Porto Alegre, 12.09.2021, 18:10 

Post 01.09.92

01.  INTERNACIONAL. 09 Conjuntura norte-americana, 92 número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:  Na Grécia houve um protesto contra as vacinas. As forças de segurança e os que protestavam em via pública criaram um movimento de extrema violência.

Hoje eu assistia o Canal Bloomberg quando eu li a manchete que a variante Delta ameaça a recuperação da economia norte-americana. 

Na televisão Espanhola a queixa da mídia estava direcionada aos jovens.   No grupo dos 20 a 30 anos de idade a vacinação não avança na Espanha. 

CONJUNTURA NORTE-AMERICANA:  Eu vou concentrar esse post no que está acontecendo nesse fim de semana na dimensão política e no ambiente econômico dos Estados Unidos 

Politicamente eu acredito que Joe Biden precisará de um sinal PARE para ter alguma chance de aproveitar a placa do SIGA.   São muitos problemas sobrepostos para um “senhor idoso” resolver em curto espaço de tempo.

O que aconteceu no Afeganistão, depois de vinte anos de intervenção militar, é injustificável para os padrões norte-americanos.   O desespero das pessoas presentes no aeroporto de Cabul, em 31 de agosto de 2021, é uma cópia das pessoas presentes no aeroporto de Saigon quando da saída dos norte-americanos do Vietnã. 

Eu lembro que eu usava as imagens de vídeo quando eu era professor da disciplina Cenários Econômicos.   Ao contrário do que aconteceu em Cabul onde as pessoas se agarravam aos aviões, no caso de Saigon havia gente segurada nos helicópteros, onde houvesse um espaço livre.  

Ao final dos quatro anos de Casa Branca,  Donald Trump negociou acordo com o Talibã e Joe Biden apanhou o bonde andando.   As imagens das pessoas caindo do avião, de cem metros de altura, em plena pista do aeroporto de Cabul, ficou como o cartão de visita do novo presidente democrata.

Donald Trump deu as costas para as tradicionais parcerias internacionais e se negou a apertar a mão de Angela Merkel quando a chanceler esteve na Casa Branca.   O vídeo de Angela com o olhar estupefato foi reapresentado na televisão, por dias sucessivos, à época que o fato aconteceu.

Quando Joe Biden venceu as eleições e buscou a OTAN e as antigas parcerias o ambiente já não era mais o mesmo.  A China ocupou espaço e o perfil do grupo era muito diferente daquele deixado por Barack Obama. 

Desde o desastre em Cabul, eu percebo que Joe Biden tem procurado concentrar toda a atenção nos furacões e na vacinação.   Realizou várias reuniões com governadores para saber o que eles estavam precisando e vem promovendo, sistematicamente, a vacinação junto ao funcionalismo público.  Ao falar em generalizar a vacinação, as empresas desejam saber quais serão as condições. 

Amanhã é dia de Antony Blinken, secretário de Estado, testemunhar em Capitol Hill sobre a retirada das tropas do Afeganistão.   Será um evento presencial para os representantes do Comitê e virtual para o secretário de Estado.   O contexto é desesperador em Cabul.

A par de transmitir o testemunho de Blinken, a CNN coloca no canto da imagem da tela o comportamento, ao vivo, do Dow, S&P 500 e Nasdaq para que o telespectador possa avaliar as reações simultâneas do mercado.  Uma manifestação importante para o governo de Biden.

No fundo a oposição republicana e até os próprios aliados democratas querem saber como se planejou uma operação tão desastrada, transmitida, ao vivo, para todo o mundo.  Vou assistir e depois eu faço avaliação através de um novo post.

À essa altura do post eu migro da dimensão política para o ambiente econômico.   Embora todos os números carregados de otimismo que vem sendo divulgados há vários meses, há uma boa parte de analistas, inclusive eu, que acredita que há uma distância razoável entre a conjuntura atual e uma conjuntura considerada normal.

É verdade que a régua está muito alta.  Quando a pandemia chegou a economia norte-americana vinha de um período de pleno emprego, que, inclusive, fazia às vezes de âncora política do ex-presidente Donald Trump na corrida para a reeleição.

Daí a dificuldade para a economia voltar ao normal.  O que parece paradoxal é que ao colocar a régua lá em cima, abre um espaço para que os principais índices da bolsa possam avançar.   Até quando?   Esse é o ponto que se impõe analisar.

 O índice S&P 500 alcançou o patamar de 4.530.17 em 01 de setembro e depois recuou.   O comportamento do índice vem sendo monitorado por todos os analistas econômicos.   Agora, as projeções começam a bater de frente contra a hipótese da normalidade da economia.

…  

É essa incerteza que está posta nesse fim de semana.  Fala-se na variante Delta no outono em todos os ambientes que eu monitoro no meu blog.    Do presidente norte-americano às demais lideranças mundiais, passando por representantes de empresas e trabalhadores, a preocupação com a Covid19 é generalizada.

A par desse novo contexto, a dúvida é se o índice da bolsa terá perda de sustentação.   Se isso acontecer, até quando o índice  preservará alguma estabilidade?  As apostas estão na ordem do dia.

Boa noite, leitor do blog!

… 

FOTO ABAIXO: CASA DE FADO, LISBOA, 1968

Tão logo eu fui morar em Lisboa eu não via a hora de ir a uma Casa de Fado.   Elas estão localizadas na Alfama, no  Bairro Alto e nas cercanias da Sé. 

Havia muita gente em torno das casas de espetáculos.  Tudo iluminado à noite e havia muito turistas em volta dos prédios.   Achei formidável.   Comida de alta qualidade, exímios artistas, excelentes apresentações.

A DIMENSÃO POLÍTICA E O AMBIENTE ECONÔMICO NORTE-AMERICANO NESSE FIM DE SEMANA

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