis e eletrodomésticos e o bens de capital estão por trás do desequilíbrio entre demanda e oferta.  Jerome Powell, pois, é de opinião que esse desequilíbrio é temporário.   

Face a esse fato mais recente, a posição do chairman no evento de Jackson Hole, o mercado parece ter assimilado que o fim dos estímulos devem acontecer ainda no corrente ano.    E tudo leva a acreditar que o fato deve se concretizar no  mês de novembro próximo vindouro.

Ao mesmo tempo em que o fim dos estímulos ocorrerá em breve, há a percepção que a decisão sobre a elevação da taxa básica de juros ficou para mais à frente.

Nesse novo contexto, há uma evidente separação entre as duas medidas – estímulos e juros – adotadas pelo FED para superar a recessão da pandemia.

Assim, os mercados passam a ter uma nova percepção sobre a decisão do Federal Open Market Committee (FOMC) que a inflação possa ser transitória.

Isso posto, eu acho provável que ao invés de exigir, como procedia até então, a elevação das taxas de juros porque a taxa de inflação disparou, o mercado possa aceitar que a decisão sobre os juros possam tardar até que a inflação volte ao patamar da meta de 2,0% ao ano.  

Se a hipótese se confirmar, haveria uma convergência de posições entre o que o FOMC argumentava e a nova percepção do mercado.   A preocupação com a estabilidade da economia, o receio que havia com a inflação, deixou de acontecer.

A partir de agora, as duas partes – FOMC e mercado – voltam-se para a retomada plena da economia.  Para tanto é fundamentar absorver a mão de obra desempregada.    Assim sendo, a ideia do FOMC que é preciso tempo para chegar ao pleno emprego, pode passar a ser aceita pelo mercado.

Para encerrar, eu fico com a impressão que a polêmica sobre o receituário da política monetária pode estar se esgotando.   Se o fato se confirmar, é também provável que algum otimismo adicional possa surgir em Wall Street.

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  RUA DA PRAIA, PORTO ALEGRE, 2019

Eu acredito que a foto abaixo eu bati no verão de 2019.     Normalmente, à época das festas de fim de ano, havia produtos expostos na rua da Praia para fins de comercialização.

Na imagem há poucas pessoas transitando porque o horário é de meio-dia.  O sol está a pino na hora do almoço.   No ano seguinte, com a pandemia, as atividades econômicas recuaram abruptamente.    

A POSIÇÃO DO MERCADO SOBRE O MOMENTO DA INFLAÇÃO E DO DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS

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