Porto Alegre, 23 de outubro de 2021

Post 02.01.58

02 Brasil, 01 Conjuntura econômica, 58 Número de ordem do post

CONJUNTURA ECONÔMICA:  Eu começo o meu post buscando as informações mais recentes da  estabilidade e do desempenho da economia brasileira segundo o Boletim Focus do Banco Central do Brasil.

… 

O último Boletim Focus, referente a 15.10.2021 e divulgado em 18.10.2021, projetou IPCA de 8,69%  e o crescimento do PIB em 5,01%, ambos para o corrente ano.  Tendo em vista que a base de comparação é frágil porque houve recessão em 2020, os analistas estão focados nas projeções para 2022.

Então, segundo a mesma fonte, para 2022 as projeções são de 4,18% de IPCA e de 1,50% para o crescimento do PIB.   Há quatro semanas, o IPCA era projetado em 4,10% e o incremento do PIB era de 1,63%.  Dá para perceber que os indicadores de estabilidade e desempenho evidenciaram uma piora na passagem de um mês.

Outras informações – câmbio e selic – também estão disponíveis no Boletim Focus.  Quais são elas? A taxa de câmbio projetada (R$/US$) se manterá em R$ 5,25 (2021) e R$ 5,25% (2022).   Quanto à taxa selic, ela esta projetada em 8,25 % a.a. (2021) e em 8,75% a.a. (2022).   

Dó conjunto de informações disponíveis é possível fixar algumas conclusões:

A inflação ganhou força em 2021, inclusive, no acumulado dos últimos doze meses, o IPCA já alcançou um patamar de dois dígitos, ou seja, uma taxa de 10,25% ao ano.

Com a taxa de câmbio em R$ 5,25, a inflação terá um terreno fértil para o avanço do IPCA.   Ao mesmo tempo, com taxa selic em 8,75% ao ano haverá elevação de juros e a economia continuará travada em termos de crescimento.

O desempenho da economia brasileiro é insuficiente desde 2016, conforme eu escrevi em post anterior.  Em 2020, o Produto recuou 4,1% e a projeção para 2021 é de um incremento de 4,7% segundo dados do BACEN, publicados em 30.09.  Praticamente as taxas se compensaram no biênio 2020-21.

Ora, como a projeção o incremento do Produto para o próximo exercício, segundo o Boletim Focus, é de um avanço de, apenas, 1,5%, isso significa que o desempenho pífio que vem desde 2016 deve prosseguir em 2022. 

Em suma, são muitos anos (2016-2022) entre dados e projeções, com a economia sem decolar.  Isso significa que o Pais convive com o PIB muito em baixo, e a taxa de inflação, medida pelo IPCA, muito em cima. 

Para encerrar, é lamentável as condições que a economia brasileira chega para um ano eleitoral. Certamente, uma fase em que as promessas ganharão alturas, mas, lamentavelmente, a economia continuará taxiando em terreno adverso.

Fazer o quê?  Distanciar-se da polarização e conscientizar-se que é preciso focar em propostas concretas para que o Brasil retome, imediatamente, o ritmo da atividade econômica, caso contrário o desemprego, o mal maior, continuará avançando ao longo do quinquênio.

Em novos posts vou prosseguir analisando a via crucis da economia brasileira.  Boa noite, leitor do blog!

FOTO ABAIXO:  O MUSEU DA HISTÓRIA DA MEDICINA DO RIO GRANDE DO SUL

Eu conheci a parte interna do prédio do Museu quando ainda se chamava Hospital Beneficência Portuguesa.   

Naquela oportunidade, anos 70, o meu pai foi submetido a uma cirurgia de uma hérnia. Ele nunca tinha sido operado e só viria a falecer aos 104 anos. 

O hospital me pareceu como aqueles que eu via no cinema nos filmes da época da gripe espanhola.   Eu lembro que o hospital muito ensolarado durante as manhãs me parecia muito escuro à noite.   

Quando cheguei no quarto em que o me pai estava em recuperação, pareceu-me que aquilo era um ambiente de uma penumbra.  Havia, apenas, uma luz amarela daquelas extremamente fracas nos aposentos.

Tão logo chegou uma enfermeira no quarto eu indaguei sobre o porquê de tamanha escuridão.  A profissional me respondeu com uma pergunta, mostrando toda uma indignação.     O senhor está reclamando do quarto que é utilizado pelo Cardeal Dom Vicente Scherer?

A mudança do prédio para sede do Museu aconteceu em 18 de outubro de 2007.   Desde então eu nunca mais visitei as instalações do hospital localizado na Avenida Independência. 

A CRISE ECONÔMICA (1) INFLAÇÃO E DESEMPENHO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *