Porto Alegre, 24 de setembro de 2021

Post 01.09.94

01 INTERNACIONAL, 09, Conjuntura norte-americana, 94 número de ordem do post

CANTINHO DA PANDEMIA:  A crise sanitária surpreende na Áustria.  Há 1754 novos casos no país e a média nos últimos sete dias é de 1672 casos.  Tudo isso acontece em meio a uma nova onda da Covid19.

A China divulgou hoje a informação que aconteceram 66 novos casos de Covid19 no país, dos quais 28 são importados.

CONJUNTURA NORTE-AMERICANA:  O leitor percebe que eu procuro mantê-lo atualizado de todas as manifestações de Jerome Powell porque ele está no centro das decisões de encerrar os estímulos e de elevar a taxa básica de juros na economia dos Estados Unidos.

Pois ontem eu fazia gravações para a minha videoteca quando o programa Bloomberg Surveillance anunciou a presença de Jerome Powell, Federal Reserve Chairman, o presidente do FED. 

Powell surgiu na tela com um terno cinza claro e um gravata lilás, tendo uma bandeira dos Estados Unidos de um lado e uma do Sistema de Reserva, do outro.   Ele se mostrou extremamente burocrático como se estivesse lendo um texto em um telão à sua frente. 

Essa quarta-feira era o segundo dia de reunião do Comitê de Política Monetária e Powell realizou uma coletiva de imprensa.   A grande expectativa estava relacionada a dois fatos, o encerramento dos estímulos fiscais e a elevação das taxas de juros.

Em primeiro lugar ficou evidente que  a desaceleração nas compras mensais de ativos (tapering) de US$ 120 bilhões, vai acontecer.  Ficou a impressão que isso deve acontecer nos próximos meses, talvez novembro se a economia mantiver o ritmo atual, mas não se sabe quando ela chegará ao fim.

Quanto à elevação dos juros, até aqui as autoridades afirmavam que a inflação estava acima da meta de 2,0%, mas que ela permaneceria algum tempo nesse cenário e, posteriormente, convergiriam para o objetivo fixado pela autoridade monetária.

Na oportunidade, Powell afirmou que o avanço do IPC foi além do esperado tendo em vista as restrições de oferta cuja duração foram além das projeções da Instituição.    Dessa forma, o quadro vai se manter por alguns meses até a esperada queda esperada pelas autoridades monetárias.

Eu creio que ao fim e ao cabo, o processo decisório prossegue em standby.  As informações divulgadas não estavam muito longe do que os investidores esperavam.  O que faltaram foram datas mais precisas por parte do chairman do FED.   

O tapering é para novembro?  Pode ser para dezembro?   E a inflação elevada ficará até quando?  Permanecerá ao longo de todo o exercício de 2022?

Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO: RUA DA PRAIA, PORTO ALEGRE, ANTES DA PANDEMIA

A imagem é de antes da pandemia, verão de 2019.  Muito calor no Centro Histórico e muita gente nas ruas.   Quem iria imaginar que meses mais tarde a Esquina Democrática estaria ocupada por transeuntes com máscara de proteção e evitando qualquer aglomeração?  

Eu confesso que escrevi sobre todas as crises econômicas desde o fim dos anos 60.  Nunca vi algo igual.  Nas instabilidades do pretérito tudo era muito especificado, do diagnóstico da situação às propostas do governo para superação das crises.

Dessa vez, o script foi diferente.  Há uma guerra contra o inimigo invisível. Eu fui atrás dos jornais do Rio de Janeiro da época da gripe espanhola.  Tudo o que eu li nos periódicos de 1917-18 estão presentes na realidade de 2020-21.

Um ponto que me marcou nos jornais do século passado é que eu li que a gripe espanhola terminou de forma abrupta.  Foi com chegou, de forma inesperada 

A NARRATIVA MAIS RECENTE DE JEROME POWELL (FED)

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